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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Moro e Lava Jato querem apenas o Lula; o resto é filigrana, enquanto a quadrilha golpista assalta o País

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Uma quadrilha de coalizão ou bandos de ladrões golpistas, que se juntaram para depor Dilma Rousseff, a presidente legítima e constitucional, tomaram o poder de assalto a exemplo dos bandidos quando estouram os caixas eletrônicos com dinamites, a não se importar com nada, a não ser com suas preocupações, como não serem presos pelos operadores da Lava Jato, que por ora estão a ser impedidos de cometer crimes, como os vazamentos seletivos dos inquéritos, dos processos em segredo de Justiça e a liberação de áudios para a imprensa de mercado parceira e corrupta.

O motivo da interrupção da farra jurídico-midiática aconteceu porque o ministro Edson Fachin, do STF, acabou com a liberdade sem limite e acima dos ditames da Constituição do juiz de primeira instância, dos procuradores e dos delegados parciais, partidários, ideológicos à direita e que se aproveitam de seus cargos públicos, pagos com o dinheiro do contribuinte para fazer política rasteira e, com efeito, utilizarem-se de Lawfare (guerra e perseguição jurídica) para derrotar e prejudicar aqueles que essa gente considera como inimigos.

Os inimigos de sempre geração após geração, diga-se de passagem, os mandatários trabalhistas, que desde os tempos de Getúlio Vargas são derrubados por uma direita criminosa e oligarca, autora de golpes de estado e de todo e qualquer crime que possa viabilizar a queda e a perseguição sistemática e perversa a todo e qualquer presidente trabalhista e de esquerda eleito pela vontade soberana do povo brasileiro.

Sempre foi assim, mas esse estado de coisas tem de um dia acabar, pois está mais do que na hora de modificar a grade de ensino e estudos de perfil fascista da academia da Polícia Federal, que remonta a ditadura civil-militar, bem como colocá-la em seu devido lugar, que é de corporação de segundo escalão e não agir e atuar politicamente e ideologicamente como se este papel estivesse definido pela Constituição. A PF e o MPF não são um dos três poderes da República. Ponto.

Os "batmans" midiáticos e sabedores de que uma escória transformou o Palácio do Planalto em um covil de lobos famintos de dinheiro e poder, mas que nada fazem e pouco se importam, porque ideológicos e, como ferrabrases que são das oligarquias e dos interesses de governos estrangeiros, cruzam os braços para a bandalheira que se tornou este País nas mãos de *mi-shell temer, Henrique Meirelles, Moreira Franco, Pedro Parente, Eliseu Padilha et caterva, que estão propositalmente a destruir a economia, a assaltar as riquezas do Brasil e a retirar, a fórceps, os direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores, dos pensionistas e dos aposentados. Vendem o patrimônio público como se fosse quinquilharia de comércio de rua. E o Judiciário cruza os braços e se cala para crimes graves de lesa-pátria e de traição à Nação.

Cala-se, porque é cúmplice e um dos protagonistas do crime de golpe de estado. O pior e mais elitista Judiciário do mundo ocidental, pois totalmente desprovido de credibilidade e de compromisso até com a Constituição e o Estado de Direito, porque permitiu que corruptos e golpistas dessem um golpe de estado contra a presidente Dilma Rousseff, que teve 54,5 milhões de votos, não cometeu crimes e agora o povo brasileiro tem de conviver com uma democracia mequetrefe e violada por uma quadrilha que tomou o poder de assalto, com a aquiescência do STF e da PGR.

Por isto, o Brasil é chamado de País das bananas, cucaracha e de macacos. Não é à toa. Depois a "elite" borra-bosta vai a Miami e volta para o Brasil com ares de civilizada, porque apenas tomou um "banho" de loja e falou inglês em um shopping qualquer, sendo que na verdade não passa de selvagem e militante do retrocesso, do preconceito e do atraso.

Depois que o Leo Pinheiro, da OAS, delatou o Lula ao ser condenado por uma penca de anos, o juiz Moro e seus procuradores do partido da Lava Jato e do Powerpoint apresentam as "novas" denúncias de Pinheiro, que cansado de cadeia e com os cabelos brancos fala qualquer coisa para não ficar mais de 20 anos na prisão, sendo que as provas apresentadas por ele não têm materialidade pelo simples fato que não existem.

O Lula, segundo ele, mandou-o rasgar as provas do triplex do Guarujá. Seria cômico se não fosse trágico. Como assim cara pálida? O Lula manda o "menino" sumir com as provas e o "menino" ingênuo e inexperiente o obedece, não guarda cópias dos documentos e muito menos as coloca em arquivos de computadores. Incrível. E o Moro e seus "intocáveis" do powerpoint mentiroso e leviano consideram que o empreiteiro disse como prova. Tá bem. Todo mundo é idiota. E assim caminha a humanidade...

E não acaba aí. Juíza de São Paulo, Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal, absolveu 12 pessoas, inclusive o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no que tange ao processo do triplex e da Bancoop, porque o considerou irrelevante e desprovido de provas. O promotor paulista Cássio Conserino e mais dois colegas já desistiram de atacar (processo político-jurídico) o ex-presidente Lula, porque devem ter percebido que não há materialidade que comprove ser o triplex do Guarujá pertencente a Lula.

Porém, Sérgio Moro é obsessivo, não só porque sua lamentável e perniciosa atuação como juiz seria um escândalo em um País civilizado, como os EUA que ele tanto gosta e para onde viaja como se estivesse a caminho de sua casa em Curitiba, mas, sobretudo, porque Moro passou a tratar as questões de Lula como caso pessoal. É visível e transparente sua ação persecutória e sua arbitrariedade de índole arrivista.

Trata-se de um servidor público arrogante, prepotente, parcial, partidário e de direita. Sabe o que está a fazer e continua a fazê-lo porque compreende que a casa grande e seus partidos de direita, além do establishment que está a impor um programa governamental entreguista e neoliberal, não querem o Lula como candidato, pois perceberam que o político trabalhista tem enormes chances de vencer as eleições de 2018, sendo que no poder o FMI não vai dar pitacos dignos de bárbaros com verniz europeu.

O processo do triplex em São Paulo foi extinto. Guarujá fica em São Paulo, mas dos 12 absolvidos existe o 13º, o ex-presidente Lula. Somente o processo do líder petista foi para Curitiba, afinal somente ele é candidato favorito à Presidência da República. O fundador do PT e da CUT, que foi investigado e preso pela ditadura militar e que está a ser após os 70 anos de idade linchado perversamente e moralmente em praça pública pelas mídias empresariais mais corruptas do planeta, está agora a experimentar o limiar de sua fantástica carreira política, que começou, na verdade, no ventre de sua mãe no interior de Pernambuco.

Lula, se superar os repressores e os vendilhões da casa grande, tornar-se-á pela terceira vez o presidente do Brasil. No poder, Lula vai fortalecer os programas de inclusão social, recuperar o desmonte criminoso do Estado nacional, reestruturará o parque industrial, fomentará o mercado interno, a emprestar para as pequenas e médias empresas, além de garantir crédito à agricultura familiar. E não acaba aí. Lula voltará a emprestar para a classe média, a mesma traiçoeira e leviana de sempre, mas sabedor que tal classe é consumista e ajudará, por intermédio de consignados, a aquecer o comércio.

O Brasil recomeçará a gerar empregos e, com efeito, o País voltará a girar a roda da economia, em uma retomada economicamente virtuosa, onde todos ganham, inclusive os empresários burgueses e burros, que deram um tiro nos pés por meio de um golpe criminoso meramente ideológico, a "esquecerem", propositalmente, que jamais ganharam tanto dinheiro como nos governos Lula e na primeira administração de Dilma Rousseff, porque em seu segundo governo a mandatária foi impedida de governar por um bando de salafrários golpistas e covardes.

Lula lidera as pesquisas com quase o dobro de todos seus opositores juntos, o que passa a ser um fenômeno político e social digno de estudos futuros, pois o ex-presidente é perseguido ferozmente há três anos, sem ter como responder à altura, pois os magnatas bilionários de imprensa e donos de uma parafernália de negócios privados ocultos e das mais corruptas do mundo ocidental são também um dos pilares do consórcio golpista de direita, que não permite que Lula se defenda em pé de igualdade perante as acusações a ele imputadas. Só se ouve um lado e o acusado não tem como chegar ao grande público. A ele é vedado se defender de maneira objetiva e republicana. Acinte e covardia cometidos por jagunços portadores de carteiras de servidores públicos e de jornalistas.

