Palavra Livre — Davis Sena Filho

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Vitória do PT, derrota da imprensa, marco regulatório e povo no poder

Por Davis Sena Filho  Blog Palavra Livre

MULTIDÃO COMEMORA A VITÓRIA DO PT E DE DILMA ROUSSEFF.

O Partido dos Trabalhadores ressuscitou. No decorrer dos quatro anos de Governo Dilma Rousseff, o PT foi transformado em carne moída, a alimentar o moedor da imprensa de negócios privados e a ser alvo constante de acusações provenientes do Congresso Nacional, por intermédio das lideranças do PSDB, do DEM, do PPS e até de alguns partidos de esquerda, que fizeram o jogo da direita, a exemplo do PSOL e, posteriormente, o próprio PSB, que abandonou a coligação de 25 anos para concorrer ao cargo de presidente da República com a candidatura de Eduardo Campos, morto em acidente de avião em Santos (SP) e substituído por sua vice, a ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, partido que ainda não conseguiu se regularizar no TSE.

O partido mais importante do Brasil virou um saco de pancadas, inclusive de setores do Ministério Público, do Judiciário, bem como da Polícia Federal, especificamente ao que tange às alas tucanas e conservadoras dessas instituições, que, nos governos de Lula e Dilma, nunca sofreram interferências indevidas por parte do Executivo, além de receberem todo o apoio material, estrutural e de pessoal dos governantes trabalhistas, que no poder sempre demonstraram perfis de republicanos, e, com efeito, abriram as portas dos palácios para os movimentos sociais e populares.

Contudo, o PT, que incorreu em muitos erros e equívocos, afinal um partido é composto por homens e mulheres, passou a sofrer uma campanha negativa, sem trégua e água, por parte dos magnatas bilionários de imprensa e seus empregados como nunca se viu antes neste País. Nem mesmo os históricos presidentes trabalhistas Getúlio Vargas e João Goulart, a respeito do “mar de lama” do direitista Carlos Lacerda, conhecido também como o “Corvo”, enfrentaram uma mídia tão poderosa e diversificada, como ocorreu com os petistas Lula e Dilma Rousseff.

Milhares de manchetes escandalosas, notícias depreciativas e repercussões de acusações e denúncias de corrupção, muitas delas vazias, pois sem provas e contraprovas, desaguaram nas portas do Palácio do Planalto como se fossem uma sequência de tsunamis, porque o propósito da máquina midiática comercial e privada e de seus cúmplices — as lideranças de direita na Câmara e no Senado —, bem como procuradores-gerais e juízes, a exemplo de Roberto Gurgel, Marco Aurélio de Mello, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, dentre muitos outros, era, e ainda continua a sê-lo, a busca sistemática pela criminalização do PT, do Governo Trabalhista, de suas lideranças históricas e, evidentemente, efetivar o desgaste político de Lula e Dilma, dois presidentes populares de grande força ideológica e eleitoral.

O PT, acossado pelo bombardeio midiático e de setores poderosos do próprio Estado nacional, enfim, passou a reagir, até porque antes tarde do que nunca. Sua campanha e propaganda eleitorais deste ano significaram a ressurreição da agremiação de esquerda, que, porém, demorou de mais para se soerguer e se contrapor, com força, às acusações infundadas, porque as que foram comprovadas a Polícia Federal, nos governos trabalhistas, encarregou-se de investigar e prender, quando necessário, os corruptos e os corruptores do dinheiro público.

O sucesso das ações da PF foi confirmado, indubitavelmente, por intermédio dos altos índices e números de investigações, operações, repressões e prisões, no que concerne ao combate à corrupção e outros crimes combatidos pelas administrações petistas, que, apesar das falhas humanas, não varreram a sujeira para debaixo do tapete, como ocorreu nos governos tucanos de FHC, cujo procurador-geral da República foi apelidado de engavetador-geral. Sem comentários...

Contudo, a derrota do PSDB e de partidos traidores das causas populares, como o PSB, e de políticos cooptados pelo sistema de capitais, a exemplo de Marina Silva, não pertence somente aos tucanos. Destaco que a Sonhática escancarou, definitivamente, as portas da direita partidária, do empresariado mais reacionário, do porte dos banqueiros, e do conservadorismo político e ideológico para ela entrar ao apoiar o candidato de direita, o tucano Aécio Neves. Marina está agora em seu devido lugar, e sua opção não tem volta. Marina é o Roberto Freire de saia. Sua escolha no segundo turno foi soberana, direito de cidadã livre, mas escolha grave, porque ela enterrou, sem qualquer apelação, seu passado de lutas populares. Ponto!

Os magnatas bilionários de imprensa e de todas as mídias cruzadas e seus capatazes perderam. São os principais derrotados dessas eleições. Uma derrota acachapante e retumbante, porque eles agem como se fossem sombras, como seres das penumbras ou dos lodos. Todavia, tais barões são covardes, porque brigam e lutam contra um partido político que não tem acesso aos meios de comunicação privados, que se transformaram em um partido político de direita e de extrema direita, sem, no entanto, serem legalizados para agirem dessa forma, em uma parcialidade que remonta a imprensa dos regimes ditatoriais em qualquer era ou época da história da humanidade.

Mais do que o PSDB e seus coligados, mais do que certos setores do MP, da PGR, do STF e de outros tribunais superiores, a imprensa corporativa e historicamente golpista é a maior derrotada. A imprensa das mentiras e das meias verdades, a imprensa da manipulação e dos escândalos de caracteres marqueteiros, das denúncias e das acusações não comprovadas — vazias. A imprensa de direita e ponta de lança dos interesses dos grandes trustes internacionais e aliada dos governos estrangeiros de países de DNA colonialista e imperialista. A imprensa hedonista e arrivista: a protagonista da derrota. Alvo de um nocaute emblemático, cujo ringue é a eleição presidencial de 2014.

