Palavra Livre — Davis Sena Filho

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marina é a direita, estúpido! Quem nunca comeu melado se lambuza

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre
Marina é oposição pra valer, mas contra o Brasil. Chico Mendes, a quem Marina chamou de elite foi assassinado por fazendeiros — a verdadeira "elite".

No decorrer de sua campanha eleitoral, Maria Osmarina Silva de Souza, a Marina Silva, disfarçou, manipulou e mentiu. A “Sonhática” deu declarações com ideias desconcatenadas, de forma proposital, pois sabedora que seu programa de governo está mais à direita do que o do tucano Aécio Neves, o outro candidato a presidente de espectro conservador, cujo partido, o PSDB, à frente o ex-presidente FHC — o Neoliberal I —, vendeu o Brasil.

 

Por seu turno, o “príncipe” dos sociólogos considerado “gênio” pelos burgueses, pequenos burgueses (classe média) e pelos jornalistas e seus patrões que militam no Partido da Imprensa Golpista (PIG) foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Marina compreende tudo isso o que ocorreu no poderoso País latino e sul-americano, mas foi cooptada pela Casa Grande, e, ao que parece, adorou seus salões luxuosos, bem como se deslumbrou. Quem nunca comeu melado quando come se lambuza.

 

O deslumbramento e a ingratidão, sobretudo, são os calcanhares de Aquiles de qualquer cidadão, ainda mais quando se trata de um político. Marina é uma mistura de FHC com Levy Fidelix. Só que usa saia. Sua dialética é propositalmente confusa, porque, na verdade, Marina é intelectualmente simplória e, por causa disso, suas teses políticas são frágeis e as argumentações para defendê-las pecam no que concerne a distinguir com clareza os conceitos do que é discutido.

 

A resumir: ela não comprova, por A + B, o que está a dizer e a defender. Esse processo “osmarinês” de ser e agir se torna explícito para quem a observa com acuidade e atenção. Por isso, a queda nas pesquisas, porque Marina tem dificuldade para convencer o eleitor, independente de sua classe social e nível de instrução, que pensa e reflete sobre o que a Marina afirma. Além disso, a maioria dos brasileiros tem origem pobre ou de classe média baixa, e sabe muito bem que sua vida melhorou nos últimos 12 anos de governos trabalhistas.

 

Essa é a questão fundamental e que incomoda efetivamente a direita brasileira, por saber que seus votos minguaram ainda mais nas classes populares e até mesmo nas classes médias. Reverter essa realidade requer um trabalho hercúleo da direita, que aposta todas as suas fichas na imprensa de negócios privados. Acontece que o poder midiático também tem limite. O limite é a urna, onde cada brasileiro, antes de depositar o voto, reflete sobre sua vida e de sua família, fator que, sem sombra de dúvida, é muito mais importante do que as opiniões dos editores, dos comentaristas, dos colunistas e dos repórteres empregados dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas.

 

Magnatas economicamente poderosos e que se utilizam de suas mídias de concessões públicas para fazer oposição ao Governo Trabalhista e ao PT. Capitalistas influentes que decidiram protagonizar o embate político, de forma muitas vezes ilegal, porque a imprensa corporativa e de mercado tomou o lugar dos partidos de direita, a exemplo do PSDB, do DEM e do PPS, que estão inacreditavelmente tutelados e pautados pelo sistema midiático alienígena e privado. Por sua vez, pasmem, o PSB jogou sua história na lixeira e hoje tem uma candidata que atua à direita do candidato tucano, Aécio Neves. Seria cômico se não fosse trágico e surreal.

 

Voltemos à Marina. A candidata da Casa Grande, ou seja, dos banqueiros, dos setores mais conservadores da indústria e do comércio, dos coxinhas de classe média (que não suportam ver pobres freqüentar os lugares que eles freqüentam), das ONGs capitalistas e multinacionais, além de íntima dos interesses dos governos dos países ricos e hegemônicos, nunca administrou nada com competência. Quando titular do Ministério do Meio Ambiente durante quase seis anos, seus resultados foram pífios, sendo que em dois anos o seu sucessor, o deputado Carlos Minc, obteve resultados bem melhores do que os de Marina Silva. Quem não acredita, que vá pesquisar na internet e faça as comparações.

 

Marina Silva não dialoga. Impõe. Ela não tergiversa ou vacila quando se trata de concretizar seus interesses e os das entidades as quais representa. Chega a ser obsessiva. Marina se tornou uma política de direita, pois seu programa de governo atesta o que eu falo. A sua essência programática vai ao encontro de teses alienígenas, no que diz respeito a atender aos interesses do establishment internacional, mas contrários aos interesses do Brasil.

 

Proposições que tem por finalidade impor aos países do terceiro mundo e em franco desenvolvimento, a exemplo do Brasil, suas agendas no que é relativo à ecologia, à biodiversidade, aos diferentes ecossistemas, enfim, às florestas, aos mares, rios e oceanos. Marina participa dessa engrenagem multinacional com destaque mundial. E não poderia ser ao contrário, afinal a “Sonhática” é militante ferrenha dessas causas, além de ser candidata a presidente da República de um País que é a sétima maior economia do mundo e que se tornou protagonista de uma diplomacia não alinhada aos interesses dos EUA e da União Europeia.

 

Por sua vez, a candidata da “sustentabilidade” e da “nova política”, juntamente com o Aécio Neves, é a esperança dos setores burgueses mais conservadores de o Brasil voltar à sua condição subalterna e de dependência dos países ocidentais de caracteres colonialistas. Trata-se da nostalgia histórica do rico tutelado, bem como colonizado culturalmente e mentalmente. Marina Silva mostrou, no decorrer do tempo, ser sua carreira de viés oportunista e rancoroso, porque jamais aceitou ser preterida pelo presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, que escolheu Dilma Rousseff para ser candidata a presidente.

 

De acordo com Lula, a opção por Dilma se deve à competência, afinal a mandatária trabalhista luta pela reeleição e foi a principal agente do Governo Lula, no que tange à coordenação dos programas sociais e das obras de infraestrutura, que mudaram para sempre a cara do Brasil, um País que debelou a crise internacional de 2008, por intermédio do fortalecimento do mercado interno, das relações comerciais com novos parceiros através dos Brics, do Mercosul, da Unasul e das relações Sul-Sul, em termos hemisféricos.

 

Emprego e renda: eis as bases dos governos trabalhistas de Lula e Dilma. E é exatamente isto que a direita brasileira quando esteve no poder nunca deu ao povo brasileiro. A direita antipovo, antinacional, entreguista, antidemocrática, golpista e historicamente escravocrata. A Resumir: a pior direita do planeta, porque pelo menos os partidos de direita e a burguesia dos países ricos o são nacionalistas, bem como os coxinhas estrangeiros, o que não acontece com os colonizados pequenos burgueses brasileiros, que adoram ir a Miami, a Orlando e abraçar o Mickey para dar uma de pateta.

 

Para quem ainda tem dúvidas quanto às realidades que se apresentam, afirmo o seguinte: “Marina Silva é a direita, estúpido! Ela se deixou ser cooptada pela Casa Grande, que, desesperada, apoia qualquer candidato que possa derrotar o PT, mesmo se tal candidato tenha origem no Partido dos Trabalhadores. Quem nunca comeu melado quando come se lambuza. É o caso da “Sonhática”, aquela que ninguém entende o que ela fala. É isso aí.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dilma exorciza na ONU o complexo de vira-lata dos barões da Casa Grande

Por Davis Sena Filho Palavra Livre
DILMA CRITICOU AÇÕES DE GUERRA E QUER O BRASIL NO CONSELHO DA ONU

O diário O Globo e os colunistas de direita, a exemplo de Merval Pereira, possuem uma contradição comum aos subalternos e subservientes ao poder norte-americano e dos países imperialistas da Europa Ocidental. Eles sentem “vergonha” da presidenta brasileira por ela dar continuidade a uma diplomacia não alinhada, pois não submetida aos interesses dos países ricos do ocidente.

