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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Folha reafirma o jornalismo de esgoto e sua vocação golpista — Questão de DNA


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

 
A Folha de S. Paulo, cujo falecido Octávio Frias a comprou em 1962, sempre foi um jornal burguês com viés “progressista”, a se considerar até “vanguardista”, quando na verdade sempre apoiou movimentos políticos reacionários, combateu duramente os presidentes trabalhistas e apoiou a ditadura mais longa e mais sanguinária da história do Brasil — a ditadura civil-militar de 1964, que durou 21 anos.

Octávio Frias, pai do atual dono da Folha, o Otavinho, antes de ser proprietário de jornal, era um dos acionistas-fundadores do Banco Nacional Interamericano (BNI). O banqueiro integrou as fileiras da Revolução de 1932, um movimento armado para derrubar o presidente trabalhista Getúlio Vargas, que prontamente reagiu ao golpe e derrotou a “revolução” dos cafeicultores e dos grandes proprietários de terras do Estado bandeirante, além de outros insurgentes de todo o País.

São Paulo sempre reagiu, com violência e propaganda negativa sistemática por intermédio de seus políticos e da imprensa de mercado, contra todos os mandatários trabalhistas que conquistaram a Presidência da República, a exemplo de Getúlio Vargas, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Leonel Brizola, que não foi presidente, mas, seguramente, foi um líder trabalhista dos mais emblemáticos e de grandeza nacional.

Agora, o Brasil 247 considera, por intermédio do título “Folha dá aula de leviandade em manchete“, que o diário de direita e partidário foi leviano quando publica, em sua capa e com letras garrafais, a manchete “Ex-diretor ligado a Lula continuará preso”. Nada mais mentiroso e manipulador. Verdade, os magnatas bilionários de imprensa e seus paus mandados e sabujos que vicejam nas redações dos jornalões e revistonas deste País, realmente perderam a vergonha e resolveram, definitivamente, elaborar um jornalismo de esgoto, que tenta ridicularizar a inteligência alheia e, consequentemente, chamar todos seus leitores de idiotas, inclusive os que são verdadeiramente idiotas.

Para a surpresa geral, não é que o texto da manchete mequetrefe e espertalhona não cita o ex-presidente trabalhista uma única vez? Pois é... É dessa maneira que a imprensa da casa grande toca sua flauta, sem se preocupar ao menos com sua credibilidade, porque a verdade é que nada mais importa, a não ser desconstruir as imagens de Lula e Dilma, criminalizar a política, não permitir que as duas lideranças se movimentem para reagir ao linchamento moral, político e ideológico contra aqueles que essa oligarquia midiática trata como inimigos a serem destruídos.

Logo a Folha dos Frias, que cedeu seus carros à repressão da ditadura para carregar presos políticos, muitos deles torturados, segundo depoimentos de militantes de esquerda e de fotos de carros da Folha atacados pela resistência. Logo a Folha, que apoiou o golpe covarde de 1964 e que desde 2002, quando Lula venceu as eleições, combate o petista, diuturnamente, com manchetes mentirosas, como a de hoje, e matérias direcionadas para desqualificar e criminalizar os governantes do Partido dos Trabalhadores.

Políticos de esquerda que elevaram esta Nação poderosa e de língua portuguesa a um patamar de respeito internacional nunca visto antes, bem como praticamente erradicaram a fome e a miséria no Brasil, conforme relatórios da FAO e os números e índices do IBGE, além de criarem 20 milhões de empregos em 12 anos e meio. Realidades que a direita brasileira jamais conseguiu realizar, porque a ela não interessa e nunca interessou emancipar o povo e libertar o Brasil de suas amarras de País colonizado e subalterno aos ditames da gringada que age até hoje como piratas.


Como assim, cara pálida? Ex-diretor ligado a Lula continuará preso? Ligado a Lula? Então o Alexandrino Alencar, o tal diretor, é também ligado a todo mundo, até porque o cargo dele na Odebrecht é de Relações Institucionais, ou seja, comunicar-se com as empresas, com os governos e com as pessoas é uma função inerente ao seu cargo. Ponto. Então a manchete rastaquera e maliciosa da Folha deveria também constar nomes como o de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal —, que já afirmou que seu instituto, o IFHC, recebeu dinheiro de empreiteiras, e eu acrescento: também de banqueiros e de estatais controladas pelo PSDB, a exemplo da Sabesp. A informar: dinheiro público.

A hipocrisia e a manipulação da notícia são gritantes. A sordidez e a perfídia são de tal tamanho que não cabem na capa do jornal Folha de S. Paulo. Poder-se-ia dizer que tal pasquim panfletário de direita realmente se esmerou para hoje publicar o verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto. Realmente, o Otavinho e seus editores estão de parabéns. Superaram todas as expectativas de como não deve fazer jornalismo. Sugiro até que a capa da Folha seja uma referência de mau jornalismo nas escolas de comunicação e jornalismo espalhadas por todo o Brasil. Os estudantes iam aprender muito sobre manipulação, dissimulação, partidarização, ideologização, e, principalmente, sobre mentiras.

Então tá... O Alexandrino da Odebrecht preso, reafirmo, é diretor de Relações Institucionais e a Folha, tão ingênua e pura, considera que o diretor é ligado somente ao Lula, mas não ao FHC, à própria Folha, que se comunica e se relaciona com instituições, empresas e pessoas, bem como tal diretor se comunicou, no decorrer dos anos, com autoridades de vários governos, com empresas públicas e privadas, inclusive com os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas e seus principais executivos. São fatos óbvios e evidentes. Somente um completo mentecapto ou beócio pensaria o contrário. Durma-se com um barulho desses.