Por isso se torna urgente a efetivação do marco regulatório para os meios de comunicação, que é constitucional. Além da reforma política, que vai proibir o financiamento privado de campanhas e, consequentemente, diminuir a corrupção, o marco regulatório não deixa também de ser uma reforma, apesar de sê-lo uma ferramenta de regulação e regulamentação de um setor econômico, que se considera acima da lei e dos interesses legítimos do povo brasileiro. Todo mundo sabe que os magnatas bilionários das mídias cruzadas vão berrar, chorar, mentir, dissimular e manipular essa questão tão cara ao Brasil e seu povo.

Entretanto, não há mais como o governo empurrar com a barriga a construção de um País mais justo, igualitário e democrático no que é relativo a esse setor econômico, que luta para não ser inserido no contexto social, a se submeter às leis e a responder por seus erros e acertos, e, quando cometer crimes, ser punido, como ocorre com outros segmentos da sociedade tementes à Lei.

O PT e o Governo Trabalhista devem a regulação das mídias — a Lei dos Meios ao Brasil. Ponto! Salutar também, pois, com efeito, é a presidenta Dilma Rousseff não se “esquecer” do marco, porque não seria justo, à sociedade brasileira como um todo e aos militantes da democracia e das causas populares, que deram seus tempos e suas coragens para enfrentar o poderoso sistema midiático empresarial, além dos seus áulicos da perversidade e da iniquidade esparramados em todos segmentos da vida brasileira.

A vitória pertence ao PT, ao PCdoB, aos seus aliados políticos e eleitores do Brasil de almas democráticas e humanistas.  A vitória também pertence aos combatentes e generosos blogueiros progressistas, que, aos milhares, realizaram contrapontos às versões de notícias e manchetes inúmeras vezes manipuladas pela imprensa empresarial e familiar, que foi desmentida prontamente quando necessário. Se não fosse a internet e o protagonismo dos blogs e sites “sujos”, acredito que o candidato da direita, o tucano Aécio Neves, sairia das eleições como vencedor. A imprensa burguesa não fala mais sozinha. A vitória do PT e de Dilma retrata, sobretudo, a grandeza e o humanismo do povo brasileiro. O povo no poder! É isso aí.     

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma, demolidora, detona a Veja e seus cúmplices

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre




Tal qual a um tsunami, Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, varreu a revista Veja — a revista porcaria — do mapa do jornalismo e a colocou, juntamente com seus cúmplices perante milhões de brasileiros, em seu devido lugar, que é o de não se intrometer, indevidamente, de forma criminosa, no processo político e eleitoral brasileiro.

A presidenta trabalhista não nomeou os cúmplices de Veja, mas todo mundo sabe que tais sequazes do pasquim praticante do jornalismo bandido são também protagonistas do golpismo político e da efetivação de uma conduta política, partidária e ideológica tão ou mais nociva do que a praticada pelo semanário da famiglia Civita.

Família que, ao que parece, após ser expulsa da Itália, dos Estados Unidos e da Argentina, aportou em terras tupiniquins, precisamente em São Paulo, para “peitar” e fazer oposição a governos eleitos pelo povo de forma ilegal quando não criminosa, a exemplo de sua parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, dentre muitos outros personagens do submundo do crime com os quais a Veja se envolveu.

O programa eleitoral de hoje do PT é um marco histórico para o sistema político brasileiro porque demarcou, sem sombra de dúvidas, que o Governo Trabalhista, o povo brasileiro e principalmente as pessoas que percebem com nitidez e sobriedade que a imprensa corporativa e comercial não pode mais abrir manchetes, elaborar matérias desonestas, infames e golpistas, cujos propósitos são derrotar os políticos que os magnatas bilionários consideram seus inimigos e, consequentemente, sabotam e boicotam seus governos quando não tentam, literalmente, derrubá-los.

Dilma foi para cima da Veja e afirmou que tal publicação travestida de revista, que edita um jornalismo mequetrefe e rastaquera, vai ser devidamente processada e denunciada aos tribunais, bem como a mandatária candidata à reeleição chamou o pasquim de péssima qualidade editorial de “criminoso”, “infame” e que “excedeu todos os limites da decência e falta de ética”.

Dilma completou: ...”insinua {a Veja} que eu teria conhecimento prévio dos malfeitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições”.

A Veja afirma simplesmente, a demonstrar sua completa irresponsabilidade com a verdade e os fatos, que Dilma foi omissa no que é relativo aos malfeitos acontecidos na Petrobras, além de acusar o ex-presidente Lula de saber de tais crimes, cometidos por um ex-diretor ladrão, que foi preso pela Polícia Federal no Governo Dilma e que vai responder à Justiça pelos seus crimes.

Nos tempos sombrios e sem expectativa de futuro dos tucanos do PSDB no poder, milhares de denúncias foram engavetadas, bem como os processos eram sistematicamente arquivados, a tal ponto que, na Era FHC, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, tinha o sugestivo apelido de engavetador-geral. Seria cômico se não fosse trágico e surreal.

Contudo, vai ficar muito difícil para os cúmplices de Veja, como afirmou a Dilma, darem sequência à má-fé política e ao banditismo eleitoral. O Jornal Hoje, da TV Globo, não repercutiu a matéria desonesta e inconsequente da Veja sobre a Petrobras e o ladrão confesso devidamente preso, Paulo Roberto da Costa.

