Palavra Livre — Davis Sena Filho

terça-feira, 15 de abril de 2014

A covardia contra Dirceu e o privativismo doentio dos tucanos

a hora da charge  Blog Palavra Livre



O ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu completou cinco meses no presídio da Papuda. Sua pena é em regime semiaberto, de acordo com decisão soberana do plenário do STF. Contudo, o político de direita, o condestável juiz midiático, Joaquim Barbosa, e seu capataz para assuntos pertinentes à perseguição e ao autoritarismo, juiz de instância menor, Bruno Ribeiro, perseguem o político e militante petista, que até hoje não conseguiu sair para trabalhar, realidade esta que não ocorre com os outros condenados do "Mensalão".

O Mensalão nunca existiu e por isto tal caso é também chamado de Mentirão — apropriadamente. A verdade nua e crua é que o "Mensalão", como ação de compra de votos sistemática para que o Governo tivesse maioria na Câmara e aprovasse seus projetos, não passa de uma farsa e fraude, pois as acusações sobre sua existência somente tiveram por finalidade colocar o Governo Trabalhista de Dilma Rousseff contra a parede, bem como derrubar o ex-presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, da Presidência da República em 2005. O sonho da direita por um novo impeachment. Só que agora contra um líder político carismático e de esquerda.

A imprensa comercial e privada banca todo esse golpismo. Ela deseja pautar os governantes eleitos pelo povo, destruir quem considera seus inimigos políticos e ideológicos e assumir o lugar dos políticos tucanos, do DEM, do PPS e agora do PSB, com o propósito de atuar e agir como partido político, que, diuturnamente, combate o PT, suas principais lideranças, a exemplo de José Dirceu, José Genoíno e os governantes trabalhistas Lula e Dilma Roussef, que têm de enfrentar os magnatas bilionários de mídias, bem como seus cães serviçais e porta-vozes de seus interesses, que não são, nunca foram e jamais serão os mesmos do Brasil e do povo brasileiro.

Apesar das provas "tênues" contra José Dirceu, como afirmou irresponsavelmente e cinicamente o ex-procurador-geral direitista, Roberto Gurgel, juízes políticos, vaidosos, a exemplo de Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello, Luiz Fux, Ayres Britto e Cezar Peluso, aceitaram as acusações e atenderam os interesses de uma imprensa alienígena e de negócios privados, que se aliou ao PSDB, desavergonhadamente, a ter como norte a derrota do PT em toda e qualquer eleição presidencial, pois o que interessa é estancar o processo de desenvolvimento do País, diminuir quando, não, extinguir os programas sociais, além de reiniciar as privatizações.

O objetivo principal dos tucanos é entregar o Pré-Sal, por intermédio do modelo de concessões e suspender o sistema de partilha, que permite à Petrobras ter o controle dos produtos oriundos desse verdadeiro tesouro, que vai ajudar o Brasil investir em educação e saúde, conforme aprovado pelo Congresso Nacional e ratificado pela Presidência da República. E é exatamente isto que a direita partidária, a midiática, as petroleiras internacionais, os banqueiros e os governos da UE e dos EUA não querem. A direita não quer o desenvolvimento do Brasil! Ponto!

Os conservadores não querem a valorização do salário mínimo como projeto de estado e, sim, como de governo, e, em nome do combate à inflação, prometem efetivar medidas impopulares, como afirmou o tucano Aécio Neves, em vez de apresentar  alternativas para melhorar os programas sociais e garantir fontes de riqueza para os brasileiros exemplificadas no Pré-Sal e na defesa da Petrobras, uma das quatro maiores empresas de petróleo do mundo e portadora de vasto conhecimento científico e tecnológico sobre exploração de petróleo no fundo do mar. Os tucanos, realmente, são os mensageiros da peste, da iniquidade, e a promessa, pronta e acabada, de infligir dor aos mais fracos, aos pobres — aos que podem menos.

Quando vejo e ouço um almofadinha, um verdadeiro e genuíno coxinha como o Armínio Fraga a deitar falação neoliberal e a defender o que já foi derrotado, o que fracassou, o que não deu certo e o que prejudicou o Brasil, o seu povo, bem como derreteu as economias europeias e norte-americana, fico a pensar: "ou o mundo está louco, doido varrido, ou todo mundo é otário, trouxa, ou completamente sem noção das realidades que nos rodeiam". Não é possível que o povo brasileiro que alcançou tantas conquistas com seu trabalho, com seu poder de compra e com seu esforço vai votar em candidato de direita, que preza o status quo e que não tem nenhum vínculo com os interesses do povo brasileiro, a exemplo de Aécio Neves, tucano do PSDB e que tem como um de seus porta-vozes um incompetente quando trata da coisa pública, como o economista Armínio Fraga.