Não sei o que o juiz Sérgio Moro vai fazer, mas sei que deverá optar por mais algum casuísmo assombroso de uma amoralidade sem igual ou sem par, de forma que o magistrado está a jogar, inclusive, com seu futuro de servidor público, pois já denunciado em inúmeros fóruns internacionais e nacionais. A verdade é nua e crua, ela é transparente e contundente e não há espaço para o denuncismo meramente político e partidário. Moro já adiou a oitiva que teria com Lula no dia 3 de maio.

A Polícia Federal disse que precisa melhorar o esquema de segurança, pois sabedora de que milhares de pessoas estarão em Curitiba para apoiar o maior presidente da República de todos os tempos, que está a ser acusado de se beneficiar por meio de corrupção, mas até hoje, após três anos de Lava Jato, nada foi comprovado contra o político trabalhista. Ipsis litteris.

Com o tempo, esse processo draconiano e covarde vai ter de chegar ao seu fim, sendo que cada ator terá seu tamanho medido pelas páginas da história. Moro terá seu galardão conforme a verdade aparecer como o sol que brilha nas manhãs claras e sem nuvens. Não há como escapar da história, porque a história não é igual às páginas dos jornais, ainda mais quando se trata dos jornais brasileiros, onde em suas redações se pratica o autêntico, o legítimo e genuíno jornalismo de esgoto, porque a imprensa de mercado deste País se tornou a mais corrupta, golpista e partidária do ocidente.

Moro tem de ponderar sobre os fatos. Ele já admite que a nova delação (modificada) por Leo Pinheiro poderá ser verdadeira ou falsa, porque em comum acordo com os procuradores, que têm grande interesse em ferrar com o Lula, mas que não dão importância alguma à venda criminosa do patrimônio público brasileiro por parte de um governo golpista formado por ladrões e bandidos de toda monta.


Este País será sempre uma republiqueta bananeira, porque não é sério, nada se faz de maneira correta e os principais atores desta crise surreal, violenta e pavorosa não estão nem aí para o Brasil e o povo brasileiro. Lula não roubou e por isto não poderá ser preso e impedido de concorrer à Presidência da República. O juiz Sérgio Moro e a Lava Jato querem apenas o Lula; o resto é filigrana, enquanto a quadrilha de golpistas assalta o País. É isso aí.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Moro é o office-boy da casa grande; o coxinha no "paraíso", a perseguir o Lula entre os flashs com o Huck e a sorrir para o Temer

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Por enquanto, com a divulgação do relatório do juiz do STF, Edson Fachin, o juiz Sérgio Moro não poderá continuar a fazer política indevida como demonstra a charge. A farra da seletividade e da parcialidade, por ora, acabou.

"Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a Justiça se retira por alguma porta". (François Guizot — político e pensador francês)

O juiz-celebridade Sérgio Não Vem Ao Caso Moro, do PSDB do Paraná, não se aguenta, não se segura e não resiste aos flashs midiáticos, porque para ele é irresistível não participar das comezainas, dos regabofes, das papanças e das patuscadas da casa grande — o paraíso tão almejado e sonhado pela classe média self-made man —, a individualista e anti solidária, pois a que diz acreditar devotamente na "meritocracia", conquanto os "méritos" passem de pai para filho, a excluir a maior parte da população da instrução e da educação de boa qualidade, o que denota o círculo fechado da reserva de mercado, no que concerne  a ter acesso aos melhores empregos. Eternamente...

A classe média branca e tradicional, cujos antepassados fizeram curso superior, estudaram nas melhores universidades e ocuparam, no decorrer do tempo, os melhores empregos nos setores público e privado. A classe média que tem tempo para estudar em casa ou pagar os cursinhos caros para fazer concursos públicos e, por sua vez, ingressar nas carreiras "típicas" de estado ao assumir os cargos por ter sido legalmente nomeada, para depois se tornar, hipocritamente e cinicamente, privatista.

A classe média a favor dos interesses da iniciativa privada e a se contrapor, inclusive, aos interesses estratégicos do Brasil em termos internacionais, principalmente quando os servidores com cargos de poder decisório se voltam contra o próprio estado que os sustenta. Surreal, mas tão verdadeiro que não se vê e não se sabe sobre se os procuradores ou promotores estão a lutar contra as privatizações criminosas promovidas pelo governo golpista e entreguista de *mi-shell temer, que é tratado como pária pela comunidade internacional. O Judiciário, vergonhosamente, cruzou os braços e se calou quanto às privatizações criminosas e antinacionais.

Contudo, como não é idiota e, sim, espertalhona, a classe média, evidentemente, jamais irá abrir mão das carreiras, dos cargos, dos alto salários, do status e da estabilidade empregatícia e profissional, no decorrer de toda a vida, e, posteriormente, ter direito a uma aposentadoria tranquila e integral até o dia de sua morte, sendo que muitos de seus filhos, principalmente as filhas, continuam a receber os salários dos pais por direito garantido em lei, o que, sobremaneira, esta realidade se torna um escárnio para o restante da população brasileira, que se vê obrigada a exercer o papel de contribuinte dos impostos que pagam as pensões dos herdeiros da classe média, sem, obviamente, generalizar.

O juiz Moro & Companhia, conscientemente ou não, são os típicos casos desta situação e os exemplos realisticamente retratados, de cabo a rabo, do que é feita a matéria, a alma e o pensamento da classe média brasileira, que não possui o menor sentimento de brasilidade, de nacionalidade e não tem preocupação alguma sobre questões como soberania, democracia, independência, desenvolvimento, cooperação e bem-estar social, porque insofismavelmente colonizada e distante das realidades da maioria dos brasileiros das classes populares.

E por quê? Porque a classe média somente aprendeu a valorizar e a respeitar os valores e os princípios das cortes tupiniquins e estrangeiras, sendo que esta última a aculturou e, com efeito, colonizou a burguesia e a pequena burguesia brasileiras, que são tratadas como subalternas, servis e menores pela estrangeirada imperialista e colonialista. Trata-se, de fato, de los cucarachas que não se dão ao respeito, mas tratam o trabalhador brasileiro com a arrogância e a prepotência dos escravagistas. É aquela coisa do "falar grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos", como disse certa vez o cantor e compositor Chico Buarque.

A verdade é que o juiz Sérgio Moro não se faz de rogado quando se trata de aparecer, sistematicamente, junto à burguesia que conquistou o poder por intermédio de um golpe de estado na Banânia. Moro é useiro e vezeiro em aparecer ao lado da elite política e empresarial que derrubou uma presidente constitucional e legítima, que não cometeu crimes de responsabilidade e recebeu da maioria do povo brasileiro 54,5 milhões de votos.

Procuração autorizada pelos votos do povo, que foram criminosamente rasgados, como se a cidadania de dezenas de milhões de brasileiros não valesse nada. E a classe média mais uma vez na história foi cúmplice e uma das autoras de tamanha violência, vergonha e baixaria em forma de crime contra a democracia e o Estado de Direito, que dividiu indelevelmente as famílias e o País. A classe média é o juiz Moro; e, tal qual ao magistrado, é autoritária e arbitrária, além de lutar contra a ascensão social dos pobres e o desenvolvimento do Brasil. A classe média, tanto quanto os ricos, não quer dividir e distribuir. Ponto.  

As informações acima sobre o que ocorreu com a presidente deposta mas legítima, Dilma Rousseff, por trapaceiros e ladrões têm de ser obrigatoriamente repetidas, infinitamente e incansavelmente, para que se relembre sempre aos que tiveram seus votos invalidados e aos coxinhas golpistas que este País, onde viceja uma casa grande desastrada e incompetente, com uma elite política corrupta e usurpadora, que historicamente não admite que o Brasil se torne um País desenvolvido e que a democracia se consolide, que existem pessoas, a exemplo do autor deste artigo, que não tergiversam quanto à verdade, não permitem e não toleram que a mentira, a distorção e a hipocrisia por parte dos golpistas reescrevam a história do golpe de estado e de direita de 2016.

