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sexta-feira, 30 de maio de 2014

O assombro do craque Iniesta e a intolerância fascista das “elites” brasileiras

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

O craque Iniesta talvez saiba que a Copa não é responsável pelos problemas do Brasil. Quem não sabe são os coxinhas e parte das "elites".
Iniesta, um dos craques do Barcelona, igualmente a outras pessoas famosas em suas atividades, diz não compreender tantos protestos no Brasil, porque, para ele, o povo deveria celebrar. O craque afirma essas palavras porque ele, sem sombra de dúvida, desconhece a atuação da imprensa-empresa que viceja no Brasil, controlada por seis famílias bilionárias, sendo que a família mais rica deste País é composta pelos irmãos Marinho, que juntos têm um patrimônio estratosférico e particular de quase US$ 30 bilhões.

Essas pessoas por serem tão ricas e poderosas economicamente e financeiramente são capazes, por exemplo, de boicotar e sabotar durante 12 anos os governos trabalhistas de Lula e Dilma Rousseff, de carácteres populares e eleitos pelo povo sem a menor preocupação com a estabilidade política e a harmonia entre os Poderes da República. O que está em jogo no pensamento pernicioso e hegemônico dessa gente é a supremacia das classes sociais as quais representam, bem como manter intactos os benefícios e privilégios da Casa Grande, com o apoio incondicional das classes médias tradicionais, de maioria branca, responsável principal pela repercussão dos valores e dos princípios da grande burguesia.

O craque espanhol Iniesta não conhece (e não o critico) a história do Brasil e muito menos a vocação destrutiva, a língua ferina, o preconceito latente e o imenso desprezo que as classes dominantes e, por sua vez, privilegiadas sentem, demonstram e praticam contra o Brasil e a maioria de sua população. Desde que o Brasil conquistou o direito de realizar a Copa do Mundo e também as Olimpíadas aconteceu uma grande festa popular no País, inclusive com o apoio e a cobertura da Rede Globo, que, por exemplo, cobriu jornalisticamente a grande festa que houve nas areias das praias de Copacabana.

Com o passar do tempo e a demonstração de força do crescimento do Brasil, em todos os campos e segmentos econômicos e sociais — uns mais e outros menos —, os magnatas bilionários de imprensa ou de todas as mídias, à escolha, perceberam que apoiar a Copa, celebrá-la e dar um enfoque positivo para tal evento histórico, a ser realizado no Brasil, poderia prejudicar seus interesses políticos. Até porque os econômicos, realmente, vão ser atendidos, pois os lucros gigantescos que essas corporações midiáticas privadas vão auferir é para fazer com que os outros setores da economia sintam inveja e vontade de mudar de ramo.

A verdade é que o jogador Iniesta, instintivamente, sabe que uma Copa é momento de celebração, independente de questões sociais e econômicas que determinado país enfrenta, afinal todas as sociedade e nações enfrentam problemas, inclusive as consideradas ricas e desenvolvidas. Os EUA e os europeus ricos da Europa ocidental realizaram, no decorrer das décadas, inúmeros eventos, e em muitos desses países foram observados pela imprensa e pelos governos atrasos em obras, falhas em determinados setores e, evidentemente, que aconteceram protestos e enfrentamentos entre policiais e manifestantes.

Se algum leitor duvida, que pesquise e verifique. Ponto! Contudo, transformar a Copa de 2014 em um evento desprezível e que por isso não deveria acontecer no Brasil é um desejo de uma minoria radical, insuflada há sete anos ininterruptamente por uma mídia venal e historicamente golpista, que, apesar de encher seus cofres com bilhões de reais por causa dos jogos, considera que desacreditar ou infamar a Copa é a opção plausível para que a direita brasileira, uma das mais perversas do mundo, conquiste pontos junto ao eleitorado desavisado, e, obviamente, conservador.

A imprensa que luta para atrair os incautos e ignaros, principalmente os jovens, que conhecem pouco da história do Brasil e quase nunca estão dispostos a ler, além de se transformar em massa de manobra de uma imprensa burguesa, a que eles têm acesso e que somente ouve um lado, porque tem preferência partidária e cor ideológica. A imprensa-empresa do jornalismo meramente declaratório e evidenciado por intermédio de offs — o que é por de mais questionável. A imprensa alienígena, de péssima qualidade editorial, que se recusa a discutir e a debater o País de forma séria, para que a sociedade brasileira possa crescer e se desenvolver, e, por seu turno, conquistar definitivamente a sua emancipação política e econômica. 

Às vezes fico a rir. E explico. É sobre a frase que virou bordão nas redes sociais, na imprensa e nos protestos. “Quero o padrão Fifa!” Não há nada mais ridículo e equivocado. Os grupos de extrema esquerda exemplificados em militantes do PSTU e, principalmente, no que tange aos integrantes do PSOL, além dos Black Blocs, que cometem, sim, senhor, atos de terrorismo — explodir coquetéis molotovs em recintos fechados, públicos e privados, ônibus, ruas e praças ocupadas por pessoas é uma temeridade, além de ser crimes que não deveriam ser tolerados e punidos exemplarmente com a força da lei —, estão a exigir o “padrão” Fifa, juntamente com os coxinhas de classe média, que detestam esses grupos, mas os apóiam pelas redes sociais porque desejam a derrota do PT e do Governo Trabalhista nas eleições presidenciais, que acontecerão em outubro.

Como afirmei antes, o bordão é ridículo e sem sentido, porque a Fifa é considera por essas pessoas, mascaradas ou não, uma instituição corrupta, criminosa, uma verdadeira máfia, que só pensa em lucro, além de não ter quaisquer compromissos com países, governos e sociedades. Enfim, a Fifa é um “covil de ladrões e bandidos”, como apregoam esses mesmos grupos radicais e que são financiados pela extrema esquerda, com a participação da direita, que utiliza “seus” meios de comunicação privados (televisões, rádios, internet, redes sociais etc.) para disseminar notícias negativas contra o Governo Trabalhista e apoiar os movimentos de rua.

Uma imprensa comercial e privada detestada pelos movimentos de classe, os sociais e reivindicatórios, que, temendo ser agredida, bem como ouvir palavras de ordem e palavrões resolveu realizar suas coberturas jornalísticas por intermédio de helicópteros, porque sabe e compreende que os mesmos grupos, que atacam o Governo Federal, também conhecem o papel da imprensa corporativa e sectária, que jamais vai estar, de fato, ao lado dos trabalhadores, como nunca esteve em toda sua nada honrada história.

Entretanto, com o propósito de derrotar o Governo Dilma, os magnatas bilionários, além de dar voz às greves de categorias que ocupam as ruas, de forma autoritária, a prejudicar a rotina das grandes e médias cidades, porque a verdade é que as greves se tornaram não mais um meio para forçar o diálogo e conquistar benefícios junto aos patrões e governantes, mas, evidentemente, muitas delas se transformaram apenas em luta política, o que é um erro, sendo que o brado mais ouvido é sobre a queda, a derrubada de governantes eleitos dentro de um processo democrático, a ter a Constituição e as leis eleitorais como inspiração.

Todo trabalhador tem direito à greve. Mas, nem toda greve é direcionada para os legítimos direitos de o trabalhador viver com dignidade e respeito. O que eu mais faço em décadas é defender o trabalhador. Todavia, é visível a intenção de algumas poucas categorias no que diz respeito a paralisar as cidades por meio da ocupação de suas principais vias. Como também é visível, mas nem sempre transparente as ações violentíssimas dos Black Blocs e de grupos menos expressivos no que concerne à violência, a exemplo dos coxinhas fantasiados com máscaras do anonymous, a portar cartazes ridiculamente e que praticamente sumiram das ruas.

E por quê? Porque coxinha gosta de reclamar, falar mal e demonstrar sua violência e seus preconceitos de classe, de credo, de raça e de nacionalidade por intermédio da internet. Lá, o coxinha reacionário, egoísta e presunçoso se agiganta, e, geralmente, de maneira anônima, porque coxinha de classe média que se preza não mostra sua cara, porém, evidencia, com prazer e brutalidade, sua língua ferina, sua mente corrompida e seu coração perverso. O coxinha é o black bloc em online — virtual. Trata-se de um covarde e oportunista. Tanto o é que logo no início das primeiras manifestações de junho de 2013, a classe média tradicional saiu à ruas, a aproveitar a oportunidade que o Movimento Passe Livre (MPL (entidade de esquerda) “proporcionou” a eles.