Quem duvida que se digne a ver os números e índices de Fraga quando ele era o presidente do Banco Central. Armínio Fraga é banqueiro e como tal vai ser um dos homens de Aécio Neves que vai colocar em prática toda a doutrina neoliberal que não deu certo e somente trouxe desemprego, desesperança, fome e miséria para o povo brasileiro. O banqueiro foi diretor-gerente da Soros Fund Management, trabalhou na Salomon Brothers, no Banco de Investimentos Garantia, além de ser conselheiro do Unibanco. Fraga é um burocrata sofisticado de bancos e banqueiros, e completamente voltado aos interesses do mercado, principalmente no que concerne a Wall Street. Armínio Fraga, definitivamente, não dá!  

José Dirceu está a ser apenado duas vezes. Ele, além de estar preso injustamente, agora também se tornou refém de juiz que preside o STF, de forma casuística, ainda tem de se submeter às vontades e aos devaneios do juiz de instância menor, Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal e filho de importante de dirigente do PSDB de Brasília, além de ter sido levado a assumir tal cargo por causa de interferência e influência de Joaquim Barbosa. 

Todavia, José Dirceu não está sozinho. A OAB já questiona duramente o presidente do Supremo, setores da imprensa também, além de juristas renomados, bem como o caso vai ser levado à Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Sem justiça não há paz, e quem preza a cidadania, a justiça, a democracia e a verdade sabe que a maioria dos juízes do STF agiram como políticos, do espectro ideológico conservador, e, consequentemente, alinharam-se com os interesses políticos da Casa Grande brasileira, uma das mais perversas do mundo.

O líder petista ora encarcerado é vitima de perseguição de juízes da VEP. Dirceu até hoje não conseguiu sair para trabalhar porque supostamente usou celular e comeu um feijoada, em lata, diga-se de passagem. As duas denúncias não procedem e não foram comprovadas. Ao contrário, o próprio diretor do presídio da Papuda afirmou, após os fatos serem investigados, que não aconteceu tais "privilégios". Mesmo assim o juiz Bruno Ribeiro, no alto de sua importância e arrogância, protelou ao máximo a saída de Dirceu para trabalhar, e, desse odioso modo, rasga solenemente as leis do País.

Anteriormente, o condestável juiz Joaquim Barbosa revogou decisão do juiz Ricardo Lewandowski, que, na cadeira da presidência do Tribunal, autorizou que José Dirceu trabalhasse. Barbosa desrespeitou uma decisão do presidente interino, que recebeu documentos da VEP, da direção da Papuda, do MP, para poder analisar o que estaria a acontecer com Dirceu no que é referente ao direito de trabalhar e às denúncias publicadas em uma coluna de fofoca política da Folha de S. Paulo chamada de “Painel”.

Como se percebe, a prisão de Dirceu, além de ser, indubitavelmente, um processo político, transformou-se também em uma covarde perseguição midiática e realizada por jornalistas paus mandados de magnatas bilionários de imprensa, que pensam que o Brasil de 210 milhões de habitantes e sexta maior economia do mundo é o quintal da Casa grande deles, em Nova York, Miami, Londres ou Paris, é claro. A covardia contra José Dirceu e o privativismo doentio dos tucanos ainda demonstram que o Brasil tem ainda muito que trilhar para ser totalmente democrático e civilizado. É isso aí.





terça-feira, 8 de abril de 2014

Aécio Neves é o alter ego neoliberal de FHC — a PetrobraX

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

AÉCIO NEVES É O ALTER EGO DE FHC E QUER MUDAR AS REGRAS ESTABELECIDAS PARA O PRÉ-SAL.
A turma da Petrobrax (os oldboys neoliberais de FHC) não tem jeito: odeia e despreza o Brasil. Esses neoliberais sentem, porém, mesmo sem tê-las, urticárias na pele só de pensar na autonomia e independência que a Petrobras poderá proporcionar ao povo brasileiro e ao desenvolvimento econômico do País.