E a partir daí, quando as oligarquias escravocratas, os fascistas tomam o poder sem a autoridade das urnas e não fazem nada para melhorar as condições de vida dos trabalhadores, a não ser arrebentar com o País e a sociedade, começam, então, talvez para disfarçar a safadeza, a realizar pantomimas em forma de cerimônias, festas, eventos e encontros oficiais e não oficiais, sem jamais esquecer, evidentemente, de premiar, promover e elogiar os agraciados da Corte, pois o propósito é fazer com que os condecorados pelas autoridades do Governo e pelas associações de grupos econômicos privados, como a Globo com seus prêmios à moda "Operário Padrão" concedido, por exemplo, ao juiz Moro & Companhia, sejam reconhecidos como os defensores do status quo e os agentes confiáveis do establishment.

A partir do reconhecimento por meio de seus prêmios e homenagens, essas pessoas se tornam entes da mais estrita confiança do sistema de capitais e dos grandes capitalistas, com o direito de ter as portas das grandes empresas e dos salões da burguesia franqueados para o todo e o sempre. É assim que funciona a cooptação de pessoas que interessam ao sistema. As pessoas que não se deixam cooptar, como o Lula, a Dilma, o Brizola, o Jango e o Getúlio, são chamadas, no mínimo, de ladras e incompetentes pela imprensa de negócios privados, realidade que está a acontecer com o Lula, que no dia 3 de maio irá depor em Curitiba, a ter o juiz Moro como seu ouvinte e "julgador".

Ser de classe média e chegar ao "paraíso" da Corte é o que o juiz Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol, dentre muitos outros operadores do Direito e do Judiciário querem almejar e desejam conquistar, porque, inequivocadamente, demonstram que valorizam tais relações, já que também sabedores de que a maioria dos juízes do STF, a exemplo de Gilmar Mendes, o principal operador dos interesses da plutocracia no âmbito jurídico nacional, conseguiu abrir as portas do "paraíso" tão sonhado pelos pais e os filhos da classe média tradicional.

Então, conclui-se que o juiz Moro et caterva estão a trilhar o caminho para se chegar ao "nirvana" de serem considerados fiéis ao sistema de capitais que mantém sob controle as riquezas do Brasil, o orçamento da União e as políticas públicas que serão efetivadas, além de garantir a interface com o grande empresariado deste País, que também cooperou para sustentar o golpe bananeiro e terceiro-mundista, porque são membros do consórcio de direita que tomou o Palácio do Planalto de assalto, ressalta-se mais uma vez, como fazem os bandidos nas ruas deste País, que é sempre impedido de se desenvolver.     

Acostumado com os holofotes midiáticos, que elevam sua pessoa a se transformar em celebridade, o juiz Moro não se faz de rogado e, se mesmo o relatório do ministro do Supremo Edson Fachin tenha evidenciado sem dó e piedade que os principais políticos do PSDB estão envolvidos até a medula com todo tipo de corrupção e ilegalidades, Moro dá atenção redobrada ao Lula, pois em conformidade com as Organizações(?) Globo, que dão sustentação às ações e às diatribes do juiz de primeira instância, que se tornou, não o inimigo mortal da corrupção, mas, certamente, o inimigo declarado do PT e do Lula mesmo a ser o juiz que vai julgar, vejam só, o Lula! Moro se empenha, diuturnamente, para que o maior político da história do País não se eleja presidente em 2018.

O relógio do juiz Sérgio Moro está em conformidade com o relógio do impedimento de Lula, cujos ponteiros começam a girar agora, a faltar 13 dias para o depoimento de Lula ao magistrado em Curitiba, a exigir que o ex-presidente esteja presente nas oitivas ou audiências de 87 testemunhas arroladas por sua defesa, o que se trata de um sinal claro de que Moro quer prejudicar o político petista, imobilizá-lo e humilhá-lho, como o fez quando deu ordem à PF para levá-lo coercitivamente para depor em aeroporto de São Paulo, sem antes avisá-lo que deveria depor por meio de uma simples intimação.

Moro não tem condições de julgar o ex-presidente Lula, por se tratar de um político que faz política de guerra por meio de seu ofício de juiz. É o fim da picada, porque em um país sério e com tradição democrática tal juiz seria punido severamente. Moro é partidário, parcial, injusto e prepotente. Porém, deseja alcançar o nirvana e ser mais um coxinha que conseguiu se transformar em burguês e, com efeito, ser considerado e aceito pelo sistema de capitais, o dono do poder político e econômico, para sempre. A resumir: Moro quer ser um membro da casa grande, patrão e proprietário, e não mais seu capataz de confiança.


O juiz de primeira instância, Sérgio Moro, é o office-boy da casa grande e o coxinha que está a lutar para conseguir abrir as portas do "paraíso", mas necessita perseguir o Lula, enquanto posa para as fotos ao lado de Luciano Huck, que é o retrato do "bom moço" da Globo e das famílias de classe média, que desejam e sonham com um cara com o perfil do Huck, como o genro self-made man para casar com suas filhas. Moro é o Huck de toga e sorri, conforme as imagens repercutidas pela imprensa de mercado, para o golpista e usurpador *mi-shell temer, no Palácio do Planalto, lugar onde deveria estar a presidente eleita e legítima, Dilma Rousseff. É isso aí. 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Lula lidera pesquisa e Moro é o agente da direita para derrotá-lo politicamente e sabotá-lo eleitoralmente — Cunha vem aí, e agora juiz?

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O juiz de província e de primeira instância, Sérgio Não Vem Ao Caso Moro, do PSDB do Paraná e da 13ª Vara Federal de Curitiba, tem um senso de oportunismo muito desenvolvido, pois chega a ser ímpar. Mais do que isto. Além de ser oportunista como o são os felinos predadores, Moro é também calculista. Aliás, um exímio calculista, de tal forma que a Engenharia, a Física e a Arquitetura não sabem o profissional que perderam para a política

O magistrado é mais político do que juiz, sem sombra de dúvidas. Sérgio Moro faz o possível e o impossível para que Lula não volte ao poder nos braços do povo, porque sabedor de que o ex-mandatário trabalhista  venceria as eleições ainda no primeiro turno, fato este que está a deixar desesperado o consórcio de direita, que tomou de assalto o poder central, igual fazem os bandidos que atormentam o País e que estão a cometer crimes nas ruas.

Trata-se, na verdade, de um consórcio formado por inúmeros grupos conservadores que esperavam, em 2018, permanecer no poder preferencialmente por intermédio de eleições indiretas, sendo que por meio de eleições diretas mediante a ausência de Lula da corrida presidencial. A questão principal é esta: como impedir que o Lula seja o candidato popular e das esquerdas, que estão a vivenciar uma crise existencial de conotação ímpar.

Sérgio Moro tem essa compreensão e como está à frente, como um verdadeiro ponta de lança dos interesses dos golpistas cucarachas de terceiro mundo, o juiz de província, que pensa ser o Brasil a casa da mãe Joana, resolve, de forma arbitrária e autoritária, fazer com que o Lula esteja presente à Vara onde o Moro trabalha, em prol do sistema que resolveu acabar com a democracia no Brasil, de maneira que o ex-presidente, líder inconteste nas pesquisas eleitorais, participe de 87 oitivas de 87 testemunhas pró-Lula, além das 102 que já foram ouvidas, inclusive as 23 indicadas pelo juiz, que, para sua "surpresa", não conseguiu que qualquer um dos depoentes acusasse Lula de ter cometido malfeitos, falcatruas, roubalheiras ou o que o valha.

É terrível, para parte populosa e importante da Nação, ver essa gente usurpadora e traiçoeira no poder por ter derrubado a presidente constitucional e legítima, Dilma Rousseff. É terrível verificar que esses golpistas rasgaram 54,5 milhões de votos e agora, sem autoridade moral e eleitoral, desmontam, a seus bel-prazeres, o Estado Nacional e a vender a toque de caixa o patrimônio público.

