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terça-feira, 30 de outubro de 2012

São Paulo neoliberal afunda no crime, Globo jamais cita o PCC e povo paulista quer investimentos



Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

Alckmin não consegue enxergar o crime e as necessidades do povo de São Paulo.
O banho é de sangue. É São Paulo. Capital e Estado. São 1.716 homicídios de janeiro a setembro, sendo que 86 das pessoas mortas são policiais. No último fim de semana (27/28), 42 cidadãos foram assassinados na grande São Paulo. Na madrugada de hoje (30), dez pessoas foram baleadas, sete morreram e três ficaram feridas. Policiais militares, à paisana e de folga, são mortos em emboscadas, muitos deles desarmados. Episódios vergonhosos, que deixam o governo tucano do senhor Geraldo Alckmin em uma situação de calamidade pública, pois que a violência quando atinge patamares dessa envergadura se torna uma epidemia, a pior das doenças e das enfermidades, que dobram os joelhos da sociedade paulista e paulistana, vítima de um governo tucano de mentalidade neoliberal, em que o ente humano não é a prioridade, mas, sim, prioritários são os interesses do mercado de capitais e das classes sociais dominantes.
É o jeito de governar dos neoliberais, que transformaram São Paulo em “seu” reduto para exercerem e efetivarem o típico modus operandi tucano de governar, totalmente divorciado dos interesses e desejos da população, que luta para ter acesso a uma vida de melhor qualidade. São os tucanos a continuar sua política de “enxugamento” do estado, do controle exacerbado e distorcido do orçamento (consideram investimentos como gastos), a diminuir as ações públicas de cunho social, a privatizar o patrimônio público e a terceirizar serviços que são da competência do estado. É a falta proposital de investimento em educação, saúde e segurança pública, cujos profissionais de cada área estão estupefatos, de queixo caído por saberem, no fundo, que o povo paulista está abandonado, e há muito tempo.

Marcola é chefe do PCC, ordena mortes de policiais e desde 2006 obriga o governo paulista a negociar com ele.
 São os políticos e administradores tucanos, que, em âmbito nacional, venderam o Brasil e o afundaram como ocorreu, na Bacia de Campos, com a maior plataforma do mundo de prospecção de petróleo — a P-36 —, que, simbolicamente, iguala tal incompetência e desleixo com a coisa pública ao apagão energético de oito meses consecutivos, bem como à ida do Brasil ao FMI a pedir esmolas de joelhos e com o pires na mão, porque o ex-presidente FHC — o Neoliberal — quebrou o País três vezes e por isto teve de se submeter aos ditames da pirataria internacional para pagar os juros dos empréstimos, sem, no entanto, investir no povo brasileiro, que ficou à deriva, porque parte significativa da população brasileira ficou desempregada, sem acesso a empréstimos, à educação técnica e universitária, bem como não teve facilidade para consumir, por não ter poder de compra naquele período, além de sofrer com os juros escorchantes cobrados àqueles que, porventura, ousassem pedir empréstimo para comprar uma casa ou reformá-la ou construí-la. Simplesmente, o povo brasileiro não tinha acesso ao crédito fácil, por intermédio de bancos de fomento da grandeza da Caixa Econômica, do Banco do Brasil ou do BNDES, banco estatal que atualmente empresta mais dinheiro que o Banco Mundial — o Bird.
Era a época do neoliberalismo. A época do fracasso retumbante para as sociedades em termos globais. O capitalismo selvagem, desregulamentado, falsamente competitivo e efetivado pelo Consenso de Washington, em 1989, para favorecer o neocolonialismo financeiro, pois que o mundo neoliberal e globalizado, por intermédio da informática e de outras ferramentas midiáticas, preencheu o espaço do colonialismo de ocupação de territórios por parte de tropas armadas regulares pertencentes aos países considerados desenvolvidos. No Brasil, o PSDB e o DEM, que é o pior partido do mundo e filhote quase extinto da UDN lacerdista e da Arena da ditadura militar, implementaram, juntamente com os banqueiros e as bolsas, o neoliberalismo e para isso resolveram diminuir o tamanho do estado, apesar de a população do País estar próxima dos 200 milhões de pessoas, sendo que grande parte dessas pessoas são pobres e por isto necessitam de um estado fortalecido e ativo, que financie o desenvolvimento social e propicie oportunidades de estudo e de emprego a todos os brasileiros.

