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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Civita e o DNA da direita radical

Por Davis Sena Filho Palavra Livre
 
MILLENIUM DO QUÊ, PARA QUEM E POR QUÊ?

O Portal Brasil 247 fez uma pergunta em forma de manchete: “Para onde vai a Abril?”, evidentemente que depois da morte do magnata Roberto Civita, cujo nome verdadeiro é Robert, como seu irmão se chama Richard e não Ricardo, eu respondo: “Para lugar algum”. Vai ficar tudo como dantes no quartel d’Abrantes, ou seja, no lugar de sempre: a extrema direita do espectro ideológico. A verdade é que a Abril e, particularmente, as revistas Veja e Exame sempre repercutiram o pensamento e os interesses da oligarquia nacional e da plutocracia em termos mundiais, e vai continuar na mesma “batida” extremamente conservadora, se não radicalizar ainda mais sob a administração do herdeiro de Robert Civita — o seu filho Giancarlo.

O ítalo-americano de Milão, Robert Civita, herdou a Abril de seu pai, o americano Victor Civita, falecido em 1990, em São Paulo, e nascido em Nova York, em 1907. Civita deixa a vida aos 76 anos, após transformar a revista Veja em um bunker ou casamata, que, de forma sistemática e panfletária, resolveu fazer uma oposição violenta contra os governos trabalhistas de Lula e Dilma, a utilizar termos chulos e acusações infundadas e não amparadas por provas e contraprovas. Os diretores e editores de Veja, com a aquiescência de Robert Civita, passaram, principalmente nos últimos dez anos, a editar e publicar um jornalismo meramente opinativo e baseado muitas vezes em declarações de pessoas que nem ao menos suas identidades eram conhecidas.
A efetivação do jornalismo declaratório em constante embate com os poderes constituídos e com as autoridades eleitas pelo povo brasileiro, que assumiram há 11 anos o poder central. O jornalismo adversário dos políticos que compõem o campo da esquerda, apesar de o Governo Dilma Rousseff ser um governo de coalizão, no qual participam alguns partidos conservadores, porque é impossível para qualquer presidente de qualquer partido e ideologia administrar um País continental como Brasil e ter maioria no Congresso e, consequentemente, colocar em prática o programa de governo apresentado à população, no decorrer da campanha eleitoral.
Robert Civita tal qual aos seus colegas magnatas proprietários do sistema midiático privado e de empresas jornalísticas menosprezava e desprezava o Brasil. Sempre combateu presidentes trabalhistas e governos populares, os quais ele chamava, equivocadamente e propositalmente, de populistas, como forma de diminuí-los, dar uma conotação de demagogia, e, por conseguinte, não reconhecer os avanços econômicos e sociais realizados pelos trabalhistas de todas as épocas, a exemplo de Getúlio, Jango, Lula e Dilma. Robert é estrangeiro que, a exemplo de seu pai, Victor, veio ganhar dinheiro no Brasil.
Anteriormente, os Civita foram expulsos da Itália por cometerem irregularidades. Depois tentaram se estabelecer na Argentina, de onde Cesare, irmão de Victor, foi também expulso. Banidos do país portenho foram parar nos Estados Unidos. Entre os yankees, continuaram a manchar seus nomes e se meteram em escândalos, mas, após um acordo com o governo estadunidense, vieram para o Brasil. Desde os tempos argentinos sempre controlaram as publicações de Walt Disney, uma forma de iniciar seus negócios e atividades de maneira independente. Era a época da Guerra Fria, do nacionalismo na América do Sul. Até hoje os Civita nunca explicaram como conseguiram os contratos com a Disney, que publicava histórias de Mickey, Pato Donald e Tio Patinhas, personagens muito populares até a década de 1980, no que concerne a vender revistinhas ou gibis em todas as bancas do País.

