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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Estadão" agride Chávez e "esquece" as irresponsabilidades de FHC e Serra


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Resolvi escrever este artigo por causa do editorial "O trágico show de Chávez", do dia  28, publicado no jornal O Estado de São Paulo, o Estadão, porta-voz das elites econômicas paulistas, que, por intermédio de ressentido e preconceituoso editorial atacou duramente o presidente venezuelano Hugo Chávez, por causa do acidente na refinaria de Amuay, que matou 41 pessoas. O lamentável editorialista chama o mandatário de caudilho e ironiza o socialismo do século 21, bem como ofende as autoridades venezuelanas por acusá-las de irresponsáveis.




Considero que os editorialistas medíocres do Estadão se comportam como lobos perante a sociedade brasileira e, paradoxalmente, como lacaios ou sabujos dos interesses políticos dos  patrões, que, na verdade, são porta-vozes dos interesses do grande capital privado nacional e internacional.
Logo o Estadão, pelo que se percebe, esqueceu-se do afundamento, em março de 2001, na Bacia de Campos, da maior plataforma de produção de petróleo do mundo — a P-36, da Petrobras, cujo acidente matou 11 trabalhadores. A perda total da plataforma gerou prejuízo estimado em R$ 1 bilhão, e a Petrobras deixou de produzir 80 mil barris/dia e 1,3 milhão de metros cúbicos de gás diariamente.
A imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) não ofendeu os tucanos neoliberais Fernando Henrique Cardoso e José Trololó Serra de irresponsáveis e muito menos de vendilhões e traidores da Pátria, por venderem o patrimônio público brasileiro, que eles não construíram e por isso não pertencia a eles.
 O editorialista do Estadão teve uma crise conveniente de falta de memória e esqueceu também dos desastres ambientais — prospecção de petróleo — praticados recentemente pela Chevron no litoral do Rio de Janeiro, bem como se esqueceu do mega-acidente acontecido, em abril de 2011, no Golfo do México cuja assinatura da incompetência e da irresponsabilidade é assinada em letras garrafais pela British Petroleum Deepwater Horizon, que matou 11 pessoas e rompeu tubulações no fundo do oceano. O desastre é o maior acidente ambiental da história dos Estados Unidos.



A quantidade estimada do vazamento de petróleo na natureza é de três a quatro milhões de barris, mas, contudo, o Estadão e a imprensa de negócios privados em geral não xingaram ninguém, não ofenderam ninguém e ninguém do governo estadunidense e da diretoria da British foi considerado irresponsável e muitos menos disseram que O CAPITALISMO DO SÉCULO 21, apesar do derretimento do neoliberalismo em 2008,  é o culpado pela ganância dos trustes multinacionais.
Exatamente as megaempresas que exploram a riqueza do planeta sem se importar se o mundo vai ser destruído ou se as sociedades vão pagar o pato, por intermédio de guerras, fome e miséria promovidas e patrocinadas por uma plutocracia imperialista, que visa somente o lucro, domina os povos e explora a riqueza dos países menos desenvolvidos economicamente e tem como porta-vozes uma imprensa cúmplice e corrupta desse processo draconiano e autofágico, a exemplo do jornal O Estado de São Paulo, que publica editoriais poluídos e, consequentemente, nocivos à inteligência de qualquer pessoa que se esforce apenas um pouquinho para raciocinar.
Mostrei alguns exemplos de irresponsabilidades quanto à exploração de petróleo por parte de multinacionais porque para o Estadão, que, recorrentemente, trata seus leitores como idiotas, somente seus inimigos ideológicos são irresponsáveis e, quiçá, loucos. Contudo, o desmonte do estado brasileiro, o abandono intencional de empresas como a Petrobras para que ela fosse privatizada com facilidade tem a marca dos tucanos do PSDB, com o apoio integral dos empresários controladores do sistema midiático privado.

PARA O ESTADÃO (foto), CHÁVEZ É IRRESPONSÁVEL E FHC É O REI DA COCADA PRETA.
 