Para o secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, a violência é apenas sazonal.
 Realmente, os neoliberais, os chicago boys do FHC se esmeraram e por isto e por causa disto saíram do poder com índices negativos de popularidade, além de o Brasil ficar praticamente sem reservas internacionais e sem moral perante os governantes dos países ricos e os representantes dos banqueiros encastelados no FMI, no Bird e na OMC. Era o Brasil governado por uma elite de mentalidade colonizada, com um imenso e imponderável complexo de vira-lata, que nunca percebeu e até hoje não percebe que o Brasil é um País poderoso, com um território gigantesco, onde vive um povo que compõe uma Nação multirracial, multicultural e extremamente talentosa, no que concerne a trabalhar e estudar em qualquer área ou setor de atividade humana, como tem comprovado no decorrer desta década cujos governos trabalhistas efetivaram programas e projetos os quais valorizam a sociedade brasileira, por intermédio de programas sociais da envergadura e da importância do Enem, das cotas, do ProUni, do Bolsa Família, das Upas, do Saúde da Família, do Minha Casa, Minha Vida, do Luz para Todos e de obras de infraestrutura, a exemplo da transposição do Rio São Francisco, da construção de hidrelétricas, como a de Belo Monte, da melhoria, ampliação e construção de portos, aeroportos e rodovias, bem como a construção de refinarias, que tem o propósito de atender, em futuro próximo ou não muito longe, às demandas do pré sal, sem esquecer de lembrar sobre o apoio ao agronegócio e à agricultura familiar e da valorização do mercado interno, responsável maior pelo Brasil praticamente não sentir a crise internacional dos países ricos, que se envenenaram com seu próprio veneno — o neoliberalismo.
Tudo isto o que relato foi o que os tucanos e os udenistas do DEM quando estiveram a ocupar o Palácio do Planalto não fizeram e continuam a não fazer como acontece em São Paulo, espécie de bastião do violento e antissocial neoliberalismo no Brasil. Minha intenção é mostrar e dizer que a violência assassina de São Paulo é o reflexo da forma que os tucanos governam. O neoliberalismo foi derrotado, porque era um gigante com pés de barro e alicerçado em papéis podres do setor financeiro e imobiliário. Quando governantes não investem em seu país, estado ou cidade é sinal de que não acreditam ou desprezam seu próprio povo. Evidentemente, mais cedo ou mais tarde, a violência vem à tona. É o que acontece em São Paulo há duas décadas.

Dilma já ofereceu ajuda, mas Alckmin não aceita e diz na TV que está tudo sob controle.
  O patrimônio do estado bandeirante foi alienado e é visível nas ruas das cidades paulistas a falta de investimento e a ausência do poder público junto à população, principalmente a mais carente. José Serra, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab e principalmente o FHC — o Neoliberal — por ter sido presidente da República são os responsáveis diretos pela decadência econômica de São Paulo, que, inclusive, teve diminuída sua participação no PIB nacional.  Diminuiu porque, entre outros fatores, os governos de Lula e de Dilma combateram as desigualdades regionais e investiram, de forma republicana, em todas as regiões, o que favoreceu também a diminuição do trânsito migratório no País, responsável pela explosão demográfica no Sudeste, que, entre outras questões sociais, ocasionou o número crescente de favelas e de condições de vida indignas para milhões de cidadãos brasileiros.
A violência em São Paulo não é endêmica, pois acontece em outros lugares do Brasil. Contudo, é uma epidemia, que tem cura, porque pode ser combatida, como aconteceu impressionantemente e verdadeiramente no Rio de Janeiro, estado cujos membros da segurança pública estão a ensinar e a dar cursos em todo o Brasil e até no exterior, por causa dos bons resultados no que é relativo ao combate à violência e a todos os tipos de crimes, por meio da inteligência, da prevenção e da repressão quando necessária, bem como da retomada de territórios dominados por traficantes. Tudo isto aconteceu recentemente e ainda acontece. Porém, os territórios ocupados por forças policiais e militares fluminenses recebem atenção social da Prefeitura e dos governos do Estado e Federal. Ocupação e o apoio de serviços sociais, de forma que a população até então oprimida percebe que as coisas mudaram e que a cidadania é algo inegociável e que é intrínseca ao estado democrático de direito. Esses fatores, definitivamente, não acontecem em São Paulo, porque governantes conservadores, de direita e tucanos tem outra visão de mundo, a visão de uma sociedade VIP, patrimonialista, de perfil classista e separatista, onde poucos privilegiados pelo poder econômico e financeiro determinam e definem o futuro da maioria a seu bel-prazer, porque controlam o estado, que serve apenas aos interesses dessa camada elitista.