Victor Civita, pai de Robert, veio diretamente de Washington para o Brasil. Seu passaporte recebeu visto na capital estadunidense, apesar de ele, na época, residir em Nova York. Victor se estabeleceu no Brasil, enquanto Cesare foi para a Argentina. Exerceram praticamente o mesmo trabalho, com o propósito de conquistar o mercado de revistas e controlar a publicidade. Fizeram fortunas e até os tempos de hoje a dúvida permanece: os Civita tiveram o apoio e a influência do Departamento de Estado dos EUA?

O tempo passou, e Victor Civita, em 1968, funda as revista Veja. A verdade é que o criador da Veja é o jornalista Mino Carta, que depois teve de sair da revista por não concordar com os rumos editoriais do semanário que se transformou em um libelo direitista, de cores fascistas e totalmente direcionado a boicotar e, se pudesse, derrubar governos e governantes que, politicamente e ideologicamente, não condizem com os seus interesses e as suas “verdades”, que causam preocupação às instituições republicanas e às autoridades eleitas, que são atacadas, sistematicamente, por jornalistas das revistas da Abril.

São profissionais escolhidos a dedo no mercado, porque Robert Civita contratou pessoas ideologicamente direitistas, que acreditassem ou fingissem acreditar em seus “ideais”, a exemplo dos jornalistas e blogueiros Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, dois dos pitbulls do Civita recentemente morto, que atuam livres de “coleiras” para morderem à vontade, a quem o magnata bilionário combatia, e, autoritariamente, não queria no poder, apesar de o povo brasileiro eleger por três vezes seguidas os candidatos do PT, Lula e Dilma, que revolucionaram o Brasil, pois o colocaram em patamares em termos mundiais nunca antes acontecidos na história do País.

A ousadia e a arrogância do barão da imprensa Civita era tão grande que, de forma gangsteriana, ficou comprovado pela CPMI do Cachoeira que a Veja, do editor Policarpo Jr., associou-se com o bicheiro Carlinhos Cachoeira para boicotar, ameaçar e chantagear empresários, políticos e servidores públicos que não compactuassem ou não aceitassem fazer “negócios” com o bicheiro, que se transformou em “editor” e “pauteiro” da revista que optou pelo jornalismo simplesmente declaratório e com “entrevistados” geralmente ocultos, ou seja, preferiu realizar o verdadeiro jornalismo de esgoto e assim efetivar uma rede que atuava e agia no submundo, com o objetivo de “sujar” os nomes de autoridades eleitas e nomeadas, bem como implantar uma rede ilegal e, portanto, criminosa de escutas clandestinas e de “matérias” e “notas” plantadas na revista para desmoralizar aqueles que não aceitaram ou desconfiaram dos propósitos de Carlinhos Cachoeira e do jornalista Policarpo Jr., homem de confiança em Brasília de Robert Civita.

O objetivo dessa sujeira toda era atingir o ex-presidente Lula, o governo da presidenta Dilma, além de tentar derrubar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, político do PT. Agnelo se saiu muito bem em seu depoimento na CPMI do Cachoeira, tanto é verdade que a imprensa de negócios privados, a exemplo de Veja, o “esqueceu”. Contudo, ficou comprovado, apesar de esse político não ser punido, que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) está envolvido com o esquema de Cachoeira, bem como o senador cassado, Demóstenes Torres, do DEM goiano. Até hoje Perillo continua a fazer política, a política dos coronéis, e ai de quem tentar enfrentá-lo nas terras de Goiás, como ele “bem” demonstrou na convenção do PSDB quando aproveitou para ofender, violentamente, o ex-presidente Lula.

