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domingo, 30 de agosto de 2015

Globo ataca Lula, criminaliza suas ações, vive na Guerra Fria e inferniza o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

NÃO É NECESSÁRIO DIZER NADA MAIS.
Luiz Inácio Lula da Silva, a maior personalidade política da América Latina e a liderança mais popular e reconhecida em âmbito mundial é aqui, no Brasil, tratado como criminoso por grupos empresariais, a exemplo das Organizações(?) Globo, que desde a década de 1920 inferniza a rotina política, econômica e social do povo brasileiro, bem como o atrasa em seu desenvolvimento e luta contra sua emancipação, cujo propósito fundamental é não permitir a plena cidadania da maioria da população deste País.

Useira e vezeira em cometer ilegalidades políticas e criar crises ou superdimensioná-las, a família Marinho não se faz de rogada e, para ter seus interesses empresariais e políticos concretizados, ataca violentamente qualquer pessoa que seja considerada sua inimiga, e por causa disto tal adversário tem de ser destruído, desqualificado, incriminado, desconstruído e humilhado.

Muitos políticos e empresários, no decorrer do tempo, cederam e abaixaram a cabeça, o que não é o caso de Lula, porque este político de caráter moral ilibado e ideologicamente socialista e trabalhista não foi cooptado pela casa grande, ou seja, pelo status quo. De forma alguma, como não o foram Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes e tantos outros, que não sucumbiram ao canto de sereia da direita brasileira, uma das mais perversas e violentas do mundo, de essência escravocrata e princípios sectários e elitistas.

Lula vai ser atacado e desrespeitado violentamente pelos magnatas bilionários das Organizações (nome sugestivo) Globo, um truste midiático poderoso, a serviço dos interesses internacionais e que não bate prego em estopa, porque, na verdade, esses empresários são mancomunados com a plutocracia, que domina os meios de produção, em todos seus matizes e segmentos, principalmente no que tange a apoiar e se aliar aos bancos internacionais, às grandes petroleiras e aos grandes grupos comerciais, em todas suas diversificações, no sentido de abrir e conquistar os mercados internos dos países pobres e em desenvolvimento, notadamente aqueles, como o Brasil, que possuem legislações que protegem seus mercados e seus produtos.

Não é à toa que tais organizações(?) dos Marinho defendem, sistematicamente, a mudança de modelo do Pré-Sal, bem como a abertura do mercado para as construtoras internacionais, como evidenciou em seus editoriais, após os diretores, executivos e presidentes de empreiteiras brasileiras serem envolvidos e punidos pela Justiça por causa da Operação Lava Jato, controlada por um juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que ganha salários pornográficos de R$ 77 mil, além de atuar e agir de forma seletiva e imprudente, pois política.

Atos e ações de tal magistrado que fazem milhões de brasileiros, que não votaram no PSDB, a desconfiar seriamente de um Judiciário que faz politica, tem lado, preferências, cor ideológica, além de vazar inquéritos, documentos e filmagens, ao invés de se orientar e se ater aos autos dos processos, bem como ter o silêncio como sua profissão de fé. Mas, o que esperar de juízes, promotores e delegados que se comportam como astros e estrelas que iluminam seus sapatos, que trilham por caminhos que não se sabe onde vão dar, a não ser ao vazamento criminoso e anticonstitucional de informações, que deveriam estar em segredo de justiça, porque muitos dos acusados não tiveram suas culpabilidades comprovadas, além de não terem sido julgados e, quiçá, condenados.

Eis que uma parte da população brasileira age dessa forma irresponsável e criminosa, a imitar as más ações e as péssimas condutas dos magnatas bilionários de imprensa ao inflar um boneco gigante com o presidente Lula a lembrar um presidiário, sem, no entanto, o líder trabalhista não ter incorrido em crimes, não responder a processos e não ser acusado nos tribunais brasileiros de quaisquer malfeitos ou ilegalidades.