Considero que vai ser também muito atrevimento e falta de noção e discernimento se o Jornal Nacional repercutir o jornalismo de esgoto da Veja, como sempre o fez. A Rede Globo e o diário O Globo são useiros e vezeiros em dar ênfase às diatribes de Veja, Época e IstoÉ. Logo depois, essas mesmas companhias privadas e de caracteres golpistas dão voz a políticos do PSDB, do DEM e do PPS no Congresso Nacional, que, irrefragavelmente, atacam os governantes petistas, o PT e o Governo Trabalhista.

Esse processo vergonhoso denota toda a bandidagem do jornalismo praticado há muito tempo pelo sistema midiático de negócios privados controlado por meia dúzia de famílias. Os principais cúmplices de Veja não nominados por Dilma em seu programa eleitoral de hoje são os seguintes: Redes Globo, Bandeirantes, SBT e Globo News; CBN, Rádios Globo, Bandeirantes e Jovem Pan; jornais O Globo, Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Braziliense, Estado de Minas, dentre outros.

Trata-se do Partido da Imprensa e que não vacila, de forma alguma, quando quer sabotar, boicotar e, se tiver oportunidade, derrubar um governante trabalhista eleito pelo voto soberano do povo. Esses grupos econômicos imperialistas e que defendem os interesses das elites escravocratas brasileiras e dos países desenvolvidos de históricos colonialistas lutam, incessantemente, contra o desenvolvimento do Brasil e a emancipação definitiva do povo brasileiro.

Por isto e por causa de ações e atos tão levianos e graves, como os praticados por Veja e seus cúmplices, que a sociedade brasileira sabe de quem se trata. Novamente afirmo que os governos petistas, de essência trabalhista, tem de efetivar, conforme reza a Constituição de 1988, o marco regulatório para as mídias. O Governo tem o dever de proteger a sociedade brasileira dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas com a sanção da Lei dos Meios, como o fizeram os Estados Unidos, a Argentina, a França, a Alemanha e a Inglaterra. Ponto!

A fala de Dilma Rousseff no programa eleitoral de hoje é digna de grandeza histórica e tão importante quanto à ação do político trabalhista e homem corajoso, Leonel Brizola, que obrigou o Jornal Nacional de Roberto Marinho a se retratar de suas infâmias na voz do apresentador Cid Moreira. Brizola disse o que muitos brasileiros queriam afirmar desde 1964 e no decorrer dos anos. Foi um grande acontecimento, mas isolado.

O programa eleitoral petista — a TV Dilma — é emblemático, porque causou previamente a demolição, inconteste, de um processo armado pelos barões bilionários de imprensa, que pensavam, ao antecipar a publicação criminosa e partidária de Veja, que seria possível repercuti-la ainda hoje no Jornal Nacional e sábado nos programas televisivos, inclusive até nos esportivos, como ocorreu hoje no programa “Redação”, do Sportv.  

A trabalhista Dilma Rousseff foi avassaladora, demolidora, e mostrou ao povo brasileiro, sem quaisquer dúvidas, como a imprensa empresarial e familiar edita e repercute seu jornalismo bandido, golpista e desonesto. O verdadeiro, autêntico e genuíno jornalismo de esgoto. O mesmo que a Veja e seus cúmplices realizam. Dilma detonou... Deletou a Veja! É isso aí.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PT X PSDB: operações e prisões da PF — O silêncio da imprensa de mercado...

Por Davis Sena Filho Palavra Livre 


Eu tenho afirmado, recorrentemente, que os governos trabalhistas e populares de Lula e Dilma Rousseff deram uma nova dimensão à Polícia Federal, que tem agido de forma livre, sem pressões governamentais e por isso efetivado seus trabalhos de maneira republicana, além de investigar servidores do governo, autoridades da República, eleitas ou não, e empresários, que são detidos ou presos se forem comprovados os malfeitos que, porventura, são acusados de cometê-los.

Lula e Dilma não tergiversaram com a corrupção e a combateram sistematicamente. Nomearam procuradores e juízes da PGR e do STF também de forma republicana, escolhidos em listas tríplices pelos mandatários, que acolheram os nomes preferidos de ambas categorias. Procedimentos esses que, em minha opinião, não deveriam ser efetuados, porque a escolha de juízes e procuradores, além do chefe da Polícia Federal, cabe somente ao presidente eleito, pois que tem força constitucional para determinar e fazer valer suas escolhas.

E deu no que deu: juízes e procuradores conservadores se aliaram à oposição de direita, à frente o PSDB com o apoio irrestrito e muitas vezes ilegal da imprensa vinculada aos interesses do sistema de capitais, a de negócios privados, que todo santo dia tenta golpear para derrubar o presidente trabalhista que está no poder até seu último dia de mandato, ainda mais se o mandatário de esquerda concorrer à reeleição.

Por sua vez, o número imenso de investigações, afastamentos, demissões e prisões não foram suficientes para os governos trabalhistas do PT evidenciarem seus atos e ações à parte importante e influente da sociedade brasileira, no sentido de ela compreender que foi exatamente nos governos de Lula e Dilma que a Polícia Federal foi prestigiada, recebeu uma grande soma de recursos financeiros, realizou concursos públicos para aumentar seus efetivos, bem como foi equipada, além de pela primeira vez em sua história trabalhar com liberdade para exercer suas atividades com competência e seriedade, independente de o investigado pertencer a grupos políticos ou empresariais poderosos.

Esta é a verdade, que é sumariamente e propositalmente deturpada e distorcida pelos grandes conglomerados de comunicação dominados por famiglias, que agem como verdadeiras máfias e permitem, por livre arbítrio, que gente do nível do “jornalista” e “colunista” Ricardo Noblat, de O Globo, ofenda violentamente o ex-presidente Lula, o maior líder popular da história do Brasil. Tal escriba dos Marinho o insultou de “moleque”. Se eu fosse o Lula recorreria à Justiça, sem titubear — vacilar.