Robert Civita conseguiu não ser chamado para depor na CPMI do Cachoeira. Antecipou-se e enviou a Brasília para negociar o seu testa-de-ferro, o banqueiro e ex-dirigente do Banco Santander, Fábio Barbosa, que assumiu, em 2011, a presidência da Abril, que publica 52 revistas. Contudo, torna-se imperativo salientar que a família Civita e seus dois principais dirigentes, Victor Civita e Robert Civita, nunca se comprometeram com os interesses do Brasil e os sonhos de melhorar de vida do povo brasileiro. Pelo contrário, apoiaram, sem vacilar, a ditadura militar e seus arbítrios terríveis e inomináveis, bem como foram aliados incontestes do tucano Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, presidente que vendeu o Brasil e foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

Robert Civita continuou, a despeito da crise financeira da Abril, a viver de dinheiro do exterior, conforme deixou entre aspas em entrevista para o Jô Soares, pois do exterior ele veio, assim como os seus familiares que no passado administraram o seu império gráfico e de publicações conservadoras, sempre a serviço dos interesses dos grande trustes internacionais, da oligarquia brasileira e da direita partidária herdeira da escravidão. Robert Civita nunca foi do Brasil, e não por ser estrangeiro. O Brasil é um País cujo tecido social é formado por estrangeiros e nativos.

Robert Civita era estrangeiro de, sobtetudo, ideologia e propósitos, crenças e cultura, e interesses contrários ao Brasil. E comprovou o que afirmo por intermédio de décadas a desprezar e a lutar contra a emancipação do povo brasileiro, bem como a se aliar à classe média tradicional e reacionária, pois ele captou os valores e o conservadorismo lacerdista de tal classe feroz e rancorosa e por isto leitora da Veja, que realiza um jornalismo de direita radical e panfletária. Robert se foi, mas o império da Abril vai continuar o seu destino, que é o de sempre apoiar os interesses das “elites” — aquelas que acham que podem mais. A Veja é uma revista politicamente golpista.  E quem ocupar o lugar do Robert também o será. A tradução do DNA. É isso aí.

domingo, 26 de maio de 2013

Os médicos playboys

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre


... E NÃO QUEREMOS MÉDICOS ESTRANGEIROS E MUITO MENOS CUBANOS A TRABALHAR NO BRASIL, POIS LUTAMOS PELA RESERVA DE MERCADO E SOMENTE ATENDER  A QUEM PODE PAGAR, E CARO, PELO PLANO DE SAÚDE.
SOMOS OS MÉDICOS PLAYBOYS, DIVORCIADOS DOS INTERESSES DA POPULAÇÃO, DO PAÍS E MUITOS DE NÓS VAMOS FAZER DA MEDICINA APENAS UM NEGÓCIO PARA GANHAR DINHEIRO. NÃO IMPORTA SE O INTERIOR E OS SUBÚRBIOS DA GRANDES CAPITAIS DO BRASIL NÃO TENHAM MÉDICOS E SE O POVO POBRE SOFRA, PORQUE O QUE INTERESSA SÃO AS NOSSAS CABECINHAS DE CONSUMIDORES, OS NOSSOS SONHOS E DESEJOS, ALÉM DE O SENTIMENTO PRECONCEITUOSO DE CLASSE SOCIAL "SUPERIOR" QUE OCUPA A TOTALIDADE DE NOSSOS PENSAMENTOS E CORAÇÕES. NÓS SOMOS OS MÉDICOS PLAYBOYS!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

LILI



ESPAÇO BICO DE PENA  Blog Palavra Livre



Te procurei  um milhão de vezes;

Por todas as classes sociais.

Andei por terrenos e em céus,

Propriedades de ateus e crentes,

O verbo sem domínio — jamais!

Teu amor miserável, como a de um réu.

O abandono que se funde à gente;

A morte de meu amor já ancestral.

Teu cheiro, teu corpo e teus olhos.

O olhar de promessa do meu amor.

Tuas cartas, teus verbos eternos...

Tão sinceros que me causaram dor.

O prelúdio do esquecimento.

Tempo preso à ampulheta do destino,

Que sabotou o meu coração.

O amor senhor da minha alma.