Tucanos: neoliberalismo fracassou no mundo e eles seguem o modelo até hoje em SP.
 O governo de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo se recusam a implantar as Unidades de Polícia Pacificadora. O orgulho, a arrogância e a prepotência da direita paulista a leva a proceder dessa maneira, ou seja, sem raciocinar. Alckmin e seus secretários e assessores consideram a UPP um projeto do Governo Federal e do Rio de Janeiro, aliado de Brasília. Por isto, a negativa, a insensatez e a desfaçatez. “Dane-se!” — gritam os tucanos de ego separatista e porta-vozes dos herdeiros das fazendas de café e de gado. Só que as UPPs do Rio de Janeiro têm o papel fundamental de mostrar a quem quer violar as leis que o estado está presente e, o mais importante, de forma ostensiva. Obviamente que o caminho a trilhar é longo, mas é o começo de um Rio melhor, justo, seguro e democrático para todos os cidadãos. São Paulo perde quando tergiversa sobre a realidade da violência em suas cidades e as autoridades governamentais paulistas tentam manipular e escamotear a verdade dos fatos, as ocorrências dolorosas e que contêm um significado de que as coisas no estado e na cidade bandeirantes vão de mal a pior.
O candidato vitorioso do PT, o trabalhista Fernando Haddad, venceu as eleições para a Prefeitura de São Paulo. Derrotou o ministro do Planejamento do FHC que vendeu o Brasil na década de 1990, o tucano neoliberal José Serra. O povo de São Paulo sinalizou que não quer mais a forma, o jeito de administrar do PSDB, pois alienada em relação às necessidades do ser humano e divorciada das questões sociais. Não adianta a Globo amenizar a violência paulista em seus jornais, a publicar e veicular, sistematicamente, fatos ocorridos no Rio de Janeiro sempre após as matérias sobre a violência em São Paulo. Não cola. Ninguém é bobo. Também não adianta evitar falar no PCC. Ele existe. O chefe da maior facção criminosa do País, Marcos Camacho, o Marcola, está preso em Presidente Bernardes em regime disciplinar diferenciado, e, portanto, vivo. O que está a acontecer é semelhante a 2006 quando agentes públicos de segurança foram mortos às dezenas, bem como mais de 500 pessoas morreram em cerca de três meses. São Paulo precisa, a meu ver, de quatro coisas: investir pesadamente em políticas públicas sociais, abandonar para sempre o modelo neoliberal que fracassou em todo o planeta, reconhecer que a política de segurança tem de mudar, e ser, evidentemente, menos reaça, porque não estamos em 1932. É isso aí.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Abaixo assinado pró Lei de Mídias Democráticas no Brasil

Blog Palavra Livre

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Dirceu vai ao Roda Viva e enfrenta jornalistas

        Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre


        O ex-ministro José Dirceu resume, em entrevista, o que aconteceu com ele e explica como se deu o seu linchamento público durante cinco anos realizado pelo PSDB e repercutido pela imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá? — Adoro este mantra!), que, sistematicamente, tratou de evidenciar sua imagem, a fim de, posteriormente, usá-la de forma negativa por interesse político e eleitoral.
     O político militante da luta armada nas décadas de 1960/1970 foi acusado, julgado, setenciado e punido por órgãos de imprensa burgueses e reacionários, a exemplo da Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo, TV Globo, TV Band, Veja, Época, Zero Hora e Correio Braziliense, somente para ficar nesses.
     O jornalista bobalhão e cínico de cabelos brancos se chama Augusto Nunes, um dos mais ferozes adversários dos governos e dos políticos trabalhistas que militam na imprensa de negócios privados, no caso a Veja, a revista porcaria.
      Debochado e intolerante, demonstra por meio de suas expressões faciais o desdém e o desprezo por seu adversário, sem sequer ponderar o que é lhe dito por José Dirceu. Nada que não seja "normal" para um dos "ases" do jornalismo de esgoto, que, nesses últimos dez anos, associou-se a criminosos "pauteiros" como o bicheiro Carlinhos Cachoeira para boicotar governos trabalhistas e derrubar autoridades constituídas, sem provas e culpabilidade formadas.
     Augusto Nunes é realmente o fim da picada, pois é a essência da insensatez, o ego transformado em má-fé, a iniquidade em toda sua plenitude, a desonestidade intelectual em forma de jornalismo declaratório e a cara do seu patrão — o golpista Roberto Civita, que deveria, urgentemente, ser convocado para depor na CPI do Cachoeira/Veja/Época, e, consequentemente, ser chamado às falas.
      Contudo, José Dirceu não se fez de rogado e respondeu à altura, não somente para o filhote de pitbull do Civita, bem como para todas as aves de mau agouro que formaram a bancada do programa de entrevistas. Dirceu o fez, no fim, ficar calado, porque, evidentemente, ele e seus colegas jornalistas não tiveram argumentos.
     Escrever o que quer é fácil. Papel em branco aceita tudo. Mas debater e argumentar com o acusado e setenciado, no caso o Dirceu, é muito diferente, porque ser leviano na cara dura é muito difícil, pois é preciso ter uma total falta de caráter e de um mínimo de compromisso com o telespectador.
     Agora, novamente o mantra que não quer calar: ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cadê o projeto do jornalista Franklin Martins, que dispõe sobre o estabelecimento  do marco regulatório das mídias, conforme reza a Constituição? Com a palavra, a gaveta onde se encontra o projeto todo empoeirado. É isso aí.
     

domingo, 28 de outubro de 2012

A vitória do PT, do Lula e do povo; a derrota da imprensa, do STF, da PGR e do PSDB




Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre



O deputado federal, Paulo Teixeira (PT/SP), deu dois importantes recados, hoje, durante café da manhã, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, do qual participaram o principal líder do PT, o ex-presidente Lula, e o candidato favorito à prefeitura paulista, Fernando Haddad. Teixeira afirmou à imprensa que “Esperamos agora que o STF tenha isonomia no julgamento do mensalão mineiro (tucano)”. E completou: “A Comissão vai encerrar seus trabalhos identificando toda a quadrilha de Carlos Cachoeira”. “Toda” — enfatizou.
O deputado é membro da CPMI do Cachoeira cujo nome mais adequado deveria ser CPMI do Cachoeira-Veja-Época (Globo), porque profissionais de jornalismo dessas duas empresas de oposição sistemática aos governos trabalhistas participaram de tentativas e concretizações de ações golpistas que derrubaram ministros sem a culpabilidade comprovada e boicotaram programas governamentais, a exemplo do Bolsa Família, do ProUni e do Enem, bem como tentaram paralisar, por intermédio de reportagens mentirosas e manipuladas, projetos da envergadura da transposição do Rio São Francisco e da construção da hidrelétrica de Belo Monte, além de, também, quase darem um golpe de estado no governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.
Os recados, mais do que bem dados, são justos e realistas, porque refletem e resumem, de forma cirúrgica, os acontecimentos políticos, jurídicos e jornalísticos dos últimos meses deste ano. Os ataques ao PT, ao presidente Lula e o superdimensionamento da Ação Penal nº 470 apelidada de “mensalão”, que, apesar dos arroubos midiáticos de tom oposicionista de alguns juízes do Supremo e do procurador Gurgel, da PGR, ainda está por se provar que existiu como mesada, mensal e sistemática, paga a parlamentares para votarem favoravelmente em matérias de interesse do Palácio do Planalto, sendo que o Governo de Lula tinha larga maioria na Câmara, e, portanto, não necessitaria cometer malfeitos para poder governar.