O ódio e o rancor dessa gente são incomensuráveis, ao tempo que patético, ainda mais que o Pré-Sal começou a produzir e tem obtido recordes, como o acontecido em março, em que a camada do Pré-Sal atingiu a marca de 387 mil barris de petróleo por dia, além de registrar recordes nas produções de gás natural e fertilizantes.

As lideranças do PSDB, do DEM e do PPS — pautadas pela imprensa direitista de negócios privados — botaram as garras de fora e se regozijam por vislumbrarem a oportunidade de criarem a CPI da Petrobras, empresa símbolo do Brasil e da luta pela nossa emancipação como Nação desde os tempos do presidente trabalhista Getúlio Vargas.

O estadista criador também da Vale do Rio Doce e da CSN, que, juntamente com a Petrobras, formaram a base da nossa industrialização e impulsionaram o Brasil definitivamente para inseri-lo no capitalismo moderno — o capitalismo de massa tão propalado e admirado pela burguesia tacanha, provinciana e desprovida de qualquer estratégia de desenvolvimento, que sempre se beneficiou das obras dos trabalhistas das quais as “elites” quando no poder se tornaram ainda mais ricas, pois se locupletaram, porque, sovinas e descompromissadas com o País, governam para poucos em detrimento da grande maioria.

Como tudo mundo sabe, o (des)governo entreguista e subserviente de FHC — o Neoliberal I — tratou de vender o País e, consequentemente, impedir o acesso da população brasileira às conquistas sociais, tal qual já o fizeram inúmeros presidentes conservadores, testas de ferro das “elites”, que edificaram um País rico e demograficamente ocupado por uma sociedade anti solidária através dos séculos.

Esses são o “projeto” de País e “programa” de Governo da direita brasileira, conforme já divulgado pelo candidato tucano à Presidência, senador Aécio Neves, que avisou aos banqueiros, aos grandes empresários de inúmeros setores e à direita nacional e internacional que está “preparado”, se eleito, para “para {tomar} decisões impopulares”.

E completou sua desfaçatez de caráter ameaçador: “Se o preço [das medidas] for ficar quatro anos com [índices de] impopularidade, pagarei esse preço. Que venha outro [presidente] depois de mim”.

Aécio Neves deixou claro que se chegar ao poder vai retroceder e tentar implantar no País mais poderoso da América Latina, vítima de um golpe civil-militar vampiresco em 1964, os princípios do neoliberalismo, ou seja, a exclusão do estado no processo de desenvolvimento econômico do País.

O senador tucano é indubitavelmente o alter ego de FHC — o Neoliberal I. Ele prometeu a seus pares empresários dar total liberdade a tubarões e tigres, adjetivos dos fundamentalistas do mercado, inclusive permitir que haja novamente a alienação do patrimônio público brasileiro, que os tucanos do PSDB jamais construíram, porque o que foi construído e consolidado neste País foi por obra e graça dos trabalhistas. Ponto!

Essa gente carrega consigo o DNA da dependência porque o social realmente nunca o foi e nunca o será a preocupação da direita e muito menos dos tucanos emplumados, que vivem em um mundo paralelo, realidade esta que o povo brasileiro não tem acesso e muito menos condições plausíveis para compreender o que não é justo e sensato.

A verdade é que a Petrobras vai ser sempre o alvo dos conservadores, principalmente quando eles estiverem fora do comando do poder central. Sempre agiram assim no decorrer da história e, ao perceberem os números, os índices e os lucros gigantescos da multinacional brasileira sob a administração do Governo trabalhista, tratam rapidamente de buscar subterfúgios como a criação de uma CPI, que, evidentemente, vai ser usada como ponta de lança da direita brasileira até o dia das eleições, em outubro.

Obviamente que o PT, o Governo trabalhista e sua base de sustentação não vão permitir que haja a instalação de uma CPI, cujo objetivo é sangrar a presidenta Dilma Rousseff, a candidata que lidera as pesquisas. Mesmo as do Ibope e da Datafolha, que são elaboradas com perguntas mequetrefes e rastaqueras ao eleitor e que têm a finalidade de negativizar e desconstruir o Governo Federal, para, já no fim do questionário, perguntar realmente o que interessa à sociedade: saber se o Governo é considerado bom ou ruim. Básico.