A paixão fugidia da minha existência,

Que, resignada e sem calma,

Vislumbra o teu rosto

Enquanto juro te esquecer.

Davis Sena Filho — 24/05/2013





E N X A D A

Blog Palavra Livre


Vivendo e aprendendo com Cláudio Lembo

Blog Palavra Livre


quinta-feira, 23 de maio de 2013

JOAQUIM CAI NO CALDEIRÃO

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre
 

Hoje, em Brasília, durante 15 minutos, o herói da direita brasileira, juiz Joaquim Barbosa, concedeu entrevista ao garoto-propaganda global e "bom moço" da burguesia e da classe média brasileira, o "saltimbanco" e empresário Luciano Huck.

Huck é o considerado pelos controladores do sistema de consumo e pelo cidadão mediano brasileiro um self made man. E o garoto da Globo sabe que se comunica com uma das classes médias mais complexada, pedante e preconceituosa do mundo, e que, por ignorância e arrogância, adere, sem raciocinar, aos valores e aos princípios de uma burguesia que sempre vai barrá-la em seus bailes.

Porém, esses pobres infelizes e vítimas de seus enganos  jamais vão aprender que nunca vão ser ricos e muito menos serão convidados para frequentar os salões de nossa burguesia entreguista, subserviente, portadora de um gigantesco complexo de vira-lata, ao tempo que herdeira legítima da escravidão. Sei que algumas frases que eu emprego estão a virar um mantra, mas fazer o quê e dizer o quê quando precisamos comentar sobre tal grupo social.

Joaquim Barbosa também tem esses valores fúteis, frugais, sedimentados em uma vaidade vã e em uma prepotência e arrogância que não dignificam o exercício do Direito e de seu cargo nomeado, que requer sabedoria e humildade, realidades que tal cidadão não as possui e nunca as vai possuir.

O condestável juiz se considera também um self made man, ou seja, aquele que se fez por si só, o que não é verdade. Huck, antes da fama, já era rico, e Joaquim teve todos os meios para ascender socialmente, principalmente com a ajuda do estado brasileiro, onde ele fez sua carreira e conseguiu chegar onde chegou ao ser nomeado pelo ex-presidente Lula, que queria um negro no STF.
  
Joaquim Barbosa é o legítimo filho do estado nacional, com a verve da UDN e o palavreado agressivo de Carlos Lacerda. Picado pela mosca azul, trilha por caminhos até então repletos de obstáculos, no que tange ao juiz ter as portas abertas pelos figurões da iniciativa privada. Cientes da luta política que travam com os governos trabalhistas do PT, a imprensa privada e seus aliados do PSDB perceberam, rapidamente, que o juiz autoritário e sem educação no trato com as pessoas poderia se transformar em seu Batman midiático, um símbolo da luta contra a corrupção, e um instrumento de luta política contra aqueles que vencem, nas urnas, as eleições presidenciais há onze anos.

Tal juiz rasgou a Constituição, o Código penal e ignorou os autos dos processos relativos ao mentirão, mesmo com provas contundentes, a exemplo dos recibos apresentados pelos réus, que comprovaram que as transações eram regulares e legais. Um dia esse juiz vai ter de responder por seus atos e injustiças, constitucionalmente e na forma da lei.

Só que o juiz Joaquim Barbosa, criador contumaz de crises artificiais tal qual seu colega, juiz Gilmar Mendes, está resoluto em adiar propositalmente as questões sobre o mentirão para 2014, ano eleitoral, a fim de favorecer o campo da direita, como aconteceu com o julgamento do mentirão exatamente no decorrer das eleições de outubro do ano passado.

Foi uma estratégia açodada da direita para desgastar o PT e o Governo trabalhista, bem como uma "arma" para atingir o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma, e, consequentemente, quiçá, conquistar dividendo eleitoral, fato este que realmente não ocorreu, como comprova a eleição do petista, Fernando Haddad, para prefeito da cidade de São Paulo.