Tribunal midiático, conservador, onde juiz como Marco Aurélio considerou a ditadura mal necessário.
   A verdade é que o tão propalado “mensalão” foi, na verdade, usado, em 2005, como catapulta para um golpe “branco” de estado, e, consequentemente, criar uma atmosfera golpista junto à opinião pública brasileira (leia-se parcela da classe média conservadora e consumidora de notícias do PIG) e para manter esse estado de coisas montaram um canhão de achincalhe, de linchamento moral e de julgamento sumário contra as autoridades do governo e principalmente manter nas manchetes, durante sete anos ininterruptos dois dos políticos mais preparados, experientes e históricos da esquerda brasileira, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-deputado, José Genoíno, militantes dos tempos da luta armada, além de terem sido um dos principais negociadores junto à oligarquia brasileira no que tange à Constituinte nos anos 1987 e 1988, que redundou na elaboração e na publicação da Constituição, uma das mais avançadas e progressistas do mundo.
Percebe-se, contudo, que a imprensa de negócios privados e que veicula e publica o verdadeiro jornalismo de esgoto, além de golpista tenta, de todas as formas e maneiras, pautar a vida nacional, bem com influenciar no que concerne aos ditames das leis. Juízes socialmente e politicamente conservadores, autênticos representantes de uma oligarquia herdeira do sistema econômico da escravidão, esmeram-se a rasgar o Direito Penal e o Direito Constitucional e puniram cidadãos sem se preocuparem com suas relevâncias históricas e muito menos, o que é terrível para o estado democrático de direito, com suas culpabilidades, pois que foram julgados por indícios e acusações “tênues”, como afirmou o direitista e opositor aos governantes trabalhistas, o procurador geral Roberto Gurgel, que tem a mania de ficar de olho no gato e no peixe; de olho no padre e na missa, porque é useiro e vezeiro em sentar em cima dos autos de processos, como os do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do senador cassado Demóstenes Torres e liberar e considerar inocente o deputado federal do PPS, Stepan Nercessian, que confessou ter recebido de tal bicheiro sócio e pauteiro chefe da Veja a bagatela de R$ 175 mil para poder comprar um apartamento.