Explico melhor: quando o MPL saiu às ruas e foi atacado pela polícia, os meios de comunicação privados cobriram o episódio de forma a fazer com que houvesse mais do que uma questão reivindicatória, mas, sim, de ordem emocional. Quando grupos da esquerda radical saíram para apoiar, os coxinhas, antes mesmo de os black blocs aderirem ao movimento, saíram às ruas, com cartazes e algumas máscaras do anonymous. A partir da intervação dos grupos vestidos de preto e mascarados, o pau quebrou.

A classe média que é tão violenta, sectária e reacionária em pensamento e na internet recuou e foi dar continuidade ao que ela já faz há muito tempo, que é xingar, ofender e demonstrar todo seu descontentamento com a ascensão de brasileiros pobres, remediados ou cuja origem é a classe média baixa. Além disso, como já afirmei várias vezes, a classe média tradicional se considera a porta-voz dos valores ocidentais, ou seja, da sociedade estadunidense e dos ricos do Brasil.

Além de ela ser portadora de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, a classe média tradiconal se considera também a responsável pelos valores cristãos, apesar de Deus ou Jesus pregarem que a intolerância, o racismo, a violência, o preconceito de classe e o ódio às minorias e aos desiguais e diferentes são pecados, o que, indubitavelmente, não foi compreendido pelos coxinhas, que, no fundo, são ideologicamente mais violentos que os black blocs. Que o digam suas mensagens intolerantes e rastaqueras veiculadas pelas redes sociais. Fascismo na veia. Bingo!

O craque do Barcelona e da Seleção da Espanha, Iniesta, tem razão, mas se ele conhecesse a sociedade brasileira com profundidade não ficaria tão surpreso. Aqui vicejam os que reclamam com a barriga cheia, mas não querem que todos os brasileiros enchem as suas. O Brasil tem uma “elite” acostumada a ter tudo somente para ela e por causa disto não está acostumada a dividir. Apesar dos avanços formidáveis nos últimos 12 anos, ainda somos um sociedade injusta e desigual. Uma Nação que ao mesmo tempo foi vítima e algoz da escravidão de quase 400 anos.

A maioria dos burgueses e dos pequenos burgueses é um retrocesso quando se trata de compreender historicamente e politicamente o Brasil para que se possa construir uma sociedade humanitária e solidária. Eles reagem fortemente mesmo sabendo que dividir, promover a igualdade e a justiça social vai favorecer e beneficiar a sociedade. Sempre me “surpreendo” e fico indignado com tanta intolerância e ausência de senso crítico por parte de grupos sociais que há cerca de 150 anos frequentam as universidades brasileiras e estrangeiras. É um contrassenso total. Iniesta é grande jogador e não compreende. Não poderia ser diferente. Eu compreendo e por isto é mais do que necessário que o campo da esquerda e trabalhista vença as eleições de outubro. É isso aí.  


      

quinta-feira, 29 de maio de 2014

PATETA E PLUTO

a hora da charge — Blog Palavra Livre


ANTES


DEPOIS


ELE FOI AO FMI TRÊS VEZES, DE JOELHOS E COM O PIRES NAS MÃOS, PORQUE QUEBROU O BRASIL TRÊS VEZES.
ELE VENDEU O BRASIL E ESTÁ SOLTO. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O complexo de vira-lata de Ronaldo e o narcisismo às avessas de Veja e Época — Vai ter Copa!

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre


RONALDO: BICO DE TUCANO E COMPLEXO DE VIRA-LATA NA VEIA. 
Às vésperas de se abrirem as portas para a maior Copa do Mundo — a Copa das Copas — de todos os tempos, indivíduos sem conhecimento de causa e travestidos de críticos sociais e econômicos, a exemplo de Ronaldo, o Fenômeno, e alguns jornalistas de Veja e Época, que a mando dos Civita e dos Marinho falam e escrevem quaisquer sandices e mentiras para manterem seus empregos, o povo brasileiro, que ama o futebol e que ascendeu socialmente e economicamente nos últimos 12 anos, tem de aturar um monte de bocas malditas que odeiam o Brasil e que não querem que este País e sua população se desenvolvam. A ordem é baixar o astral.

Ronaldo, o garoto propaganda atualmente mais requisitado pelo establishment que o Pelé, e que fora do campo se transformou no Fenômeno para falar bobagens e, por sua vez, ficar de bem com a mídia e a publicidade que lhes pagam fartos cachês e milionários contratos, resolveu mudar de lado, depois de aceitar ser um dos membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da Fifa. O ex-atleta defendeu a realização do segundo evento mais importante do planeta no Brasil (só perde para as Olimpíadas) até o mês de março quando em abril resolveu pular do barco ao se encontrar com "seu amigo" Aécio Neves, candidato a presidente da República pelo PSDB.

Ronaldo se diz com vergonha do Brasil. O garoto propaganda envergonhado foi mais além em sua patetice: afirmou que vai morar fora do Brasil e, como empresário que é, informou que também vai investir dinheiro no exterior. Nada mais coxinha, nada mais patético e colonizado. Nada mais subserviente e subalterno do que o pensamento e as intenções do Ronaldo. Contudo, ele apenas, e aposto que não sabe disso, retrata a "viralatice" de milhões de brasileiros inquilinos das classes médias tradicionais e ricas.

Aqueles que se olham no espelho e se lamentam todos os dias por terem nascido brasileiros. São os narcisos ao avesso ou às avessas, e tão colonizados que não percebem que o Brasil cresceu e que o mundo pelo qual eles passaram a vida a suspirar de admiração está em crise. Muitos países entraram em convulsão econômica e social e até mesmo os Estados Unidos, país de seus sonhos e ilusões, não são tão hegemônicos como antes, bem como também enfrentam uma grave crise econômica, pois suas taxas de crescimento anuais são pequenas, o desemprego ainda é preocupante e cerca de 40 milhões de pessoas dependem dos tradicionais cupons para saciarem a fome.

Não existe nos EUA um programa social de segurança alimentar, a exemplo do Bolsa Família, bem como o presidente Barack Obama teve de suar a camisa para aprovar um sistema de saúde estatal para atender a maioria da população, porque até então os EUA não tinham e ainda não têm um sistema de saúde público tão amplo como o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, apesar de seus defeitos e da luta por melhorias. Nunca se fala disso no Brasil e muito menos o Jornal Nacional e seus congêneres repercutem tais realidades. Mas, se essas coisas acontecessem na Rússia, obviamente que a imprensa de mercado e de caráter imperialista mostraria tais fatos, como evidencia diariamente os problemas do SUS.

Porém, a mídia privada e controlada pelos magnatas bilionários de imprensa nunca elogia ou veicula as conquistas desse mesmo Sistema que está a ser aprimorado no decorrer dos anos, porque as notícias são sistematicamente negativas. São as ordens dadas às redações: desconstruir e desqualificar para pautar o atual Governo e derrotá-lo. Sou jornalista há três décadas e sei como funcionam as redações da imprensa-empresa, que apenas defendem os interesses dos oligopólios midiáticos, que, por seu turno, são aliados ao sistema de poder e dominância dos países desenvolvidos, como não deixam dúvidas órgãos de imprensa como o Financial Times e a The Economist, que se aliam à imprensa nativa, pois inquestionavelmente vinculados ao establishment internacional e que, ousadamente e reiteradamente, tentaram pautar quando não pedir a cabeça do ministro da Fazenda Guido Mantega.

Um absurdo que contou com o apoio traiçoeiro da imprensa familiar e golpista que atua livre neste País para fazer o que quiser e lhe convier, porque ainda não foi efetivado no Brasil o marco regulatório para os meios de comunicação. Ainda, absurdamente, não temos uma Lei das Mídias, apesar de sua implementação constar na Constituição de 1988. O povo brasileiro não sabe e não conhece o que está a ser feito e realizado no Brasil nos últimos anos, pois a imprensa alienígena e sectária censura as realizações e critica até mesmo o que é bem feito. Somente no horário eleitoral gratuito o Governo Trabalhista vai poder mostrar ao povo o que foi realizado e o que está em andamento e ainda por fazer. E aí não vai ter jeito de a direita boicotar e sabotar as informações que ela teima em esconder. Ponto!