O trabalho de Alexandrino Alencar é de servir como ponte entre a Odebrecht, a maior empreiteira do Brasil, portadora de conhecimento tecnológico e científico e que fez deste País um exportar de serviços de construção internacional. O resto é política rasteira e de baixo nível perpetrada por empresas de comunicação entreguistas e alienígenas, que vivem da publicidade do poder público e de empresas privadas como a Odebrecht. Será que esses jornalistas e patrões pensam que todo mundo é idiota? Se pensam assim, estão totalmente enganados.

Agora vamos à pergunta teimosa e que se recusa a calar: quem vai investigar as contas e os negócios dos magnatas bilionários de imprensa? Cadê o juiz Sérgio Moro? Cadê o Ministério Público e a Polícia Federal? Cadê os joaquins barbosas e gilmares mendes da vida? Sumiram? Quer dizer que no Brasil os tucanos do PSDB (tem tucanos também no DEM, PPS, PMDB e PSB) e os donos da imprensa de negócios privados são inimputáveis? Os escândalos são inúmeros, a exemplo dos mais atuais, porque os antigos até hoje não foram investigados quando, não, arquivados.

Indícios e acusações de corrupção como nos casos do HSBC, da Operação Zelotes, do Trensalão, do Metrozão, da Lista de Furnas, dos aeroportos do senhor Aécio Neves, do avião do Eduardo Campos, da seca de São Paulo e da Sabesp, dentre inúmeros outros escândalos, que atingem banqueiros, donos e executivos de rádios, televisões, jornais e revistas, além de artistas globais etc. etc. e tal. Somos todos idiotas? O brasileiro é idiota? É isso? É dessa forma que a PF e seus delegados aecistas, bem como os procuradores-gerais, os promotores partidários, os ministros do STF e juízes de primeira instância, como é o caso de Moro, vão tratar o povo brasileiro? Como idiota e burro?

Essa gente arrogante e que deseja governar no lugar dos eleitos considera, equivocadamente, que grande parte da população não percebe que somente um lado é investigado e punido, enquanto o outro, a seu bel-prazer, deita falação hipocritamente moralista e ainda voa em um avião da FAB para fazer patetadas e pataquadas dignas de uma grande molecagem, agora em âmbito internacional e ainda tem suas atitudes irresponsáveis acobertadas e elogiadas por uma imprensa empresarial que apoiou e foi cúmplice de um regime ditatorial que até torturava.

A manchete da Folha não condiz com o conteúdo da matéria. O propósito de tal título foi o de manchar a imagem de Lula e de envolvê-lo em mais um caso de corrupção. Esses caras das mídias corporativas vão jogar sujo, até o ano de 2018, sem parar, de forma intermitente e incansável. Estão dispostos a impedir que Lula seja candidato.

E, se o for, vão implementar uma caixa de ressonância de boatos, mentiras, manipulações e patifarias, que até mesmo suas redações vão exalar o cheiro pútrido do verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto. Vai ser difícil aguentar o mau cheiro ao se elaborar estratégias políticas perversas e manipuladoras durante as reuniões de pauta. Quem tiver nariz, que se prepare. A Folha se superou. Questão de DNA. É isso aí.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Lula não será preso. A imprensa ladra e Moro ainda não endoidou, apesar das controvérsias



Por Davis Sena Filho — Palavra Livre




O juiz federal de primeira instância, Sérgio Moro, juntamente com seus correligionários e cúmplices ideológicos e partidários, os políticos do PSDB e os delegados aecistas da PF do Paraná, que xingaram desrespeitosamente o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff pelo facebook, no decorrer das eleições de 2014, tem muita vontade de mandar prender o maior e mais popular presidente da República da história do Brasil, somente a se comparar com o líder petista, o presidente igualmente trabalhista, o estadista Getúlio Vargas.

Moro é um juiz de primeira instância e faz o que quer e o que lhe aprouver. Ponto. Depois de prender pessoas por meio da delação premiada, que é um meio e jamais um fim no que relativo à jurisprudência, tal juiz agora demonstra que, antes de a possibilidade de destruir o PT e desconstruir o mandato de Dilma Rousseff, necessário se faz demolir o Brasil e tudo o que até agora foi conquistado, a partir da ascensão de presidentes trabalhistas ao poder central.

Como juiz de primeira instância, Moro se fez magistrado de última instância, porém, o único e capaz de fazer com que os tribunais superiores se calem, porque também a eles interessam a desqualificação e desmoralização do Governo Trabalhista e a destruição, inapelavelmente, da candidatura Lula, em 2018. A arrogância desse juiz e sua falta de prudência sobre as prisões ora realizadas, remonta aos tempos da ditadura, só que agora em uma nova roupagem, em que os juízes e os promotores se transformam em zorros de capas e espadas e determinam como os governos e os eleitos do povo brasileiro, em âmbito presidencial, devem governar, bem como decidir sobre seus programas de governo e projeto de País.