Quem comete crime contra a honra, pois difama, calunia e injuria, são os responsáveis por colocar o boneco infamante nas ruas e considerar que é “normal” e “justo” afrontar com virulência um cidadão que foi presidente da República, sem observar se este cometeu crimes ou não. Cidadãos de perfis conservadores, eleitores de partidos de direita, que apresentam como proposta o modelo neoliberal para a economia, que foi derrotado na América Latina e que afundou os países deste continente em dívidas, porque levou suas economias à bancarrota, além de aumentar exponencialmente a miséria em quase todos os países, inclusive os europeus e os Estados Unidos, que desde 2008 lutam para superar a crise econômica e o desemprego.

O neoliberalismo é excludente para os povos de diferentes nações, pois privilegia apenas os bolsos dos ricos. Este é o problema e a verdade das derrotas eleitorais da direita e de grupos radicais e reacionários como as Organizações(?) Globo, que se colocam na linha de frente do combate político e agridem, sem parar, o ex-presidente Lula. E por quê? Porque Lula representa a continuidade do desenvolvimento brasileiro de caráter nacionalista. Ponto. Não interessa a esses empresários riquíssimos e moralmente apátridas que o Brasil efetive projetos nacionais e de inclusão social, além de uma diplomacia independente e não alinhada aos Estados Unidos e aos grandes países europeus.

Programas e projetos desenvolvimentistas do Governo Federal, como os dos setores de energia, nuclear, espacial, construção civil, químico, petrolífero, banda larga, agropecuário, naval, dentre muitos outros nunca avançaram tanto, como ocorreu nos governos dos presidentes trabalhistas, Lula e Dilma, que deram uma outra dinâmica ao País, ao investir pesadamente na economia interna e conquistar novos parceiros comerciais, a exemplo dos países africanos, sul-americanos, latino-americanos, oriente médio, asiáticos e europeus, notadamente os da região leste da Europa.

Esta magnífica colcha de retalhos diplomática é obra inigualável do presidente Lula e de seu competente chanceler, Celso Amorim. Nem o grande estadista Getúlio Vargas, que também efetivou uma diplomacia arrojada, ao ponto de industrializar o Brasil, que deixou de ser rural, realizou uma diplomacia tão ampla e independente, o que levou o nosso País a ser, pela primeira vez em termos mundiais, importante protagonista, de língua portuguesa, e um dos criadores dos Brics, do G-20, da diplomacia Sul-Sul, da Unasul, além de fortalecer o Mercosul.

Com o Partido dos Trabalhadores no poder foram defenestradas e eliminadas as pretensões da Alca, dominada pelo governo dos Estados Unidos e defendida no Brasil pelos políticos do PSDB e do DEM — o pior partido do mundo. Sempre os tucanos e os demos, a nadarem contra a maré e a traírem os interesses legítimos do Brasil e de seu povo. A direita tupiniquim, subserviente e colonizada, queria a mexicanização da maior economia da América Latina. 

Agora a família alienígena e apátrida dos Marinho coloca a presidenta Dilma Rousseff um pouco para escanteio, mas sem deixar de desqualificá-la, e mira suas baterias sórdidas a um alvo maior, porque a mandatária está no seu último mandato, e Lula é o virtual candidato do PT à Presidência da República. E se tem alguma coisa que este grupo midiático, cúmplice, agente do golpe de 1964 e aliado, inconteste, da ditadura militar tem pavor é de presidentes trabalhistas no poder. Desde 1930...

As ilações, “denúncias” e acusações veiculadas pelo O Globo, Época e Jornal Nacional são um acinte e desrespeito à inteligência e à sensatez alheia. Mesquinhos e medíocres, os jornalistas desses verdadeiros partidos panfletários de direita e de oposição fazem o jogo sujo de seus patrões, sem ao menos avaliar a bagunça que podem causar à política brasileira, que se encontra em crise, porque o PSDB ainda não desceu do palanque após dez meses do fim das eleições, vencidas por Dilma Rousseff, bem como a família Marinho e suas primas ainda estão inconformadas e continuam encolerizadas por não mais influenciar quanto às políticas públicas, os programas de governo e os investimentos determinados e definidos por quem ganha as eleições, no caso Lula e Dilma — do Partido dos Trabalhadores.