Ronaldo é realmente um fenômeno de desinformação e contradições. O ex-atleta vive em um mundo de opulência e percebeu que o seu lado não é o lado da esquerda, da mandatária trabalhista Dilma Rousseff. Essa gente só visa o lucro que a Copa proporciona e fingiu até agora que gosta do Brasil e de seu povo. De repente, pessoas que nunca viram o brasileiro ir às ruas como em junho de 2013 passaram a deitar falação sobre o que não compreende e não quer compreender. Apenas surfam nas ondas dos que consideram o Brasil ruim, incompetente, atrasado, brega e que por isso não merece ser protagonista do mundo e, a ser assim, está proibido de ter o direito de ser o anfitrião de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Logo o Brasil, fatos esses que o Ronaldo com seu enorme complexo de vira-lata desconhece. O Brasil é pródigo e competente em realizar megaeventos. Sempre os realizou. Olhe a lista: Copa do Mundo de 1950, Jogos Pan-Americanos de 1963 e de 2007, ECO 1992, Rock in Rio (vários), Rio+20, Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Carnaval (todo ano), Reveillon (do Rio e em todo o Brasil), Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas Militares, além de grandes eventos de negócios, administrativos, culturais, feiras e turísticos. Citei apenas alguns eventos que me vieram à memória. Todavia, são muito mais, e que denotam que o Brasil é um País competente, com um povo muito inteligente, criativo e trabalhador.

O problema desta espetacular Nação culturalmente e etnicamente diversificada não é o povo, mas, evidentemente, são os coxinhas de classe média e os ricos. São dois grupos sociais que pregam a baixa estima, disseminam o mau humor e demonstram, de forma incontida, o desprezo que sentem pelo Brasil. Eles são os porta-vozes da iniqüidade — os mensageiros da negação de ser brasileiro. Essa gente de alma doente e perversa é o fim da picada e transforma o que é positivo e favorável ao Brasil em negativo e desfavorável. Ronaldo, além de trair àqueles que confiaram nele para ser um dos coordenadores da Copa das Copas, está a sentir vergonha do Brasil e quiçá dos brasileiros.

Entretanto, ele não sente vergonha de episódios de sua vida privada, que se tornaram públicos e que, verdadeiramente, são capazes de envergonhar até um explorador de trabalho infantil. Realmente... Sem comentários. Considero que o garoto propaganda está a ler de mais as revistas Veja, a Última Flor do Fáscio, e Época, um libelo de direita das Organizações(?) Globo, que teve um de seus editores envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, tal qual à Veja, a revista porcaria. São duas publicações que torcem pelo fracasso do Brasil enquanto, por intermédio da publicidade e propaganda, ganham centenas de milhões, quiçá bilhões, com a Copa do Mundo de 2014. As corporações midiáticas querem um Brasil para baixo, cabisbaixo e com vergonha de si. Mas, não vai acontecer, e a Copa vai ser um sucesso, pois já o é de público, de renda e de telespectadores em termos planetários antes de começar.

É desta forma, porém, que a banda toca no que diz respeito ao oportunismo, ao golpismo, à sabotagem e ao boicote perpetrado pelos donos de todas as mídias, e exemplificados nos magnatas bilionários de imprensa. É porque essa gente anti-brasileira não vive as questões do Brasil e por isso não as sente. Apenas criticam e combatem os programas de governo e o projeto de País dos trabalhistas e socialistas porque não querem a independência do Brasil e a emancipação definitiva de seu povo. Por isso que esses mega empresários tentam, de todas as formas, intervir no processo político, pois é no Brasil que eles acumularam suas fortunas bilionárias e temem perder seus benefícios e privilégios, que são seculares.

É o seguinte: as "elites" colonizadas, subservientes e portadoras de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata odeiam e desprezam o Brasil, mas não abrem mão de ganhar muito dinheiro aqui e gastá-lo no exterior. Vai demorar ainda muito tempo para que a classe média tradicional e as classes ricas se livrem de tal complexo, que, se perceberem, as transformam em parias da comunidade internacional, que no fundo não as respeita por serem subalternas e subjugadas no que tange a não assumir e não ter orgulho de sua nacionalidade. O estrangeiro, em seu íntimo, vê o coxinha e o riquinho como macacos de estimação. Ele só dá atenção ao "macaquito", geralmente de "pêlo" branco, porque sabe que pode ganhar algum dinheiro e, consequentemente, movimentar seus negócios.

O coxinha de classe média e o riquinho "mauricinho" brasileiros somente são aturados porque o estrangeiro (leia-se ingleses, franceses, norte-americanos, alemães, nórdicos) considera divertido ver tanta leviandade, pusilanimidade e falta de amor próprio por parte desses brasileiros. Esses, sim, ao contrário do que o Ronaldo pensa, envergonham o Brasil e a grande maioria do povo brasileiro. São eles os leitores da Veja e da Época, dois libelos de direita, de péssima qualidade editorial e que querem ver o Brasil no limbo enquanto as "elites" que eles defendem vivem como nababos ou paxás, a se locupletarem com as fortunas e a boa vida que conseguiram conquistar, de todas as formas e maneiras aqui no Brasil, País que eles detestam, mas, espertamente, recusam-se a ir embora para o exterior.

E como ir se o dinheiro está aqui? Como sair fora, se somos a sexta economia do mundo e temos um dos mercados internos mais poderosos do mundo, com uma nova classe média de milhões de pessoas ávidas por consumir? Eles não são bobos, mas são safados, porque sabem que a Europa está falida e que muitos de seus povos se transformaram novamente em imigrantes, a exemplo como aconteceu na segunda metade do século XIX e início do século XX. Os europeus são uma maravilha para os coxinhas do Brasil, mas a verdade é que eles vieram para as Américas na condição de imigrantes, pobres, sem eira e nem beira. Ponto!

O Ronaldo está mais por fora do que umbigo de vedete — para nos lembrar do antigo adágio. O Brasil é uma das economias mais fortes do mundo; estável, recebe enorme quantidade de dólares, não deve ao FMI, além de ser considerado pelas agências internacionais um País com suas contas equilibradas, o que o levou a atingir o nível máximo de confiabilidade, além de ter um sistema bancário consolidado e fiscalizador. Fatores esses que não aconteceram na Europa e nos EUA, que deixaram os especuladores à vontade e deu no que deu: uma grave crise que perdura há seis anos.

O Ronaldo desconhece a história do Brasil, a macroeconomia e tudo o que o Governo Trabalhista realizou em termos de infraestrutura nos últimos 12 anos e que vão ser mostrados no horário eleitoral gratuito. Aí, ele vai saber e talvez parar de falar besteira como se fosse um menino. Ronaldo, ao que parece, desconhece também o legado da Copa que vai ficar para o Brasil, porque, certamente, informou-se todo esse tempo por intermédio da imprensa burguesa, que sempre negativou o andamento das obras, como se o Brasil não tivesse engenheiros e uma engenharia competentes. Um absurdo e o fim da picada tanta aleivosia e matreirice evidenciadas por jornalistas mequetrefes sem a menor noção de nacionalidade e de união para que o Brasil obtenha o respaldo necessário para se inserir no mundo como uma Nação importante e influente.

Contudo, o ex-jogador e empresário não sabe o que os brasileiros conquistaram nos últimos 12 anos, inclusive a Copa do Mundo que o envergonha, mas que enche de orgulho a Nação brasileira, apesar das diatribes da imprensa de negócios privados que apostou e aposta no fracasso da Copa e na derrota da Seleção Brasileira. Por seu turno, Ronaldo tem a compreensão que os empresários, como ele, vão ganhar muito dinheiro; e dessa realidade, obviamente, não vão reclamar.