A intenção é deixar o Governo em uma situação de refém dos interesses de grupos privados, que depois disseminam as pesquisas ao público conforme as conveniências e interesses políticos dos empresários de mídias que, inquestionavelmente, são parceiros do PSDB e de quaisquer partidos ou candidatos de ideologia conservadora que possam derrotar o candidato das forças progressivas deste País.

Contudo, o tucano Aécio Neves ainda insiste em prometer o que já foi feito pelo presidente neoliberal, FHC. Aquele mesmo que foi ao FMI três vezes, humilhado, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes, além de ser o “pai” do apagão, de 14 meses, bem como do emblemático naufrágio da P-36, que, simbolicamente, refletiu a irresponsabilidade e a falta de zelo de um governo relapso com a causa pública.

O governo neoliberal, de caráter entreguista, colonizado e com vocação para o erro, como se fosse um delinqüente contumaz, que não se importa, de forma alguma, com as conseqüências causadas ao País e ao seu povo, que ficaram desprovidos de suas empresas estatais, estratégicas para o desenvolvimento do Brasil, a exemplo da Telebras, uma holding de 12 empresas telefônicas, que tiveram suas ações vendidas a preço de banana, sendo que hoje temos uma telefonia das mais caras do mundo, cujas remessas de lucros bilionárias ajudam alguns países europeus a saírem do buraco em que se meteram desde o fim de 2008.

A Petrobras está a experimentar um dos melhores momentos desde sua fundação, em 3 de outubro de 1953. Tem batido recordes seguidos. Suas refinarias produziram em março quatro milhões de barris de diesel S-10, 20 milhões de barris S-500 e 14,8 milhões de barris de gasolina, além de ultrapassar a barreira dos 100 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

E o Aécio, político porta-voz dos interesses das classes ricas e do empresariado, vem com essa de dizer que está pronto para cometer desatinos “impopulares”, que talvez sejam esses:

1)  redução da oferta de créditos para a casa própria e para as pequenas e médias empresas; 2) redução de empréstimos à classe média (o Bolsa Coxinha); 3) aumento das taxas de juros; 4) congelamento de salários e pensões; 5) flexibilização da CLT; 6) aumento da tarifa da energia elétrica; 7) congelamento da tabela de imposto de renda pessoa física; 8) aumento do preço dos combustíveis; 9) extinção do Bolsa Família e de outros programas de fomento e de apelo social, a exemplo do Luz para Todos, bem como interferir de forma a prejudicar programas como 10) o Enem, o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida, dentre muitos outros.

A vitória eleitoral dos tucanos do PSDB significa retrocesso social, político e econômico, além de representar um abalo psicológico, que vai influenciar negativamente na autoestima do povo brasileiro. Um povo que nos últimos 12 anos teve acesso a incontáveis benefícios, entre eles a ascensão social, no que tange a consumir, a estudar, a trabalhar e a comprar bens duráveis, como casas, apartamentos, automóveis, elétricos e eletrônicos, assim como a frequentar bares, restaurantes, casas de shows, cinemas e os saguões dos aeroportos.

Porque se tem uma coisa que essa direita carcomida pelo tempo e perversa em sua natureza sabe fazer é trair e derrotar seu próprio povo e País, para que os grupos nacionais e internacionais que ela representa possam continuar a manter seus privilégios, bem como fortalecer o controle do estado e o domínio sobre os trabalhadores. Quem duvida, leia sobre a influência dos norte-americanos no golpe de 1964. Pura traição!

A Petrobras, mais do que qualquer grande estatal brasileira, sempre foi o alvo preferencial de partidos políticos de direita e dos empresários que os financiam e os evidenciam, a exemplo das Organizações(?) Globo, inimiga histórica da poderosa estatal, que no governo do ex-presidente FHC — o Neoliberal I — foi relegada a um segundo plano.

Os investimentos destinados à grande empresa nacional diminuíram muito, bem como a proposital falta de manutenção de seu parque industrial visava desqualificá-la como empresa para ficar mais fácil vendê-la às grandes corporações internacionais de petróleo, como ficou evidenciado no episódio do naufrágio, em março de 2001, da P-36, a maior plataforma de produção de petróleo do mundo, que custou na época aos cofres públicos US$ 350 milhões.

A verdade é que a intenção era fatiá-la ou desmembrá-la para ser vendida com o nome de Petrobrax. Alguns “gênios” fundamentalistas do mercado, pois fanáticos, consideravam o “Bras” de Brasil pouco vendável, bem como até hoje são possuidores de um sentimento de repulsa a tudo aquilo que possa lembrar o nome do Brasil e, consequentemente, sua independência perante os países imperialistas, que sempre defenderam os interesses da burguesia nativa de caráter entreguista.