Inacreditável o mandonismo desenfreado de um juiz que sequer é questionado pelos magistrados de tribunais superiores, bem como não é combatido em seus deslizes autocráticos pela OAB, que, timidamente, o questiona, sem, no entanto, repercutir à sociedade brasileira os desmandos desse juiz do Paraná, que objetiva desconstruir tudo o que já foi conquistado pela população, além de fazer o jogo de uma direita irresponsável, que não se importa se o Brasil tenha prejuízos gigantescos, ao ponto de prejudicar a economia, diminuir os empregos e abrir as portas para empresas estrangeiras tomarem o lugar das brasileiras, como, por exemplo, as dos setores petrolífero, naval, construção civil e elétrico.

Há muitos anos a direita entreguista e apátrida deste País luta para chegar ao poder e, posteriormente, abrir o mercado interno brasileiro sem qualquer proteção, além de viabilizar uma diplomacia colonizada e subserviente, pois alinhada automaticamente aos interesses dos Estados Unidos e, consequentemente, permitir que o Mercosul, a Unasul, os Brics, as alianças comerciais bilaterais com os países africanos, do Oriente Médio e asiáticos caiem por terra.

A oposição conservadora exala ódio e intolerância por todos seus poros e pelos cantos do Brasil. A direita tem por meta estancar o desenvolvimento social, a distribuição de renda e riqueza, e, por sua vez, deixar mais lenta a inclusão dos pobres, porque o propósito é atender às demandas das grandes corporações econômicas e financeiras internacionais, além de favorecer os interesses do Departamento de Estado e da Presidência da República dos Estados Unidos.

E nada mais objetivo do que colocar o Lula na mira de alça e fazer com que a esquerda recue e fique temerosa de lutar pelo poder. Realidades e fatos históricos como os de hoje lembram, e muito, os bastidores e as crises pretéritas às quedas de João Goulart, de Getúlio e, posteriormente, o suicídio do gaúcho estadista. A radicalização político-ideológica é extremamente perigosa para a jovem democracia brasileira. A oposição irada e sistemática da imprensa burguesa dá uma conotação real de um embate sem trégua por parte de uma oposição reacionária, que até hoje não se conforma de ficar 12 anos e meio sem controlar o Governo Federal e suas estatais e bancos públicos.

Por isso, a direita se mobiliza e, ousadamente, utiliza um avião da FAB para se aventurar em terras venezuelanas, provocar um governo democrático, eleito pelo povo e chamá-lo de ditadura, além de mentir ter sido molestada pelos partidários do Governo Bolivariano, quando a verdade é que a trupe de patetas cujo líder é o senador derrotado, Aécio Neves, praticamente apenas realizou um pouso naquele País do norte da América do Sul, com o intuito de criar situação política e ideológica de enfrentamento, além promover uma gritaria para constranger diplomaticamente o Itamaraty e o Palácio do Planalto.

Contudo, esses políticos irresponsáveis e que somente querem conquistar o poder para atender os interesses da plutocracia e, com efeito, receber as migalhas, tem a cumplicidade, o apoio e as ações de um Ministério Público e de uma Justiça que há muito tempo vestiram a camisa da oposição e se tornaram instituições partidarizadas, sem a mínima preocupação com em esconder suas intenções, porque, apesar de muitos brasileiros perceberem, juízes, promotores e delegados que se associaram ao PSDB e à mídia alienígena dos magnatas bilionários, sabem que a imprensa de direita vai sempre apoiá-los e protegê-los até que Lula, um dia, seja preso e moralmente destruído. Afinal, é muita ousadia um ex-operário se tornar presidente da República duas vezes e eleger sua sucessora duas vezes.

Enquanto Lula estiver vivo; enquanto o político nordestino e pernambucano, que mora em São Paulo há mais de 50 anos fazer política, vai ser impiedosamente perseguido. É a sina dos políticos trabalhistas e de esquerda deste País, que ousaram melhorar a vida do povo e não se submeteram e muito menos aderiram ou foram cooptados pelo establishment. Ponto.

Lula é politicamente e historicamente muito maior do que pensam a perversa e medíocre Casa Grande e a pequena burguesia analfabeta política, com ares de coxinha paneleiro frequentador de Miami. Muito maior do que pensa os capitães do mato da grande burguesia, das oligarquias, a exemplo de juízes como Sérgio Moro e Joaquim Barbosa e procuradores da estirpe de Geraldo Brindeiro e Roberto Gurgel. Não há, historicamente, termos de comparação real entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que mediocremente e lamentavelmente é um dos membros do Clube de Madrid, uma associação internacional de golpistas, de entreguistas e de ex-presidentes de direita que levaram à bancarrota seus países, processados pelos tribunais internacionais de direitos humanos e implantaram o neoliberalismo na América Latina, de forma que quase todos os países, inclusive o Brasil, faliram ou ficaram como pacientes de uma UTI econômica.

A resumir: venderam o patrimônio público, alinharam-se aos interesses dos países ricos e desempregaram seus povos. Para se ter uma ideia, o FMI tratava o Brasil como trata agora, como cachorros abandonados e sarnentos, a Grécia e Portugal. Uma lástima as políticas públicas desses irresponsáveis, que deveriam estar presos, ao invés de ficarem a deitar falação sem fim, apesar de seus governos fracassados, entreguistas, apátridas e traidores de suas nações. Quem lidera o Clube de Madrid é o presidente estadunidense, Barack Obama. E não poderia ser de outra forma, não é cara pálida?