É porque os complexados, os colonizados, os vira-latas acreditam que a baixa estima, a negatividade, a derrota e o fracasso vão fazer com que os candidatos tucanos, do PSDB, talvez vençam as eleições de outubro deste ano, mesmo sabendo que eles não têm projeto de País e programas de Governo. O projeto tucano se resume a negar vida melhor para o povo e vender o que resta do Brasil, como o fizeram na década de 1990, no governo do neoliberal FHC, bem como anunciam, por intermédio do candidato Aécio Neves e do banqueiro Armínio Fraga, o mesmo procedimento neoliberal de governar do passado, o que significa enorme desemprego. Imagine o resto? Eles — a direita, a imprensa alienígena, os burgueses e pequenos burgueses (classe média) — realmente não podem e não devem se olhar em seus espelhos, pois, do contrário, vão vislumbrar o complexo de vira-lata e ter de ver em seus olhos a própria derrota. Vai ter Copa! É isso aí.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

TSE, poder burguês e censura à propaganda do PT

Por Davis Sena Filho  Blog Palavra Livre

Laurita Vaz: censura ao PT e tentativa de inviabilizar o debate político e eleitoral.


Pela segunda vez um juiz do TSE, neste caso juíza, censura a propaganda política do PT. Mais uma vez uma autoridade nomeada e pertencente à burocracia estatal interfere, indevidamente, no processo político e eleitoral brasileiro. Deve ser, creio eu, a vontade de governar e dar ordens àqueles que tais burocratas não convergem no que tange ao pensamento político e ideológico de um partido como o PT. A agremiação política que nasceu em berço popular, bem como realiza uma revolução silenciosa e democrática, no que diz respeito à distribuição de renda e de riqueza. Processo de inclusão social espetacular, que fez com que 36 milhões de pessoas se livrassem da extrema pobreza, além de permitir que 42 milhões de brasileiros ascendessem socialmente e se transformassem em consumidores e cidadãos reivindicadores.

Estou cansado de afirmar que grande parte dos juízes que exercem suas funções e seus cargos em todas as instâncias e em diferentes tribunais são pessoas filhas das classes médias altas e ricas, e por isso não conhecem as realidades sociais e muito menos se importam com as necessidades e as dores alheias. São técnicos que se formaram em Direito, prestaram concursos ou foram nomeados e receberam a carteira de juízes, desembargadores e ministros, mas não se importam em sair de suas redomas de cristais e verificar a situação da maioria do povo brasileiro. Faltam a eles sensibilidade e conhecimento sobre as questões da sociedade e de tudo o que advém dela.

Ao contrário, esses juízes, principalmente os de tribunais superiores, unem-se aos interesses da Casa Grande, porque também são inquilinos dela, e, consequentemente, atuam e agem politicamente quando percebem que a luta de classe, que nunca vai terminar enquanto existir exploração e privilégios, pode prejudicar os interesses mais urgentes e caros à burguesia, que não apenas detesta dividir “seus” espaços, mas, sobretudo, não aceita que o estado nacional seja administrado por um partido popular e de esquerda — a exemplo do PT. Por isso, as classes “dominantes” sabotam e boicotam quaisquer programas e projetos que têm por finalidade diminuir as desigualdades regionais e sociais. Para isso, contam, impreterivelmente, com a máquina judiciária, que no Brasil, juntamente com a imprensa de mercado e familiar e os partidos de direita, atua como ponta de lança dos interesses dos setores sociais hegemonicamente econômicos.

É dessa forma que a burguesia brasileira funciona e sempre vai funcionar, como já afirmei antes, pois herdeira da escravidão, a mais longa da história e a última a terminar oficialmente no planeta, em 1888, às portas do século XX. Trata-se da Casa Grande, que até hoje odeia, literalmente, as leis trabalhistas implementadas por Getúlio Vargas, bem como detesta, sem disfarçar, que os pobres, negros e mestiços freqüentem o que se convencionou a considerar “seus” espaços públicos exemplificados em aeroportos, shoppings, restaurantes, cinemas e universidades federais, estaduais etc. Até janeiro de 2003, ano que o tenebroso e elitista Governo de FHC chegou ao fim, apenas as classes médias tradicional, alta e, evidentemente, os ricos freqüentavam esses espaços, concedidos pelos os que controlam o establishment, ou seja, os que têm os meios de produção e o mercado financeiro nas mãos.

Espaços públicos que foram equivocadamente e arbitrariamente “concedidos” pelo establishment à classe média tradicional como se fosse “reconhecimento” e “agradecimento”, porque é tal classe quem apoia o sistema de poder estratificado e imposto pela Casa Grande à maioria da população, pois, equivocadamente, considera-se a detentora dos princípios e dos valores das classes abastadas. A classe média reacionária e preconceituosa e que se dispõe a repercutir a ideologia de dominância dos ricos e dos muito ricos, a exemplo dos magnatas bilionários de todas as mídias, que há décadas, por intermédio de seus meios de comunicação, formulam suas ideologias e propósitos, pois a finalidade é dominar, fazer a cabeça da sociedade, que não freqüenta as altas rodas e não recebe os benefícios da classe alta, mas que “aceita” ou se “resigna” a receber o que lhe é concedido, como se fosse um prêmio viver a vida, de forma virtual, por meio dos inúmeros e diferentes programas televisivos, como, por exemplo, as novelas e o jornalismo.

É duro reconhecer que grande parte da classe média, de formação universitária, não consegue enxergar o “óbvio ululante”, como dizia o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. Certa vez um professor da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ me disse: “O gênio é aquele que enxerga e explica o óbvio, desde fenômenos da natureza até as questões sociais”. É verdade. Porém, a classe média tradicional é raivosa, preconceituosa, mal-humorada, sectária e violenta. Apesar de ser detentora de canudos de cursos superiores, não consegue perceber a obviedade dos fatos, das realidades, que a inclusão social e econômica, por exemplo, tem de ser realizada e concretizada, pois, do contrário, tornar-se-á muito difícil para os brasileiros edificarem uma sociedade democrática, justa e disposta a conviver com tolerância para ter compreensão em relação ao semelhante. Sem justiça social não há paz. Ponto.

Entretanto, o TSE, em particular a juíza Laurita Vaz, resolveu suspender a propaganda política do PT. Ou seja, a juíza censurou a veiculação do filme do Partido dos Trabalhadores, que faz alusão ao passado. Terríveis tempos, para o bem da verdade, porque nos governos anteriores aos do PT nem direito ao emprego os brasileiros tinham, pois o desemprego era enorme, a inflação também e os mercados de consumo e de trabalho não atendiam às demandas da população, dos trabalhadores brasileiros. Esses fatos são inquestionáveis. E aí vem uma juíza, funcionária pública concursada e depois nomeada ministra do TSE, fazer política. Ela, sim, indevidamente, porque impede que um partido faça críticas a outros partidos e governos. É uma decisão arbitrária, autoritária, casuística e que demonstra, indubitavelmente, que juizes estão a serviço do establishment, do status quo e se aliam, sem quaisquer pesos em suas consciências, com os grupos que detêm o poder político conservador e, evidentemente, o poder econômico.

É visível essa situação que atenta contra a democracia. Até um recém-nascido perceberia que os tribunais, e em especial os superiores, são casamatas da burguesia, porque sempre atuaram e agiram em prol dos mais fortes e dos que negam, não aceitam, terminantemente, que todos os cidadãos brasileiros, segundo a Constituição são iguais perante as leis, bem como o são sujeitos aos direitos e deveres de cidadania. Então quer dizer que o PT está impedido de debater o processo político e eleitoral. E muito menos o partido tem o direito de tecer críticas a quem o critica duramente e muitas vezes desrespeitosamente de forma diuturna, incessante e sistemática, no decorrer de mais de uma década.

Críticas e acusações, muitas delas levianas, além de denúncias vazias como se comprovou diversas vezes ao passar desses anos. Críticas realizadas livremente e abertamente em programas eleitorais e por intermédio dos jornais televisivos, como o Jornal Nacional, o Bom Dia Brasil, o Jornal da Band, a Globo News, além dos jornalões impressos e em online, as revistas semanais, à frente a Veja — a Última Flor do Fáscio, a citar ainda as rádios CBN e Jovem Pan, dentre muitos outros veículos de comunicação, a serviço constante em favor dos partidos de direita e dos interesses da burguesia nacional e internacional.