Seria cômico se não fosse trágico e surreal um cara do naipe de Ricardo Noblat chamar alguém de moleque. Noblat se esqueceu de sua vida. A arrogância, a prepotência e a grosseria demonstradas, hoje, pelo mau escrevinhador são de uma vulgaridade ímpar e de uma atrocidade somente comparável a de um verdugo, no âmbito moral, no que concerne às suas palavras pérfidas e insidiosas.

O Governo do PT peca por nunca ter efetivado o marco regulatório para as mídias, como ocorreu em países capitalistas e democráticos, como a Argentina, a França, a Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos, somente para exemplificar esses. Por isso que gente como o Noblat fala o que quer e fica por isso mesmo. E por quê? Porque não temos uma lei que regulamente e regule os meios de comunicação.

Além disso, Lula e Dilma deveriam transformar a televisão pública, estatal, em uma televisão presente em todo País, inclusive, por exemplo, com direito de transmissão de eventos esportivos, culturais e artísticos, como ocorre, volto a afirmar, na Inglaterra, com a BBC de Londres. O Estado não pode ficar ao bel-prazer de megaempresas corporativas, pois, com efeito, torna-se erro estratégico grave.

Aliás, televisão muito admirada e elogiada nas bandas tupiniquins pela classe média conservadora e até mesmo por empresários de mídias, conquanto que tal modelo televisivo efetive suas atividades na Inglaterra e jamais aqui no Brasil, que tem uma mídia privada golpista, entreguista, manipuladora, mentirosa e, portanto, completamente descompromissada com os interesses do Brasil e com os direitos de cidadania do povo brasileiro.

No Brasil viceja uma imprensa que elabora o verdadeiro jornalismo de esgoto, bem como a programação das televisões, principalmente as abertas ao público, são de péssima qualidade. Ressalto ainda que a TV aberta não é gratuita, porque vive do dinheiro público em forma de publicidade, propaganda e crédito a juros mais baixos do que os praticados no mercado. A resumir: aproveita-se do dinheiro do povo brasileiro, o mesmo que os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas desprezam, além de historicamente conspirarem contra seus legítimos interesses. Ponto!

Então e por causa disto, obviamente, que tal jornalista que atende pelo nome de Ricardo Noblat deveria ser severamente processado pelo ex-presidente Lula. Sei que vai ter gente propositalmente a afirmar que eu quero calar a  “imprensa livre”, que na verdade não é livre, porque trabalhei em redações de jornais, alguns deles grandes, e sei que se tem alguma coisa que não é livre e nunca o será é o jornalismo mequetrefe, sectário, manipulado e rastaquera elaborado nas redações controladas por megaempresários.

Besta e alienado é o indivíduo que acredita em liberdade de imprensa, sendo que a “liberdade” que essa gente e seus empregados pregam é a liberdade de somente eles falarem e livres de contrapontos, do contraditório e de pensamentos antagônicos por parte de quem não concorda com as ideias e os propósitos nada nobres deles. A imprensa brasileira meramente de mercado é ridícula, perversa, mentirosa e golpista — uma verdadeira lástima!

Imprensa draconiana, antidemocrática e algoz do Brasil, como demonstrou, inquestionavelmente, antes, durante e depois da Copa do Mundo. “Não vai ter Copa!” Lembra-se? Agora, tal canhão midiático privado continua a dar voz a ladrões e criminosos presos pela Polícia Federal no Governo do PT. É o fim da picada, pois quanto mais a PF prende e o governo demite, mais a imprensa dá voz a corruptos para desmoralizar, desqualificar e criminalizar o Governo Trabalhista de Dilma, a fim de favorecer o candidato Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014, bem como em eleições passadas quando Lula foi o candidato vitorioso.

Quanto mais os governantes trabalhistas deram independência para a Polícia Federal agir e atuar, mais a imprensa burguesa, que faz a cabeça dos coxinhas de classe média, manipula os fatos e as ocorrências para que os governos petistas levem a pecha de corruptos, quando a verdade é que os presidentes Lula e Dilma não varreram a corrupção para debaixo do tapete, como fizeram os governos tucanos, que chegaram ao ponto de terem um procurador-geral (Geraldo Brindeiro) chamado de Engavetador-Geral da República.

Evidentemente, em todos os governos existem malfeitos, pessoas inescrupulosas, corruptos e maus administradores. A humanidade comete erros e muitos deles são graves. Porém, a questão é a impunidade, a promiscuidade entre o que é do  público e o que é do privado. E os governos petistas puniram e demitiram como nunca, pois quem julga é o Judiciário.

Agora, a imprensa e segmentos da Justiça e do MP fazerem vistas grossas quanto aos crimes dos tucanos considero simplesmente um absurdo e uma ousadia e atrevimento que depõem contra a Constituição, que reza que todos os cidadãos são iguais perante a Lei.

Com efeito, faço as seguintes perguntas:

“Há algum tucano corrupto preso?”

Respondo: “Não, não há”...

“Eles são protegidos pela imprensa alienígena e por setores do Judiciário e do MP?”

Respondo novamente: “São! E como são! É evidente”...

“E por que isto acontece?”

Afirmo: “Porque o Judiciário e o MP ainda “pertencem” ao círculo de atividades e influências da burguesia, apesar dos 12 anos de governos trabalhistas e populares”.

Juntamente com a imprensa corporativa e os partidos de direita, à frente o PSDB, o Judiciário sempre pende para o lado conservador do espectro ideológico. Até hoje o mensalão tucano não foi julgado, dentre outros crimes cometidos pela maioria dos partidos, notadamente o PSDB e o DEM — este o pior partido do mundo, que está a minguar igual a uma planta sem acesso à água. Fatos!