Uma “elite” que atua e age em diversos segmentos, além de influenciar, por intermédio de seus canais, a classe média historicamente lacerdista e portadora de um gigantesco complexo de vira-lata, que a leva a ser submissa e comportada o suficiente para não questionar o domínio daqueles que ela considera as cortes estrangeiras dominantes e superiores, a serem seguidas e imitadas.

A classe que trata o sistema que a explora como normal, como se fosse algo da providência ou de ordem natural. Aquela que tem ódio e sente intolerância, porque despreza os povos pobres, os países subdesenvolvidos, ao tempo que trata as sociedades ricas e poderosas como suas soberanas, a quem essa classe acha que deve obediência, a seguir seus costumes e valores, pois serviçal,  admiradora daqueles que se resignam a um papel secundário, pois de almas subalternas e mentes colonizadas. A classe de coração de espantalho.

A refinaria de Pasadena é matéria requentada. Sobre essa questão, tal qual à CPI da Petrobras, até os recém-nascidos e os mortos sabem que essas maledicências são efêmeras e que, sobretudo, têm por propósito as eleições de outubro. Fazer o que, não é? Quando o candidato conservador, Aécio Neves, abre a boca não diz nada com coisa nenhuma se percebe, sem sombra de dúvida, que a direita não tem programa de governo e muito menos projeto de País.

Por isto e por causa disto, a burguesia precisa (como os seres vivos necessitam de ar para viver) de subterfúgios, exemplificados em CPI, denúncias vazias, declarações em off, vazamentos em doses homeopáticas para que a imprensa de mercado faça sua novelinha maledicente, golpista e de péssimo enredo, no que concerne à divulgação de processos, investigações e inquéritos sigilosos, materiais esses cujas origens remontam a indivíduos ligados à Polícia Federal, à Receita Federal, ao Ministério Público, ao Supremo, a fim de combater os governantes trabalhistas, que mudaram o Brasil e melhoraram para melhor as condições de vida do povo brasileiro, bem como são favoritos para vencer as eleições presidenciais deste ano.

O Brasil que o Aécio Neves diz querer em jantar com os tubarões ou tigres da economia não existe mais. Alguém, do PSDB ou do campo da direita, deveria avisá-lo. Aécio é jovem, mas sua cabeça é portadora da senilidade dos reacionários e dos egoístas. O Brasil desses burgueses não tem volta, porque os benefícios e conquistas sociais modificaram para sempre o discernimento dos brasileiros sobre os fatos e as realidades, bem como os inspiraram a querer mais, como deixaram claro e isentas de dúvidas as manifestações de junho passado.

A Petrobras é nossa! E a CSN, a Telebras e a Vale do Rio Doce, obras generosas do trabalhista e nacionalista Getúlio Vargas, deveriam voltar para as mãos do povo brasileiro. O PSDB e seus aliados do DEM e do PPS não têm compromisso com o Brasil. Aécio Neves significa retrocesso econômico e atraso social! Ele representa o que todo mundo sabe e já viu: o alter ego neoliberal de FHC — a PetrobraX. É isso aí.




segunda-feira, 24 de março de 2014

Linchamento de Dirceu, jornalismo de esgoto da Veja e Marcha da Família

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre


O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, é linchado moralmente há mais de oito anos, de forma ininterrupta e sistemática, por jornais, revistas, televisões, rádios e redes sociais, além de ser atacado por políticos de partidos conservadores. Estes ajudam a fomentar a campanha insidiosa e sórdida contra Dirceu, cidadão que está preso, a cumprir pena, mas mesmo assim continua a ser perseguido, a enfrentar tão dura realidade por ainda ser alvo das psicopatias da imprensa empresarial e de setores reacionários da sociedade.

José Dirceu já é um homem idoso; e, mesmo com a idade a chegar ao seu outono, continua a lutar para defender sua honra, seu passado de enfrentamento à ditadura militar e preservar os valores e princípios que lhes nortearam em sua trajetória política repleta de vitórias e derrotas, mas sempre sombreada pelo desassossego. A lida diária dos embates partidários e ideológicos, a sobressaltarem sua vida política e pessoal, o que lhes ocasionaram inimigos poderosos e perversos, que hoje se regozijam com sua prisão.