Por sua vez, ficam muito irritados ao que eles consideram ousadia e atrevimento de o Brasil dar opinião e criticar duramente, por exemplo, os bombardeios dos Estados Unidos e de seus aliados contra os militantes do Estado Islâmico, que efetivam suas atividades de guerra no Iraque e na Síria.

Todavia, os aliados ocidentais se deparam também com questões complexas na Ucrânia, a ter a Rússia como poderosa antagonista. No norte da África, em países como a Líbia e o Egito, bem como nos longínquos Afeganistão e Paquistão, países do centro-sul da Ásia, os EUA, a França e a Inglaterra tratam com vespeiros insondáveis, de difíceis soluções diplomáticas e militares, e se preparam para o pior. Depois, esses governos têm de conviver com uma paranoia coletiva, organizam sistemas de segurança extremamente rígidos, a impingir às suas populações um preço alto por seus governos terem tantos inimigos.

Dilma Rousseff, no decorrer de seu discurso de abertura criticou veementemente as ações militares e a insistência das nações ricas e poderosas em tratar questões que necessitam de diálogo e cooperação apenas com a força das armas. É evidente que as armas imperialistas jamais arrefeceram o moral de grupos radicais e armados, como o Estado Islâmico, que vicejam nessas regiões do planeta acostumadas a contendas, guerrilhas, terrorismos e guerras seculares.

A verdade é que apenas os grandes grupos capitalistas, os trustes internacionais, que ganham vantagens, e, consequentemente, muito dinheiro, por intermédio dos multibilionários comércios de armas, de petróleo e dos bancos, que financiam a morte e lavam o dinheiro, de forma descarada e criminosa, pertencente aos influentes homens de negócios, e, obviamente, aos governos dos países ocidentais beligerantes de caracteres colonialistas.

Os capitalistas que controlam as corporações midiáticas brasileiras são partes dessa perversa e assassina engrenagem internacional. Eles compreendem, sem sombra de dúvida, o que a move e a faz rodar. Por isso, manipulam em suas redes de concessões públicas as notícias, porque conscientes que a desinformação tida como verdade favorece seus interesses legais e ilegais, pois são os porta-vozes do sistema de capitais, que ora se encontra em crise e, por conseguinte, busca, desesperadamente, saídas para suas decadências políticas e econômicas em âmbito mundial.
  
Entretanto, tais porta-vozes dos interesses do establishment, que atuam e agem no Brasil, não sentem vergonha por serem colonizados, porque querem, na verdade, que o poderoso País sul-americano continue como um eterno vagão, a ser conduzido de um lado para o outro, conforme os interesses dos países que, após o fim da Segunda Guerra Mundial, efetivaram um processo de domínio quase absoluto sobre a maioria das nações.

Países que não conseguem serem ouvidos na ONU, um órgão internacional que apenas cumpre a função de ratificar as decisões dos Estados Unidos, França e Inglaterra, além de seus aliados menos influentes, como o Canadá, a Austrália, a Itália, a Alemanha e o Japão. Os três últimos são as potências derrotadas em 1945, e até hoje obrigados a sediar gigantescas bases militares pertencentes aos yankees.

A verdade é que no fundo essas “alianças” ocidentais, a ter a Otan como um clube de guerra das potências vencedoras da Segunda Guerra, são, sobretudo, ocupações militares e territoriais por parte dos aliados sobre os países que formavam o Eixo e hoje compõem o sistema dos países hegemônicos em termos planetários. Ponto.

O discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas evidenciou que o Brasil se tornou uma potência regional que quer também ser ouvido, porque seu propósito é participar das decisões em termos mundiais. O Brasil é um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial, realidade esta jamais considerada e respeitada pelos inquilinos da Casa Grande, que sempre trataram a participação brasileira como algo sem importância, quando na verdade muitos soldados brasileiros morreram, pois lutaram em frentes violentas contra os alemães.

A “elite” brasileira esconde a nossa história, pois a trata como se fosse irrelevante, quando a verdade é que somos uma Nação que conquistou e edificou este País com suor, sofrimento e sangue. A Casa Grande é tão colonizada e portadora de um indescritível e inenarrável complexo de vira-lata que chega ao ponto de traí-la e desmerecê-la, porque a intenção é fazer com que o povo brasileiro se sinta menor, com a autoestima baixa.

Ao implementar esse processo vampiresco no decorrer de anos a fio, acredita a direita midiática se tornar mais fácil combater governos e mandatários os quais a imprensa alienígena e de mercado considera inimigos ideológicos, políticos e de seus interesses meramente financeiros e comerciais. Trata-se da mesquinhez em toda sua essência e da patifaria em toda sua plenitude.

A presidenta Dilma Rousseff, diferentemente da subalternidade do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes, apesar de vendê-lo, deixou claro que o Brasil é um País autônomo, com uma política internacional independente e soberana, não alinhada às potências europeias e norte-americana, em um tempo de 12 anos.

Essa realidade acontece desde que o presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu chanceler, Celso Amorim, efetivaram no País uma política externa que cooperasse para que o Brasil superasse suas dependências e, posteriormente, combatesse com mais ênfase a crise internacional de 2008, a comercializar com novos parceiros, a fortalecer o mercado interno, além de dar fim ao alinhamento automático à potência do norte das Américas, fato este que se tornou real e emblemático com o enfraquecimento da Alca, que o presidente petista abandonou, pois a tirou da pauta do Governo trabalhista.  

A mandatária trabalhista disse que guerra e bombardeios não adiantam, pois se adiantassem a questão israelo-palestina já teria sido resolvida, bem como o Iraque não estaria desmantelado e dividido como nação milenar, bem como fez referência à Síria. Este país está destruído e vivencia uma guerra fratricida, cujos militantes do Estado Islâmico, que sonham em fundar um califado entre a Síria e o Iraque, receberam armas e dinheiro das potências ocidentais.

Imperialistas que sempre conspiraram contra o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, que tal qual aos seus antecessores, manteve a Síria como um país não alinhado aos EUA, e, mais do que isto, inimigo de Israel, além de ser geograficamente estratégico no Oriente Médio. Por isto e por causa disto, o EUA tem enorme interesse geopolítico no que concerne à tomada e ocupação da Síria e à entrada de grupos políticos que possam servir como títeres ou bonifrates, ou seja, paus mandados do país yankee e de seus interesses.

O Brasil, como demonstrou a presidenta trabalhista do PT, Dilma Roussef, segue a trilha de seu destino calçada pela soberania, autonomia e independência. Esses são os desejos e sonhos da maioria do povo brasileiro. Os Brics, o Mercosul, a Unasul, o Banco dos Brics, o Fundo dos Brics, a luta por uma cadeira para o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas, as parecerias políticas e comerciais Sul-Sul em termos hemisféricos denotam que o Brasil mudou, e para sempre.

Não há mais espaço para a subserviência, a subalternidade e o complexo de vira-lata tão evidenciados pelos inquilinos da Casa Grande e pelos coxinhas das classes médias tradicional e alta. Posturas e condutas exemplificadas, sobretudo, nos governos entreguistas e traidores da Pátria de Fernando Henrique Cardoso e de seus chicagos boys, que governaram o Brasil, não como mandatários eleitos pelo povo, mas, sim, nos papéis de caixeiros viajantes.

Pessoas medíocres, cujo único objetivo era desmantelar o Estado brasileiro, além de mantê-lo em uma política de dependência, que chegou ao seu auge de falta de vergonha na cara quando o ministro do Itamaraty, Celso Lafer, tirou os sapatos em aeroporto nos Estados Unidos, a inaugurar dessa forma servil e humilhante, a diplomacia dos pés descalços. Uma humilhação imposta ao povo brasileiro, pois se trata de uma autoridade constituída, que representa o Governo, o Estado e a Nação. Ponto!

Realmente, os tucanos do PSDB e a imprensa aliada e cúmplice de negócios privados controlada por magnatas bilionários não têm quaisquer compromissos com o Gigante da América do Sul e Latina. Esse Brasil morreu, pois os avanços no que tange à diplomacia são irreversíveis, mesmo se a direita brasileira vencer as eleições, o que é muito difícil.