Voltemos a Lula. O líder esquerdista fundou o PT, a CUT, o Foro de São Paulo, além de ser um dos fundadores do Brics, do G-20 e um dos políticos que mais tiveram influência para o fortalecimento da Unasul, do Mercosul e da Celac. Todavia, a direita brasileira quer o fim desse processo diplomático de autodeterminação dos povos e de independência dos países em relação às potências europeias e aos Estados Unidos.

A reação conservadora quer simplesmente destruir o Brasil para poder derrotar o PT, que, por conseguinte, tem de urgentemente fazer uma revisão sobre seus projetos e programas, bem como voltar ao seio de suas bases para se revigorar e, por sua vez, fundamentar e fortalecer a ideologia socialista e trabalhista, além de retomar suas bandeiras históricas deixadas de lado, como a reforma agrária ampla, o aumento das taxas e impostos sobre grandes fortunas, o controle mais duro das remessas de lucros, a elaboração de uma agenda comum com os movimentos sociais, com a CUT e o MST.

Além disso, fortalecer ainda mais o internacionalismo com os países da América Latina e do Caribe, promover a igualdade entre os gêneros, reduzir a jornada de 40 horas sem redução de salários, proteger as leis trabalhistas, e, principalmente, redemocratizar os meios de comunicação, a começar pela efetivação de um marco regulatório para o setor, que, autoritário e intervencionista, quer pautar os governos e governantes eleitos, além de querer impor seus ditames ideológicos e desejos econômicos acima dos interesses do povo brasileiro. O marco civil da internet foi aprovado, então, não há motivos outros e escusos para que o marco para as mídias também não seja implementado conforme reza a Constituição.

Sérgio Moro não vai prender Lula ou fazer com que Dilma seja levada ao seu impedimento. Os mandatários não cometeram crimes de responsabilidade e não meteram as mãos nos cofres do povo brasileiro para proveito próprio. No Brasil não se comporta mais travessuras judiciais que se parecem mais com uma chicana, ou aventuras irresponsáveis como dar golpes em presidentes constituídos e eleitos legalmente pela vontade soberana do povo. Sérgio Moro é juiz, e de primeira instância. Não é Deus e muito menos está doido. A imprensa de mercado ladra, mas há controvérsias. Uma virtual prisão de Lula acarretaria em uma comoção popular que não se sabe como acabaria. É isso aí.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Aécio e os patetas fazem molecagem na Venezuela para criar crise diplomática, pautar o debate e atacar Dilma

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Prólogo: Os patetas da oposição foram “salvar” a Venezuela do Governo Bolivariano. Exatamente o governo do presidente Nicolás Maduro, e, anteriormente, o do revolucionário Hugo Chávez, que livrou o povo da exploração e da roubalheira da oligarquia venezuelana ligada ao petróleo e aos bancos. Mais ridículo e insensato não poderia ser. Os nomes dos trapalhões da direita brasileira golpista e irresponsável, bem como iradamente inconformados com a quarta derrota eleitoral para o PT: Aécio Neves (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Agripino Maia (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

O desatino, a arrogância e o despropósito desses políticos foram tão cabotinos e surreais, que ainda voaram para o País bolivariano em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com o intuito de efetivarem a molecagem e a irresponsabilidade de confrontar um governo democrático, em solo estrangeiro, além de criarem uma quizumba e pataquada diplomática, que contou ainda com a cumplicidade e o apoio de uma mídia de mercado e partidarizada, que, imediatamente, tratou de repercutir a bazófia demotucana, como se tais senadores realmente representassem os interesses do Brasil, no que concerne à diplomacia com a Venezuela. Durma-se com um barulho desses.

A pergunta, então, é esta: o que esses homens tem em comum, além de serem ideologicamente de direita? Resposta: são reacionários; politicamente conservadores; não tem programas de governo e projeto de País para apresentar aos brasileiros; recusam-se, terminantemente, a pensar o Brasil, e, para finalizar, são títeres ou testas de ferro dos interesses das grandes corporações empresariais nacionais e internacionais, bem como subordinados e subservientes aos governos dos Estados Unidos e de meia dúzia de países da combalida Europa, que há sete anos enfrenta uma crise econômica tão séria, que emprego em certos países daquele continente se tornou um acontecimento comemorativo para quem consegue encontrá-lo, pois raro.

O inacreditável dessa palhaçada liderada por Aécio Neves, o playboy do Leblon, é que a imprensa dos magnatas bilionários dá uma conotação de crise entre os dois países, quando, na verdade, não existe crise alguma, a não ser o movimento tucano, que cria situações políticas em forma de farsa, porque farsantes. A verdade é que a metade ou mais das pessoas que se informam pelas mídias comerciais e privadas dos magnatas bilionários são mal informadas, porque recebem notícias que distorcem os fatos e as realidades, quando não, simplesmente, mentirosas.

Duvido que a classe média coxinha brasileira, por exemplo, saiba, de fato, quem é o empresário venezuelano e político, Henrique Capriles, bem como saiba, com conhecimento de causa, quem é o extremado à direita, Leopoldo López, que está preso por ter liderado um movimento político e armado violentíssimo, que causou dezenas de mortes de ativistas políticos pró-governo e de oposição, além de dezenas de agentes públicos terem sido também assassinados.

A Venezuela, de Maduro, teve de conviver com a violência e mortes, bem como sofreu prejuízos econômicos e financeiros de altíssimas montas, ao ponto de a economia do País entrar em recessão, além de experimentar a diminuição da oferta de alimentos nas prateleiras dos mercados e, por conseguinte, ter de o governo lutar, incessantemente, para estancar a inflação.