Essas pessoas, grupos políticos e empresariais ainda se jubilam, inadvertidamente, com a prisão de um dos principais ideólogos e estrategistas do Partido dos Trabalhadores. Eles não perceberam, ou fingem não entender, que o encarceramento político e injusto de um dos principais líderes que a esquerda já produziu vai ter desdobramentos políticos, que dão uma nova face a José Dirceu, a de ser um perseguido político, juntamente com José Genoíno, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, em um Brasil democrático de direito, mas que faz vista grossa para tal ignomínia, que é a sua prisão e a conseqüente perseguição ao político injustamente encarcerado.

É absurdo e total covardia o que os magnatas bilionários donos dos monopólios de comunicação privados e seus empregados feitores e porta-vozes de seus interesses fazem com um homem que está preso e que não consegue sair da prisão para ter o direito, constitucional e regimental, que é o de trabalhar. A imprensa de direita elabora matérias de conotações alarmistas e falsamente denuncistas, cujo propósito é forjar notícias para que juízes possam ter motivos para sobrepor às leis e, por conseguinte, protelar o direito de trabalhar do ex-ministro da Casa Civil. É o que está a acontecer.

Juízes exemplificados nos nomes de Joaquim Barbosa, presidente do STF, e de seu cúmplice de ações discricionárias, ou seja, de acordo com suas conveniências (políticas), o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Ribeiro é filho de dirigente importante do PSDB de Brasília, e se comporta, na verdade, como um carcereiro de luxo, que mantém preso um homem que foi condenado ao regime semiaberto, conforme reza a decisão autônoma e soberana do Plenário do STF e que até hoje não foi respeitada por tais juízes.

O juiz Joaquim Barbosa, uma pessoa de passado histórico e político irrelevantes, como o será também insignificante, sem sombra de dúvida, o legado jurídico do magistrado, que rasgou a Constituição, o Código Penal e mandou às favas os autos do processo do “mensalão”, a começar pela utilização da teoria do domínio do fato e pelo arquivamento do Inquérito 2474, desdobramento do Inquérito 2245, que se tornou a Ação Penal 470.

A AP foi utilizada de maneira intermitente pela direita brasileira com o claro objetivo evidentemente político e eleitoral, porque sabedora de não ter projeto de País e programa de governo para apresentar ao povo brasileiro, a restar apenas à direita o combate no plano das acusações infundadas, das denúncias vazias e das maledicências exemplificadas nas fofocas de jornais, revistas e televisões.

Esse processo draconiano, obviamente, gerou e ainda gera desdobramentos políticos aproveitados oportunisticamente pelos partidos políticos conservadores e por alguns promotores e juízes que se mostraram politicamente aversos ao PT, aos governantes trabalhistas e à hegemonia política de um partido que tem a aprovação da maioria da população brasileira. É como se a oposição dissesse: “A gente perde nas urnas, mas tentamos virar o jogo democrático no tapetão do Judiciário. Que se dane a vontade do povo!”

Aliás, essa mídia golpista e de alma venal e mercadológica, que não aceita o resultado das urnas, apoia também as manifestações ou marchas “apolíticas” e “apartidárias”, que pedem, dentre outras reivindicações de conotação criminosa, na maior cara de pau e insensatez, a “intervenção” militar. Intervenção é a palavra escolhida pelos filhotes de Mussolini para dissimular ou escamotear a palavra golpe. Porque a verdade é que a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade é essencialmente golpista e, portanto, fora da lei. Realmente é o fim da picada.

É como se, de repente, saíssem de suas tumbas fantasmagóricas pessoas até então que se envergonhavam da condição de fascistas e golpistas. Contudo, ao perceberem que o PT pode vencer a quarta eleição, perderam a vergonha na cara e saíram às ruas, a rememorar uma ditadura que durou 21 anos, e, no decorrer desse tempo, perseguiu, censurou, exilou, prendeu, torturou e matou.

Mesmo a saberem das diatribes da ditadura, esses “cidadãos”, que remontam a um passado dantesco, ainda têm a capacidade de chamar os governos do PT de ditaduras bolivarianas ou do proletariado, quando a verdade é que os governantes trabalhistas fomentaram o consumo e levaram o capitalismo brasileiro a patamares mais elevados, como nunca se tinha visto antes neste País. A burrice dessa gente envergonha até o Pateta de Walt Disney!   Simples assim, para quem não tem discernimento e por isto não se importa com o que aconteceu com o Brasil e também com a América do Sul nos tempos de ditaduras e Guerra Fria.