Os golpistas lutam para acabar com os direitos civis, a exemplo dos direitos previdenciários e trabalhistas, extinguir os programas sociais de inclusão social, destroçar a economia nacional, além de pulverizar setores importantes como os do petróleo e da indústria naval, bem como suspender a política diplomática soberana, autônoma e independente do Brasil, que tinha por finalidade garantir que o País não ficasse à mercê dos ditames dos Estados Unidos e de seus interesses. Com tudo isso que aconteceu, deve ser terrível e desesperador também para a direita perceber que o ex-presidente Lula é disparado o candidato preferido do povo brasileiro.

Esta dura realidade deve causar profundo incômodo aos provincianos e medíocres golpistas da Banânia, que é a republiqueta criada pela casa grande e pelos coxinhas paneleiros de barrigas cheias que vão as ruas de forma tresloucada e celerada para defender princípios e interesses de uma burguesia carcomida pela corrupção, porque inerente ao seu modo de vida secular e, impiedosamente, anacrônico, como se fosse carma.

A pesquisa do Instituto Vox Populi e divulgada ontem pela CUT é um sintoma inequívoco de que quanto mais o governo golpista e corrupto de *mi-shell temer retira direitos e destrói a economia do País propositalmente, mais a população percebe que o Governo Lula foi a melhor administração em termos de resultados econômicos e sociais desde os tempos de Getúlio Vargas, o Pai da industrialização do Brasil. Lula representa, no imaginário popular, desenvolvimento, progresso e bem-estar social, além de respeito pela democracia e cidadania.

Ressalto que Lula, além de sair do poder com 87% de aprovação popular, a superar o líder Nelson Mandela, ele também fez os pobres, os desvalidos, as categorias e classes sociais mais simples subirem a rampa do Palácio do Planalto. Não há, portanto, quem não perceba a maneira de como o Lula governou e tratou a sociedade de modo geral, pois muito diferente da conduta e da postura do golpista que usurpou o poder e demonstra, de forma clara e transparente, que está a realizar um governo antipopular, antinacional e antidemocrático.

Não restam dúvidas que a pesquisa ou as pesquisas em que Lula sempre está muito à frente deve incomodar profundamente o juiz Sérgio Moro e seus asseclas do MPF e da PF de Curitiba, além de causar profundo ódio, rancor e sentimento de vingança à casa grande dona dos oligopólios midiáticos, das federações industriais, dos grandes lojistas, dos banqueiros, da "elite" do serviço público, principalmente aquela que é considerada "carreira típica de Estado", bem como deve causar imensa preocupação aos golpistas que se aboletaram no poder central, a exemplo dos políticos do PSDB, PMDB, DEM e PPS, que irão, é o que parece, começar a pagar pelos seus inúmeros crimes, conforme o relatório divulgado pelo ministro do STF, Edson Fachin.

Realmente, Moro terá de agora em diante, se não conseguir prender o presidente Lula ou torná-lo réu em segunda instância, pelo menos paralisar seus movimentos políticos e partidários. E nada como, por exemplo, fazê-lo estar presente em 87 oitivas, conduta do juiz que, inquestionavelmente, demonstra sua ira, seus atos persecutórios, sua arrogância e prepotência, assim como, injustificadamente, trata o ex-presidente Lula como empregado que deve obedecer os desejos e as ordens do patrão, porque, não se iluda, Moro se considera ator importante do mundo patriarcal e como patrão tratará o Lula, que ousou sair de Pernambuco em um pau de arara para ser presidente da República, como subordinado e servil, coisas que o ex-mandatário nunca foi e nunca será.

O arrivismo de Moro o eleva aos píncaros da discórdia, da insensatez, da imprudência e o transforma em um pequeno mussolini narcisista e encolerizado com a ascensão político-eleitoral de Lula, mesmo após o líder trabalhista ter sido massacrado pela mídia cúmplice do juiz do Paraná e de todos aqueles que participam do linchamento público do maior político que este País já teve ao lado do grande estadista gaúcho Getúlio Vargas.

A verdade é que Lula vence as eleições no primeiro turno em todos os cenários pesquisados, no decorrer dos dias 6 a 10 de abril. Lula alcançou 45% dos votos válidos contra 32% dos seus adversários juntos. Trata-se de um fenômeno político-eleitoral, bem como de um animal político de grandeza, pois se materializa em força da natureza difícil de ser superada, principalmente pela direita, sem dúvida, porque os conservadores e golpistas não têm nada a apresentar ao povo e muito menos tem o que oferecer, ainda mais depois de um governo feroz e cruel com os trabalhadores, como o é o caso de mi-shell temer.

Enquanto isso, os políticos que sempre tiveram o apoio e a blindagem das mídias burguesas e patrimonialistas, a exemplo de Aécio Neves, Jair Bolsonaro, Marina Silva, Geraldo Alckmin, João Doria e até mesmo o Ciro Gomes, sendo que este último não é parte do golpe bananeiro e não conta com o apoio e a simpatia das barões midiáticos, não conseguem, todos juntos, superar o Lula nos índices eleitorais realizados pela pesquisa do Vox Populis. Além de vencer as eleições no primeiro turno, Lula também venceria as eleições, se porventura fora necessário, no segundo turno.

O consórcio golpista e de direita entendeu o recado e, consequentemente, está a preparar, por intermédio do juiz Moro, que tem a cooperação da imprensa seletiva e que defende até o fracassado *temer com unhas e dentes, a "cama" de Lula, uma cama de gato, que tem por finalidade destruí-lo violentamente pela imprensa de mercado, que após saber das pesquisas muito favoráveis a Lula esqueceu, propositalmente, praticamente de todos os tucanos envolvidos até o pescoço com a lama da corrupção e que frequentam todas as listas de delações da Lava Jato.

A campanha insidiosa e o linchamento moral de Lula são diuturnos e sistemáticos, não param nunca e a consequência é um embate político sanguinário, cujo propósito é evitar de todas as maneiras que Lula mantenha seus direitos civis e políticos intactos, de forma que ele não possa se candidatar e ter o direito de se expressar e de ir e vir tolhidos pelos operadores partidarizados da Lava Jato.

E é exatamente isto que os agentes de Estado, como o juiz Moro e seus assemelhados da Lava Jato do powerpoint mentiroso, covarde e leviano não querem que aconteça. Lula tem de ser derrotado e imobilizado, para que este processo draconiano aconteça e o impeça, definitivamente, de fazer política pelo Brasil, assim como até mesmo não ter o direito de combater a quadrilha que, tal qual aos bandidos nas ruas, tomou a Presidência da República de assalto, com a aquiescência vergonhosa e desditosa do Judiciário.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o Vox Populi demonstrou que "quanto mais os brasileiros conhecem o presidente ilegítimo e golpista Michel Temer, mais avaliam seu desempenho como ruim e péssimo (65%) e mais sentem saudade do ex-presidente Lula". A resumir: Quanto mais o povo conhece o mi-shell *temer, melhor avaliado se torna o Lula.

Existe o reconhecimento por parte dos trabalhadores, dos segmentos pobres e muito pobres da sociedade, bem como de certo contingente de classe média que traduzem o que o líder trabalhista e conciliador representa, e ele representa a aliança e o contrato social entre as classes dominantes e donas dos meios de produção com o Estado e o corpo da sociedade dividida e subdivida em inúmeras classes sociais, sendo que a maioria da população é assalariada, tanto no setor público quanto no privado, além do enorme contingente populacional que ganha a vida por meio do trabalho informal.

Entretanto, o juiz Moro tem pressa, afinal o ministro Edson Fachin liberou os nomes de todos os implicados nas listas, nas delações e nas gravações realizadas pelos executivos e donos da Odebrecht, sendo que ainda vem mais rebarba por aí, porque existem as delações de outras empreiteiras, que estão ainda em segredo de Justiça. Porém, Moro não pode parar, pois não tem mais a vantagem de poder contar com os vazamentos seletivos, direcionados e partidários, que têm o propósito fundamental de impedir que Lula se candidate a presidente e que o PT volte a se fortalecer como partido político.