Para quem não compreende o que ocorre naquela nação, desde que Hugo Chávez chegou ao poder na Venezuela, nos idos da década de 1990, as tentativas de golpes são constantes e violentas, razão pela qual se torna muito difícil governar, assim como tratar de desenvolver o país, apesar dos altos índices de alfabetização, de melhoria na saúde e dos avanços sociais que acontecem em todos os segmentos, porque o dinheiro do petróleo, que era destinado a privilegiar e beneficiar os inquilinos da casa grande venezuelana e os trustes internacionais, agora parte dele é direcionado para promover o desenvolvimento social e econômico de sua população.

Enquanto isto, as famílias midiáticas da Venezuela, do Brasil e, evidentemente, da América Latina e Estados Unidos, continuam a manipular e distorcer as notícias sobre a Venezuela, por intermédio de uma propaganda sistemática e perniciosa, que transforma a mentira em verdade e a desinformação como algo digno de ter crédito, ao ponto de as pessoas tecerem críticas absurdas e encolerizadas contra o governo bolivariano, sem ao menos ouvir o outro lado ou ter pelo menos a sensatez de viajar para Caracas e verificar in loco como se encontra a situação do povo venezuelano, bem como tentar compreender os embates políticos e armados que por lá acontecem desde que a oligarquia petrolífera foi apeada do poder.

Acreditar apenas nas palavras e nas opiniões de jornalistas, empresários e políticos brasileiros de perfis conservadores, sem se dar o trabalho de ouvir o outro lado para pensar e ponderar é a mesma coisa que dar comida a lobos esfaimados, sem se valer de proteção para quem alimenta as feras não fique sem as mãos. E assim caminha a humanidade, no caso de Aécio Neves e seus gogoboys da política rasteira e espertalhona, que visa apenas bagunçar ainda mais o que já está difícil de administrar em termos governamentais, tanto aqui, no Brasil, quanto na Venezuela.

Leopoldo López, a quem Aécio Neves e seus gogoboys foram “libertar” é líder de grupos que cometeram assassinatos e rasgaram a Constituição para cometer ações de assaltos ao poder. Literalmente. A cara de pau e a desfaçatez dessa gente são inenarráveis, pois o despropósito é incomensurável, porque essa trupe realmente não tem limites. Aécio, o playboy que foi impedido de ganhar seu brinquedo do Papai Noel de 2014, a Presidência da República, afirmou que foi à Venezuela para fazer “aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”. Nunca ouvi nada mais tosco e imbecil.

Então o Itamaraty, com a aquiescência da mandatária trabalhista, Dilma Rousseff, deveria se intrometer em assuntos internos de tal país, além de passar um pito no presidente Nicolás Maduro. Talvez enviar tropas brasileiras para ocupar o presídio onde está preso um delinquente perigoso e fascista, como o é Leopoldo López, que tentou derrubar um presidente eleito legalmente e constitucional, além de ser um testa de ferro dos Estados Unidos, inclusive ligado à CIA.

Apesar disso, Aécio e seus gogoboys da política rasteira e inconsequente, recebem apoio da imprensa golpista brasileira, que dá à sua movimentação política tão suja como uma pocilga uma conotação legal, mas, sobretudo, equivocada, porque até mesmo um completo débil mental ou analfabeto político sabe, de antemão, que Aécio Neves não iria libertar ninguém, bem como as narrativas de enfrentamento e despreendimento desse grupo que foi fazer uma pantomima irresponsável em Caracas, com a finalidade de produzir fakes para que a imprensa dos Marinho, dos Civita, dos Mesquita e dos Frias e dos Sirotsky tenha mais uma oportunidade de fazer política baixa e tentar, mais uma vez, pressionar o governo e, por sua vez, desconstruir sua imagem.

Essa viagem do mineiro-carioca derrotado por Dilma em 2014 passou de todas as medidas. Uma vergonha e embromação que realmente faz muita gente pensar do que esse playboy seria capaz se tivesse assumido a Presidência da República, a ter como seu ministro da Fazenda outro playboy, que atende pelo nome de Armínio Fraga, o pupilo do megainvestidor George Soros.

Vaiados por populares, os “capriles” e “leopoldos” brasileiros deram, ridiculamente, uma de heróis. Além de “libertar” um assassino golpista da dimensão de Leopoldo Lopez, os valentões da terra brasilis disseram também que iriam resgatar a liberdade de expressão e garantir eleições livres na Venezuela. Demagogia e bazófia pura e aplicada nas veias dessas personas mequetrefes e rastaqueras.

A verdade é que as eleições da Venezuela são realmente diretas e onde viceja a democracia popular e não a representativa, como ocorre no Brasil. O povo venezuelano decide o que quer, inclusive a parte da população que vota contra o governo bolivariano. Referendos e plebliscitos foram realizados aos montes naquele país do norte da América do Sul.

Enquanto no Brasil, quando o governo informou que tinha a intenção de organizar um plebiscito para que o povo desse sua opinião e votasse sobre a questão da reforma política, a imprensa corporativa e seus áulicos da Judiciário, do MP e do Congresso trataram imediatamente de abrir a boca e combater quaisquer chances de o plebiscito ser efetivado. Ponto.