Não sei se é alienação política ou má-fé mesmo, mas compreendo que essas pessoas marchadoras mais pareciam com loucas varridas saídas diretamente de um hospício, do que propriamente indivíduos de extrema direita. Indivíduos que consideram “muito natural” quebrar a estabilidade democrática, violar o estado de direito e pleitear, sem quaisquer noções do que é legal e moral, um golpe de estado, na maior sordidez e falta do que fazer. Ainda mais no Brasil. Surreal, para dizer o mínimo!

O “mensalão”, o do PT, evidentemente, é o Mentirão, conforme afirmou a jornalista Hildegard Angel. Trata-se da maior farsa midiática, jurídica e política de todos os tempos. Quanto ao Mensalão do PSDB, a peça foi desmembrada, alguns políticos tucanos envolvidos se livraram de responder às acusações, por causa da idade avançada, bem como outros personagens vão se livrar de seus processos porque, acredita-se, que o Mensalão do PSDB vai prescrever. Certamente, tal imbróglio político vai ser resolvido em instâncias inferiores e sem a evidência e a propaganda da mídia imperialista e de direita.

Voltemos a José Dirceu. O político socialista, como todo mundo sabe, contrariou interesses de políticos aliados da base do governo, dos magnatas bilionários da imprensa e de diversos segmentos empresariais. Dirceu, juntamente com o ex-presidente Lula e o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, é um dos principais ideólogos e estrategistas do PT e, evidentemente, da esquerda brasileira.

Seu dinamismo político e coragem para dizer “não” a pessoas e grupos empresariais acostumados a ser atendidos pelo poder o levou ao cadafalso, à guilhotina política, bem como à perseguição por parte daqueles que farejaram a oportunidade de derrubá-lo quando perceberam a gritaria histérica e imprudente do deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, que teve um de “seus” homens pego com a mão na botija ao receber propina nos Correios e Telégrafos.

Jefferson, metido a valentão e de personalidade cabotina, achou que era uma arapuca armada pelo PT e pensou em José Dirceu. Depois verificou que a armadilha foi montada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, que também atuava como pauteiro e editor da Veja, a Revista Porcaria, de extrema direita e que elabora o verdadeiro e genuíno jornalismo de esgoto. Contudo, era tarde para o político que começou sua vida pública no programa o Povo na TV, do SBT, em 1982.

A mídia alienígena de caráter golpista percebeu a grande oportunidade política para flagelar o PT e algumas de suas principais lideranças. Para concretizar suas ambições, resolveu, sem dar tréguas, no decorrer de quase uma década, manter José Dirceu, além de outros petistas, no olho do furacão, ou seja, nas manchetes da imprensa burguesa, que jamais aceitou o PT no poder e, por sua vez, controlar a administração federal, por intermédio do voto popular e da aceitação do jogo democrático.

A prisão de José Dirceu é injusta, uma farsa jurídica inominável e que tem o propósito de combater o PT no que diz respeito às eleições e ao controle do estado brasileiro. As “elites” escravizaram pessoas durante quase 400 anos e nunca fizeram nada em prol da independência do Brasil e da emancipação do povo brasileiro.

A permanência de José Dirceu na cadeia é um acinte e atentado contra as garantias constitucionais. Por seu turno, sua prisão é uma afronta à sociedade brasileira, que pode ficar à mercê de juízes de instâncias inferiores, a exemplo do juiz do Distrito Federal, que, mancomunado com o condestável Joaquim Barbosa, protela por meio de subterfúgios jurídicos, que se baseiam em notícias de uma imprensa manipuladora, quando, não, mentirosa, o direito retirado de Dirceu ao regime semiaberto, para que ele possa, enfim, trabalhar.

Dou como exemplo desses absurdos o caso da “matéria” da Veja, a Revista Porcaria, que conseguiu fotos de Dirceu tiradas dentro do presídio, o que, indubitavelmente, é um crime, que deveria ser duramente investigado pelos promotores, policiais e observado, de forma atenta, pelos juízes. Entretanto, está todo mundo em silêncio, fato este que incomoda demais àqueles que ainda não perderam a humanidade, o discernimento sobre os fatos e os acontecimentos e que prezam o estado de direito e a democracia brasileira.