Dilma mostrou ao mundo que o Brasil tem opinião e toma posições assertivas e livre de dubiedades e aliterações. A imprensa comercial e privada ficou furiosa, mas “O Globo” estrilou, babou de ódio, publicou um editorial mequetrefe e que manipula a realidade dos conflitos pelo mundo, principalmente no Oriente Médio. O diário de direita acionou o Merval Pereira, que acompanhou o pensamento, as ideias do editorialista, que pode ser ele mesmo.

O complexo de vira-lata dos Marinho e de seus principais porta-vozes, bem como a luta para manter o Brasil no cabresto, além da defesa intransigente do alinhamento automático do Brasil aos interesses dos Estados Unidos denotam que a Casa Grande brasileira, de caráter escravocrata, não tem jeito. Ela é simplesmente uma das mais atrasadas do mundo em todos os sentidos.

A classe dominante deste País vive como forasteira ou colonialista, que ocupa terras e indústrias, utiliza-se da mão de obra barata, se pudesse, escravizaria, como tal faziam os antigos escravocratas e “donos” de todas as riquezas. Revoltados ficaram com o discurso de Dilma e, “coitadinhos”, sentiram vergonha. Talvez a vergonha perante seus chefes estrangeiros dos quais dependem e por isso têm de dar satisfações.

O problema é o PT que está no poder. São os trabalhistas que estão no Palácio do Planalto, e, se vencerem as eleições, a política externa soberana vai ter continuidade para o bem dos brasileiros e dos latinos americanos. A verdade nua e crua: Dilma exorcizou na ONU o complexo de vira-lata dos barões da Casa Grande. Os magnatas bilionários de imprensa e seus Mervais poderiam chorar na cama, que é mais quentinha, para não sentir vergonha. É isso aí.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Garotinho e Globo: Brizola manda lembranças

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

 
 


As respostas ao tempo que as perguntas saíram da boca do ex-governador do Rio de Janeiro e atual deputado federal pelo PR, Anthony Garotinho, como dois diretos de um boxeador no queixo da jornalista Mariana Gross, do RJ TV, da Rede Globo de Televisão.

Acostumados a acuar até presidentes da República, ainda mais se tais mandatários são considerados inimigos e contrários aos seus interesses políticos e comerciais, a família Marinho é useira e vezeira em triturar reputações de políticos, além de intervir, indevidamente e arrogantemente, no processo político brasileiro, como ocorreu, de forma mais drástica, no golpe militar de 1964 e na edição mequetrefe do debate entre Lula e Collor nas eleições presidenciais de 1989, que favoreceu o “Caçador de Marajás”.

As Organizações(?) Globo e seus diretores, editorialistas, editores, colunistas e comentaristas são membros de um partido político de essência conservadora e que atua e age de forma não oficial. Uma agremiação política midiática que tomou, com a aquiescência dos partidos de direita, a exemplo do PSDB, DEM e PPS e com a cumplicidade de setores conservadores do MP e do STF, o lugar da oposição partidária aos governos trabalhistas do PT.

Esses segmentos formam uma frente conservadora de atuação política e propagandista poderosa e trabalham, diuturnamente, para que os candidatos de esquerda e trabalhistas, notadamente os petistas, sejam derrotados principalmente em eleições presidenciais. Sempre foi assim. Historicamente.

Para a direita, não controlar o Governo Federal é como se um homem ficasse sem os braços, porque as pernas a burguesia as tem para trilhar pelos caminhos de sua influência e poder, a fim de concretizar sua hegemonia como classe dominante. A conquista do Palácio do Planalto é o bolo da cereja de todo esse processo político que remonta ao Brasil Colônia.

A Casa Grande é um vespeiro de pessoas muito ricas e influentes inconformadas com a ascensão social das classes populares e tudo o que essa realidade representa, bem como é oposicionista ferrenha da autonomia e independência do Brasil, principalmente no que diz respeito à diplomacia internacional emancipadora efetivada por Lula e Dilma Rousseff, no decorrer de 12 anos. Os Brics, o Mercocul, a Unasul e o fortalecimento das relações Sul-Sul em termos hemisféricos são realidades que comprovam a autonomia brasileira conquistada por intermédio dos governos petistas.

Mariana Gross, uma das apresentadoras do RJ TV estrila, irrita-se e responde a Garotinho, candidato que lidera as pesquisas ao Governo do Rio, que a Globo não sonega impostos. Mariana, a jornalista global, toma as dores de seu patrão e, de entrevistadora, transforma-se em política e trava com o candidato, com passado no trabalhismo e lançado na política por Leonel Brizola, um bate-boca inconveniente a uma profissional de imprensa, porque, na verdade, ela é apenas uma empregada, que aluga sua força de trabalho a empresários para receber salários e benefícios, que ela possa ter de sua empresa por força de contrato.

Como a Globo sempre faz com os políticos que não rezam por sua cartilha, Mariana Gross fez perguntas agressivas, pois são mais acachapantes do que às indagações consideradas duras, mas palatáveis para políticos experientes e inteligentes, bem como aceitas pelo público, que ora está curioso para saber de suas propostas e, posteriormente, decidir sobre seu voto e, por conseguinte, eleger o governador do Rio de Janeiro.

Mariana perguntou a Anthony Garotinho sobre as acusações de corrupção quando ele foi governador do Estado fluminense. O candidato do PR respondeu que ele nunca foi condenado e que o MP acusa e a Justiça pune — o que não é o caso dele, porque “Quem erra paga pelos seus atos”. E complementou: “Eu não tenho essa condenação”. O político deu a entender que não seria a Globo que o acusaria e o julgaria.

Entretanto, Garotinho reagiu de bate-pronto e respondeu à jornalista de forma contundente: “Agora mesmo acusaram a Globo de estar envolvida em um desvio milionário, com laranjas em paraísos fiscais. Eu não sei se a Globo é culpada. Eu até acho que é”.

A verdade é que o desvio propalado por Garotinho não é milionário e, sim, bilionário, de acordo com os valores calculados pela Receita Federal, bem como a Polícia Federal, o MP e o Judiciário já tratam desse caso, que ora está parado nos escaninhos do poder público. Um absurdo.

Mariana Gross, surpreendida pelas palavras de Garotinho, o interrompeu e tomou as dores de seus patrões: “Candidato, a Globo não sonegou nada. Eu deixo claro para o senhor”. Como assim cara pálida, a Globo não comete malfeitos? Como assim? A jornalista é advogada dos Marinho? Ela faz parte da cúpula da empresa? Tem autonomia e poder para tratar das finanças e dos negócios da Globo, e por isso a apresentadora do RJ TV saiu em defesa da empresa onde ela é empregada?

A nova “advogada” rapidamente mudou de assunto e perguntou sobre a redução do IPVA. Todavia, a Globo não se dá facilmente por vencida, e Mariana voltou à tona, e perguntou se as pessoas poderiam confiar no candidato, se Garotinho quando governador aumentou o IPVA e agora diz que vai reduzi-lo.

O ex-governador afirmou que fez autocrítica e que considera a redução do IPVA uma questão importante para a população do Rio de Janeiro. E emendou: “Quantas coisas na vida a gente faz autocrítica? Por exemplo: a Globo apoiou a ditadura. Depois passou um tempo, né? Fez autocrítica e reconheceu que não devia ter apoiado a ditadura”.

Considero emblemáticas as respostas de Garotinho às perguntas de Mariana Gross. É muito difícil e raro um político entrar em um estúdio da Globo e questioná-la duramente, ao ponto de a jornalista se submeter aos seus interesses, bem como de seus patrões ao fazer, no papel de entrevistadora, contraponto político a um candidato a cargo executivo, sem, no entanto, não ser a função dela.

Mariana Gross não é uma das donas da Globo, e, portanto, não responde pelos processos que a empresa onde ela trabalha está a resolver na Receita e na Justiça. A jornalista não é advogada da Globo. Portanto, suas respostas a um candidato, seja ele qual for, independente de partidos e cores ideológicas, o são indevidas, impróprias e arrogantes.

O PT está no poder e até hoje não efetivou o marco regulatório para os meios de comunicação, conforme está previsto pela Constituição de 1988. O PT deveria fazer uma autocrítica e, se vencer as eleições presidenciais, torna-se imperativo fazer duas coisas: a primeira é a reforma política; e a segunda é a efetivação do marco regulatório para as mídias também conhecida como Lei dos Meios.