 Nem os militares que mandaram e desmandaram no Brasil por meio de um regime de força ousaram tanto para prejudicar o Brasil e, por conseguinte, vender, ou melhor, doar o patrimônio público a estrangeiros e a empresários sem escrúpulos como o banqueiro Daniel Dantas.  A verdade é que a imprensa tem lado, cor e ideologia. Para os aliados tudo, e até silencia sobre seus crimes. Aos inimigos, o linchamento político, moral, e, se tiver oportunidade, o golpe contra presidentes trabalhistas, como ocorreu nos casos de Honduras, do Paraguai, e há dez anos a tentativa de golpe na Venezuela.
Considero que o neoliberal FHC, por tudo o que ele fez, deveria estar preso ou a sofrer processos, como o foram processados ou presos os presidentes neoliberais do México, do Peru, da Venezuela, da Argentina, do Uruguai e também do Chile, país não confiável da América do Sul, aliado dos colonialistas EUA e Inglaterra e que foi a primeira cobaia do neoliberalismo nos idos das décadas de 1980/90, conhecidas também como décadas perdidas.
O Estadão não é sério.  Ele se transformou, há muito tempo, em um jogral de má qualidade, remendado e totalmente sem compromisso com a verdade dos fatos e com a história. Tal publicação de direita não mede consequências para defender a ideologia que permeia as elites brasileiras e, em particular a paulista: impedir a distribuição de riqueza e renda, e não deixar o Brasil ser independente, autônomo, justo e democrático. As famílias que controlam a imprensa burguesa odeiam a democracia e, se pudessem, viveriam em uma eterna ditadura.
Somente mesmo parte da classe média para acreditar na imprensa e em suas manipulações. Crer em seus comentaristas e colunistas de prateleira mesmo se os fatos, as realidades, a verdade demonstram ou mostram o contrário. Existe uma classe média brasileira de perfil lacerdista e, portanto, preconceituosa, egoísta, recalcada e ressentida que, realmente, dá pena. É lamentável sua obtusidade.

A BURGUESIA MAURICINHA VIVE DE APARÊNCIAS E POUCOS RESULTADOS.
 
Os índices sociais da Venezuela cresceram exponencialmente em todos os segmentos da sociedade e da economia. Muitos desses índices são maiores que os do Brasil e da Argentina, o que,  sobremaneira, desagradam os barões de petróleo, os banqueiros e os grandes latifundiários que durante séculos trataram a Venezuela como seu quintal e fonte de ganhos de uma classe oligárquica das mais cruéis e irresponsáveis do mundo.
Só que a farra acabou e essa realidade desagrada profundamente, por exemplo, o sabujo que escreveu editorial a agredir e desrespeitar o presidente socialista e trabalhista Hugo Chávez. Logo a Venezuela cujo voto não é obrigatório, que realiza referendos e que tem eleições livres, como confirmam órgãos como a OEA e a ONU. O Estadão e um poço de mentiras e de má-fé.
A Venezuela se tornou em uma média potência e vai ser ainda uma potência regional porque o país bolivariano tem rios, mar, terras, florestas e riquezas diversificadas em seu subsolo. A Venezuela está se industrializando, e a saúde e a educação já mostram índices considerados razoáveis para bom. Atualmente é um país muito melhor do que o país de antigamente governado por presidentes filhos ou aliados das oligarquias do petróleo, que viviam tais quais os xeiques da Arábia Saudita, de todos os emirados árabes.  
Nada sobre os avanços da Venezuela e as conquistas de seu povo é mostrado pela imprensa corrupta brasileira. Tudo é sonegado e censurado, como ocorre também no Brasil em relação aos governos de Lula e de Dilma. O editorial do Estadão é uma lástima; é uma ode à falta de senso crítico, de educação, bem como um atentado contra a verdade. Tal editorial ofende e debocha da inteligência alheia. O Estadão é golpista, realiza o verdadeiro jornalismo de esgoto e se nega a seguir os ditames da verdade impostos pela realidade que se apresenta. É isso aí.