Por isto que o juiz de alma tucana e que há muito tempo deveria estar a responder aos tribunais superiores por abuso de poder e até por crimes graves como a divulgação de áudio entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula,  resolveu exigir que Lula esteja presente nas oitivas e audiências de 87 depoentes, que serão testemunhas do líder brasileiro, o que é assombroso, porque mesmo após 102 depoentes arrolados pela acusação e defesa não acusarem Lula de ter cometido quaisquer crimes, o juiz Moro, do alto de seu autoritarismo partidário e seletivo, resolve fazer com o Lula  e sua defesa o que não faz com os procuradores e a acusação em geral.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins disse, ao peticionar recurso contra a ação nefasta mas calculista e oportunista do juiz Moro: "(...) Não tem amparo legal. Demonstramos que o processo penal deve seguir o princípio da legalidade estrita, de modo que o juiz não pode inovar ou criar situações ou penas que não estejam expressamente previstas na lei. Mostramos, ainda, que mais uma vez aquele Juízo afrontou o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos acolhido pela ONU (Decreto nº 592/1992 - artigo 14, 3, “e”), que assegura ao jurisdicionado o direito “De interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusação e de obter o comparecimento e o interrogatório das testemunhas de defesa nas mesmas condições de que dispõem as de acusação”.

A exigência do comparecimento de Lula às audiências para ouvir as testemunhas arroladas por seus advogados, de acordo com Cristiano Zanin, resulta em tratamento diferenciado em relação às testemunhas de acusação. Ponto. Sempre dois pesos e duas medidas por parte deste juiz de província agrícola, que não equilibram a balança do bom senso, da ponderação, do que é justo, constitucional e republicano.

Agora mudemos o foco, pois vem a pá de cal nas pretensões políticas de Moro quanto ao triplex do Guarujá, que nunca foi de Lula, pois não deixaram dúvidas quanto a este assunto inúmeras testemunhas já ouvidas pelo juiz e político do PSDB do Paraná. Ele, o Moro, ouve, mas não adianta, porque de ouvidos moucos e regido por suas conveniências políticas, partidárias e até pessoais, pois a perseguição a Lula por parte do magistrado denota que o juiz se sente desrespeitado em suas decisões, mesmo as injustas e anticonstitucionais.

Acontece que agora há pouco, para o desgosto do Moro e de sua turma cinematográfica à moda "Intocáveis", a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, independente das questões de Lula na 13ª Vara de Curitiba, consolidou o que as mais de 100 testemunhas favoráveis e contrárias a Lula sempre disseram: o apartamento do Guarujá não pertence e nunca pertenceu a Lula.

A ação do MP paulista por intermédio dos promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo, famosos por suas trapalhadas e equívocos, foi arquivada por decisão da juíza, que considerou o caso de "corrupção" que envolveu a Bancoop e a OAS, no que diz respeito ao triplex que nunca pertenceu a Lula, como "alegações vagas", além de ter constatado, segundo a magistrada, inúmeros erros no que concerne às formulações da denúncia.

A juíza Maria Priscilla, além de arquivar as acusações absurdas e desprovidas de materialidade e de provas cabais, absolveu todos os réus, dentre eles o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e um dos sócios da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro. Lula, que também constava nesse processo, certamente seria absolvido. Contudo, o ex-mandatário trabalhista teve a ação contra ele transferida para a Vara do Moro, que na verdade age e atua como um partido político de direita e que combate ferozmente o PT e as suas lideranças. A verdade é que o Moro, sabedor que a direita poderá perder as eleições de 2018, vale-se de Lawfare (perseguição jurídica) para derrotar o Lula, o PT e seus aliados.  

Por sua vez, a decisão da juíza paulista fará com que as intenções políticas de Moro, no que é relativo a condenar o ex-presidente Lula por causa do triplex que nunca foi dele, diga-se de passagem mais uma vez, porque a verdade não pode jamais ceder espaço à mentira, faz com que se torne ainda mais difícil ao juiz punir Lula por causa do triplex, que nunca foi do ex-presidente. Ponto. Entretanto, Moro não se preocupa com isso, apesar de ter de correr contra o tempo para que Lula seja condenado em primeira instância e, posteriormente, em segunda instância. Moro corre contra o relógio eleitoral, que agora não lhe é a favor.

O juiz agora aposta todas suas fichas em Leo Pinheiro, ex-sócio da OAS. A intenção é negociar rapidamente sua saída da cadeia e, quiçá, acusar Lula de ser o dono do triplex, pois até agora não foi possível provar que o ex-presidente é o dono do apartamento do Guarujá. Tudo isto após 102 pessoas negarem ou não saberem se o Lula é dono do imóvel. É o fim da picada o que se transformou a Lava Jato, e ninguém faz nada para acabar com essa bagunça organizada, calculada e efetivada como estratégia de combate político por parte de servidor público pago pelo contribuinte e que tomou, indevidamente, o protagonismo da luta político-partidária. Surreal. Só em país de golpistas. 

Moro está a acelerar mais do que o Ayrton Senna depois que o Fachin acabou com a mamata e a molecagem dos vazamentos seletivos e direcionados. E por quê? Porque o magistrado das Araucárias necessita urgentemente atender os propósitos e os interesses da direita brasileira e estrangeira, bem com viabilizar o impedimento de Lula, o político que lidera todas as pesquisas eleitorais, a alcançar, volto a ressaltar, índices maiores do que todos os outros candidatos juntos, exemplificados em Aécio Neves, Jair Bolsonaro, João Doria, Marina Silva, Geraldo Alckmin e outros menos cotados, além de Ciro Gomes, político não envolvido até agora com malfeitos e que não está a ser incluído em listas de empreiteiras.

O desespero é grande e o sinal de alerta já foi dado pelas mídias golpistas e de interesses imperialistas. Os possíveis candidatos citados acima não têm lastro, no momento, para vencer o Lula e sabem disso. Compreendem a situação e apostam no impedimento de Luiz Inácio Lula da Silva por meio de prisão ou simplesmente transformá-lo em réu, o que conta muito para que o processo de desconstrução do maior político da América Latina seja consolidado.

Além disso, não se deve esquecer, todas as acusações imputadas a Lula, como as do triplex, sítio de Atibaia, containers de armazenagem de material enquanto Lula foi presidente, terreno para o Instituto Lula, dentre outras acusações desprovidas de materialidade, como as palestras proferidas pelo ex-mandatário, não procedem, porque sem provas, sendo que Lula, por intermédio de seus advogados sempre apresentou recibos e declarações sobre impostos e taxas.

E não se resume apenas a isto. Lula teve seus sigilos bancários abertos, telefônicos e seus computadores e dos seus assessores e auxiliares foram confiscados pela Polícia Federal, a mando do juiz Moro e dos procuradores do powerpoint leviano e mentiroso, que teve apenas por finalidade jogar o nome de Lula na sarjeta e, com efeito, causar comoção popular, como o fez o juiz Sérgio Moro ao divulgar criminosamente o áudio entre o Lula e a Dilma, que impediu a posse de Lula como chefe da Casa Civil para restabelecer a base do governo, assim como ocasionou que um bando de coxinhas tresloucados e midiotizados fossem para o Palácio do Planalto, sendo que alguns celerados tentaram invadi-lo.

Outra coisa que não se pode esquecer, e alguns blogueiros e donos de sites de esquerda estão imprudentemente a fazer, é se mostrar exageradamente "decepcionados" com o Lula, por ele ter se relacionado com empresários, a exemplo do Emílio Odebrecht, que por sinal afirmou que a imprensa de mercado dominada por meia dúzia de famílias sempre soube da roubalheira e da corrupção e se calou durante 30 anos. Lula em toda sua vida conversou com todo mundo e, como foi um presidente empreendedor, sempre conversou com os ricos (produção) e os pobres (consumidores), tanto é verdade que exemplifico os catadores de latas que subiram a rampa do Palácio do Planalto para serem recebidos por Lula, que incluiu o pobre no Orçamento da União e enfureceu a casa grande. E este é apenas um exemplo.

É inaceitável, para mim, que Lula passe a ser tratado por alguns jornalistas de esquerda e que estão, como eu, há anos a enfrentar essa luta duríssima, desigual e desgastante contra o status quo, para depois ficar com melindres, com suscetibilidades exageradas e caras e bocas ridículas,  como "meninas" e "meninos" dengosos, pirracentos, malcriados e cheios de mania. Só falta se jogar no chão, a bater com os braços e as pernas como bebê chorão. Não dá! Lula não cometeu crimes. Ponto.