Garotinho é um político ideologicamente e politicamente dúbio, mas é popular. Move-se à direita e à esquerda, mas se considera trabalhista e se diz admirador de Leonel Brizola. Transita em certos segmentos evangélicos, mas é rejeitado por parte importante e poderosa desse mesmo segmento religioso.

Conviveu com o político trabalhista histórico, que governou o Rio de Janeiro duas vezes e o Rio Grande do Sul. Tempos depois rompeu com Brizola e trocou de partidos de acordo com seus interesses políticos mais urgentes. Realmente, um pragmatismo que fez muitos de seus eleitores e aliados que se consideram trabalhistas se afastarem de seu círculo político.

Contudo, a atuação de Garotinho nos estúdios da Globo demonstra que a megaempresa, que luta incessantemente para pautar a vida brasileira, pode ser, sim, combatida, inclusive dentro de seus domínios e com a força da lei, como, por exemplo, a Lei Eleitoral, que propiciou a um político adversário da família Marinho a dar respostas contundentes à jornalista do RJ TV, um jornal visto por milhões de cariocas e fluminenses. A Globo e os Marinho conhecem o Leonel Brizola, que manda lembranças. É isso aí.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Marina chora lágrimas de crocodilo e, messiânica, não aceita o debate

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre


"Se a candidata do PSB se considera a heroína da “nova” política, então porque seus principais técnicos de economia são pessoas que defendem um modelo econômico para o Brasil derrotado e fracassado em todo planeta?"

A presidenta Dilma Rousseff passou quatro anos a ser atacada impiedosamente pelas publicações e televisões da imprensa de mercado e desrespeitosamente pela oposição do PSDB e de seus aliados do DEM e do PPS. Além disso, durante todo seu mandato foi duramente atacada pelos coxinhas de classe média, que a xingaram de todos impropérios possíveis e imagináveis porque, ideologicamente e politicamente, não concordam com a mandatária, com o PT e, enfim, com o programa de Governo e projeto de País implementado há 12 anos, desde quando os trabalhistas chegaram à Presidência da República, em 2003.

Marina Silva abandonou o PT, partido pelo qual foi filiada por 27 anos, bem como a agremiação que lhe propiciou a galgar cargos importantes como os de ministra de estado e de senadora. Contudo, Marina, tal qual a Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, esqueceu tudo, sendo que FHC pediu a quem o ouvisse que esquecesse tudo o que ele escreveu. Marina, por seu turno, foi cooptada pela direita e, como um boto amazônico, sente-se muito bem em seu novo habitat, pois já que ela se diz ecológica e, como tal, está a vicejar em novos ecossistemas, a exemplo dos espaços naturais aos banqueiros e aos capitães das grandes corporações nacionais e internacionais.

Entretanto, Marina Silva se sente, convenientemente, acuada pelo PT, por Lula e Dilma, e seus aliados de última hora da imprensa oportunista e de negócios privados tomaram suas dores, e atacam, por intermédio de suas manchetes mequetrefes e rastaqueras, a candidatura e a pessoa de Dilma Rousseff, além de Lula, evidentemente, que se transformaram, através da ótica da imprensa alienígena e de Marina e seus aliados, nos Lobos Maus da história da Chapeuzinho Vermelho.

Marina ataca seus adversários violentamente, pois rancorosa e vingativa, desde quando ela foi preterida por Lula para ser candidata à presidenta da República. Em seu lugar, Lula preferiu Dilma, pois administradora e política mais preparada, que exerceu cargos de relevância no Rio Grande do Sul, como secretária municipal de Fazenda de Porto Alegre e, posteriormente, secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Além disso, Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, para tempos depois se tornar a ministra-chefe da Casa Civil do Governo Lula.

Dilma demonstrou ser uma técnica com sensibilidade política e social de alto desempenho profissional e administrativo, bem como se tornou a segunda pessoa mais poderosa da República. Tanto o é verdade que foi escolhida por Lula para ser candidata a presidente, a despeito de nomes históricos do PT, além de ter se tornado a primeira mulher brasileira a ocupar o cargo mais importante de um País etnicamente e culturalmente complexo e multifacetado, geograficamente gigante, além de poderoso politicamente e economicamente como o é Brasil.

A imprensa burguesa e seus áulicos ferozes, em campanha ferrenha e nitidamente oposicionista desde 2005 quando estourou o caso do "Mensalão", o do PT, porque o do PSDB completou este ano seu aniversário de dez anos sem ser investigado e julgado, agora estão a considerar críticas entre candidatos a presidente da República uma falta de respeito, um acinte à boa educação e um despropósito ético, no caso de Dilma, evidente, porque, para esse gente, Marina receber crítica, ou seja, participar do debate político só se for permito somente à "socialista" do Itaú falar, e, se possível, atacar. E foi o que ela fez e o fará até o dia 5 de outubro quando os brasileiros irão às urnas votar.

Marina chama todo mundo de corrupto e afirmou que o PT nomeou um diretor que está há 12 anos a roubar a Petrobras. Na verdade, Marina, a Fadinha da Floresta de direita e mais amiga da Natura do que da natureza, expressou o verbo assaltar. Só que o suposto "delator", Paulo Roberto da Costa, que teve seu inquérito vazado por alguém da Polícia Federal à revista "Veja" — a "Última Flor do Fáscio", pasquim que elabora há muito tempo um jornalismo de esgoto e baseado em off, foi preso pela PF sob o comando do Governo do PT.

Aliás, os governos Lula e Dilma prenderam, afastaram, demitiram e exoneraram milhares de pessoas nos últimos 12 anos, e Marina sabe disso, porque foi ministra de Estado, bem como também conhece esse processo de caça aos malfeitores a imprensa da Casa Grande, porque se ela tem acesso a processos e inquéritos que estão em segredo de Justiça, torna-se impossível aos magnatas bilionários donos de todas as mídias cruzadas e seus empregados, que são piores do que eles, não saberem que milhares de pessoas foram punidas no decorrer dos governos trabalhistas, até porque existe o Portal da Transparência, uma das ferramentas de informações mais republicanas e democráticas que se tem notícia neste País em todos os tempos.

Dilma e Lula apenas estão abertos ao debate. E Marina tem de aceitar, porque ela é candidata a presidente e não pode e não deve se furtar em debater as questões brasileiras. A "Nova Política" de Marina Silva se resume a um apanhado de itens de carátares neoliberais. Portanto, seu programa é natimorto. Morreu antes de nascer. Os países que implementaram o neoliberalismo a partir do Consenso de Washington em escala planetária fracassaram, basta-nos olhar a Europa, que eliminou 100 milhões de empregos, os Estados Unidos que até hoje sofrem com a crise de 2008 e compararmos com o Brasil que criou 20,4 milhões de empregos nos governos trabalhistas de Lula e Dilma.

Os governos e governantes petistas não jogaram nada para baixo do tapete, como o fizeram os tucanos, que tiveram um procurador-geral que era chamado de engavetador-geral da República. Geraldo Brindeiro era o nome dele. O Governo FHC também teve um ministro das Relações Exteriores, o Celso Lafer, que colocou em prática a diplomacia da dependência. Tal Governo neoliberal do PSDB vivia de joelhos para o FMI e inaugurou no planeta a diplomacia do tirar os sapatos para ficar descalço perante o Império Yankee. Essa gente era muito "criativa" e subserviente.

Ao que parece, Marina Silva quer voltar a esses tempos de trevas e desemprego em massa. Afinal, vamos lá, Neca Setúbal, do Itauuuú (esse U alongado é em homenagem às vaias dos coxinhas à Dilma, que partiram do camarote do Itauuuú no jogo de abertura da Copa, em São Paulo), e Eduardo Gianetti, neoliberal ligado aos tucanos, são até o momento seus porta-vozes sobre questões econômicas e financeiras.