 
Assim são as coisas. Só que “Vento que venta lá venta cá também” e “Pau que bate em Chico bate também em Francisco”, e o Francisco que perdeu mais uma guerra tem o sobrenome Mesquita Neto, um paulista que se considera “quatrocentão” cujos ancestrais fundaram o jornal mais direitista do País  — “O Estado de São Paulo”, mais conhecido como “Estadão”. Os Mesquita, bem como as outras famílias do baronato midiático, têm vocação para a derrota quando se trata de política e guerras. Perderam para Getúlio Vargas em 1930, retaliaram com a Revolução ‘Cartola’ Constitucionalista de 1932 e foram novamente subjugados pelo líder revolucionário e trabalhista gaúcho. Apoiaram o Levante Integralista (fascista) de 1938, de Plínio Salgado, que tentou tomar o Palácio do Catete, sede do governo central, mas foram inapelavelmente derrotados.
Entretanto, a obsessão pelo poder, o ódio de classe e o inconformismo por Getúlio Vargas fazer um governo de inclusão social e de perfil nacionalista, levou os generais, com o apoio das oligarquias rurais e urbanas, dentre elas os barões da imprensa, a efetivarem novo golpe, que afastou o estadista do poder e, por conseguinte, ir para o “exílio” em fazenda de sua propriedade em São Borja, no Rio Grande do Sul. Getúlio foi destituído e afastado do processo eleitoral. Só que ele já tinha fundado o PTB, partido popular e vinculado aos trabalhadores e seus sindicatos; e o PSD, agremiação getulista integrada por políticos oligarcas de perfil nacionalista, legalista, sendo que muitos deles no passado foram interventores estaduais nomeados após a vitoriosa Revolução de 1930.
O PSD e o PTB se uniram e derrotaram mais uma vez a direita brasileira de perfil liberal em termos econômicos e conservador em âmbito social e político, porta-voz dos interesses de uma elite entreguista, associada a interesses alienígenas e representantes de interesses colonialistas dos países europeus hegemônicos (Inglaterra e França), e, evidentemente, dos EUA, que, posteriormente, financiaram, acobertaram e ofereceram logística para o golpe militar de 1964, por intermédio de sua embaixada no Brasil. A direita colonizada brasileira se encastelava na UDN, e seu candidato era o brigadeiro Eduardo Gomes, homem com trânsito entre os militares e políticos estadunidenses e pertencente à ala mais conservadora das Forças Armadas. Mesmo assim não deu para eles assumirem o poder tão desejado desde 1930, porque o ex-ministro da Guerra de Getúlio Vargas, o marechal Eurico Gaspar Dutra, venceu as eleições e assumiu a Presidência da República. Getúlio venceu. O trabalhismo venceu para o desgosto dos golpistas. Mais uma vez ficou comprovado que a direita não tem voto e, sim, poder econômico e o controle do sistema midiático privado, mas de concessão pública.