Depois de O Globo e Época tentarem escandalizar a simples compra de apartamento por parte da esposa de Lula, dona Marisa Letícia, bem como criminalizar as palestras do líder petista, agora a revista Época, panfleto incendiário e ordinário, que no passado usou os serviços do bicheiro e presidiário Carlinhos Cachoeira para desestabilizar os governos Federal e do Distrito Federal, resolve, por intermédio da edição de ontem do Jornal (anti)Nacional dedicar seis minutos virulentos contra o ex-presidente Lula. O motivo da agressão foi o Porto de Mariel, em Cuba. A Odebrecht, empresa que é dez vezes maior que as Organizações(?) Globo, é a responsável pela construção da obra.

A questão principal da reportagem repleta de patifarias, distorções, meias-verdades e mentiras do Jornal Nacional é que Lula fez gestões para que o porto fosse construído. O JN se baseou para fazer a matéria mequetrefe e rastaquera na revista Época, que neste momento está a ser processada pelo petista, que respondeu por meio do Instituto Lula que "Os jornalistas da Época deveriam saber que todos os grandes países disputam mercados internacionais para suas exportações. E que não fosse o firme empenho do governo brasileiro, para o qual o ex-presidente Lula contribuiu, talvez o estratégico porto de Mariel fosse construído por uma empresa chinesa, ou os cubanos estivessem assistindo novelas mexicanas".

E complementou: "Neste momento histórico, em que EUA e Cuba reatam relações e o embargo econômico americano está prestes a acabar, a revista Época {e o Jornal Nacional} volta no tempo a evocar velhos fantasmas da Guerra Fria e títulos de livros de espionagem". É verdade. A direita brasileira e os porta-vozes da casa grande escravagista são extremamente ideológicos e, indubitavelmente, queriam um Brasil pequeno, a servir a poucos e ser um País meramente exportador de matéria prima. Depois a burguesia provinciana, amante do retrocesso, de alma reacionária e atrasadíssima socialmente passaria suas férias no exterior, e pronto. A vida seria muito melhor, um deleite para essa gente politicamente e historicamente subalterna ao establishment mundial, sem escrúpulo e que odeia o Brasil. .

Nada é aleatório quando se trata dos magnatas bilionários, os donos da Globo, de passado e presente golpistas e ideologicamente direitistas, que não aceitam os resultados eleitorais, pois inconformados que estão porque mandatários trabalhistas administram o Brasil há 13 anos, com competência maior do que a deles e de seus candidatos tucanos e aliados, que venderam irresponsavelmente o patrimônio do País, ao tempo que quebraram o Brasil três vezes, porque foram ao FMI três vezes, além de deixarem as nossas reservas internacionais em frangalhos.

A quem interessar, as Organizações(?) Globo, inclusive, não respeitam seus "princípios" jornalísticos tão amplamente divulgados. Nunca vi escorpiões com princípios. Quem tem um pingo de discernimento e sobriedade sabe disso. E dou um exemplo. No passado, demitiram um dos empregados mais influentes das organizações(?) — o Ricardo Boechat. Em 2001, o jornalista foi acusado de estar envolvido em grampo, segundo matéria da Veja — a Última Flor do Fascio. Boechat foi gravado a conversar com Paulo Marinho, ex-assessor do empresário Nelson Tanure, atual proprietário do jornal do Brasil online.