Quem não percebe esse processo é porque saiu de um coma profundo, ou não dá o braço a torcer, ou simplesmente compactua com que está aí, um Judiciário e um MP que ainda não são democráticos, porque não zelam integralmente pela cidadania, apesar de o Brasil ter sido redemocratizado já há algum tempo.

Por seu turno, para não ficar apenas nas palavras, elenco os números da Polícia Federal nos governos de Lula, de FHC, além de dois anos de Dilma (2011/2012). Tais números são incomparáveis, a favor do presidente petista.

Veja abaixo:

   A partir de informações fornecidas pelo site da Polícia Federal, realizou-se levantamento de todas as operações da PF de 2003 até 2012. Não foram encontrados no site da Corporação informações sobre operações entre 1994 e 2002 (Era tucana). Por que será?

No decorrer dos oito anos da administração de FHC, foram registradas apenas 48 operações da Polícia Federal. Outro avanço nos governos petistas no que concerne à Justiça Federal, é que, em 2003, existiam apenas 100 Varas em todo o País. Em 2010, o número de Varas chegou a 513.

A explicitar: 413 novas Varas da Justiça Federal, com um juiz titular e um substituto foram criadas apenas no período do Governo do presidente Lula.


“A corrupção não cresceu, os instrumentos de combate a ela é que aumentaram” — afirma o senador Humberto Costa.


Totais das operações da Polícia Federal de 2003 até 2010, durante os oito anos de Lula:

Total geral de operações: 1.273.
Total geral de presos: 15.754.
Total geral de servidores públicos presos: 1.882.
Total geral de policiais federais presos: 99.

Totais das operações da Polícia Federal de 2011 até 5/12/2012, nos governos Dilma:

Total geral de operações: 506.
Total geral de presos: 3.384.
Total geral de servidores públicos presos: 336.
Total geral de policiais federais presos: 17.

Somatório dos dados das operações da Polícia Federal de 2003 até 5/12/2012:

Total de operações: 1.779.
Total de presos: 19.138.
Total de servidores públicos presos: 2.218.
Total de policiais federais presos: 99.

1 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2003/2004:

Total de operações: 58.
Total de presos: 926.
Servidores públicos presos: 265.
Policiais federais presos: 48.


2 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2005:

Total de operações: 67.
Total de presos: 1.407.
Servidores públicos presos: 219.
Policiais federais presos: 9.


3 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2006:

Total de operações: 167.
Total de presos: 2.673.
Servidores públicos presos: 385.
Policiais federais presos: 11.


4 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2007:
Total de operações: 188.
Total de presos: 2.876.
Servidores públicos presos: 310.
Policiais federais presos: 15.


5 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2008:
Total de operações: 235.
Total de presos: 2.475.
Servidores públicos presos: 396.
Policiais federais presos: 7.


6 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2009:
Total de operações: 288.
Total de presos: 2.663.
Servidores públicos presos: 183.
Policiais federais presos: 4.


7 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2010:
Total de operações: 270.
Total de presos: 2.734.
Servidores públicos presos: 124.
Policiais federais presos: 5.


8 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2011:

Total de operações: 266.
Total de presos: 2.089.
Servidores públicos presos: 261.
Policiais federais presos: 4.


9 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2012:

Total de operações: 240.
Total de presos: 1.295.
Servidores públicos presos: 75.
Policiais federais presos: 13.

Importante: No Governo de FHC: 48 operações. Números exíguos. No Governo de Lula: 1.273 operações, com 15.754 presos. Números absolutamente incomparáveis e por isto inaceitável a tentativa sistemática de a imprensa burguesa querer colar no Governo Trabalhista e no PT a pecha de corruptos, quando a verdade é que nunca um Governo de caráter popular combateu tanto a corrupção, o que não aconteceu nos governos do PSDB. Os números provam, pois incontestáveis!

Sobre esses números e realidades, a imprensa familiar e comercial silencia.

*Dados retirados do site da Polícia Federal e do discurso da senadora Ângela Portela (PT), com a cooperação importante de Stanley Burburinho.

QUESTÃO DE ARBÍTRIO

a hora da chargeBlog Palavra Livre

O PASSADO É A VIRTUDE DO PRESENTE, QUE NOS LEVA AO PORTO SEGURO.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A briga com Aécio Neves e a ameaça em rua do Rio de Janeiro

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre
 

Ano de 1988. À noite. Lanchonete Gordon. Leblon. Rio de Janeiro.

— Vou bater naquele cara ali. Ele falou umas coisas de uma pessoa que eu tinha relacionamento.

Olhei para meu interlocutor, que ao meu lado esperava seu pedido no balcão e, surpreso, não entendi nada.

— Em qual cara você vai bater?

— Aquele ali. Não gostei do que ele disse.

Novamente olhei para o rapaz vestido com uma jaqueta preta e de couro. Eu estava ainda meio confuso...

— O que ele fez pra você agredi-lo? Ele recentemente sofreu um acidente de automóvel, operou um dos olhos e está até com um curativo...

— Não interessa! Ele mexeu com uma pessoa que significa muito pra mim.

E partiu para a agressão física ao meu conhecido, acompanhado, lembro-me, de um parceiro, que depois fiquei sabendo que era seu primo.

O alvo da fúria de Aécio Neves recuou e saiu da lanchonete e pisou na calçada, com o deputado federal por Minas Gerais, mas morador do Rio de Janeiro, em seu encalce.

Interferi e o empurrei. Ele partiu para cima de mim e trocamos socos. 

A contenda não durou mais do que cinco minutos, mas foi intensa e terminou quando o primo dele o chamou da calçada para que os dois entrassem em um táxi abaixo de xingamentos por parte das pessoas que me acompanhavam depois que saímos de uma festa, em Copacabana, e resolvemos comer alguma coisa na Gordon, lanchonete antiga do Rio, que não existe mais.