A verdade é a seguinte: a farsa da viagem de Aécio Neves e seus gogoboys teve apenas uma finalidade: fazer da Venezuela um motivo para colocar o Governo Dilma na parede, agora em âmbito internacional, bem como pautar o debate político no Brasil, além de manter a agenda da oposição em pé de guerra. Aécio e seus gogoboys fizeram molecagem na Venezuela e abraçaram a causa golpista e violenta do assassino Leopoldo López. Esta é a alma da direita brasileira.

PS: O Globo, antes mesmo de a comitiva circense de Aécio Neves e seus gogoboys tentarem “libertar” Leopoldo Lopez, informou que tais “heróis” das causas “libertárias”, a exemplo de Agripino Maia, Ronaldo Caiado e Cássio Cunha Lima, foram impedidos de entrar na Venezuela pelo seu governo “ditatorial e perverso” — o que foi facilmente desmentido.

O Globo mentiu, descaradamente, para o público brasileiro e mundial, o que é crime para muitos juristas. Quem editou tal notícia publicada no Globo mentiu, e ninguém é processado. Bem feito! Quem manda o Brasil ainda não ter efetivado o marco regulatório para setor midiático, conforme reza a Constituição.

PS 2: Leopoldo López foi o responsável mais importante pelas “guarimbas”, que vem a ser os movimentos de ordem política e paramilitar, que mataram 43 pessoas e feriram outras centenas, muitas dessas vítimas gravemente.

López é um dos envolvidos no golpe de estado de 2002, que sequestrou o presidente Hugo Chávez, com o intuito de derrubá-lo do poder. O golpista truculento é também um dos signatários do decreto do golpe, que tratava, inclusive, de dissolver todas as instituições democráticas da Venezuela. Se algum desavisado e desinformado ou simplesmente reacionário não acredita, que pesquise e leia o decreto de essência ditatorial. É isso aí.  Fim.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Imprensa alienígena quer jogar Lula na lama e FHC no altar — Dois pesos e duas medidas

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Quando o presidente conservador, Fernando Henrique Cardoso, terminou seu segundo mandato presidencial, o tucano já tratava de questões pecuniárias sobre a criação do Instituto FHC (IFHC). A entidade para funcionar recebeu muito dinheiro, além de terem cedido um andar inteiro para que os trabalhos fossem realizados pelos seus funcionários e administradores.

A revista Época e a Veja, por exemplo, bem como os jornalões de direita e de oposição aos governos trabalhistas de Lula e Dilma, nunca trataram do assunto com conotação escandalosa, a dar uma repercussão à criação do IFHC, em uma atmosfera de ilegalidade e malfeitos, como o faz agora, partidariamente, com o Instituto Lula.

A entidade do líder petista recebeu dinheiro da empreiteira Camargo Correa, tal qual a de Fernando Henrique Cardoso, que também foi financiada pela Sabesp, uma empresa pública paulista, ou seja, o IFHC recebeu recursos provenientes de impostos e taxas, já que as estatais são sustentadas pelo dinheiro do contribuinte.

Contudo, a imprensa dos magnatas bilionários continua a trilhar por veredas repletas de perversidades e torpezas, manipulações e distorções dos fatos e das realidades, por motivo de já estar em campanha eleitoral a presidente da República desde o dia seguinte à vitória de Dilma Rousseff nas eleições de outubro do ano passado.

É assim que a banda toca nessas plagas, até porque até hoje não foi regulamentado o setor econômico de comunicação, que inclui as concessões públicas das mídias privadas, ideológicas e políticas dos magnatas bilionários de imprensa, conforme reza a Constituição deste País, que teima em empurrar certos temas com a barriga, a despeito do prejuízo causado à grande maioria da população brasileira.

O Brasil até hoje, passados 27 anos da promulgação da Carta Magna, ainda não possui um marco regulatório para o segmento midiático, cujos donos tratam o poderoso País de língua portuguesa, a sexta maior economia do mundo, como se fosse o quintal da casa (grande) deles.

É realmente o fim da picada a falta de atitude dos governos do PT quanto a regular um setor que está nas mãos de megaempresários que já demonstraram, no decorrer da história, não terem quaisquer compromissos com o Brasil, bem como, indevidamente e muitas vezes criminosamente, interferiram na política brasileira, como se fossem um partido de direita com vocação golpista. E, de fato, este processo draconiano acontece.

Por causa desse perfil e essência intervencionista, a imprensa de mercado que viceja neste País tenta emparedar o Governo Dilma, além de nos últimos meses estar repercutir uma campanha insidiosa e sem trégua contra o ex-presidente Lula, que, por intermédio de seu Instituto, tem respondido a altura às calúnias e às difamações provenientes de publicações direitistas e de oposição como a Época (Globo) e a Veja (Abril), duas empresas que há décadas vivem do dinheiro público e de empréstimos a juros baixos em bancos de fomento.

Duas pseudo-revistas de passado político deverasmente questionável, a começar pela associação de dois de seus editores-chefes que se aventuraram com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, cujo propósito era desestabilizar o Governo Dilma e o Governo do DF de Agnelo Queiroz.

E assim foi feito durante anos, até a cassação do senador do DEM, Demóstenes Torres, o “Plutarco” da imprensa familiar, também envolvido nesse esquema criminoso, fato este que cooperou para dar fim aos ataques desse grupo ilegal às autoridades do DF e do Governo Central, sendo que muitos caíram, pois perderam seus espaços, tiveram seus nomes jogados na lama, sem direito de defesa na imprensa corporativa e alienígena, como ocorreu com o ministro do Esporte, Orlando Silva. Depois ficou comprovado que ele não cometeu quaisquer malfeitos. Porém, já era tarde. Os inimigos do Governo conseguiram concretizar seus intentos.