O diálogo gravado era sobre uma disputa empresarial com o pessoal do Daniel Dantas. A "reportagem" de Veja acabou com a carreira de Boechat no O Globo. Sua conduta foi criticada duramente pelo "imortal" Merval Pereira, tucano e conspirador de carteirinha, que até hoje nada diz sobre a conduta de Eumano Silva, editor da revista Época, publicação que supostamente se envolveu com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira, como o fez a Veja, por intermédio de seu editor Policarpo Jr.

A verdade é que Cachoeira subsidiava informações à Época (Globo) e à Veja (Abril), porque o bicheiro exercia a função de pauteiro “informal” dessas duas publicações de péssima qualidade editorial, pelo motivo de serem autoras de um verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto. Agora, vamos à pergunta que não quer calar: a moral, os bons costumes e o combate à corrupção dessas velhas mídias são seletivas? Respondo: são! Só não vê quem não quer.

Quem não quer ver são as pessoas que concordam com a moral, os valores e os princípios da família Marinho e de seus empregados de confiança. Lula iniciou sua via crucis quando anunciou, em Minas Gerais, sua intenção de concorrer à Presidência do Brasil. Definitivamente, o líder trabalhista virou alvo. Porém, ele está correto em deixar claros e evidentes seus propósitos políticos e eleitorais.

Afinal, Lula era alvo quando estava quieto. Mais do que isto. O petista foi alvo da direita, e de forma cruel e impiedosa, até quando foi vítima de câncer. Já que o atacam por qualquer motivo, melhor é ser alvo dos conservadores com motivos. É isto mesmo: quem está na chuva é para se molhar. Nada melhor do que entrar no ringue e também poder bater. Oficialmente... PS: Alguém tem de avisar à família Marinho que a Guerra Fria acabou. Depois os esquerdistas são os dinossauros. Que o digam as passeatas em prol do golpe militar dos coxinhas paneleiros de barrigas cheias. É isso aí.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

#Podemos tirar se achar melhor ou Somos todos idiotas — PSDB é inimputável

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Existem setores ou pessoas da vida pública brasileira, bem como no segmento empresarial, a exemplo dos magnatas bilionários de imprensa, de juízes, como Gilmar Mendes e Sérgio Moro, além de procuradores, exemplificados nas pessoas de Deltan Dellagnol e Valtan Timbó, que consideram os brasileiros idiotas. Não apenas alguns brazucas, mas todos os cidadãos deste País, inclusive os coxinhas paneleiros que apóiam, irrefragavelmente, as ações políticas, ideológicas e partidárias de tais servidores públicos e, obviamente, dos proprietários das mídias privadas e de seus empregados, muitos deles mais conservadores e radicais do que seus patrões.

Enfim, meu propósito é o de reafirmar que somos tratados como idiotas pela mídia tupiniquim de caráter histórico golpista, que, juntamente com seus aliados do PSDB e de tribunais superiores, além das procuradorias, atuam e agem de forma seletiva e ainda querem fazer crer que são pessoas isentas, justas e republicanas, quando suas ações indicam exatamente o contrário. Durma-se com um barulho desses.

Exemplos sobre o quê eu disserto são vários e absolutamente verossímeis, como os líderes do PSDB forçarem a barra no que é relativo ao impeachment de Dilma Rousseff, mandatária que nunca cometeu crimes, ao tempo que cinicamente e hipocritamente se mostram “prudentes” e “respeitadores” do direito à defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de achacar e de ameaçar pessoas, bem como ter recebido US$ 5 milhões.

E os exemplos são muitos e diversificados quanto ao tratamento seletivo dado a vários casos e escândalos em que estão envolvidos o PT, o PSDB e seu aliado, o DEM — o pior partido do mundo. O problema é que a agremiação dos tucanos é blindada pela imprensa de negócios privados e absurdamente protegida por promotores, procuradores, delegados da PF e juízes. Servidores públicos de mando e poder e que se colocam como verdadeiros porta-vozes da direita brasileira e se comportam como agentes de oposição aos governantes trabalhistas, que administram a Presidência da República há 13 anos.