Agora, novamente, tal juíza interfere no processo político, pois a intenção é não dar voz ao PT, ao Governo Trabalhista, que há anos enfrenta uma oposição midiática e partidária de caráter fascista, que visa, sobretudo, desqualificar e desconstruir as lideranças petistas e esquerdistas, além de macular a imagem do PT e do Governo. São verdadeiros acintes e despropósitos as ações da juíza que age como política, magistrada Laurita Vaz. Realidades que me levam a concluir que o TSE e o STF têm lado, partido, cor ideológica e atuam como caixas de ressonância política, porém, com o poder de censurar e impedir que um programa político que contesta e questiona seus adversários possa ir ao ar. Seria cômico se não fosse trágico e preocupante para as liberdades democráticas e de expressão tão valorizadas, cinicamente e falsamente, pela direita brasileira, aquela mesmo que ficou 21 anos no poder por intermédio de um golpe de estado e não pelas urnas.

Mas quais são os motivos que movem juízes a proceder dessa forma autoritária e que faz com que setores da sociedade civil desconfiem de “suas boas intenções”? Afirmo-lhes: o controle do estado nacional por parte da Casa Grande, e a tentativa de continuar a privatização dos espaços públicos. A lógica insana e perversa dos neoliberais. A ideologia dos fanáticos do sistema de mercados tão fundamentalistas e perniciosos quanto os fanáticos religiosos. Ainda pior, porque os dinheiros estão guardados dentro dos bolsos deles em escala mundial.

Laurita Vaz é a Sandra Cureau ou a Sandra Cureau é a Laurita Vaz? Porque sai uma de cena e entra a outra, mas a conduta autoritária e sectária é a mesma. A juíza em questão entendeu que houve propaganda negativa contra os opositores do PT. O PSDB, do tucano e candidato a presidente Aécio Neves conseguiu há uma semana suspender a propaganda eleitoral do PT antes de ir ao ar. Incríveis, e absurdamente inconvenientes, as decisões de juízes que interferem e prejudicam o processo político, porque, neste caso, consideram que o PT não pode criticar seus adversários, os mesmos que o criticam diuturnamente e duramente há 12 anos em seus programas eleitorais e, evidentemente, nos meios de comunicação privados, corporações poderosas controladas por empresários bilionários cujas pautas são elaboradas para combater o Governo Trabalhista e suas lideranças. Ou a juíza Laurita Vaz, talvez por causa de sua ingenuidade, até hoje não sabe disso?

O PSDB judicializa a política e as eleições. Tal partido entreguista, elitista e que professa a perversa lógica neoliberal no que diz respeito ao seu olhar social, não tem programas de governo e projeto de País para apresentar ao eleitor brasileiro. É um partido vazio, de viés neoliberal, que fracassou na prática e em seu discurso de forma retumbante principalmente a partir de 2008 quando a crise mundial varreu a economia de países médios e poderosos e que até hoje lutam para retomar a força de suas economias. Mesmo com o retumbante fracasso, os tucanos e setores empresariais da direita brasileira insistem em justificar o injustificável, defender o indefensável e pregar o que não se apregoa, retratados em arrocho salarial, diminuição do estado, menos investimentos, aumento do desemprego e retração do consumo.

A resumir: recessão em nome do suposto combate à inflação, sempre a desculpa esfarrapada da direita, que no poder não quer servir ao povo e, sim, ser servida por ele, como fizeram os conservadores em recente passado, bem como no período longo da escravidão que envergonha a história do Brasil. Essa gente também chama esse modelo de espoliação do País e de seu povo de "choque de gestão". Nada mais parecido com a cara e as receitas vampirescas do FMI.

Os poderosos grupos nacionais e transnacionais devem lamentar profundamente o dia que o PT, os trabalhistas e os socialistas conquistaram o poder no Brasil. Fico a imaginar o quanto de recursos financeiros esses caras pararam de receber. Ainda o recebem muito, mas o pouco que perdem causa-lhes inconformismo e a tentar golpes e trapaças de toda natureza. Imagino a reunião dos mega capitalistas quando souberam da aprovação do novo modelo para o Pré-sal, que é de partilha e não de concessão, como os antigos contratos.

Além de muitas outras coisas, situações e processos que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos administrados pelos trabalhistas. É de revoltar os coxinhas e os coxões — o establishment. O PT tem de recorrer, abrir a boca e denunciar a parcialidade do TSE e da juíza Laurita Vaz, a nova Sandra Cureau, que era promotora. O Partido dos Trabalhadores tem o direito de debater sobre o País e de criticar seus adversários, mesmo de maneira dura, assim como também seus adversários tem o direito de combater o PT. Trata-se do jogo político. Entretanto, observo que juízes burocratas e elitistas não o compreendem. E, se o compreendem, engessam a propaganda partidária, escolhem lado, partido e cor ideológica. Os juízes têm lado. É isso aí.

Veja o vídeo do PT que tanto incomoda o PSDB e o TSE


Para a juíza do TSE, Laurita Vaz, lembrar do passado e dos governos tucanos é proibido. O PSDB e o candidato da direita, Aécio Neves, agradecem a camaradagem jurídica.

Legado da Copa para o Brasil

BLOG PALAVRA LIVRE

Veja e pondere


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Marco regulatório para as mídias é questão de segurança social e estabilidade democrática

Por Davis Sena Filho  Blog Palavra Livre


Desde o início da primeira década deste século, mesmo antes de os blogueiros progressistas e seus blogs “sujos” serem alvos das lentes, dos microfones, dos teclados da imprensa de mercado e dos encontros com o ex-presidente Lula (Leia O Partido da Imprensa), já considerava que, se a Constituição não for respeitada no que concerne ao capítulo em que ela define as regras e normas para o segmento das comunicações, o Brasil, o seu povo e os governantes, que não rezarem pela cartilha dos magnatas bilionários de imprensa e de seus jornalistas e especialistas de prateleiras, ficariam fadados a lidar com graves problemas de ordem institucional e constitucional.

E por quê? Porque um setor da economia poderoso e influente como o midiático, livre de um marco regulatório que o regulamente, torna-se, irremediavelmente, propenso a interferir no processo político, eleitoral e institucional de qualquer nação, que teime em tergiversar ou remediar sobre assunto tão importante para a sociedade civil, que há décadas luta para que seja implementado o marco de regulamentação das mídias, conforme acontece nos principais países do ocidente, lugares admirados pela burguesia colonizada, bem como pelos coxinhas da classe média tradicional, que adoram elogiar os estrangeiros, mas, por detestarem o Brasil onde eles vivem e usufruem de privilégios, consideram, por má-fé ou ignorância, que a implementação da Lei das Mídias no Brasil não passa de uma tentativa de censurar e, consequentemente, inviabilizar a liberdade de expressão e de imprensa.

Mentira, manipulação e dissimulação dessa gente, que, na verdade, quer manter seus poderes intactos, ou seja, querem falar sozinhos, livres de contrapontos e questionamentos, bem como detestam o contraditório, pois o jornalismo que exercem e divulgam para a população é fraudulento, uma verdadeira farsa, pois baseado em offs, bem como meramente declaratório. Esse processo inflige graves problemas às instituições do Estado, às autoridades eleitas e concursadas e aos cidadãos brasileiros que podem se transformar em alvos de uma mídia de caráter empresarial, imperialista e hegemônica e que por isso não mede esforços para ter seus interesses econômicos e políticos concretizados e seus privilégios, inclusive os de ordem jurisprudencial, intactos.

O Brasil já tem um texto que dispõe sobre essas sérias questões, que precisam ser definidas e resolvidas. Questões elaboradas e propostas, em forma de projeto de lei, pelo ex-secretário de Comunicação do Governo Lula, o jornalista Franklin Martins. A matéria se encontra “congelada” em algum arquivo ou gaveta do Ministério das Comunicações e da Casa Civil. Porém, com as últimas declarações do político trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva, além de sua participação em encontros e debates nos quais os assuntos foram relativos à implementação de uma Lei de Mídias para o Brasil, chego à conclusão que a sociedade, mais cedo ou tarde, haverá de ser considerada e respeitada pelos governantes que ela elegeu, com a aprovação de um marco regulatório, que defina regras e normas para um setor tão rico e por isso ousado e agressivo, ao ponto de rivalizar com o poder de Estado, além de desestabilizar, se for necessário, o Governo e suas instituições, bem como, se tiver oportunidade, promover golpes de estado, como ocorreu em 1964.