Eis que o Luciano Huck, o garoto-propaganda, o genro que os pais da classe média rancorosa, consumista e ignorante querem para casar com suas filhas, resolve fazer um "documentário" e um de seus personagens, ao que parece, é o global e midiático juiz picado pela mosca azul, o "senhor da razão", Joaquim Barbosa, o Batman encapuzado e o herói de uma classe média e de uma imprensa alienígena que há pouco tempo o odiava, pois ele teimava em discutir, e ferozmente, com até então ídolo dos reacionários brasileiros, o condestável juiz Gilmar Mendes.

Só que ninguém sabia ou imaginaria que as crises apopléticas, a falta de educação, a gritaria e a total ausência de compostura do juiz temperamental eram decorrentes, na verdade, de ciúmes, porque, ao que parece, Joaquim tinha inveja de Gilmar, pois queria também ser paparicado e "idolatrado" pelo sistema midiático de negócios privados pertencente à nossa burguesia herdeira e saudosa da escravidão e da ditadura militar.

Luciano Huck, um tucano alienado e que confunde seu programinha televisivo chamado de Caldeirão com a dura realidade dos brasileiros despossuídos pela sorte ou por décadas de abandono do estado burguês e patrimonialista, pensa, em sua “ingenuidade” e ignorância política que os governos trabalhistas estão a brincar com as realidades e as desigualdades brasileiras. Afinal, o dono do Caldeirão se informa nos jornais da TV Globo e nas publicações da Veja, da Folha e do Estadão.

Por seu turno, sem sombra de dúvida, não são órgãos adequados e confiáveis para informar sobre o Brasil, porque simplesmente esses meios de comunicação se recusam a mostrar o País, bem como não repercutem as conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro, que os ajuda a enriquecer, pois compra seus produtos de péssima qualidade editorial.

Contudo, torna-se imperativo que essa direita com cara de Miami entenda, definitivamente, que o PT e seus governos trabalhistas fazem política de estado, a exemplo da recuperação do salário mínimo, das escolas técnicas, das universidades, do Enem, do Bolsa Família, do advento dos PAC 1 e 2 e da recuperação constante da infraestrutura do País, abandonada há décadas por políticas irresponsáveis efetivadas pelos militares e pelos tucanos, que venderam o Brasil e foram pedir esmolas três vezes ao FMI, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebraram o Brasil três vezes. Simples assim.

Luciano Huck, aquele "artista" que pensa, equivocadamente, que seu "caldeirão" de enganos e fantasias é exemplo de cooperação e solidariedade para com as pessoa necessitadas ou não, incorre em grave erro. Tal capitalista, porta-voz de banqueiros por meio de comerciais, não passa de um embuste, que tenta lograr simpatias às causas políticas e econômicas da nossa "elite" perversa, que confunde o assistencialismo típico dos conservadores com os programas sociais efetivados por políticos e técnicos vinculados ao PT ou não.

Políticas sociais e econômicas que mexeram, de fato, com as estruturas de nossa sociedade, pois retirou da pobreza cerca de 30 milhões de pessoas e levou às classe C e D mais de 40 milhões de pessoas, a fortalecer, a partir dessa realidade, o mercado interno brasileiro, responsável maior pelo o Brasil não sentir com tanta força e ênfase a crise internacional, que, desde 2008, abala os países mais poderosos do mundo, tão apreciados e admirados pelos nossos burgueses colonizados e subservientes aos ditames dos interesses estrangeiros.

O neoliberalismo fracassou. As economias dos países desenvolvidos foram "derretidas", os órgãos de espoliação internacional como o FMI, o Bird, a OMC e a ONU estão, aos poucos, a mudar suas estratégias globais no que concerne à economia, ao rígido controle do sistema bancário e às receitas neoliberais que levaram à falência países de grande expressão como a Argentina e que deixou o Brasil e seu povo em condições pré-falimentares.
  