Se a candidata do PSB se considera a heroína da "nova" política, então porque seus principais técnicos de economia são pessoas que defendem um modelo econômico para o Brasil derrotado e fracassado em todo planeta? Que "nova" política é essa? A verdade é que é a Velhíssima Política, sem aspas, e que defende implementar para o desgosto e a infelicidade dos brasileiros o seguinte: 1) redução dos direitos trabalhistas; 2) volta das privatizações; 3) diminuição do crédito; 4) aumento do desemprego; 5) arrocho salarial; 6) Banco Central sob o domínio dos banqueiros ("independência"); 7) elevação dos juros; e 8) tristeza e desespero das camadas mais baixas, que verão suas conquistas sociais e financeiras irem para o ralo da iniqüidade e da perversidade, porque o que a direita, a inquilina da Casa Grande quer é governar para os ricos e assim atender aos interesses do establishment nacional e internacional.



Lula e Dilma tem de desconstruir a Marina dos banqueiros, sim. A mentira não pode e não deve superar ou vencer a verdade. O Brasil tem um projeto nacional de País e programas sociais e de infraestrutura que estão a desenvolver a sociedade brasileira em todos os sentidos e segmentos sociais. Sou testemunha de décadas de pouco desenvolvimento e de administrações incompetentes e, sobretudo, irresponsáveis. Vi muito desemprego e fila para tudo. Aquele País administrado para poucos não existe mais. Sumiu nos escaninhos da história. A verdade é que o chororô de Marina reflete o que ela é: lágrimas de crocodilo, pois, messiânica, não aceita o debate e a crítica. É isso aí.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Empresariado de Ponta Grossa propõe cassar voto de cidadãos e eliminar leis trabalhistas


Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

 

FIOR TEM NOSTALGIA DO BRASIL COLÔNIA E QUER O FIM DE DIREITOS DE CIDADANIA.

Ao contrário do filme “De volta para o futuro”, sucesso do cinema na década de 1980, os empresários ou os endinheirados da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, resolveram “viajar” pela máquina do tempo, e, diferentemente da maioria das pessoas normais que tem curiosidade de saber sobre o futuro de suas vidas, o que é uma evidência de ordem racional, a classe dominante de Ponta Grossa resolveu voltar ao passado, especificamente ao Brasil Colônia do século XVIII, quando apenas as pessoas do sexo masculino, de peles brancas e proprietárias de terras e de escravos tinham o direito de votar em seus candidatos e representantes.

 

Contudo, inacreditavelmente e de forma surreal, a diretoria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), com a aquiescência de seus associados diversificados em 21 setores, apresentou documento aos candidatos a prefeito convidados para debater na entidade empresarial, com propostas e reivindicações da importante categoria empresarial, que ora se encontra muito preocupada com os programas de transferência de renda do Governo Federal, em parceria com os estaduais, e, obviamente, com a participação também das prefeituras municipais, como é o caso de Ponta Grossa.

 

Dentre as inúmeras reivindicações de homens e mulheres que atuam no segmento empresarial pontagrossense, duas chamaram a atenção pelos seus conteúdos perversos: 1) a redução de direitos trabalhistas; e 2) o impedimento de cidadãos cadastrados em programas sociais, a exemplo do Bolsa Família, de votar em eleições. Inacreditável! Além de ser inconstitucional, apenas pessoas consideradas criminosas e condenadas em terceira instância perdem o direito ao voto. Muita gente pensa assim. Basta qualquer pessoa acessar a internet, ver televisão, ler jornais e revistas e ouvir debates políticos e empresariais.

 

Entretanto, não me lembro de uma entidade oficial de uma categoria, mesmo sendo empresarial e privada, colocar essas barbaridades no papel, como o fez a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa. Tal atitude de essência elitista e ordinariamente de interesse mercantil deixou as pessoas sensatas e que tem consciência do passado de escravidões deste País indignadas.

 

As propostas da Acipg são tão descaradas e infundadas que faz muita gente pensar como uma categoria empresarial de uma cidade paranaense importante elege e segue uma diretoria sem qualquer consciência social, sensibilidade política e conhecimento de história, ao ponto de apresentar documentalmente e, portanto, oficialmente, reivindicações e propostas que retiram direitos trabalhistas conquistados nos tempos do estadista Getúlio Vargas, bem como, inacreditavelmente, propõe que cidadãos brasileiros, trabalhadores e honrados, percam o direito de votar porque estão cadastrados em um dos programas sociais do Governo Federal, atualmente administrado por políticos trabalhistas do PT.

 

O “documento” dos empresários de Ponta Grossa é tão horroroso, draconiano e fora da realidade que atingiu em cheio o candidato a prefeito do PT, Péricles Holleben de Mello, que sofreu uma arritmia cardíaca por ter ficado irritado e deveras surpreso com tanta ignomínia e sordidez por parte de indivíduos ricos, mas completamente insensatos e egoístas. O político teve de ser hospitalizado, pois se alterou com tais pleitos formulados por empresários. Não é para menos.

 

E como não se sentir mal ao lidar com tamanha falta de sensibilidade, senso moral e crítico, além da total ausência de solidariedade por parte de empresários ricos? Cidadãos donos dos meios de produção e que deveriam, no mínimo, ter noção do que é correto e incorreto, bem como do que é justo e injusto — questões inalienáveis no que tange à condição humana, pois inerentes à sua existência e sobrevivência.

  

Fatores importantes de vida que, definitivamente, os inquilinos da Casa Grande de Ponta Grossa e também de todo o Brasil jamais levam em conta, porque o que lhes interessa é que o mundo seja para poucos, para que uma minoria possa se locupletar, a viver como os “nobres” escravocratas do Brasil Colônia, a ter acesso a tudo o que é de bom e melhor, em todos os setores e segmentos da vida, pois talvez acreditam, por intermédio de suas consciências vazias e corações de pedra, ser muito natural que milhões de pessoas vivam mal e a burguesia opulenta, de caráter patrimonialista e nepotista, viva como uma verdadeira diva sectária, a ter mucamas a abaná-la enquanto ela se refestela em sua própria iniqüidade.

 

Haja paciência para tanta infâmia e falta de discernimento. Afinal, estamos no terceiro milênio, em pleno século XXI e não mais nos tempos do Brasil Colônia, apesar de saber que a nossa burguesia é colonizada e subserviente ao estrangeiro, pois portadora de um gigantesco e indescritível, porque inenarrável complexo de vira-lata. A Casa Grande perversa, covarde e feroz como um leão quando se trata de oprimir e prejudicar os mais pobres. Por seu turno, subalterna, pusilânime e entreguista quando se depara com os mais fortes, a exemplo dos governos e das classes ricas dos países desenvolvidos. Êita burguesia chinfrim!

 

A verdade é que a cartilha da Acipg apresentada aos candidatos criminaliza a pobreza, pois, irremediavelmente, preconceituosa. Por sua vez, o direito ao voto é universal, conforme reza a Constituição de 1988. O presidente da associação de empresários, Nilton Fior, deveria ter mais consciência, e, se não a tem, poderia consultar pessoas que pudessem lhe aconselhar a não apresentar uma cartilha tão sectária e elitista para os candidatos, mesmo os de direita. Fior deveria respeitar os direitos civis da sociedade, que, em maioria, não deve concordar em perder direitos que levaram séculos para se transformarem em conquistas sociais e cívicas.

 

Cassar votos de cidadãos com plenos direitos civis é repetir o passado ditatorial do Brasil, País que foi vítima de um golpe civil-militar em 1964. Entidades empresariais maiores e mais poderosas que a Acipg conspiraram e financiaram os militares e os órgãos de repressão da ditadura. Passados 30 anos da redemocratização do Brasil, a cúpula empresarial de Ponta Grossa apresenta oficialmente uma cartilha (documento) que cassa o direito ao voto de cidadãos brasileiros, além de reivindicar a retirada de direitos trabalhistas. É o fim da picada. Realmente, tem setores da sociedade brasileira que são assustadores, pois ainda vivem em mundo paralelo, sem o brilho da luz. Ponta Grossa e seu povo não merecem essa gente. É isso aí.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Marco Antonio Villa é historiador sectário a serviço da Casa Grande

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

VILLA É UM HISTORIADOR QUE ESCREVE E REESCREVE A HISTÓRIA CONFORME OS INTERESSES DA CASA GRANDE.