A Lei das Midas é um tema reiteradamente rejeitado pelos magnatas bilionários e seus asseclas, que se recusam, terminantemente, a debatê-lo e a discuti-lo. Dá a impressão que esses burgueses, autoritários e arrogantes, não integram a sociedade brasileira, porque se comportam como se grande parte de seus recursos financeiros e lucros não tivessem como origem o dinheiro do poder público, ou seja, da cidadania que paga impostos, e, por sua vez, empresta valores monetários por intermédio dos bancos estatais, e, principalmente, por meio de publicidade e propaganda do Governo, que deveria parar de alimentar àqueles que ganham muito, ao tempo que dão como retorno o golpe, a desestabilização, a mentira, além de morderem quem os afaga com os dentes envenenados das serpentes ou com os ferrões dos escorpiões.

É dessa forma que se comportam e se conduzem os magnatas bilionários de imprensa, que, de maneira alguma, aceitam mudanças na legislação brasileira no que tange às comunicações. Uma legislação de 1962, ano de uma década que mal funcionava a televisão, época em que as pessoas se reuniam na casa do vizinho ou se aglomeravam em praças para terem acesso à programação de tevê. Em 2014, vivemos em um mundo digital, informatizado, com satélites, além de globalizado. Não existem mais condições para que o Brasil e seu povo fiquem à mercê de corporações de comunicação privadas cujos donos não têm o mínimo compromisso com o País. Ao contrário, associam-se a interesses estrangeiros e lutam, diuturnamente, contra o desenvolvimento do Brasil e a emancipação do povo brasileiro desde os tempos do estadista trabalhista e nacionalista Getúlio Vargas.

Esses empresários bilionários agem e atuam nos bastidores do estado nacional (STF, Congresso e Ministério Público) e através de seus meios de comunicação, que se transformaram no maior e mais poderoso partido político de oposição e de direita deste País. E não poderia ser ao contrário, porque sabedores que o PSDB, o partido que vendeu o Brasil e desempregou o povo brasileiro, não tem condições de enfrentar o PT e convencer os eleitores brasileiros no que diz respeito aos números sociais e econômicos dos governos tucanos. As comparações entre os governos do PT e do PSDB são inviáveis para a direita hoje retratada nos tucanos de São Paulo, de Minas Gerais e no DEM, o pior partido do mundo, e o PPS, partido-vagão e arremedo de agremiação política que envergonha os comunistas e os socialistas de todos os tempos.

Estava a pensar: É impossível que a família mais rica do Brasil, segundo a revista Forbes, e que controla uma fortuna pessoal ou particular de US$ 28,9 bilhões não se considere forte o suficiente para enfrentar governantes eleitos pelo povo e combater sem trégua o projeto de País e os programas de governo aprovados pela maioria da população nas urnas. Evidentemente que essa gente riquíssima não respeita a soberania popular, o poder magno, conforme a Constituição de 1988. Não tem como uma oligarquia midiática, monopolista respeitar as regras constitucionais e muito menos se subjugar às leis do País ou simplesmente considerar como legal o jogo democrático em um País que preza o estado de direito.

Como a família Civita, a dona do Grupo Abril e a 11ª família mais rica do Brasil, com uma fortuna pessoal de US$ 3,3 bilhões, de acordo com a Forbes, vai respeitar as regras eleitorais, a legalidade democrática, se ela, por intermédio de um de seus empregados, é acusada de se aliar ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, a ter como objetivo desestabilizar o Governo Federal (vale lembrar a queda do ministro dos Esportes, Orlando Silva, dentre outros), bem como a tentativa de derrubar o governador do DF, Agnelo Queiroz, que teve de ir à CPI do Cachoeira/Globo/Abril (este é o nome mais adequado para a CPI) e mostrar por “A” mais “B” que nunca teve quaisquer envolvimentos com o poderoso bicheiro.

O depoimento do governador petista foi tão contundente que a imprensa de negócios privados parou de encher o saco e passou a evitar o assunto, pois dois de seus editores-chefes estavam envolvidos até a medula com o bicheiro Cachoeira e seu subalterno e porta-voz no Senado, senador cassado e promotor Demóstenes Torres (DEM), considerado pela imprensa familiar e empresarial como o varão da moral, da ética e dos bons costumes. Nada como um discurso à moda lacerdista para ser logo derrotado e desmascarado. O moralismo barato, manipulador e mentiroso da direita não convence a ninguém, porque não possui essência, pois peca pela ausência da verdade.

Essa gente sempre agiu assim. E sabe por quê? Porque a direita não tem programas e projeto para este País e seu povo. Nunca teve e nunca o terá. Os conservadores se importam com as “elites” e seus interesses mesquinhos e de classe. A direita é traidora, sempre traiu o povo no decorrer da história, porque ela é a inquilina da Casa Grande, subalterna e subserviente aos interesses internacionais, bem como apátrida, porque sua pátria é o dinheiro e os bens materiais. O candidato da direita, o senador Aécio Neves, não tem discurso programático e muito menos projeto para o Brasil. Ele é vazio como um vaso sem terra e planta. Não suporta um debate mais sério, pois, como já afirmei, ele, o PSDB e seus aliados não tem propostas e pouco se importam com isso. Pode acreditar.

Enfim, chego à conclusão que é imperativo ao Governo Federal e às pessoas que querem um País realmente democrático ponderarem seriamente sobre a questão da Lei das Mídias para o Brasil, País que merece a efetivação de leis que representem a maioria e os interesses legítimos do povo brasileiro. O marco regulatório para o setor midiático não significa apenas uma questão de regulação e regulamentação. É um assunto mais complexo. Aprovar o marco e efetivá-lo é uma questão de autonomia e independência do povo brasileiro e de segurança institucional e constitucional. O estado democrático de direito, promotor de nossa democracia, é regido pela Constituição de 1988. E está lá, no Capítulo V da Comunicação Social, Artigo 220, § 5º - Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.

O problema é que os oligarcas dos meios de comunicação e seus feitores que defendem seus interesses e pensamentos confundem, propositalmente, a população, pois o propósito é conquistar apoio para suas causas, péssimas, por sinal. Eles sempre se utilizam de frases feitas e mais do que desgastadas, como “o Governo lulopetista quer censurar os meios de comunicação”. “Os comunistas do PT querem acabar com a liberdade de imprensa”. “É um atentado dos ‘petralhas’ contra a liberdade de expressão”. E por aí vai... Como se todo mundo fosse bobo, alienado ou não soubesse do que se trata, como, por exemplo, não ter a consciência de que os magnatas bilionários de imprensa, eles, sim, que atentam contra a democracia com a finalidade de manter o status quo, ou seja, seus benefícios e privilégios. Ledo engano.

Grupos, associações, entidades e instituições têm a compreensão do que se trata quando se fala sobre a aprovação do marco regulatório para as mídias no Brasil, porque os Estados Unidos, a Argentina, a Inglaterra, a França e a Alemanha, somente para citar esses países, já efetivaram seus marcos regulatórios. Afinal, o seguro morreu de velho. Ficar à mercê de empresários midiáticos bilionários, que querem transformar suas empresas em um estado dentro do estado nacional é realmente o fim da picada.

O governante ou governo que tergiversar e remediar sobre esse assunto tão importante é porque realmente deve estar a fim de ser vítima de um golpe de estado armado ou de um golpe parlamentar ou judicial, sendo que estas modalidades de crimes institucionais e constitucionais são as que atualmente estão na moda, a exemplo de Honduras e Paraguai. A verdade é que o marco regulatório para as mídias é questão de segurança social e estabilidade democrática para o Brasil e seu povo. Um eventual segundo governo de Dilma Rousseff vai ter de enfrentar esse assunto de frente e com coragem. E dentre as virtudes de um governante, as principais são a coragem e a sabedoria. Não dá mais para protelar. É isso aí.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Vilania e covardia: as armas usadas contra o PT

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre



De agora em diante e cada vez mais a direita brasileira, herdeira da escravidão e violenta por natureza, vai brandir seu tacape com mais ferocidade contra o Governo trabalhista do PT. A intenção é destruí-lo e para isso não haverá limites e muito menos ponderação contra as conseqüências que é a desconstrução e o aniquilamento do partido mais importante e organizado da história do Brasil, forjado nas lutas sociais e de classes, bem como vinculado a inúmeros setores e segmentos da sociedade.