Este é o método fascista praticado por esses meios de comunicação pertencentes a megaempresários que tem em suas contas bilhões de reais e que lutam para pautar o País e os mandatários eleitos pela vontade soberana do povo brasileiro. Tal método é aplicado agora contra o ex-presidente Lula, por ser ele um virtual candidato à Presidência em 2018.

Seu Instituto está a ser duramente atacado. Uma forma de desconstruí-lo, desqualificá-lo e, o mais importante, criminalizá-lo. É surreal. Uma imprensa empresarial criminosa, mentirosa e manipuladora, acusada de sonegar impostos e de se partidarizar, acusa Lula de ter recebido dinheiro para fazer funcionar seu Instituto, que não incorreu em quaisquer ilegalidades e muito menos recebeu dinheiro público, como aconteceu com o Instituto de FHC, que também recebeu dinheiro da Camargo Correa.

Dois pesos para duas medidas; e muito cinismo e hipocrisia aplicados nas veias! Esta é a imprensa comercial e privada brasileira e habitada por jornalistas que vendem a alma para se darem bem na vida. E a imprensa burguesa se considera séria! Seria cômico se não fosse trágico, ridículo e surreal. O Instituto Lula recebe financiamento legal de uma empreiteira para logo virar escândalo midiático.

Por sua vez, FHC — o Neoliberal I — recebe R$ 500 mil da Sabesp (empresa pública controlada pelo PSDB) e R$ 7 milhões das empresas Camargo Correa, Suzano, Grupo Gerdau, Klabin, Odebrecht, dentre outras empresas, porque foram 12 empresários, que adentraram o Palácio da Alvorada para que o Neoliberal I pudesse passar o chapéu e, consequentemente, obter dinheiro para poder criar o Instituto FHC.

Todavia, os recursos que o Instituto Lula recebeu são escandalosos para a imprensa de direita, evidentemente. Acontece que o Instituto Lula não cometeu quaisquer malfeitos, e a verdade é que essas acusações são fakes, ou seja, farsas montadas para que a imagem de Lula seja desmerecida e desconstruída perante o povo brasileiro. Como se o povo fosse burro ou pensasse de forma deturpada e distorcida, como os coxinhas paneleiros de classe média. Ledo engano. A imprensa familiar quer jogar o Lula na lama e o FHC no altar. Dois pesos e duas medidas. Lula não cometeu crime. É isso aí.     

terça-feira, 16 de junho de 2015

Aécio desce dos tamancos e abandona seu viés golpista

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Foto: Adriano Vizoni - Folha Press

Desde outubro de 2014 quando foi anunciada a vitória de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, o senador tucano Aécio Neves, do conservador PSDB, deu início a um processo de golpismo institucional, no qual o principal mote era o impeachment de sua adversária eleitoral, que, democraticamente e pela vontade das urnas, foi reeleita presidenta do Brasil pelo povo brasileiro, com 54.501.118 votos.
Com o apoio do partido da imprensa familiar e meramente empresarial, o tucano, que por duas vezes foi governador de Minas Gerais, sofreu outra derrota eleitoral em seu próprio Estado, desta vez seu candidato, o ex-deputado Pimenta da Veiga, perdeu para o petista, Fernando Pimentel, que ora está a fazer um pente fino nas contas do Estado mineiro, depois de quase 20 anos de desgovernos do PSDB, partido que continua ainda a mandar e a desmandar em estados importantes como São Paulo, Paraná e Goiás.

Contudo, e apesar de tudo, Aécio Neves “desistiu” do impeachment, mas durante quase oito meses apostou em golpe, a não reconhecer a vontade das urnas e a demonstrar cólera ou ódio de uma forma que não condiz com as tradições da política mineira, a começar pelo seu avô Tancredo Neves, um político moderado, voltado ao diálogo e que esteve na linha de frente de crises políticas radicais.

Crises violentas, que dividiram o País, a exemplo da posse de João Goulart, em 1961, bem como nos episódios da morte de Getúlio Vargas, em 1954, e do complexo acordo político para que ele vencesse o candidato oficial da ditadura, Paulo Maluf, em um colégio eleitoral que referendou e legitimou a candidatura indireta de Tancredo, já que a vontade popular de aprovar as eleições diretas, em 1984, foi derrotada no Congresso.

Aécio Neves era o secretário particular de seu avô, que faleceu antes de assumir a Presidência, e, ao que parece, não aprendeu nada, pois, radical e imprudente, comportou-se politicamente com irresponsabilidade, a apostar no quanto pior, melhor, bem como passou a vociferar contra Dilma Rousseff de forma desrespeitosa, além de distorcer as realidades econômicas, a começar por fazer críticas ao ajuste econômico, que, se fosse com ele, seria muito mais radical, afinal seu ministro da Fazenda seria o economista e banqueiro, Armínio Fraga, o homem do Banco Central do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I.