Ele era presidente da República e antes foi sindicalista e fundador da CUT. Sempre conversou com o empresariado desde jovem. Lula era presidente. Um mandatário que tinha e tem programa de governo e projeto de País, ao contrário da direita que tomou o poder central por meio de um golpe digno das bananas, do atraso e do retrocesso. Lula não tem culpa se o "programa" da direita se resume a destruir a indústria e o comércio e a vender o Brasil. Lula não tem culpa se a direita é colonizada e subserviente à gringada e que sempre se recusou a pensar o País. Nunca o pensou, pois simplesmente pária e antipatriótica.

Lula não cometeu crimes, e sempre conversou com todo mundo por ter um caráter moral e político conciliador desde os tempos de sindicalista, além de se contrapor dentro do Partido dos Trabalhadores aos grupos revolucionários, pelos quais eu sempre tive simpatia, além de apoiá-los quando seus candidatos disputavam eleições, a partir de 1982, quando aconteceram as primeiras eleições realmente diretas para governador, sendo que o trabalhista Leonel Brizola foi eleito no Rio de Janeiro após ter ficado 15 anos no exílio.

Eu votava nos candidatos petistas vinculados aos grupos revolucionários. Sempre votarei, diga-se de passagem, em candidatos de esquerda. Lula é de esquerda, mas moderado. O político trabalhista é um animal político sem precedentes no Brasil, pois somente comparável a Brizola e a Getúlio. Se Lula derrotar o fascismo com o apoio popular, marcará, indelevelmente, as páginas da história como o maior político brasileiro de todos os tempos.

Contudo, e para finalizar, a questão é agora saber se o consórcio de direita, agora capitaneado pelas mídias golpistas, pelos operadores da Lava Jato e pelos chefes de corporações como o MPF e a PF, a ter o STF a dar a palavra final se o líder das pesquisas, que é o Lula, poderá disputar as eleições ou simplesmente essa gente vai dar uma banana para o povo e, tal qual ao golpe terceiro-mundista, fechar o caixão da democracia, da cidadania e do Estado Democrático de Direito.

A verdade é que 2018 vem aí e a direita quer o Lula inelegível, porque não quer novamente ficar sem mandar no poder e deixar de controlar os orçamentos e determinar as políticas públicas em todos os setores e segmentos de atividade humana. Do contrário, Lula será eleito e o juiz Moro entrará para a história como o agente da direita que se partidarizou para derrotar politicamente o líder trabalhista, sabotá-lo eleitoralmente e moralmente para manter a hegemonia da direita e preservar o golpe de estado efetivado em 2016 pela casa grande de índole e espírito escravocrata.

Segundo o Vox Populi, 68% da população considera que a Lava Jato errou feio ao acusar o Lula sem provas. Além disso, o juiz Sérgio Moro tem um grande problema para resolver: os procuradores pediram a prisão da mulher do golpista Eduardo Cunha, que foi condenado a 15 anos de prisão. Como o Moro irá proceder? Politicamente? Seria um escândalo. Então, como? Afinal, a caixa de Pandora do golpe poderá ser aberta, porque o Cunha não aceitará passivamente ver sua mulher presa sem retaliar, até porque sua filha poderá ser a próxima a parar na cadeia.


E agora, Moro & Companhia, como fazer para que o  Cunha não exploda e o usurpador *mi-shell temer e seu governo pária, golpista e corrupto não caia de uma vez por ser, irremediavelmente, podre? Com a resposta, o próprio Moro ou as Organizações(?) Globo, a mãe do golpe de terceiro mundo, mas violento, e que adora blindar os crimes dos tucanos do PSDB, do DEM, do PPS, além de proteger e defender o governo predatório, irresponsável e entreguista de *temer/PSDB. O Cunha vem aí, e agora juiz Moro? Dia 3 de maio, Lula se encontrará com o Sérgio Moro. É isso aí.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Fachin comprova que vazamento da Lava Jato é seletivo, parcial e partidário — Panorama sobre o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O juiz de primeira instância da Lava Jato, Sérgio Não Vem Ao Caso Moro, do PSDB do Paraná, rapidamente se antecipou e autorizou para que os vídeos e os inquéritos nos quais constavam as acusações e delações contra os políticos do PSDB e do DEM fossem publicizados, ou seja, o magistrado que se aproveita de seu cargo e poder para fazer política e tomar a frente da luta partidária para favorecer o lado tucano, que até há pouco tempo  era vergonhosamente blindado, resolveu, como em um passe de mágica, mostrar ao público o que não mostrou no decorrer de três anos de Lava Jato.

O motivo para que o ínclito juiz liberasse as informações até então sigilosas sobre os tucanos é porque o ministro do Supremo, Edson Fachin, o relator da Lava Jato no STF, anunciou que iria divulgar seu relatório e, com efeito, surgiriam os nomes dos políticos mais importantes e poderosos do PSDB, do DEM e do PPS, até porque os do PMDB já são "filhotes" das mídias comerciais e privadas em tempo anterior ao golpe de estado que levou Dilma Rousseff à deposição, assim como acontece durante todo o governo do usurpador e golpista *mi-shell temer.

A verdade é que Sérgio Moro percebeu, pois de uma clarividência oportunista a toda prova, que não daria mais para continuar, após três longos anos, a manipular as informações de forma política e por meio de vazamentos seletivos criminosos, que fizeram do juiz, por parte de amplos setores da sociedade organizada, não confiável, além de injusto, porque se partidarizou e transformou a Justiça em um poder ideologizado e totalmente voltada a blindar ou proteger os partidos envolvidos com o golpe de terceiro mundo, mas violento, e, consequentemente, incapaz de ser justa, imparcial e republicana.

Moro foi rápido porque os tucanos estão, irrefragavelmente, implicados em uma crise político-institucional sem precedentes no Brasil, além de constarem em inúmeras delações no que é relativo à Petrobras e outras estatais em âmbitos federal, estadual e municipal. Com a liberação do relatório do ministro Fachin à imprensa meramente de mercado e, consequentemente, ao público, o juiz Moro, calculista que é, liberou a parte das informações no que tange aos tucanos, porque rapidamente percebeu que acabou a farra dos vazamentos seletivos e partidarizados. Um vexame.

Fachin jogou água no chopp da galera que estava a se refestelar, juntamente com a imprensa covarde e a mais corrupta e mentirosa do mundo ocidental, que há muito tempo deveria ser severamente investigada quanto aos seus crimes, desde os de ordem financeira (sonegação etc.) até os de conspiração e sedição, que ocorrem quando um grupo econômico, a exemplo das Organizações(?) Globo, aproveitam-se de seus poderes para derrubar presidentes de maneira criminosa, a se valer, inclusive, de concessões públicas, ou seja, da autorização por parte do governo eleito pelo povo para que empresários bilionários de imprensa possam exercer suas atividades empresariais.

Contudo e certamente, não consta nos contratos firmados entre o Estado (governo) e os empresários de comunicação o direito de eles efetivarem golpes de estado, distorcerem e manipularem as notícias e se tornarem sabotadores da soberania do Brasil e do desenvolvimento socioeconômico do povo brasileiro. De forma alguma. Se porventura Lula se apresentar como candidato e vencer as eleições, sugiro, humildemente, que se realize uma nova constituinte e se efetive, urgentemente, o marco regulatório para os meios de comunicação.

O marco regulatório protegerá o País e a sociedade, porque, não tem jeito, não há mais como conviver com uma imprensa comercial e privada desregrada, desregulamentada e sempre à vontade e segura de si mesma para criar crises políticas e institucionais sem se preocupar em dar satisfação a ninguém, como se seus donos e empregados vivessem em um mundo paralelo e não respondessem ao Código Penal e não fossem submetidos aos ditames da Constituição.

A imprensa alienígena e golpista que fez e faz parceria com os operadores da Lava Jato, que desestabilizaram o Governo Dilma, porque a verdade é que a aposta dos sediciosos valeu até o limite de se chegar a um ponto de presidentes perderem a governabilidade e o País se tornar refém de interesses empresariais, como ocorre agora no governo do vendilhão *mi-shell temer, que está a desmontar o Brasil e não há uma única voz do Judiciário para se contrapor à venda criminosa do patrimônio público nacional, porque o que sempre interessou às cúpulas dos Três Poderes é enfraquecer o Estado em prol dos interesses da iniciativa privada e de governos estrangeiros. Fato!