O PT não somente dos operários, mas também força e voz dos intelectuais das universidades federais, que, juntamente com a Igreja Católica progressista e suas Comunidades Eclesiais de Base (CEB), com opção preferencial pelos pobres, fundaram o partido mais popular do Brasil em todos os tempos, a superar, inclusive, o grande Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, San Tiago Dantas e Alberto Pasqualini. O PTB, construtor da Vale do Rio Doce, da Petrobras, da CSN, e formulador da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O Partido dos Trabalhadores, herdeiro do PTB, porém, mais orgânico, porque presente em quase todos os setores da sociedade e, consequentemente, a agremiação política mais democrática e que nunca, mesmo a controlar a Presidência da República há 12 anos, reprimiu quaisquer movimentos sociais e reivindicações de trabalhadores, ao contrário do que se sucedeu no governo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que afundou o Brasil três vezes, porque foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, pois com o pires nas mãos.

O PT é alvo constante de uma das classes dominantes mais perversas e violentas do mundo: a brasileira. A classe que passou séculos a disfarçar sua natureza mórbida, seu caráter mau, seu juízo de valor racista, bem como seu diabólico preconceito de classe, que se baseia na intolerância, que a leva à violência. Os grupos econômicos, os midiáticos, em especial, os partidos que rezam pelas cartilhas dos ricos e dos interesses de governos internacionais (EUA/UE) são os combustíveis, a força motriz que edifica muros e implanta cercas para impedir que o Brasil seja, de fato, independente e que seu povo se emancipe definitivamente.

Com o fim do PTB como partido trabalhista, em plena redemocratização do País, no início da década de 1980, surgiu o PT, a partir da vontade e do desejo dos trabalhadores do ABCD paulista, à frente o operário Luiz Inácio Lula da Silva, que décadas depois se tornaria um dos presidentes mais populares da história do Brasil, a rivalizar com o estadista Getúlio Vargas. Lula deixou a Presidência com mais de 80% de aprovação, índices maiores que o do famoso político comunista e revolucionário, Nelson Mandela, quando terminou seu mandato de presidente da República da África do Sul.

Contudo, e apesar de tudo, o campo da esquerda trabalhista sempre foi combatido ferrenhamente pela direita brasileira, com o apoio e a cumplicidade dos grandes capitães da indústria e dos banqueiros internacionais, os mesmos que elegem os presidentes dos Estados Unidos e dos principais países europeus, hoje decadentes para a infelicidade da “elite” brasileira e de seus coxinhas de classe média amestrados, mas ferozes, que replicam, muitas vezes sem saber por quê, os valores e os princípios da classe dominante da qual essa gente formalmente mediana jamais vai fazer parte. Assunto para a psiquiatria resolver.

Entretanto, o que está em jogo não é somente a existência do PT, o partido nascido revolucionário e que hoje, sem sombra de dúvida, transformou-se em uma agremiação política reformista, que formalizou alianças com setores conservadores, para, prioritariamente, vencer as eleições de 2002, depois conseguir a maioria no Congresso, e, por seu turno, poder governar. Governabilidade que seria impossível de acontecer no primeiro Governo de Lula, que quase sofreu um golpe no ano de 2005, quando o presidente trabalhista teve que ameaçar ir às ruas, ao afirmar aos seus ministros: "Olhem, vocês fiquem aqui porque essa gente vai me enfrentar é na rua".

Posteriormente, Lula afirmou: “Se a direita quer luta de massas, vamos fazer luta de massas”. Acontece que o problema maior do PT é que a direita esteve no poder durante séculos e a máquina estatal ainda “pertence” à burguesia, tanto em âmbito federal quanto nas esferas estaduais. Não é à toa que hoje um partido de vocação democrática e voltado às massas se depare com um processo de destruição de sua imagem e as prisões injustas e sem provas contundentes para colocar em presídio lideranças petistas históricas e que influenciaram na construção de um partido com vocação para governar e lutar para distribuir renda e riqueza.

Um partido de massas que, sobremaneira, não agrada aos donos dos meios de produção e que ainda controlam setores influentes de partidos políticos conservadores, do Executivo, do Judiciário, do Congresso e do Ministério Público Federal. O Estado burguês em toda sua intolerância e violência política e de coerção contra setores e segmentos populares que ousaram colocar a cabeça de fora do quadrado estabelecido no decorrer de séculos pelas classes dominantes.

As mesmas que escravizaram seres humanos durante quase quatro séculos, porque, evidentemente, não toleram e demonstram inconformismo com a ascensão social de milhões de miseráveis, que superaram ou transpuseram a linha de pobreza, bem como o ocorrido com os pobres, a classe média baixa e setores da classe média tradicional, que passaram a ter o direito de consumir, de forma plena, e a cooperar para que a roda da economia gire sem parar, e, consequentemente, a permitir, ininterruptamente, que nos últimos 12 anos fossem criados cerca de 20 milhões de empregos, realidade que transformou o Brasil em um dos mercados internos mais poderosos, pujantes e atrativos do mundo.

Se alguma pessoa de direita ou simplesmente incrédula não acredita nos fatos, faça, então, o favor de se levantar de seu sofá e pergunte aos empresários e a seus gerentes, mesmos os reacionários e ingratos, o quanto de dinheiro eles ganharam nos últimos 12 anos com o País sob a batuta dos presidentes trabalhistas Lula e Dilma Rousseff. Ponto! Enquanto isso, a Europa Ocidental, referência da classe média coxinha e dos ricos empedernidos e portadores de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, pois colonizados desde os tempos do capitão-mor e fidalgo Pedro Álvares Cabral, está a enfrentar, desde o ano de 2008, uma crise sem precedente, que superou, inclusive, o crash de 1929, que levou a economia dos Estados Unidos e de países europeus à bancarrota.

Depois de anos a ser apedrejado pelo poderoso sistema midiático privado, alinhado aos interesses de classe e internacionais, o PT finalmente percebeu, talvez tardiamente, que não apenas a imprensa de negócios privados e alienígena se contrapõe aos seus programas de governo e projeto de Pais, mas, sobretudo, agentes do estado brasileiro com poder decisório, de mando, que rivalizam com o PT e o Governo trabalhista, porque filhos diletos e fiéis da burguesia nacional, a exemplo dos juízes do STF e STJ, dos promotores e procuradores, de muitos delegados da Polícia Federal, bem como generais, almirantes e brigadeiros, politicamente e ideologicamente conservadores.

Esses grupos políticos e quase anônimos se juntam, discretamente, aos partidos de direita e aos magnatas bilionários de todas as mídias, em uma frente política que age e atua como formiguinha e atenta, ordinariamente, contra o estado democrático de direito, a Constituição e a democracia, sem se prenderem a questões institucionais e éticas, porque a briga pelo poder vai muito além do jogo democrático e das regras e normas eleitorais vigentes. Esse modus operandi é como uma colcha de retalhos onde os desenhos são disformes e se misturam como se fossem um só, a impedir a percepção e o discernimento de quem tenta distinguir as figuras da colcha ora observada, que na verdade trabalham nos bastidores do poder.  

A direita domina e conhece como ninguém esses mecanismos, pois fez caixa dois a vida inteira, além de contar com a permissividade de pessoas que controlam os órgãos de repressão e fiscalização. Tanto é verdade que nenhum dos principais membros dos que transitam pelo espectro da direita está preso ou a responder processos, que são publicados em manchetes da mídia venal quando se trata do PT. A imprensa de mercado e de natureza golpista jamais vai dar repercussão às tramoias, aos golpes e aos crimes de seus aliados políticos, pois eles o são instrumentos de defesa dos interesses da burguesia nacional e internacional. Para quem não sabe ou finge não saber desse processo hipócrita e draconiano, é exatamente dessa forma que a banda toca. Ponto!