Todo mundo sabe, até os desajuizados e os alienados, que o historiador Marco Antonio Villa tem uma visão da história bastante peculiar para não dizer excêntrica. Digamos que o moço tem propensão a observar a história pela ótica dos grupos sociais e acadêmicos aos quais ele pertence, que se resume no mundo das classes sociais e econômicas bem nutridas e ricas.

Por isto, tal historiador age como um dos historialistas (misto de historiador com editorialista) oficiais da direita brasileira. Realidade esta que lhe retira credibilidade junto à maioria dos acadêmicos das universidades brasileiras, porque, como todo mundo já percebeu, Villa tem lado, partido, cor ideológica e preconceitos de classe, que inviabilizam o trabalho de qualquer historiador, pois sua atividade requer equilíbrio, sensatez, pesquisa, estudos e, mais do que tudo, imparcialidade. Todos esses fatores são o que, definitivamente, Marco Antonio Villa não preza e nunca prezará.

Por seu turno, a história observada e escrita, tal qual Marco Antonio Villa faz, transforma-se em uma colcha de retalhos, pois história fragmentada e, consequentemente, desacreditada. Villa aparenta ter o dom da mágica, porque a história filmada pelo seu olhar sofre uma inacreditável metamorfose e se transforma em fofoca, a historia da carochinha, a verdadeira conversa para boi dormir, mas que atende plenamente aos interesses da Casa Grande, que Villa tão bem representa nos fóruns apropriados à burguesia.

E por quê? Porque as realidades e as verdades históricas são vilipendiadas por Villa, o mágico historialista da falácia, da fraude ou simplesmente da mentira. Inverdades em âmbitos históricos, que fique clara tal assertiva, pois o propósito de Villa é fazer política contra os governantes trabalhistas do PT, a fim de favorecer os setores acadêmicos, midiáticos e partidários conservadores — de direita, que lutam pela hegemonia, pois, para mantê-la, é necessário excluir, o que, seguramente, é o que não tem feito os governos do PT.

A oposição de uma “elite” desesperada, sumariamente feroz, porque não aceita a inclusão social de milhões de brasileiros. O sistema a utilizar gente igual a Marco Antonio Villa, o historialista que confunde propositadamente os fatos e os acontecimentos, com sua conversa dúbia sobre as realidades e, por conseguinte, atrair principalmente a classe média por meio de um verniz de intelectualidade, que tem a finalidade de dar uma conotação histórica aos “graves” erros do Lula, do PT, da Dilma e dos governos trabalhistas, que realizaram uma revolução social silenciosa neste País.

A direita colonizada e entreguista que se encontra histérica por estar somente há 12 anos sem controlar o Governo Federal, quando, no decorrer de séculos, esse segmento se locupletou nababescamente com as riquezas do País, explorou a mão de obra barata e aumentou suas fortunas mediante o poder do Estado, transformado pelas “elites” em patrimonialista e nepotista. E é exatamente essa nostalgia que mexe profundamente com o caráter hegemônico e de perfil excludente dos burgueses e dos pequenos burgueses.

Marco Antonio Villa está careca de saber disso. Porém, historialista vinculado ao golpista e direitista Instituto Millenium, torna-se necessário a ele distorcer os fatos ou os acontecimentos para dar veracidade às suas crenças ideológicas, e, por sua vez, agradar às classes dominantes que Villa representa, porque delas recebe benefícios, como, por exemplo, ter acesso à Globo News, no papel de “especialista” de prateleira, ou participar do “Programa do Jô” e aproveitar para fazer publicidade de seu livro, além de contar a história recente do Brasil através de sua ótica essencialmente conservadora.

Aliás, um aviso aos coxinhas desavisados ou ingênuos de plantão: as “entrevistas” do Jô não são consideradas entrevistas pela Globo, mas, sim, merchandising. Explico melhor: propaganda dentro do programa e não nos intervalos. Essas propagandas podem ter um formato jornalístico, de programa de auditório ou serem veiculadas em novelas. Ou seja, quem vai ao Jô Soares e a outros programas “globais” está a vender algum produto, mesmo se a pessoa não tiver conhecimento dessa engrenagem, o que muitas vezes acontece, porque já ouvi declarações de autores, atores e cantores reclamando desse processo mercantil das Organizações(?) Globo. Ponto!

Recorrentemente, o negócio de venda de produtos, uma peça de teatro, por exemplo, ou um livro, poderá ser realizado entre empresas pertencentes às Organizações(?) Globo. De qualquer forma, o monopólio global não dá abertura ou qualquer opção para que os profissionais de diferentes segmentos ganhem dinheiro sem deixar a parte do leão para o oligopólio de todas as mídias cruzadas, que se chama Globo.

Os Marinho monopolizaram o setor midiático, e estão em todos os negócios, inclusive naqueles em que não gastaram um tostão, a ter como exemplo chamar um diretor de teatro para falar de seu trabalho, sendo que a “entrevista” é considerada merchandising, independente ou não da vontade do “entrevistado”. Todavia, alguém poderia exclamar: “A pessoa vai se quiser!” Eu retruco com uma indagação: “E tem jeito?” Como sobreviver e deixar de ser refém dos tentáculos de tal polvo midiático, que pauta até a agenda política brasileira?

Então, até aqui está tudo bem, mas voltemos ao Marco Antonio Villa. Não é que o historialista dos ricos não cansa de deitar falação sobre o ex-presidente trabalhista Lula, pois, acredito, que se ele falasse de FHC — o Neoliberal I — não conseguiria ser ouvido e muito menos vender seus livros comprados por uma classe média reacionária, cujo maior sonho é ir para a Disneylândia abraçar o Mickey para dar uma de Pateta.

A classe média intolerante, aquela que não agüenta mais “tudo o que está aí”, ou seja, o Governo do PT e sua mania de distribuir renda e riqueza, bem como empregar os trabalhadores brasileiros, que passaram a freqüentar aeroportos, universidades, restaurantes, shoppings e a comprar carros, eletroeletrônicos e passagens aéreas, o que acarretou aos coxinhas um enorme desprazer de viver no Brasil.

Realidades que geraram um inconformismo e rancores de conotações preconceituosas incontroláveis, que levaram a classe média, de forma ridícula, a participar das primeiras manifestações, até porque, quando o caldo engrossou, os coxinhas se recolheram à segurança e ao conforto de suas casas e voltaram a criticar com cólera e xingar, geralmente de forma anônima, por intermédio das redes sociais.

A resumir: Voltaram a fazer o que sempre fizeram, pois ficou comprovado que os protestos nas ruas foram levados a cabo por grupos sociais organizados (sindicatos, partidos político e entidades variadas) e não por uma classe média devoradora de novelas, de programas de auditório, de revistas conservadoras, como a Época e a Veja e de jornais televisivos, que fazem a cabeça dessa gente de origem universitária, mas politicamente alienada e que se sente prejudicada e traída pelo Governo Trabalhista.

Traída, sobretudo, por ela ter que conviver ou simplesmente esbarrar com os pobres, em lugares que tal classe reacionária sempre considerou, equivocadamente, como seus, o que lhe causou revolta e ódio ao PT, aos seus eleitores, à esquerda e ao Lula e à Dilma.

A classe média quer ser VIP, mas não controla os meios de produção. A verdade é que nem classe organizada ela o é. Coitada, sonha em ser um dia convidada para os regabofes, as comezainas dos ricos e depois se refestelar. Todavia, a realidade é dura, e a classe média apenas serve à burguesia, que nunca abre as portas da Casa Grande para aqueles que ela trata apenas como consumidora de seus produtos e empregada de suas empresas. Ponto!

A “elite” sabedora desse complexo processo, serve-se de seus meios de comunicação, inclusive os de concessão pública, a fim de trazer para seu lado a pequena burguesia desejosa de ascender socialmente. É a partir desse ponto que gente, a exemplo do historialista Marco Antonio Villa, deita e rola, sem, contudo, ter alguém para fazer contraponto às suas opiniões, geralmente contrárias à esquerda, aos trabalhistas e, sobretudo, favorável ao establishment controlado por aqueles que eternizam o status quo, ou seja, a plutocracia nacional e internacional.