Inacreditável, mas é a realidade por mais que pareça surreal: servidores públicos de carreira ou eleitos tomaram o Estado de assalto para privatizá-lo, além de empossar uma quadrilha, que, de acordo com o relatório repercutido pelo ministro Fachin, roubou bilhões de reais e ainda se acha no direito que vender o Brasil, extinguir programas de inclusão social e ainda chamar de ladrões os ex-presidentes Dilma e Lula, que, na verdade, criaram todas as ferramentas, enquanto estiveram no poder, para se combater a corrupção, como já declararam juízes, procuradores e delegados da PF à imprensa de negócios privados.

A realidade é que o ministro Fachin acabou com a farra da Lava Jato e da imprensa associada aos vazamentos seletivos e destinados à construção de lawfare (guerra jurídica) como estratégia de combater seus adversários, no caso do Brasil transformados em inimigos, de forma que os políticos, os partidos e seus aliados, a exemplo do PT, sejam destruídos e, por sua vez, desconsiderados pela população brasileira para concorrer em eleições e conquistar a Presidência da República para novamente governar.

Só não vê e compreende quem não quer ou está de má-fé, seja pelas vias política ou intelectual. Não acredito mais em desinformação, alienação e analfabetismo político. Acredito, sim, que grande parte da sociedade se calou e consentiu que acontecesse o golpe bananeiro e cucaracha, assim como percebi que a classe média não quer entender nada e não se importa com coisa alguma, a não ser ver o sangue jorrar, pois se considerou prejudicada com a ascensão social dos pobres, a ter ainda mais uma vez a casa grande provinciana, atrasada e corrupta como operadora de um golpe de estado.

O golpe que tem por finalidade manter o povo brasileiro como mão de obra barata e desprovido de seus direitos civis, bem como desmontar o estado nacional, pois o propósito é enfraquecê-lo e, por sua vez, impedir que em futuro próximo ou não um mandatário popular e de esquerda tenha meios para que possa efetivar seu programa de governo apresentado à população quando se candidatou. É assim que a banda toca nessas paragens terceiro-mundistas, onde vicejam as classes médias e ricas de ideologias conservadoras e hegemônicas mais perversas e atrasadas do mundo ocidental.

Entretanto, a questão é saber até aonde vai a Lava Jato, já que os tucanos de patentes altas estão agora também no olho do furacão. A realidade é que não há um deles na cadeia, apesar das acusações de delatores e das provas documentadas, pois, ao contrário de Lula, por exemplo, inúmeros tucanos receberam altas somas não declaradas em paraísos fiscais, cujas contas estão nas mãos da Justiça, do MPF e da PF.

Então, vamos às perguntas que não se deixam calar? Por que os políticos do PSDB não estão presos? Os que têm culpa? Por que o procurador e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e o juiz Sérgio Moro afirmaram recorrentemente e no decorrer desse processo que os tucanos estão fora da Lava Jato?  E tem mais: Dallagnol disse inúmeras vezes que os políticos do PSDB e do DEM não são presos porque não fizeram parte da base dos governos petistas.  

Como assim, cara pálida? Até o mundo mineral, os extraterrestres, os que ficaram em coma durante 25 anos ou mais e os recém-nascidos sabem que os tucanos nunca perderam seus quinhões fartos e milionários na administração pública federal, além dos estados da Federação poderosos que dominam há anos ou décadas. O senador Aécio Neves mandava em Furnas há muito tempo, bem como a Petrobras serviu como caixa dois para as campanhas dos tucanos, mesmo com o PT no poder.

Além do mais, os esquemas que rechearam os cofres dos partidos para financiar campanhas legais e ilegais, além dos caixas dois são antigos, desde quando foi inaugurada a Nova República de José Sarney, que deu fim aos governos dos generais — à ditadura de 21 anos. Então por que somente o PT, suas lideranças e aliados são os únicos investigados, julgados e presos? Com a resposta a PGR de Rodrigo Janot, o STF dos juízes que permitiram que um criminoso como o ex-deputado Eduardo Cunha derrubasse uma presidente legítima e constitucional e, evidentemente, o juiz Sérgio Moro e sua turma do MPF e da PF do Paraná, porque a verdade é que esse pessoal não convence mais a ninguém, no que diz respeito à imparcialidade e ao que é justo e republicano.

Todavia, a brincadeira de gato e rato acabou por causa do republicanismo até o momento do ministro Edson Fachin. A imprensa mercantil teve de mostrar o que todo mundo já sabia: tucanos também se corromperam, roubaram e deram um golpe de estado para governar, apesar de terem perdido as últimas quatro eleições. Estão aí a vender o Brasil sem ter a autorização das urnas até então soberanas e não se fazem de rogados, pois estão, na maior cara de pau e mau-caratismo a desmantelar o Estado brasileiro e a retirar os direitos dos trabalhadores e dos aposentados. Eles são, com o perdão da palavra, uns escrotos.

Agora o que resta para o sistema Judiciário que está à frente da Lava Jato, tanto em Curitiba quanto em Brasília, é investigar e punir doa a quem doer. Sou a favor da Lava Jato, mas exijo, como todo brasileiro que tem discernimento e sentido de justiça, que sejam punidos quem cometeu crimes, com provas materiais e documentadas, porque não vale apenas denunciar, porque os delatores são, em grande parte, criminosos que desejam sair da cadeia como quem ama a vida não quer morrer.

Edson Fachin jogou uma pá de cal na parceria de vazamentos pontuais e seletivos. Parceria que se tornou muitas vezes criminosa, pois ilegal e ilegítima, entre o Judiciário e a imprensa corrupta e historicamente golpista, a que domina um oligopólio ao tempo que, hipocritamente, reafirma a defesa por um mercado livre e competitivo. Como assim, camarada? É isto mesmo.

Assim que a banda tem de tocar para os capitalistas brasileiros, que não tem a mínima preocupação com questões como soberania, independência, desenvolvimento e estratégias de defesa do País, tanto nos setores militares, científicos e de pesquisas quanto nos segmentos diplomáticos, educacional e de saúde. É tão verdade o que eu assevero que o exemplo maior dos maus exemplos dessa gente vazia e desprovida de sabedoria é a alienação das riquezas deste País, ou seja, a venda do Pré-Sal e o desmonte predatório da Petrobras.

Digo e repito mais uma vez: o inimigo do Brasil não é externo e, sim, interno. O inimigo é a casa grande há séculos vinculada aos interesses dos Estados Unidos. Ela é tão ordinária e pueril que se sente insegura e incomodada quando não está completamente inserida na órbita de influência dos EUA.

A oligarquia brasileira se sente como se fosse órfã, porque considera os yankees a segurança de suas riquezas que remontam à escravidão e à exploração do trabalho mal remunerado a partir do fim do século XIX, bem como de seus prazeres quando viajam como bobos alegres repletos de complexos de vira-latas quando vão se divertir, fazer negócios e morar nos EUA. Essa gente é capaz de trair o Brasil sem dó e nem piedade. Trai com a mesma tranquilidade quando se coça ou bebe água. Tanto é verdade que o estado brasileiro está a ser criminosamente desmontado e ninguém mexe uma palha. Ponto.

Por sua vez, o pior disso tudo é que a classe média, que sempre será eternamente empregada e assalariada, pensa igual aos seus patrões que a explora e a demite quando querem e lhes aprouverem. Por se conduzirem assim em vida que tais coxinhas vão às ruas derrubar governantes eleitos legitimamente pelas urnas até então soberanas, pois irremediavelmente golpistas e completamente colonizados pelos princípios das classes dominantes e pelos valores dos estadunidenses. Uma verdadeira lástima, pois sórdida ao tempo que ridícula, já que não condiz com a realidade econômica e social da classe média. Sem mais comentários...