E a nossa direita, violenta, insensata e cínica, insiste em defender o que não deu certo, o que não se justifica e o que não se aplica por razões tão óbvias que não é necessário ser um economista genial para perceber que o neoliberalismo era um sistema de pirataria e rapinagem, que desregulamentou a economia, diminuiu os estados nacionais, bem como foi um fracasso retumbante no que diz respeito ao que é humano, justo e honrado.

Luciano Huck é um playboy que está a "brincar" de ganhar dinheiro com a miséria, a dor alheia ou simplesmente desejo e sonho de consumo de quem o assiste e vai ser "premiado", por intermédio de seu assistencialismo barato que não mexe nas estruturas, pois um paliativo.

Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes adoram esse mundo de fantasia, reprise dos parques de diversões de Orlando (EUA), pois valorizam o status quo e a vaidade de se considerarem acima dos mortais. O juiz Joaquim alcançou o Olimpo e entrou nas graças da burguesia global. Esses juízes se transformaram em estrelas midiáticas, sem quaisquer preocupações com a discrição, a reclusão e o silêncio, postura obrigatória que qualquer juiz deveria ter.

Se Joaquim Barbosa quer ser político, candidato ou ator, ou qualquer coisa que o valha, que ele peça o boné e vai lutar pelo o que quer e deseja. A sua atuação no mentirão foi lamentável, bem como as atividades "extracurriculares" do juiz Gilmar Mendes, que envergonham o Judiciário. Não deve também esquecer que o procurador-geral, Roberto Gurgel, "sentou" em processos que não interessavam ao campo da direita, pois deixariam muitos de seus membros em evidência, bem como, de forma antagônica, o PGR Gurgel fez questão de deixar público e notório os processos que envolviam os políticos do PT.

Para dar um único exemplo de tantos outros processos que povoam o imaginário da sociedade, os escaninhos do Judiciário e os noticiários a imprensa de mercado, até hoje o mensalão do PSDB não tem data para começar a ser julgado pelo STF. E tão cedo não vai ser lembrado pelas manchetes dos jornais dos barões da imprensa corporativa. Afinal, o Supremo é composto por muitos juízes conservadores e que adoram ser globais. Joaquim é o Batman; Huck é o Robin. A direita seria capaz de lançá-los a uma candidatura presidencial. O problema é o caldeirão, um dia, entornar. É isso aí. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mesquita: democratas de fachada e conservadorismo na veia



Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

Ruy Mesquita: apoio ao golpe de 1964 e passado na Política Café com Leite.
A família Mesquita, proprietária do jornal conservador “O Estado de São Paulo”, fundado em 1875 com o nome “A Província de São Paulo”, é a autêntica voz da Política do Café com Leite, no decorrer dos séculos XX e XXI. Os Mesquita são legítimos representantes das oligarquias paulista e brasileira e sempre se equilibraram politicamente entre o liberalismo econômico e político e a sua associação pura e simples com governos autocratas, a exemplo do que era a ditadura militar, o regime mais violento infligido ao Brasil contemporâneo, e que, sobremaneira, cooperou, e muito, para que a sociedade brasileira atrasasse em décadas seu desenvolvimento social.

Ruy Mesquita morre aos 88 anos, e deixa o conglomerado familiar — Jornal O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Eldorado, Agência Estado, OESP Gráfica e OESP Mídia — em situação difícil, com as finanças de algumas empresas em condições falimentar, como o Jornal da Tarde, que fechou suas portas e não tem prazo para reabrir. O prestígio de O Estado de São Paulo não é o mesmo de décadas atrás, o que se traduz em sua tiragem média e diária de 260 mil jornais, pouco para um jornal de 138 anos, que exerce suas atividades na capital mais populosa do País e das Américas, bem como é a sétima do mundo, com quase 11,4 milhões de habitantes, além dos cerca de 42 milhões de habitantes que vivem no Estado Bandeirante.