A briga teve um motivo, evidentemente. E vou contar: o meu colega, pessoa que não tenho contato há mais de 26 anos, disse uma piada, a meu ver de mau gosto, e que redundou em agressões e xingamentos entre duas pessoas que nunca se viram — não se conheciam.

A “piada” era a seguinte: “Getúlio Vargas deveria, ao invés de ter dado ao Tancredo Neves sua caneta, ter dado o revólver”.

As pessoas presentes ouviram a frase, mas eu, por exemplo, não dei muita atenção, porque estava mais interessado em comer alguma coisa e depois ir para casa dormir, pois estava cansado.

Entretanto, Aécio Neves não ponderou nada, demonstrou uma agressividade muito além do que era necessária e não se importou se seu oponente estava com o olho ferido e operado por causa de um acidente grave de automóvel.

Alguns, certamente, afirmarão: “Então por que provoca?” Eu respondo: Porque não dimensionou ou ponderou o problema que poderia ser causado; quis ser espirituoso; todos, nós, éramos jovens e muitas vezes a razão é superada pela emoção ou vontade de agradar as pessoas.

O tempo passou e Aécio Neves, herdeiro de uma das oligarquias mais importantes e influentes de Minas Gerais e do Brasil, continuou em seu caminho político, no PSDB, partido que vendeu o Brasil e que sempre teve como prioridade governar para os ricos e, consequentemente, manter o status quo — o interesse maior do establishment, ou seja, dos que podem mais, dos que pretendem transformar o Estado em mantenedor de seus privilégios e benefícios, como sempre procederam as elites no decorrer dos séculos.

Aécio Neves tem de ser desconstruído e desmentido por representar o atraso social e o retrocesso econômico, bem como sua personalidade agressiva, como tem demonstrado no decorrer de sua vida, bem como em sua campanha eleitoral, ao afrontar com desrespeito a presidenta da República, chamando-a de “leviana” e “mentirosa”, para logo inverter e manipular os fatos e as realidades ao afirmar que Dilma e o PT o agridem, quando, na verdade, o que acontece é o inverso.

A campanha do PT deveria, sistematicamente, desmenti-lo e desmascará-lo, porque Aécio Neves é um playboy acostumado a mandar desde novo (aos 25 anos foi diretor da Caixa Econômica), mais do que qualquer tucano, pois desde cedo nunca dividiu o poder com seus correligionários, como acontece a exemplo dos membros do PSDB de São Paulo, que tem várias lideranças que se alternam no poder estadual e nas corridas presidenciais.

Aécio é perigoso, porque coloca em risco os programas sociais e os projetos que estão a ser efetivados no País pelos governos trabalhistas. O povo brasileiro e a classe média nunca tiveram acesso a tantos benefícios, como ocorreu nos últimos 12 anos. O PSDB é um partido predador e Aécio é o tigre da vez, pois já afirmou que vai efetivar medidas amargas e impopulares. Ou seja, ele vai fazer o que a direita sempre fez: tirar dos pobres e favorecer os ricos. Ponto!

O tucano mineiro tentou agredir uma pessoa ferida e recém-operada. Não importa se tal cidadão o tivesse provocado. Além do mais, Aécio era e ainda o é uma autoridade e quem tem poder deve sempre ponderar os fatos para ter calma em situações tensas e difíceis, o que não ocorreu com o Aécio jovem e até hoje não é a prática do senador temperamental e hoje com 54 anos. Detestei aquela noite de 1988, na lanchonete Gordon, e, em casa, adormeci aborrecido e triste, afinal não fui o responsável pela confusão.

AMEAÇA NA URCA

Ano de 2014. À noite. Ao sair de restaurante. Urca. Rio de Janeiro.

O Brasil perde de sete a um para a Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo. Vi o jogo, convidado por um amigo proprietário de um quiosque na praia do Leme, bairro aprazível, à beira mar e com suave cheiro de maresia.

Dia muito nublado. Tão plúmbeo, que os poucos raios de sol sucumbiam perante o breu das enormes nuvens.

Termina o jogo às 19 horas ou um pouco mais. Sinto fome e resolvo ir a um restaurante da Urca, talvez o melhor bairro do Rio, banhado pelas águas da baía da Guanabara, margeado pela mata atlântica e com o majestoso Pão de Açúcar a sombrear as casas e as lindas paisagens de tão tranquilo e tradicional bairro carioca.

Entro em um dos dois ou três bares e restaurantes próximos ao histórico prédio onde funcionou a extinta TV Tupi e anteriormente o famoso Cassino da Urca, onde o empresário gaúcho, Carlos Machado, o rei da noite nas décadas de 1940 e 1950, realizava seus shows e atrações com os melhores atores e cantores daquela época quando o Rio de Janeiro estava em seu auge, além de ser a capital da República.

De repente, o prenúncio de chuva que verifiquei no Leme se torna realidade. Cai um tremendo temporal. Chuva para valer, ao ponto de a rua onde eu estava se transformar em um rio. Saio do restaurante e caminho pela calçada protegido pela marquise.

Paro em frente ao último restaurante, que fica próximo à esquina. Tento falar ao celular para pedir um táxi. A chuva repica intensamente no asfalto e o vento move com força os galhos das árvores. Um deles é arrancado do tronco de uma amendoeira. Eu estou sozinho e percebo que meu celular está com a bateria descarregada.

Olho para o relógio: 20h35. Da calçada, vejo um funcionário do restaurante. Pergunto a ele se poderia fazer o favor de chamar um táxi para mim. Estou cansado e a chuva é intensa e começa a esfriar.