A Veja, como outros órgãos de imprensa privados e de caráter imperialista, é reincidente em tais crimes e ilegalidades. Tal pasquim de péssima qualidade editorial é recorrente quando se trata de elaborar o verdadeiro jornalismo de esgoto. Há alguns poucos anos, em Brasília, um “repórter” da “Última Flor do Fáscio” invadiu o quarto do hotel onde José Dirceu estava hospedado. O patifezinho foi denunciado pela direção do hotel e até hoje nada foi feito. Está tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Por sua vez, a publicação direitista da família dos Civitas continua o seu ciclo vicioso, pois sempre foi useira e vezeira em plantar matérias em off, além de fazer capas cretinas, com a finalidade de desconstruir, desqualificar e destruir a moral e a imagem das pessoas, porque se tem uma coisa que esse pasquim panfletário sabe fazer é moer reputações, para depois fingir que nada fez. O linchamento de José Dirceu é a maior covardia que eu tive o desprazer de ver após o regime militar. É isso aí.

quarta-feira, 19 de março de 2014

As peripécias de um fascista miolo mole

O que a Folha, a Veja e a Globo não deram sobre os organizadores da "nova" Marcha da Família

Por Miguel do Rosário
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Há cinquenta anos, a Folha de São Paulo assumia-se francamente em favor da derrubada do presidente eleito, João Goulart. Para isso, o jornal, assim como quase todos os grandes meios de comunicação da época, se valiam de uma verdadeira alquimia verbal: os golpistas eram chamados de democratas e o golpe foi chamado de movimento de retorno à democracia.
Foi o maior engodo da história do Brasil. E foi preparado meticulosamente, ao longo de muitos anos, contando com gordo financiamento dos Estados Unidos.
Agora sabemos que a cúpula militar foi subornada. Há relatos de generais recebendo “malas de dólares” pouco antes do golpe.
É curioso que a Folha, que jamais se desculpou pelo apoio ao golpe, agora dê tanto espaço a Bruno Toscano, um dos organizadores da Marcha da Família, a qual defende, entre outras coisas, justamente uma nova “intervenção militar”.
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Entretanto, o problema maior não é dar atenção à Marcha, já que é um evento bizarro o bastante para despertar o interesse público e jornalístico. O problema é não dar ao leitor um mínimo de informação sobre o entrevistado, o senhor Bruno Toscano.
Os internautas nos ajudaram a fazê-lo, embora me pedindo que não divulgue seus nomes, porque, segundo eles, Toscano já os ameaçou de morte várias vezes. Já foi montado inclusive um “Dossier Kipedia” com fotografias sobre o comportamento de Toscano nas redes.
São ameaças de morte à presidente da república e militantes de esquerda de forma geral, incitações ao terrorismo político, homofobia descarada.
Vou reproduzir apenas uma dessas coisas:
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Por que a Folha não pesquisa sobre o personagem antes de jogar tantas luzes sobre ele?
                      Veja o vídeo do alucinado
A reportagem diz ainda que um dos apoiadores da marcha no Rio é Maycon Freitas, “técnico em segurança do trabalho”. A Folha já foi mais profissional. Maycon Freitas trabalha para Globo, como dublê, conforme descobriu este blog. Freitas ganhou notoriedade ano passado, ao aparecer nas Páginas Amarelas da Veja, como a “nova voz que emergiu das ruas”. A matéria compunha uma das tentativas da mídia de manipular as manifestações em favor da direita e contra o governo federal.
maycon-freitas-veja
Um dos nossos amigos da blogosfera fez até um videozinho com a figura. Vale a pena ver de novo:
Tem mais: as mesmas figuras foram identificadas como os agressores de pessoas que participavam do Foro de São Paulo, no ano passado.
A nossa mídia agora se degenerou a tal ponto que vai promover terroristas?
PS do Fernando Brito: Miguel, a Folha poderia aproveitar o ensejo e perguntar sobre o que é a queixa-crime apresentada contra o Bruno Toscano Franco na 1a. Vara Criminal de São Paulo, no processo 00006262820148140401 do Tribunal de Justiça do Pará. 
Ps do Miguel: Tem muito mais coisa, Fernando. A ficha do cara é pesadíssima, mas poupei os leitores, e uns amigos guardaram muitas fotos com suas ameaças. Se precisar a gente publica tudo aqui.