 

"Estadão" fere a presidenta Dilma com a espada do Exército


Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

Republico artigo publicado no Jornal do Brasil em 2011, que, indubitavelmente, demonstra a índole perversa e a má-fé da imprensa monopolista e cartelizada deste País, neste caso exemplificada no mais reacionário dos jornais brasileiros dentre os reacionários, o jornal O Estado de São Paulo — vulgo Estadão.

A foto da presidenta Dilma a ser ferida é mais do que simbólica. É um desejo. 
      
         Quando eu escrevi o artigo O Partido da Imprensa, texto que faz um raio-x da imprensa hegemônica e privada, que está publicado no Palavra Livre, a grande maioria das pessoas concordaram; outras, porém, consideraram o texto à esquerda do espectro ideológico, o que me levou a pensar que esses leitores são conservadores e, portanto, reticentes às questões que ofereci ao público para debater e fazer das informações uma oportunidade de conhecimento como a imprensa comercial age, atua e desenvolve seus trabalhos em prol de seus interesses comerciais, financeiros, ideológicos e partidários.


A imprensa não é livre e nem imparcial. Ela tem lado, bem como ideologia e preferências políticas e sociais, no que tange, por exemplo, à defesa do status quo das classes privilegiadas, geralmente compostas por empresários e pelos seus homens e mulheres de confiança, que são executivos que compõem as classes rica e média alta. A imprensa privada também tem lado político e partidário. A ser assim, ela apóia os candidatos e políticos de direita, bem como faz política, ao ponto de apoiar governantes e executivos públicos que tratam de seus interesses com acuidade e uma certa vassalagem, geralmente alicerçada no medo, na pusilanimidade ou simplesmente por esse agente público ser também conservador.

Contudo, o que eu quero dizer é que a imprensa brasileira comercial e privada — uma das piores e mais reacionárias do mundo — não mede conseqüência e “peita” qualquer autoridade eleita pela vontade do povo e instituição pública se essa autoridade ou instituição não se pautar por sua cantilena, arenga ou ladainha. Para isso, ou seja, para ter seus interesses e sua prepotência e arrogância atendidos, a imprensa não se furta a manipular as matérias, a não ouvir o lado atingido por ela (age assim sempre) e até mesmo simplesmente mentir, sem nenhum problema e preocupação profissional, no que concerne a realizar um bom jornalismo, democrático e justo. Só que a imprensa é comercial e quem disputa publicidade, recursos orçamentários e favores políticos, esquece, irremediavelmente, o jornalismo que, por causa disso tudo, transforma-se em gangsterismo.

É o que acontece. É a mais verdadeira realidade. E é por causa disso tudo que o nome deste artigo publicado nesta democrática tribuna é O Estadão mata a presidenta Dilma com a espada do Exército. E foi que os reacionários, que apoiram o Golpe Civil-Militar de 1964 fizeram. Freud explica! Basta o leitor ver a foto e pensar no que levou os editores do direitista jornalão paulista a cometer tal ignomínia, indescritível insensatez, além de uma provocação pérfida, desumana, porque a presidenta Dilma Rousseff foi torturada em sua alma e espírito, em sua carne pelos verdugos da ditadura militar.

Nada, contudo, que me surpreenda. Conheço a imprensa por dentro e por fora há 30 anos. É assim mesmo que a banda toca nas redações. Vou exemplificar. Quando o grande brasileiro nacionalista Celso Amorim assumiu a pasta da Defesa, as redações das Organizações(?) Globo em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo definiram que iriam à caça do insigne chanceler. O assunto vazou e os próceres, os capitães-do-mato da imprensa privada (privada nos dois sentidos, tá?) e os condestáveis barões de imprensa e de mídias recuaram, mas ficaram furiosos, a fim de morder a jugular do jornalista ou executivo que vazou tal infâmia. Mas como apontá-lo? Não tem como.