O rapaz diz que recebeu uma ordem da gerência para não atender pedidos como esses. Eu o escuto e quando reinicio a caminhada para encontrar um táxi, um homem branco, alto, forte e com cerca de 38 a 40 anos surge na porta do restaurante e me diz as seguintes palavras:

— Ei! Eu sei quem é você, mas você não me conhece...

— Quero lhe dizer uma coisa: se você falar mal e continuar a falar mal do PSDB eu vou te matar de porrada!

— Você tá entendendo?

Seus olhos eram castanhos escuros e vidrados de ódio — de fúria. Da porta do restaurante, ele me olhava de cima para baixo, pois eu me encontrava na calçada.

E prosseguiu:

— Vou te matar de porrada! Pare de falar do PSDB! Está avisado!

O brucutu, com perfil e ares de fascista, não se importou se eu sou um senhor, com cerca de 15 a 18 anos mais velho do que ele.
Respondi:

— Olhe, eu não te conheço e acho um absurdo o que você está a me dizer. Se você me agredir, eu terei de ir a uma delegacia e te denunciar...

Ele me interrompe:

— Está avisado!

Respondo:

— Então é melhor você me matar, porque o que você está a fazer vai se tornar um problema muito sério. Não sou sozinho no mundo... Você não tem esse direito!

TEMPORAL INUNDA A RUA. À FRENTE O CASSINO DA URCA TAMBÉM EX-TV TUPI

O homem cheio de ódio e falta de discernimento sobre o que é cidadania e o direito de as pessoas livremente se expressar, como é o meu caso, olha para mim com desprezo, desdém e fúria, para logo encerrar o assunto como se ele fosse o dono da verdade e do direito à vida, e, por conseguinte, ameaçar as pessoas de morte.

Nunca, em toda minha vida, ameacei quem pensa diferente de mim sobre quaisquer assuntos ou temas ou teses. Ainda mais nesses termos absolutamente desumanos, opressores e fascistóides. O ódio é o irmão siamês da demência política e ideológica, cujos hospedeiros são os fundamentalistas da intolerância e da violência. É isso aí.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aécio é o retrocesso e o atraso — Marina é o Prometeu da política



Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre


  
A campanha à Presidência da República de Aécio Neves, senador e candidato do PSDB, partido à direita do espectro ideológico, resumi-se a uma coletânea de mentiras e meias verdades, que, seguramente assombram as pessoas que conhecem seu passado político e a forma como ele administrou o Estado de Minas Gerais, a terceira unidade mais poderosa da Federação.

Se não, vejamos: se Aécio fosse um político em que atualmente a população mineira confiasse, teria, evidentemente, votado em seu candidato Pimenta da Veiga. O tucano foi derrotado pelo petista Fernando Pimentel, que venceu as eleições ainda no primeiro turno, a fazer com que os marqueteiros de sua campanha apelassem fortemente para a veiculação do caso da Petrobras, com a intenção de engessar o debate político e se dedicar somente a um assunto: a corrupção.

Certamente que esta “canção” de uma nota só é o que apenas interessa a um grupo político que não tem proposta de governo e muito menos projeto de País. Isto acontece porque a direita não se preocupa com o social, com as condições de vida das pessoas, além de se recusar a pensar o País.   

Os grupos economicamente conservadores, e, politicamente reacionários, tem aversão em pensar sobre as questões brasileiras, simplesmente porque o propósito deles se resume a apenas ter lucros, seja quando e aonde for.    

Certamente, quem acredita em Aécio são as pessoas de fora de Minas, que não conhecem a administração fracassada do atual governador, Antonio Anastasia, homem de confiança do senador tucano e que governou para os ricos, a tal ponto de os mineiros lhes darem um retumbante não, o que demonstra o quanto as pessoas que o conhecem não confiam mais no PSDB das Alterosas.

Que negócio é esse de nova política, que a candidata derrotada do PSB/Rede, Marina Silva, tanto propaga? Política é política. Ponto! Política se faz com partidos, a respeitar o jogo democrático e a Constituição, bem como se constroem e se concretizam alianças e blocos partidários, cujo propósito das candidaturas, no caso das eleições presidenciais, é formar uma bancada forte para que a maioria dos deputados e senadores eleitos aprove, no Congresso, os projetos e programas apresentados pelo presidente da República, em nome dos eleitores que, soberanamente, o elegeu.

O resto é palhaçada(!), como diziam alguns colegas dos meus tempos de segundo grau e universidade quando consideravam alguma ação ou conduta insensata, surreal ou irracional. Marina, aquela que troca de partido como troca de camisa, é pródiga em dar uma de joão-sem-braço. Que nova política é essa que Marina Silva tanto apregoa, sendo que seu programa de Governo apresentado aos brasileiros não passa de uma cópia dos programas neoliberais da época do PSDB no poder?

Os tempos terríveis, lúgubres e sem esperança de Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I —, aquele que vendeu o Brasil e mesmo assim foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. O FHC que deseja retornar ao poder por intermédio de seu alter ego, o playboy do high society carioca.

Aécio Neves que, certamente, vai implementar a política econômica liberalizante para os estrangeiros, os grandes empresários, os banqueiros, e, por sua vez, limitar fortemente os investimentos em programas sociais, bem como minguar as obras de infraestrutura. Construções que garantem os empregos, a obedecer às receitas do FMI, conhecidíssimas dos brasileiros e dos latinos americanos.

Receitas vampirescas que sugam o esforço laboral dos trabalhadores de todas as nações e que neste momento arrebentam com as economias de mais da metade da Europa, bem como estigmatizam seus povos, que tem de procurar a sobrevivência por meio da imigração, às centenas de milhares de pessoas. Não há nada mais doloroso e humilhante quando um cidadão tem de sair de sua terra, do seu país por necessidade e não por opção.  