Fraga, o homem de confiança do megainvestidor, George Soros, elevou os juros para 45%, a maior taxa selic das últimas décadas, de forma que engessou a economia, além de inviabilizar, de fato, a criação de empregos para o povo brasileiro. Nunca se sofreu tanto. No governo cinzento do Neoliberal I, sujeito a raios e trovoadas, cobras, aranhas e lagartos, nem emprego tinha para o trabalhador. Quem não se lembra da tortura do desemprego são os mais jovens e os coxinhas paneleiros de certas idades, que negam a história e constroem suas “realidades” conforme seus interesses e conveniências.

A resumir: Armínio Fraga é tão somente um agente financeiro da banca internacional. O mundo pode pegar fogo. O Brasil pode falir. O povo pode morrer de fome e não ter emprego. Porém, o único interesse desse senhor, que não tem compromisso algum com o Brasil e levou o Governo FHC a pedir esmolas ao FMI como um subserviente e colonizado maltrapilho, é fazer com que os investidores, ou seja, os agiotas, jogadores do mercado, especuladores e rentistas ganhem a maior renda e lucro possíveis, ao preço, evidentemente, da miséria e da fome do povo brasileiro. Voltemos a Aécio.

O político mineiro e carioca, enfim, “reconhece” que sua estratégia de derrubar uma mandatária legítima seria, e como é, um tiro pela culatra. A verdade é que o impeachment não era apoiado pelos tucanos de São Paulo, adversários poderosos de Aécio, a exemplo do governador Geraldo Alckmin, virtual candidato do PSDB à Presidência da República, e do senador, José Serra, que sempre considerou que a eventualidade de um impedimento de Dilma Rousseff não seria viável.

Quem deu corda para Aécio Neves se enforcar nessa aventura desmedida e imprudente do impeachment foi o ex-presidente FHC, aquele que teve em seu governo acinzentado o Gustavo Franco, o Armínio Fraga e o Pedro Malan como homens de negócios privados para doar à gringada e aos entreguistas predadores brasileiros o patrimônio público, que eles não construíram e jamais teriam competência para construir, pelo simples fato de essa gente apátrida e mentalmente colonizada não pensar o Brasil em hipótese alguma.

Ao dar os trâmites do golpe contra a Dilma por findos, o X da questão para o tucano mineiro é não perder a indicação dentro do PSDB para ser o candidato da legenda na corrida presidencial. Além disso, creio eu, Aécio vai deixar de ser o alter ego jovem de FHC, que o ajudou a colocá-lo em uma furada, inclusive a lembrar o político coxinha e golpista venezuelano, Henrique Capriles, tanto no que diz respeito à aparência pessoal quanto na questão relativa à agressividade, à manipulação dos fatos, das realidades e à ideologia de direita, reacionária e de essência golpista.

A partir de agora, o “reizinho” da burguesia e da pequena burguesia não vai poder mais se comportar como um garoto malcriado e inconformado porque lhe tiraram seu brinquedo — a Presidência da República. E, para isso, vai ter de se comportar, definitivamente, como adulto e não como o intempestivo playboy de Ipanema e Leblon. A paulistada do PSDB não está para brincadeiras, e não vai mais abrir a guarda para que um “estranho” no ninho ocupe seu espaço político.

São Paulo é umbilicalmente ligado à contrarrevolução de 1932, e Minas Gerais, se Aécio Neves não sabe, mas deve saber, aliou-se a Getúlio Vargas — o líder da Revolução de 1930, o único movimento armado que de fato mudou a história do Brasil e as condições de vida do povo brasileiro. Não é à toa que São Paulo é a única capital do Brasil que não tem uma única ruazinha com o nome do maior presidente e estadista que este País já produziu, a acompanhá-lo em grandeza o ex-presidente Lula, atualmente o maior líder trabalhista e de esquerda da América Latina, que poderá, em 2018, ser o candidato do PT ao Palácio do Planalto.

O jogo vai ser duro entre os tucanos e é por isto que a tese do golpismo foi derrotada e a imprensa burguesa já compreendeu e mudou de assunto. Desprovido de uma máquina estatal (perdeu o governo de Minas) e saindo atrás na corrida presidencial em relação a Alckmin, o senador Aécio recorre a frases como o PSDB não pode “saltar etapas”. Ele apostava no impeachment porque perdeu o Governo de Minas, mas agora também notou que sua sobrevivência política, em âmbito nacional, depende, sobretudo, de seu talento para convencer os correligionários que ele é um candidato viável, pois teve 51 milhões de votos.

Por causa desses fatores já citados, Aécio Neves quer adiar o debate sobre sucessão no PSDB. O político das Alterosas está irritado ao tempo que temeroso, pois seu adversário interno, Geraldo Alckmin, além dos apoios dentro do partido, tem a máquina de São Paulo nas mãos, bem como a cumplicidade quase que total da imprensa de negócios privados do Estado bandeirante, que é seu braço político mais forte e agressivo, além de “fazedor” da cabeça de uma grande parcela da classe média de perfil conservador, que está insatisfeita com o PT no poder e principalmente com a ascensão social dos pobres.

Aécio Neves vai ter de se reinventar. Ou voltar o que ele sempre pareceu ser: um político de diálogo e moderado. A verdade é que o mineiro está em uma encruzilhada, pois tem a consciência de que o PSDB paulista antecipou a corrida da sucessão e a imprensa paulista e as Organizações(?) Globo vão fechar com quem historicamente sempre fecharam: com o lacerdismo e a Revolução de 1932. A verdade é dura, mas não tem escapatória: Aécio desce dos tamancos e abandona seu viés golpista. É isso aí, cara pálida.