Todavia, o recuo é somente por enquanto, porque eles são Ideológicos e odeiam o homem que efetivou no Itamaraty uma política externa independente e soberana para o Brasil em vez de uma política de punhos-de-renda como a do Celso Lafer, chanceler de FHC que tirou os sapatos no aeroporto de Nova Iorque para um agente estadunidense subalterno. É assim a nossa elite. Prepotente com os mais fracos, mas vassala e sem vergonha na cara quando se trata de lamber as botas das autoridades dos países ricos, que na são mais ricos como antes da crise de 2008, que derreteu o fracassado sistema neoliberal.

É uma imprensa tão anti Brasil que torce contra o País e rema contra a maré, ao ponto de querer que nossa política externa seja dependente, subalterna e colonizada aos interesses internacionais, como a que foi imposta ao nosso País pelo presidente neoliberal e vendilhão da pátria, Fernando Henrique Cardoso. O complexo de vira-lata de nossa elite branca, racista e preconceituosa em âmbito social é imenso, inenarrável. Só que a imprensa privada não tem voto, como ficou demonstrado nas últimas eleições, em 2010, apesar da traição da senhora Marina Silva, tucana que se veste de verde e que tem o coração vermelho do PPS, partido pequeno e desmoralizado, porque se transformou em um apêndice não do PSDB, mas dos tucanos paulistas. Não é à toa que o senhor Roberto Freire, pernambucano, hoje é político por São Paulo.

A verdade é que a imprensa tucana não quer o Brasil de Lula, de Dilma, de Getúlio e Jango. Ela não quer o Brasil de Celso Amorim, que agora ajuda a presidenta a administrar o nosso País muito melhor que o Brasil dos neoliberais tucanos, que governaram somente para os ricos e venderam o patrimônio público brasileiro que eles não construíram, na maior desfaçatez e irresponsabilidade com o povo trabalhador brasileiro. A imprensa burguesa, os tucanos paulistas e em geral e parte do empresariado atrasado é um triunvirato perigosíssimo, por ser golpista, por fomentar discórdia e fazer da política brasileira um texto novelesco de péssima qualidade.

Porém, voltemos à protagonista deste texto, a presidenta trabalhista Dilma Rousseff. O Estadão, ex-jornal conservador da família Mesquita (eles não são mais os acionistas majoritários), publicou ontem (21), na página A-7, em sua edição impressa, foto da presidenta que dá a impressão de ela ser trespassada por uma espada de um cadete do Exército, em cerimônia realizada na Academia das Agulhas Negras em Resende, no Rio de Janeiro. A foto, mais do que demonstrar que o fotógrafo foi feliz ou que o editor do jornalão teve um momento genial, simboliza, mais do que simboliza, sedimenta o desprezo, o ódio, a insatisfação que a imprensa comercial e privada e seus donos sentem pelos políticos que não rezam pela cartilha desses empresários de passado e histórico golpista.

A foto demonstra, indubitavelmente, a vontade que essa gente tem de golpear uma presidenta constitucional, de formação socialista e trabalhista, digna e eleita pelas urnas. É a direita mais atrasada do Brasil e com um poder enorme, ao ponto de publicar leviandades perpetradas por causa de seus interesses econômicos que, na maioria das vezes, não coadunam com a vontade e os interesses da nação brasileira. Eles conhecem mais a Europa e os Estados Unidos que o Brasil. Desprezam o Brasil e seu povo, mas não abrem mão de ganhar muito dinheiro neste País, com empregados, evidentemente, brasileiros.

A foto de Dilma trespassada por uma espada de militar é o fim da picada. A imprensa hegemônica e privada (privada nos dois sentidos, tá?) do Brasil é golpista e por isso considero que a presidenta Dilma Rousseff crie logo uma Ley de Medios, como ocorreu na Argentina e em outros países, inclusive os desenvolvidos, que têm marco regulatório para o setor de comunicação e de mídias diversas. Não se brinca com uma imprensa potencialmente contrária aos interesses do País. Governos trabalhistas não podem tergiversar com assunto tão importante para o futuro da nossa democracia e das instituições republicanas. A história do Brasil está repleta de golpes e crises e até mesmo mortes, por causa de uma elite econômica perversa e de uma imprensa que é a sua porta-voz. A foto da presidenta Dilma a ser ferida é mais do que simbólica. É um desejo.