Voltemos à Marina. A Sonhática matou seu passado de lutas. Não satisfeita, realizou o velório; depois acompanhou o féretro, e, logo a seguir, o enterrou a sete palmos da superfície da terra. Agora, como tal o é sua personalidade dúbia e quase histriônica, Marina volta a dissimular e mal consegue explicar sua guinada espetacular à direita e por isso, esperta que é, recorre à sua retórica barroca, mas estéril, pois desprovida de conteúdo e significado.

Marina Silva sucumbiu ao canto da sereia e ao seu rancor, mágoa e raiva, porque foi cooptada pelos conservadores, sem volta e, com efeito, definitivamente. A Sonhática nunca aceitou ser preterida por Lula, que optou pela candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

O líder trabalhista percebeu que Marina, no cargo de ministra do Meio Ambiente, mudou de lado e abraçou teses e causas contrárias aos programas de Governo do PT ratificados pelas urnas. Marina se aliou a partidos de direita, a ONGs e a governos estrangeiros e prejudicou, o quanto pôde, os interesses do Brasil, muitos deles estratégicos. Ao perceber que poderia ser demitida, Marina se antecipou e saiu do Governo e, logo após, do PT.   

Ela se transformou em o Prometeu da política brasileira, cujo fígado pertence à ave de rapina, ou seja, à direita — ao establishment. A Sonhática deu vazão ao seu livre arbítrio de trair, não somente seus antigos correligionários, mas, sobretudo, à sua ideologia, aos seus valores e princípios políticos edificados desde os tempos do seringueiro e sindicalista Chico Mendes, cuja memória ela traiu também nessas eleições.

Aécio é outro que tenta convencer a população brasileira como se ele fosse o novo, o moderno e, o mais incrível, a “mudança”. Inaceitável! Como um político tucano que fala em choque de gestão e tem como principal conselheiro o banqueiro Armínio Fraga, que, ao sair do Governo FHC, os juros atingiram os incríveis 45% pode se considerar um agente da mudança? É surreal!

Fraga já deu inúmeras declarações que, no poder, vai efetivar medidas amargas e impopulares, com a aquiescência, é claro, de Aécio Neves. O burocrata chegou dizer que o salário mínimo era alto. Seria cômico se não fossem trágicos e ridículos seus pronunciamentos. Ele disse tudo o que os banqueiros e os rentistas querem ouvir.

O porta-voz dos banqueiros foi ainda mais além, ao verbalizar a intenção de fazer com que o BNDES diminua seus financiamentos e empréstimos, porque garantiu que o poderoso banco de fomento não vai mais emprestar, por exemplo, à Petrobras e às grandes empresas, pois Armínio Fraga quer que esses setores solicitem empréstimos e financiamentos aos bancos privados, que passarão a receber mais dinheiro do que já ganham em detrimento do Estado brasileiro.

São palavras inacreditáveis, mas são verdadeiras e pronunciadas por um tecnocrata desprovido de qualquer sensibilidade social e que pretende cortar investimentos e subsídios, pois a direita partidária e as castas elitistas consideram o desenvolvimento social dos povos uma perda de tempo, conquanto, evidentemente, seus grupos se locupletem no decorrer de uma vida inteira, como verdadeiros nababos e paxás. Fraga no Banco Central é a raposa no galinheiro.

Aliás, as palavras do tecnocrata e banqueiro são tudo o que o FMI e o Bird desejam e querem ouvir. E esta é a política econômica, financeira e contábil do senhor Armínio Fraga, ou seja, a política dedicada e favorável aos negócios privados e aos interesses dos países desenvolvidos, os mesmos que promovem e financiam as guerras em todo o planeta.

Aécio Neves é o “neolibelê” mais novo, cara pálida! Porque o mais velho é sempre escondido dos programas eleitorais do PSDB. Talvez FHC até apareça na televisão no fim da campanha. Fernando Henrique prejudicou o País e seus áulicos passaram dos limites, pois administraram com a finalidade de lesar a Pátria Brasil.

Somente quem saiu de um coma profundo; ou é um ser alienado e sem a compreensão da história e das realidades que se apresentam; ou é cínico ao tempo que hipócrita e não percebe que o sistema de capitais, em âmbito mundial, quer o modelo de rapina e exploração de volta, por meio da vitória dos tucanos, aposta e acredita que um político, que comanda a oligarquia mineira, uma das mais atrasadas e reacionárias do mundo, possa dar continuidade às conquistas materiais e sociais do povo brasileiro nos últimos 12 anos.

Não tem como o PSDB dar continuidade aos modelos desenvolvimentistas efetivados pelo PT e que mudou o Brasil para sempre ao melhorar nitidamente as condições de vida dos cidadãos. O povo sabe disso. Compreende, pois sofrido, tornou-se sábio e prudente. Quem não sabe dessas coisas da vida é a classe média, que adere aos ricos, sem, contudo, participar ou ser convidada para seus regabofes, comezainas e patuscadas.

A classe média foi muito beneficiada pelos governos petistas de essências trabalhistas, pois dedicados aos interesses mais legítimos do Brasil, a exemplo da lei que dispõe sobre o modelo de partilha para o pré-sal, dentre muitas outras questões estratégicas e de interesse dos brasileiros. A desconstrução de Aécio Neves se dá por ele mesmo. E por quê? Porque o tucano representa o passado terrível que o PSDB e os governos de FHC impuseram à brava gente brasileira.

Aécio Neves — o Neoliberal II — é o alter ego do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I — e representa o retrocesso e o atraso. Marina Silva — a Sonhática — significa a morte de seu passado político e o desejo irresistível e deslumbrado de ingressar no clube privê dos burgueses. Vamos ver, com o tempo, se eles, de fato, a aceitam. É isso aí.