Afinal, a moderada ascensão social dos pobres no Brasil resultou em um indomável sentimento de ódio e desprezo saído do coração da classe média, que se sentiu preterida e por isso abomina o PT e todas suas políticas públicas, que visam dar um equilíbrio econômico e social à Nação brasileira. O PT não é um partido revolucionário, mas, sim, reformista e legalista, condição que faz a imprensa de mercado apelar para a fofoca, a maledicência e a manipulação — a arquitetura do jornalismo de esgoto.

Os petistas no poder da República são sociais democratas, realidade esta que os tucanos nunca abraçaram. Afinal, convenhamos, o nome do PSDB significa Partido da Social Democracia Brasileira, mas seu espaço foi ocupado pelo PT, que se dedicou às questões sociais e investiu pesadamente em programas de combate à pobreza, bem como em infraestrutura, o que permitiu, sem sombra de dúvida, que o Brasil crescesse tanto ao ponto de ser a sétima maior economia do mundo.

Como o PSDB se tornou um partido conservador e que, indubitavelmente, representa os interesses do empresariado, dos banqueiros e dos governos de países considerados desenvolvidos, mas de passado colonialista, evidentemente que o espaço popular já ocupado há décadas pelo PT permaneceu com o partido estrelado e de cor vermelha.

O PT e o Governo Trabalhista efetivam políticas públicas de caráter social, reconhecidas no exterior e pelo povo brasileiro. Não resta dúvida. Por isso venceu três eleições seguidas, além de não ter vendido as estatais. Ao contrário, criaram outras e fortaleceram as já existentes. Villa, o historialista da high society sabe disso ou finge não saber. Porque não é possível que um cara que se diz historiador não enxergue a história a um palmo de seu nariz. Inacreditável sua desfaçatez e cegueira ideológica.

Villa chama Lula de ditador, quando a verdade é que o político trabalhista ampliou as ferramentas e os instrumentos democráticos ao abrir as portas do Palácio do Planalto a segmentos sociais fragilizados e sem visibilidade social, organizou centenas de conferências e chamou a sociedade para participar, nunca reprimiu movimentos sociais e reivindicatórios, implementou o Portal da Transparência, aceitou as listas tríplices para escolhas de ministros do STF e procurador-geral da PGR, além de governar de forma republicana, porque até os governadores adversários receberam recursos para exercerem seus mandatos com dignidade.

Além disso, o PT tem tradição de organizar reuniões políticas, partidárias, laborais e é uma agremiação política democrática, porque talvez o PT seja o único partido brasileiro que seus militantes têm direito a voto. Lula é um político paciente, pois foi forjado pelas negociações sindicais com o patronato, além de estar aberto a discussões partidárias. Sempre ouviu mais do que falou, para ter ciência do que seu interlocutor quer e deseja.

Todo mundo sabe disso, menos o Marco Antonio Villa, que, como historiador, é o fim da picada. A verdade é que sua intenção é desconstruir o PT e seus líderes simbolizados em Lula e Dilma. Villa apenas repete o mantra antigo e cheio de poeira que historialistas e jornalistas antigos repercutiam no passado, a ter como alvo o PTB do estadista Getúlio. Villa é desprovido de criatividade e por causa disso tenta repetir a história. Só que a história retrata a vida humana e não se repete, pois, quando há esta intenção forjada pelo homem, a história se torna uma fraude, a farsa em toda sua essência e plenitude. Ponto!

Os propósitos dessa gente são tão inacreditáveis que chego a pensar que esse pessoal passou por um processo de lobotomia. Acredito que não é necessário mentir para distorcer a história, como o historialista da Casa Grande faz e está cansado de fazê-lo. Marco Antonio Villa aparenta ser tão imprudente como historiador, que me leva a concluir que no futuro ele vai ser relegado ao plano de “especialista” de prateleira da Globo News. Só isso e nada mais. É isso aí.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Aécio se diz o “ético”, o “novo”, mas recorre ao discurso “mar de lama” do Corvo Carlos Lacerda

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre


Estava a pensar no assunto corrupção, e, por sua vez, nas declarações do candidato neoliberal e do PSDB, Aécio Neves. O tucano mineiro está em terceiro lugar na corrida presidencial. Desprovido de programa de Governo e projeto de País, recorre, malandramente, a temas como corrupção, o mote preferido dos conservadores desde os tempos da UDN de Carlos Lacerda, político radical de direita e conhecido também pela alcunha de o Corvo.


Aécio Neves se considera uma pessoa muito preocupada com a corrupção, a começar pelo Mensalão do PSDB, cujo protagonista é seu aliado, o ex-governador de Minas Gerais, o tucano Eduardo Azeredo. Além disso, o candidato a presidente dos tucanos e dos coxinhas que defendem os interesses dos ricos, sem, contudo, serem ricos, esquece que o publicitário Marcos Valério, o operador de mensalões e que ora se encontra preso é oriundo das fileiras do PSDB — o mineiro.


Contudo, Aécio Neves, senador de medíocre atuação no Senado, continua a seu bel-prazer a falar sobre corrupção, de forma que se alguma pessoa estiver em uma condição de desavisada, ou o é meramente alienada, embarca em seu discurso vazio e pouco inteligente, mas cheio de malícia e veneno.


Um discurso recorrente e mais velho do que andar para frente, mas que se tornou a única forma de a direita combater os trabalhistas e republicanos que estão no poder, assim como o fizeram nos tempos de Getúlio, JK e Jango. O velho e mofado discurso golpista e, com a proximidade das eleições, revigorado. Portanto, criminoso, porque sem veracidade — mentiroso, aos moldes udenistas e com o apoio obscurantista dos magnatas bilionários de imprensa de negócios privados e seus empregados de confiança, que são piores do que os patrões.


E por que isto acontece ciclicamente? Porque a direita, no caso o PSDB (DEM/PPS), não tem propostas concretas, que objetivam melhorar ainda mais as condições de vida do povo brasileiro, bem como superar o que o PT já fez nos últimos 12 anos, em termos sociais e econômicos. Ponto! A Casa Grande nunca fez e não quer fazer nada para o povo.


Historicamente sempre se comportou dessa maneira, restando-lhe apenas apelar para a velha acusação cretina e golpista exemplificada na mais do que batida frase udenista “Mar de lama”. A “lama” que — em conformidade com revistas, jornais oposicionistas e editorialmente conservadores, como a “Veja”, a “Folha” e “O Globo” — afunda o Governo Trabalhista, além da Petrobras, maior empresa da América Latina, uma das maiores petroleiras do mundo e que causa verdadeiro ódio à direita escravocrata do Brasil.


A Petrobras foi recuperada e hoje, além de explorar a imensidão do Pré-Sal, tem o apoio insofismável da indústria naval brasileira, atualmente a quarta maior do mundo, que, nos tempos do governo tucano e neoliberal de FHC foi à falência, a fazer com que o Brasil comprasse navios em Cingapura, empregasse os trabalhadores daquele País, ao invés de empregar o trabalhador brasileiro em suas terras, a fim de melhorar as condições de vida do dia a dia.


Logo a Petrobras que enche de orgulho a Nação, mas que causa ódio e desprezo à classe média e à burguesia, classes de perfis entreguistas e portadoras de um inenarrável e indescritível complexo de vira-lata, porque possuidoras de uma nostalgia de conotação colonial, pois inexplicável a admiração e a subalternidade que sentem pelas cortes estrangeiras, que dominam, de forma imperialista e colonial, suas mentes, seus caráteres, a retirar-lhes quaisquer sentimentos de brasilidade e autodeterminação. Total falta de amor próprio. Uma vergonhosa subserviência! “Elite” provinciana e complexada, com vocação para capataz, e, por conseguinte, para trair, como ocorreu em 1964.


Ataques infundados, sem quaisquer provas contra a Petrobras e acontecidos antes das eleições, com o indiscutível propósito de desconstruir a candidatura petista de Dilma Rousseff e desqualificar o Governo Trabalhista como gestor. O mesmo que recuperou a Petrobras, investiu pesados recursos em todos seus setores e segmentos, contratou milhares de trabalhadores por meio de concursos, bem como recuperou e construiu estaleiros, além de plataformas, similares à P-36, na época a maior plataforma de prospecção de petróleo do mundo e que foi afundada no Governo de FHC, aquele tucano que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.