Quando juízes e promotores, a exemplo de Marco Aurélio de Mello, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel, entre outros, imputam culpas a terceiros sem terem em mãos provas inquestionáveis, bem como deitam falação sobre a vida política do País, além de asseverarem opiniões ao público sobre fatos e questões de pessoas que estão a ser julgadas por eles, realmente não se pode tergiversar sobre a má conduta dessas autoridades. Tais indivíduos, na verdade, não são apenas agentes de estado concursados ou nomeados. Sobretudo, são políticos, que, obviamente, têm lado, preferência e cor, do jeito que ensinaram seus pais, as escolas que frequentaram, as igrejas em que rezaram e a classe social a qual pertencem.

Eles se aproveitam de seus cargos para defenderem suas ideologias, preferências políticas, bem como favorecer seus aliados, atualmente exemplificados nos tucanos, que até hoje não foram objetos de julgamento do mensalão do PSDB, que é mais antigo do que o do PT, este que, evidentemente, nunca existiu, porque nunca foi juridicamente comprovado, mesmo com a arbitrariedade do “domínio do fato” imposto por juízes e promotores de direita, que detestam o PT, os trabalhistas, os socialistas e lutam diuturnamente contra a ascensão social do povo brasileiro. E por quê? Porque se tem uma coisa que essa “elite” infame e perversa detesta, mais do que ver o pobre melhorar de vida, é ter de dividir seu espaço com aqueles que ela considera seus empregados e por isso pessoas inferiores.

Nada como a declaração da dondoca Danuza Leão quando disse que ficou sem graça ir a Nova Iorque ou a Paris e ter que encontrar na rua o seu porteiro. Para a socialite, viajar ao exterior ficou sem graça, porque a “graça” era exatamente não ver a cara de gente pobre. É dessa maneira que funciona a cabecinha preconceituosa e arrogante dessa gente, que, equivocadamente, considera sua classe acima das outras quando na verdade é a classe dos trabalhadores que carrega quaisquer nações nas costas.

Danuza é um blefe, como o é também a classe dominante, que prega a separação entre as pessoas, porque aposta em um País VIP, disposto a trabalhar e dar lucros para poucos, que, sectários e insidiosos, preferem ver o mundo pegar fogo a ter que conviver com as desigualdades, e, mais do que isso, aceitar que os desiguais e os diferentes sejam tratados de forma desigual e diferente, porque somente com esse propósito se alcançará a igualdade e a paridade entre as pessoas, porque afinal a maioria deseja e quer um País de classe média, como acontece nos Estados Unidos e na Europa, tão admirados pelos coxinhas reacionários de classe média, que adoram ir também a Orlando para ver o Mickey e poder bancar o Pateta.

O PT é o alvo da direita. José Dirceu está preso, encarcerado e mesmo assim não sai das manchetes de conotações mequetrefes e não consegue sair da prisão para trabalhar. O político petista foi punido pelo plenário do STF com uma pena de regime semiaberto. O senhor condestável juiz Joaquim Barbosa não permite que o preso tenha seus direitos constitucionais e penais respeitados. Joaquim Barbosa atende aos desejos da direita brasileira e tem como seu porta-voz principal as Organizações(?) Globo, aquelas empresas midiáticas dos Marinho que teimam ousadamente interferir no processo político brasileiro.

A empresa golpista de 1964, além de ter sido protagonista do caso Proconsult que quase roubou a eleição de Leonel Brizola em 1982, bem como editou criminosamente o último debate entre Lula e Collor, em 1989, a favorecer o segundo a apenas dois dias da votação. Interferiu também em 2006 e 2010 quando ajudou a levar os candidatos tucanos, seus aliados e cúmplices, ao segundo turno. Quem não se lembra do caso rastaquera e mequetrefe da bolinha de papel, que quase “causou” um “AVC” em José Serra e desmascarado por uma reportagem do SBT?

Agora, o senhor midiático e mais vaidoso do que um pavão, juiz Marco Aurélio de Mello, resolve afirmar que o PT pagou com o fundo partidário a defesa de seus militantes condenados por causa do “mensalão”. Até hoje tal caso não foi juridicamente comprovado, para o desgosto da magistratura que o condenou sem provas e que, no futuro, por intermédio da História, vai ter sua atuação e ação duramente questionadas. Afinal, Joaquim Barbosa, por exemplo, criou sua própria jurisprudência e resolve, a seu bel-prazer, prender e libertar quem ele quiser e desejar, pois, sois rei, sois rei, sois rei!... E que se dane a jurisprudência brasileira e a legalidade do estado de direito.

Em plena democracia, juízes se transformam em algozes, verdadeiros verdugos e assombram a quem discorda de tanta arbitrariedade e casuísmo em plena democracia. E tudo isso para derrotar o maior partido criado no Brasil em todos os tempos — o PT. Evidentemente, que toda instituição, agremiação política, associação, empresa pública ou privada, entidade possui em seus quadros pessoas que incorrem em erros, malfeitos, corrupções e crimes. E o PT, a exemplo de outros partidos, também está à mercê de malfeitores.

Porém, é inadmissível, além de ser uma grande covardia, tratar um partido da grandeza histórica do PT como um covil de malfeitores quando sabemos que a Polícia Federal nunca prendeu tanto, investigou tanto exatamente nas administrações do PT. Quem duvida, levante-se do assento e acesse os sites da Polícia Federal e do Ministério da Justiça. Verifique e veja, e pare de falar bobagem por acreditar na imprensa corporativa e corrupta. Não engravide pelos ouvidos. Compare os números de prisões entre a PF do PT e a PF do PSDB. São incomparáveis, porque os governantes trabalhistas realmente combateram a corrupção.

O PT está a ser sufocado e mal consegue respirar. Não é fácil enfrentar o status quo, o establishment, que enfrentam o Governo a partir das entranhas do próprio estado. Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, de tempos em tempos, enfatizam dúvidas a respeito do PT e de seus integrantes à imprensa alienígena. Gilmar disse certa vez que a vaquinha do PT para pagar multas dos petistas presos poderia ser lavagem de dinheiro. Um absurdo, mas calculado para gerar polêmicas, virar manchetes de jornais e causar mais desgastes à imagem dos presos e do partido junto à população.

Já Marco Aurélio, ainda presidente do TSE e que deixou recentemente o cargo ao ser substituído pelo ministro Dias Toffoli, afirmou que o PT bancou a defesa dos réus da Ação Penal 470. A declaração do juiz foi publicada no Estadão, um jornal provinciano, reacionário ao extremo e que até hoje o seu proprietário pensa que está a viver no período da República do Café com Leite. Lamentável, é o que eu tenho a dizer, porque a prestação de contas do Partido dos Trabalhadores ao Tribunal Superior Eleitoral foi vazada. A intenção é sustentar a tese de que a agremiação trabalhista e socialista pagou a defesa dos réus com o dinheiro do fundo partidário.

Agora, as perguntas que se recusam a calar: “Quem cometeu o crime de vazar informações sigilosas do PT enviadas ao TSE cujo presidente era o vaidoso e direitista juiz Marco Aurélio de Mello”? Por que o PSDB, por exemplo, ou o DEM ou o PPS não tiveram suas contas vazadas por “alguém” do TSE ao Estadão? Pago um chopp para quem descobrir ou adivinhar quem foi o tosco, o leviano, o imprudente que faz política sem ser candidato a nada e resolve, arbitrariamente, vazar informações sigilosas sobre as contas do PT.

A verdade é que a direita quer também impedir o PT, o maior partido do Brasil e que administra o Governo Federal de ter direito ao fundo partidário. Seria cômico se não fosse trágico, bem como seria de bom alvitre que o PT parasse de ficar em estado de letargia e começasse responder à altura, inclusive por meio de denúncias, seja de quem for ou cargo que ocupe se, porventura, sentir-se prejudicado.

O PT não pode perder o poder de se defender, coisa que sempre soube fazer em sua história. Os parlamentares têm de ir para a tribuna das casas legislativas, a Secom tem de rebater acusações e ilações levianas, infundadas quando não mentirosas. E a Presidência da República tem de ir às televisões abertas e privadas e ocupar o tempo necessário para responder às acusações e denúncias que somente têm o propósito de desqualificar e desconstruir o Governo trabalhista e suas autoridades constituídas pelo povo, o verdadeiro dono da soberania dos governantes e deste País. A vilania e a covardia são as armas da oposição de direita contra o PT. É isso aí.