Ruy Mesquita é da terceira geração de sua família. Certa vez afirmou que ele e seu irmão, Júlio de Mesquita Neto (na época, diretor-presidente do grupo e falecido em 1996), participavam de reuniões conspiratórias, com os militares generais e comandantes do II Exército contra o presidente trabalhista João Goulart. Evidentemente, os Mesquita sabiam do que se tratava, pois desde 1932 conspiravam contra os trabalhistas e seus programas de governo e projeto de País.

Em 1932, abraçaram as causas da “Revolução Constitucionalista”, acontecimento político e militar que, na verdade, tinha por propósito derrubar o governo revolucionário de Getúlio Vargas, que liderou, em 1930, uma revolução de verdade, com o apoio, inclusive, de Minas Gerais, estado que até então revezava o controle da Presidência da República, no decorrer do período compreendido entre os anos 1895 e 1930, período este chamado de República Velha ou Política do Café com Leite, por ser São Paulo grande produtor de café e estado mais poderoso da Federação, bem como Minas Gerais era e ainda o é o maior produtor de leite, além de, na época, ser o estado com o maior número de eleitores do Brasil.

Como se observa, a despeito dos momentos “liberais” da família Mesquita, sua essência política é irrefragavelmente conservadora, à direita do espectro político e ideológico. O segundo patriarca do Grupo Estado, Júlio Mesquita Filho, herdeiro direto do fundador da empresa jornalística, Júlio Mesquita, participou efetivamente da “Revolução” Constitucionalista, movimento reacionário e que foi, de forma retumbante, derrotado pelas tropas federais e leais ao governo revolucionário do líder estadista Getúlio Vargas. Os Mesquita, tais quais aos Frias e aos Marinho, sempre combateram as forças políticas populares e progressistas. Os representantes dessas forças eles chamam de populistas e autoritários.

Contudo, a verdade é que essas considerações por parte dos barões da imprensa, autênticos representantes da direita brasileira e estrangeira, tornam-se inócuas quando se tratam de suas definições no que tange a rotular os trabalhistas e os socialistas. A verdade é que esses barões das mídias de negócios privados sempre combateram sistematicamente e duramente a esquerda ou quaisquer políticos que se recusassem a ser tutelados por uma burguesia cuja realidade histórica remonta a escravidão e o controle do estado por aqueles que sempre quiseram o Brasil como uma gigantesca fazenda, a dar lucros e dividendos a uma das “elites” mais cruéis do planeta.

Não convence, nem mesmo a uma criança, que os Mesquita romperam com os golpistas de 1964 um ano após a queda de Jango, presidente trabalhista herdeiro de Getúlio. Lobos também brigam com lobos, bem como integrantes de uma mesma família também se estranham e por algum tempo se afastam. A direita briga com a direita, assim como a esquerda se desentende com a esquerda. É normal e natural, pois os seres humanos divergem, mesmo quando são integrantes de um mesmo grupo, defendem os mesmos propósitos e, no caso dos Mesquita, possuem a mesma ideologia, pelo menos naquele momento e fato histórico, dos militares. Quero dizer que os Mesquita são de direita. É inegável. Ponto.

Julio de Mesquita Filho, segundo à direita, em pé. Sentados, seu pai Julio Mesquita, primeiro à esquerda; e Olavo Bilac (mão no queixo).  

Somente os ingênuos ou os ignaros pensam que liberais conservadores como os empresários Ruy Mesquita e Júlio Mesquita Neto em algum momento romperam com os militares porque perceberam que os golpistas de 1964 iriam, na verdade, implantar uma ditadura militar; e eles, inconformados com tal realidade, resolveram se afastar dos militares, dos barões da indústria, dos donos do agronegócio e dos banqueiros que apoiaram o golpe porque se consideravam, incontestavelmente, democratas e cidadãos politicamente progressistas e ideologicamente à esquerda dos militares e dos homens ricos controladores do PIB nacional. Haja receita de bolos e tortas e poemas para demonstrar tanta coragem, inconformismo e apreço às liberdades civis e à democracia.