 
O resto da história de golpes e infâmias da burguesia que luta por um País para poucos todo mundo sabe. Em 1950, o trabalhista gaúcho assume o poder por intermédio do voto; em 1954, Getúlio dá um tiro no coração; em 1955, esses mesmos golpistas tentam impedir a ascensão de Juscelino Kubitschek ao poder; e, em 1960, novamente criam sérios problemas institucionais com o propósito de não permitir que o trabalhista João Goulart — o Jango — assumisse a Presidência da República após a renúncia de Jânio Quadros. Enfim, a direita brasileira, composta por latifundiários, banqueiros, clero, barões da indústria e da imprensa e militares generais associados à CIA e ao Departamento de Estado dos EUA assumem o poder da República de forma ilegal, anticonstitucional, alienígena, golpeiam um presidente eleito legitimamente e finalmente conquistam o poder, e consequentemente, estabelecer a ditadura mais longa e cruel de todos os tempos no Brasil e que durou longos 21 anos.
Os golpistas civis e militares cínicos e levianos, além de violentos, consideravam o Estado Novo uma ditadura. Assim procediam todos os dias por intermédio de manchetes e notícias na imprensa. Era a mesma gente que, posteriormente, apoiou, cooperou e foi cúmplice de perseguições, censuras, repressões, exílios, torturas e mortes para que pudessem levar a efeito o pensamento único e dessa forma se locupletar por meio de benefícios fiscais, empréstimos, tráfico de influência e o controle dos poderes constituídos. Inclusive o Judiciário. Este é o passado das nossas oligarquias. A tradição da intolerância racial, do ódio de classe, da exclusão social e da busca por um País VIP, ou seja, para o bel-prazer de poucos privilegiados pela vida.
De repente e não mais do que de repente, a partir do fim da década de 1970, surge o movimento operário organizado no ABCD paulista, bem como é fundado o Partido dos Trabalhadores, o PT, de ideologia socialista, com alas marxistas, e, sobretudo, trabalhista, a formar a maior frente do campo da esquerda na história do Brasil. O PT, o que governa, é trabalhista e demonstra esse fato e realidade diariamente, por meio do exercício do poder. O histórico e trabalhista PTB foi entregue aos verdugos da direita e sucumbiu nos idos de 1980 quando Ivete Vargas assumiu o controle do partido e o getulista Leonel Brizola somente teve como opção fundar o PDT para dar continuidade ao trabalhismo. Por sua vez, o PT assumiu a representação dos trabalhadores e da população mais pobre em geral, e hoje é o partido trabalhista mais poderoso do Brasil e quiçá da América Latina.
Gilmar usou o mensalão para acusar Lula e assim antecipou a campanha eleitoral na mídia, que atacou o PT , o líder petista, com o olho na campanha de Haddad para benefeciar o tucano Serra.
 Os barões da imprensa e a oligarquia brasileira, especialmente a paulista e a paulistana, foram derrotados. A maioria dos juízes do STF, a exemplo de Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Carmem Lúcia e Luiz Fux foram derrotados, porque transformaram o tribunal mais importante do Brasil em um tributo ao julgamento de exceção, com provas “tênues”, segundo o procurador geral Roberto Gurgel, que deveria responder a um processo de impeachment no Senado por prevaricar, por não dar continuidade às investigações da Polícia Federal quando se trata de malfeitos ou ilegalidades de pessoas ou grupos que ele considera aliados de  empresários e políticos adversários e até mesmo inimigos dos governos e dos governantes trabalhistas.
A maioria dos juízes do STF atacou o PT, seus integrantes, o presidente Lula e grande parcela do povo brasileiro eleitora do maior partido trabalhista do ocidente ao chamá-los de quadrilheiros, mafiosos e corruptos, além de outras pejorações não necessárias à democracia e à preservação das instituições. Todavia, existem, infelizmente, juízes midiáticos, pautados pela vontade de seis famílias que controlam as mídias, pois aliados que não conseguem ficar longe dos holofotes, a se comportarem como verdadeiras divas de capas pretas, repletas de vaidades, que fariam o ex-presidente FHC — o Neoliberal — se sentir o patinho feio da fábula.
Contudo, o maior derrotado foi o PSDB, especificamente o eterno candidato que nunca termina seus mandatos, o tucano José Serra. A imprensa perdeu e, no momento, calou-se, como se estivesse “constrangida”, “melancólica” ou “deprimida”, por fazer tanta propaganda do “mensalão” para ajudar seus candidatos e talvez levar o estadista Lula às barras dos tribunais — o presidente mais popular da história do Brasil, que saiu do poder com 83% de aprovação e que ensinou aos doutores e aos acadêmicos e aos militantes das mídias burguesas como se inclui as pessoas, como se administra a economia, como se conduz um governo, como se transforma um País devedor em credor, e, acima de tudo, como se ganha eleições de um aparato midiático privado poderoso, porta-voz das classes dominantes e ligado a partidos conservadores como o PSDB, o DEM e o PPS, sem esquecer o PV, que é um arremedo de si mesmo.

Procurador midiático e acusado de prevaricar. Pergunte ao Collor o que acha dele.
 O PT foi o partido que mais cresceu. Quase 20 milhões de brasileiros votaram no partido trabalhista nas eleições deste ano. O Partido dos Trabalhadores conquistou cerca de mil municípios, entre eles a megalópole de São Paulo. A imprensa burguesa perdeu. O PSDB perdeu. A PGR perdeu. O STF perdeu, mas, sobretudo, acreditaram, de forma ridícula e sem nexo, que o “mensalão”, o do PT (porque para essa gente cínica os mensalões do PSDB e do DEM nunca existiram, bem como a privataria tucana) fosse influenciar nas eleições. Ledo engano. Alvo errado.
A melhoria, visível, na vida do povo brasileiro foi tão grande, as transformações foram tão radicais, e para melhor, que o povo, o eleitor, descartou os emperdenidos, os insensatos e reacionários e votou naquelas pessoas que no poder optaram pela inclusão social e pela criação de oportunidades para todos os brasileiros, o que foi, indubitavelmente, inquestionavelmente, o caso do PT e dos governantes trabalhistas Lula e Dilma. A resumir: quem derrotou a direita política e empresarial foi o povo, que sempre soube, através da história, quem lhe deu e quem lhe tirou o direito de sonhar por dias melhores. É isso aí.
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