O abandono do Brics pelo Brasil, o enfraquecimento do Mercosul e da Unasul, a irrelevância do governo corrupto e golpista dada às relações Sul-Sul, entre a África e o Brasil, a humilhação e a perda de respeito e credibilidade por parte do governo impopular e covarde de *mi-shell temer, um sujeito reles, abjeto, usurpador e traidor de marca maior, que é tratado como inferior, pois considerado pária pelas lideranças do G-20, do G-8 e de órgãos internacionais exemplificados em ONU, OEA, FMI, Bird, BID, OMC, OMS, OIT, OMC, além da União Europeia, que compreendem, sobremaneira, que no Brasil ocorreu e ainda ocorre um golpe de estado de terceiro mundo, de caráter antinacional, antipopular e antidemocrático. O Brasil vivencia hoje um estado de exceção e só não vê quem não quer. Enquanto isto o País é roubado por uma quadrilha em todos os sentidos, setores e segmentos.

O incompetente e colonizado Pedro Parente, presidente golpista da petroleira, por exemplo, deveria agora e neste exato instante ser preso e, no mínimo, ser condenado por 50 anos, de forma que ele, que já tem certa idade, não tenha oportunidade de ver o sol redondo, somente quadrado. Vou mais além: Pedro Parente é, sem sombra de dúvida, uma das piores coisas que o Brasil produziu. Completamente inconsequente e irresponsável. Realmente, seu lugar é a cadeia.

Algumas pessoas podem até considerar que estou a ser radical, mas não estou, e explico: quem é mais radical, quem defende, como eu, o desenvolvimento do Brasil, de seu povo e a proteção de nossa soberania e riquezas ou o Pedro Parente e seus iguais que estão a efetivar políticas governamentais de lesa-pátria e contrárias aos legítimos interesses da Nação? Quem é o radical? Quem são os radicais? Os governos petistas que tentaram melhorar as condições de vida do povo brasileiro ou este governo golpista e corrupto que está a destruir a economia e a entregar o País? Com a resposta todos aqueles que pelo menos tentam pensar com ponderação.

Os magnatas bilionários de imprensa e seus capatazes controlam o monopólio de comunicação no Brasil e querem que os outros setores da economia sejam competitivos e concordem com a abertura total do mercado interno, sem qualquer proteção, com a participação de empresas estrangeiras, inclusive as norte-americanas, a concorrer com produtos fabricados em países que não protegem seus trabalhadores e, com efeito, diminuem os valores das taxas e impostos em relação ao que é praticado no Brasil, independente do que é aceitável ou não, até porque as reclamações dos altos impostos no Brasil são históricas e constantes. Porém,  as realidades são mais amplas.

A Globo, por exemplo, é useira e vezeira em defender, por intermédio de seus "especialistas" de prateleiras a livre iniciativa e concorrência. Já que "defende" a livre iniciativa e o mercado livre, sem a fiscalização e a intermediação do Estado, pois o Estado só serve para servi-la de forma patrimonialista, por que então nunca aparece na Globo News um especialista que defenda que o setor midiático ou de comunicação seja aberto a empresas estrangeiras e que outros setores do empresariado nacional possam também participar desse segmento oligopolizado e até hoje desregulamentado e desregulado, porque até hoje não foi colocado em prática o que está escrito na Constituição de 1988. A Carta Magna que não existe mais, pois violada e rasgada, inclusive com a lamentável participação de agentes do Judiciário que têm a cumplicidade da imprensa empresarial, notadamente das Organizações(?) Globo.

Para quem não compreendeu ainda, as ações do ministro do STF, Edson Fachin, são de grande relevância e importância. As cartas não estão agora somente nas mãos dos vazadores de informações seletivas que tinham o propósito de aniquilar os políticos considerados inimigos do golpe de estado. Lula, Dilma e seus aliados são inimigos do golpe bananeiro, que tem por finalidade transferir o patrimônio e o dinheiro público para a iniciativa privada, como querem fazer com as estatais, a previdência social, os bancos públicos e acabar com os direitos trabalhistas, de forma que o trabalhador ganhe menos e o empresário ganhe mais do que o muito que já ganha.

Este é o jogo, estúpido! Deixe de ser alienado e presunçoso e perceba, definitivamente, que os golpistas que estão a ocupar quase todos os setores do Estado e da sociedade não têm compromisso com você. No Brasil aconteceu mais um golpe, em pleno século XXI, sinal que se trata de um País atrasado, com uma burguesia escravocrata e uma pequena burguesia radicalizada, que por causa de ideologia e preconceitos políticos, morais e sociais abriu mão até de seu futuro, bem como de seus filhos e de seus netos, quando não se importa com o desmonte do Brasil, a eliminação de milhões de empregos e a precarização do SUS, além extinção da CLT e da Previdência Social pública. 

A pequena burguesia soube que o dinheiro do Pré-Sal estava destinado à educação e à saúde e não se importou em ser golpeada violentamente pela burguesia herdeira da escravidão, que odeia o Brasil e seu povo. Todas essas questões publicadas neste artigo e em artigos de meus colegas da blogosfera progressista serão estudadas pelos historiadores, sociólogos, psicólogos e antropólogos, em um futuro não muito distante.

O Brasil tem uma sociedade mentalmente doente, que se autoflagelou e deu tiros nos próprios pés. É como se fosse um suicídio coletivo praticado por pessoas ferozes ou encolerizadas e que odiaram profundamente e até diabolicamente a ascensão dos pobres. Nunca ligaram, na verdade, para a corrupção. Esta é a realidade. A corrupção foi o motivo encontrado, como sempre fez a direita no passado, ou ferramenta para derrubar uma presidente legítima, que obteve 54,5 milhões de votos e que não cometeu crimes de responsabilidade.

Tanto é verdade o que eu digo, que o governo mais corrupto e impopular da história do Brasil tomou o poder de assalto e as panelas se calaram, como as micaretas da direita e amarelas de ruas se esvaziaram, assim como as discussões entre os antagonistas políticos diminuíram. Porém, as famílias continuam divididas, como também a sociedade brasileira que é composta pelos conjuntos de famílias. O País está dividido e vai ferver até 2018, porque os golpistas são moleques, irresponsáveis e inconsequentes, pois dispostos a tudo para se manterem no poder, mesmo ao preço de uma convulsão social.

A direita mais uma vez tomou o poder por intermédio de um golpe e agora quer evitar qualquer possibilidade de eleições diretas e gerais ainda neste ano de 2017, que poderiam amenizar, e muito, a crise institucional, moral e política pela qual passa o País. Contudo, o juiz do STF, Edson Fachin, tem em suas mãos uma responsabilidade histórica, que se materializará por meio da efetivação de justiça e da preservação do marco civilizatório, que se traduz na defesa e manutenção da democracia e do Estado Democrático de Direito.

Somente dessa forma será possibilitado aos senhores feudais e aos criminosos seus afastamentos do processo político e punidos pelos seus erros e malfeitos, com ampla defesa e livres de perseguição. A defesa que não permitiram, covardemente, a Dilma Rousseff, além da perseguição sistemática e desumana contra o Lula, que mesmo depois de 102 importantes delatores no processo de investigação da Lava Jato, nenhum deles confirmou que o mandatário trabalhista e fundador do PT e da CUT tenha incorrido em malfeitos ou crimes. Mesmo assim, repito, Lula e Dilma são alvos preferenciais da imprensa corrupta e golpista. 

A parafernália midiática que se transformou no maior partido de direita do País e que sabe que Lula e Dilma não estão no relatório do juiz Fachin, mas, obviamente, constam em sua lista os principais políticos do PSDB, do DEM e do PPS — a oposição que tomou o poder de assalto, como fazem os bandidos nas ruas mediante um golpe de estado e que sempre foi favorecida e blindada pela cumplicidade dos magnatas bilionários de imprensa, seus principais parceiros do consórcio de direita que rebaixou e humilhou o Brasil perante a comunidade internacional. 


O magistrado do Supremo poderá entrar na história como estadista ou como serviçal do sistema que efetivou o golpe de estado contra 54,5 milhões de cidadãos brasileiros, que tiveram seus votos incrivelmente e criminosamente invalidados. Realidade inaceitável e que até hoje assombra o mundo. A divulgação do relatório por parte do juiz Edson Fachin comprova, indelevelmente, que a Lava Jato foi e é seletiva, parcial e partidária. O magistrado dificultou os vazamentos e a seletividade criminosa da imprensa empresarial e dos "Intocáveis" da Lava Jato. A vez e a hora pertencem a Fachin. É isso aí.