Os Mesquita logo se recompuseram, e trataram de “fazer as pazes” com aqueles que, simbolicamente e concretamente, pensam como eles e agem como eles, no caso os militares golpistas, porque foram cúmplices do golpe de estado, bem como ajudaram a edificar o estado ditatorial. Ou alguém tem dúvida? Os “milicos” saíram do poder e os Mesquita continuaram a fazer uma política sistemática e inapelavelmente de oposição, principalmente a partir de 2003.  Os Mesquita e seus sócios, sob a liderança editorial do Ruy, transformaram mais uma vez o Estadão em um integrante do “Partido da Imprensa”, feroz e invariavelmente desonesto intelectualmente. Vale lembrar que a mesma estratégia tais barões da imprensa usaram contra os governos trabalhistas de Getúlio Vargas e João Goulart.

Mais do que propósitos e crenças é necessário compreender que os magnatas da imprensa de mercado são conservadores e defendem, sobretudo, os interesses de grupos econômicos, de classe social e, obviamente, de governos colonialistas, a exemplo dos EUA e da Inglaterra. Ponto. No período dominado politicamente e eleitoralmente pelos trabalhistas, a partir da vitória de Lula ao cargo de presidente, em 2002, e da ascensão de Dilma Rousseff ao poder, em 2010, o Estadão passou a fazer uma oposição sem trégua, sistemática e disposta a nunca considerar as conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro, que são visíveis, reais e reconhecidas em todo o planeta.

Entretanto, ao contrário dos Frias, donos da Folha de S. Paulo, e dos Marinho, proprietários das Organizações(?) Globo, Ruy Mesquita e seus empregados de confiança assumiram o apoio e “fizeram campanha” favorável ao candidato de direita e da direita, o tucano José Serra, que foi derrotado por Dilma Rousseff. Tal barão da imprensa pelo menos foi sincero e ratificou e reconheceu que o seu jornal é de oposição aos governos de Lula e Dilma, como o foi, lembro novamente, adversário e até mesmo inimigo de Getúlio Vargas e João Goulart. É a história a se repetir em termos de combate ao campo trabalhista.

Acontece que o Estadão apenas oficializou sua opção política, ideológica e partidária, porque os Mesquita, nas pessoas de Júlio Mesquita, Júlio Mesquita Filho, Júlio Mesquita Neto, Ruy Mesquita e agora Francisco Mesquita Neto, primo do Ruy, e atual presidente do Grupo Estado, vão continuar seu périplo conservador, de direita, sempre a serviço dos interesses dos ricos, dos muitos ricos e dos governos dos países hegemônicos e de caráteres imperialistas. Quem vem da República Velha nunca muda, e por isto e por causa disto sempre devem ser combatidos pelas forças progressistas. Os Mesquita, os Frias e os Marinho são democratas de fachada e portadores de conservadorismo na veia. É isso aí. 

Fotos: Reprodução/Ag. Estado

 

 

 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

NA VIDA



ESPAÇO BICO DE PENA Blog Palavra Livre
 


Olho para o sol e não o vejo.
O sol não me ilumina.
Respiro fundo, busco o vento,
Voo no meu carro, à estrequenina.
Penso nos amores passados,
Também nos fracassos
E em todas as minhas despedidas.
Olho a paisagem da longa estrada.
Ela é tão bonita ...

Piso no acelerador, e corro.
Acendo um cigarro, e me exponho...
Penso na vida.
Angustiado, dirijo-me ao apartamento:
Ouvir música e beber qualquer bebida,
Depois dormir sabendo que meu ungüento
É viver só de partida.

Davis Sena Filho — 01/09/1994 — Brasília