Agora a sociedade tem que suportar as gaiatices de Aécio Neves e seus títeres, a maldizer a Petrobras, a se aproveitar da cumplicidade da imprensa de mercado para repercutir mentiras e sandices do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sem quaisquer preocupações com a verdade e com a queda de ações de tão importante estatal.


Seu partido, o PSDB, agremiação que vendeu o Brasil, inclusive estatais estratégicas como a Telebras, a Embratel e a Vale do Rio Doce, quer a criação de uma CPI quando há poucos meses esvaziou a CPI da Petrobras, onde seus representantes faltaram a quase todas as sessões por saberem, no fundo, que as acusações não tinham quaisquer lastros de verdade. As acusações à Petrobras são eleitoreiras e visam atingir a candidata trabalhista Dilma Rousseff. É isso aí, e nada mais.


Seria cômico se não fosse trágica a petulância de um candidato que em Minas Gerais governou para os ricos em detrimento dos pobres e da classe média. Esta, coitada, ainda acredita que um dia vai ter as portas da burguesia franqueadas à sua presença. Ora bolas, tolo é aquele que acredita em ilusão. É o caso da pequena burguesia empregada dos ricos, com mania de grandeza, repleta de preconceitos e, sobretudo, sem o controle dos meios de produção. A classe metida que não tem aonde cair morta.


A Casa Grande sabe onde seu calo aperta. Sempre soube e por isto considera a Petrobras o símbolo da independência brasileira desde os tempos do estadista Getúlio Vargas e do movimento cívico e nacionalista “O Petróleo é Nosso!”, que derrotou os interesses da direita na época. A Veja — a Última Flor do Fáscio — é useira e vezeira em publicar matérias de conotação política e eleitoral. Seus associados de fakes jornalísticos, os jornais Folha de S. Paulo, Estadão, Correio Braziliense, Zero Hora e O Globo, repercutem a “reportagem” de sábado de Veja no domingo, a partir do programa global “Fantástico”.


Tal programa há muito tempo serve de plataforma política para que a imprensa-empresa na segunda-feira dê continuidade ao assunto, por intermédio do “Jornal Nacional” e seu congêneres indutores de um jornalismo roto, esfarrapado, manipulado e, se for o necessário, mentiroso. A verdade é que se colar, colou. É a estratégia já há muito tempo conhecida efetivada pelos áulicos do jornalismo de esgoto. Ou seja: repercutir ao máximo o desgaste político do governo ou de governantes ou autoridades.


Entretanto, se as acusações ou ilações não forem comprovadas, problema de quem foi citado ou atingido, porque o estrago, a desconstrução da imagem pessoal e institucional foi concretizada, como todos sabem e compreendem, explicar depois que “focinho de porco não é tomada” são outros quinhentos e problema de quem foi muitas vezes injustiçado.

 

Afinal quem manda os governos trabalhistas e democráticos de Dilma e de Lula não efetivarem o marco regulatório para os meios de comunicação. Quem manda não regulamentar a Constituição. Enquanto todos os setores da economia são regulados, o segmento midiático age e se conduz a seu bel-prazer, como quiser e bem entender, inclusive tentar dar golpes políticos diuturnamente, pois se tiver oportunidade de derrubar mais um presidente trabalhista, não se enganem, os magnatas bilionários de imprensa e seus feitores pagos regiamente o farão. Não se iludem. O passado dessa gente é a prova e a contraprova de suas “boas” intenções.


Aécio Neves incrivelmente acenou que vai se utilizar das declarações do preso pela Justiça, Paulo Roberto Costa, vazada pela revista “Veja”, cuja reportagem não prova e não comprova nada. Apenas ilações jogadas ao ar, como sempre as dissemina tal pasquim de péssima qualidade editorial, de extrema direita e que não tem o mínimo compromisso com a verdade, portanto, com os seus leitores, com o passar do tempo cada vez mais em números menores.


Como o programa da direita brasileira se resume a privatizar e a efetivar “medidas amargas” aos trabalhadores, estudantes e donas de casa e assim favorecer os jogadores do mercado financeiros e os rentistas, de acordo com anúncios dos privatistas neoliberais Eduardo Gianetti (Marina Silva) e Armínio Fraga (Aécio Neves), resta a Aécio Neves a opção de falar em corrupção, a ter como mote as matérias do sistema midiático privado contra o Governo Trabalhista.


Fazer o quê, né? Quem não trabalha a sério; quem não distribui renda e riqueza quando está no poder; quem não luta pela emancipação do povo e independência do Brasil tem mais que transformar em tábua de salvação a mentira, a falácia e a manipulação. Dessa forma que agem os partidos conservadores e a imprensa alienígena para angariar votos dos incautos, dos alienados, dos analfabetos políticos, ou simplesmente ter a confiança do eleitorado de direita.


A direita que aposta, por ideologia ou sentimento colonialista, em um País de joelhos, a reboque da União Europeia e dos Estados Unidos, como sempre aconteceu, antes de Lula e Dilma Rousseff conquistarem a Presidência da República. Somente nos governos de Getúlio Vargas e João Goulart houve também a efetivação de uma política externa independente e não alinhada aos países considerados desenvolvidos. A política externa implementada pelo Governo do PT, com certeza, é também um dos principais motivos do ódio e da intolerância da burguesia brasileira de alma colonizada.


Ao dar os trâmites por findos, pois sabedor que o tucano Aécio Neves não elaborou programas e projetos para apresentar ao povo brasileiro, por se tratar de um candidato programaticamente vazio, decidi por bem ajudá-lo em sua dura lida quixotesca contra a iniqüidade e os malfeitos humanos, ao tempo em que aproveito para apresentar mais alguns casos de “supostas” corrupções, porque espero que o candidato do PSDB exija com tenacidade e até mesmo ferocidade a resolução desses casos.


Então vamos lá: 1) Privataria Tucana; 2) Mensalão do PSDB; 3) Mensalão do DEM; 4) Lista de Furnas; 5) Trensalão de São Paulo; 6) Metrosalão de São Paulo; 7) Caso Banestado; 8) Vampiros da Saúde; 9) Banco Marka; 10) TRT de São Paulo; 11) Navalha na Carne; 12) Caso Sudan, 13) Anões do Orçamento, dentre muitos outros escândalos ocorridos em governos tucanos, que já foram citados, inclusive, pela imprensa da Casa Grande.


Como se observa, o tucano Aécio tem vários pratos cheios... E poderá, se assim lhe interessar ou prover, começar a encher a barriga e matar sua fome imensa de justiça. Só não pode bancar o paladino da Justiça, da moral, da ética e dos bons costumes somente contra seus adversários, porque os armários do PSDB estão repletos de esqueletos. Diga-se de passagem.


A verdade é que os governos que realmente combateram a corrupção foram os governos petistas de Lula e Dilma. E quem sabe disso? Respondo: a imprensa burguesa, que manipula a verdade; a Polícia Federal e o Ministério Público, além de alguns “agentes” que vazam processos e investigações, inclusive com sigilo de justiça, para a imprensa de mercado, como ocorre agora com as declarações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, à “Veja” (sempre ela), mas que oficialmente e institucionalmente não foram reconhecidas pelos MP e Polícia Federal.


Agora, vamos às perguntas que não querem calar: Quem vazou o inquérito do preso? Qual é o papel do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, cuja PF é subordinada a ele? Por que geralmente é a “Veja” — a Última Flor do Fáscio — que divulga tais reporcagens vazadas por servidores do Governo? Por que a direita tucana não apresenta propostas de governo e projeto de País para o povo brasileiro? Por que a direita se dedica a fofocas, trapaças, pilantragens, ao jornalismo bandido e à política de essência mequetrefe e rastaquera? Com a palavra, os interessados...


O tucano Aécio Neves se autodenonima o “ético”, o “novo”, mas recorre ao velho e ao superado discurso golpista “mar de lama” do corvo udenista Carlos Lacerda e de toda a direita brasileira através dos séculos. Apresenta seu programa ao povo, Aécio, e os compare com os do PT. É assim que se faz política. É isso aí.