As perguntas e as contradições sobre essas questões não deixam dúvidas quanto à seletividade quando se trata de punir um partido e seus membros e blindar a maior sigla de oposição do Brasil. Até hoje a lista de Furnas, que existe e o foi comprovada, com os nomes de políticos do PSDB, do DEM, do PPS e de outros partidos, que formam a base da oposição, não foi sequer levada aos tribunais, porque o Ministério Público, a PGR não denunciam, de fato, a utilização financeira da estatal para financiar as campanhas e os partidos que atualmente fazem oposição ao PT, ao Lula e ao Governo Trabalhista.

Por sua vez, o “mensalão” do PT, que se baseou na teoria do domínio do fato para prender petistas e, com efeito, macular o Estado de Direito, o Mensalão do PSDB, que é mais antigo do que o do PT, bem como teve o mesmo operador, o publicitário Marcos Valério, até hoje não foi julgado e está prestes a caducar. Um acinte e deboche que desnudam o quanto a Justiça e o Ministério Público podem ser parciais e terem preferências políticas, cores ideológicas e opções partidárias.

Esse processo antidemocrático e antirrepublicano é tão nítido, visível e perceptível, que acarreta desconfiança, inconformismo e raiva a milhões de brasileiros, que não se consideram idiotas e, por conseguinte, não toleram as idiossincrasias, os paradoxos, as condescendências e os privilégios concedidos a grupos políticos, como o DEM e o PSDB, e econômicos, a exemplo das empresas dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, que, hipocritamente, fingem-se de mortos quando se trata de discutir a efetivação do marco regulatório para o segmento de comunicação e mídia previsto pela Constituição desde 1988.

Até hoje esse assunto é procrastinado, porque tais magnatas e seus sabujos aboletados nas redações fazem campanha negativa sobre a regulamentação do setor, bem como ainda têm a desfaçatez de confundirem a sociedade, além de repercutirem mentiras e meias-verdades, que não correspondem aos fatos e à verdade, que se traduzem na democratização das mídias e no combate aos monopólios e oligopólios das famílias midiáticas, que se unem para combater o desenvolvimento do Brasil e a emancipação do povo brasileiro.

É inacreditável, mas a imprensa burguesa e certos servidores graduados da Justiça, do MP e da PF o são, efetivamente, a base de sustentação do status quo. O inimigo mais hostil e interno, o que conspira a favor dos interesses estrangeiros e se posiciona na linha de guerra e à frente da desestabilização institucional, que gera confusão à sociedade e se alimenta de crises, geralmente superdimensionadas, porque a finalidade é impedir que governos populares e democráticos efetivem suas ações de cidadania e priorize o desenvolvimento econômico com inclusão social.

A direita sempre agiu dessa forma canhestra e sempre agirá, porque a luta dos conservadores se resume a manter seus privilégios e benefícios e, consequentemente, não medem limites e consequências, porque em sua filosofia e ideologia o povo e os trabalhadores não contam, porque apenas servem como mão de obra barata e edificadores de suas fortunas, que convenientemente são acumuladas, com o propósito de lhes darem poder de barganha política e, com efeito, o controle do patrimônio público pela burguesia quando conquista o poder e transforma as instituições em ferramentas de seus interesses econômicos e financeiros, ou seja, o patrimonialismo puro aplicado nas veias — o serviço público a cuidar dos interesses privados.

Eis que nem todos os cidadãos são idiotas, como queriam e querem tratar os donos do establishment, que controlam os meios de produção, e os agentes públicos que tratam de proteger seus interesses, pois parte intrínseca da máquina do sistema que mantém a hegemonia das classes dominantes. Sem a cooptação desses agentes seria impossível aos barões da iniciativa privada manter intactos, e por tanto tempo, seus interesses econômicos e de classe social.                                       

Por isto e por causa disto, temos a liderar no trending topics do twitter a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor. Tal assertiva faz alusão à gafe (o comprometimento da imprensa de mercado com o PSDB) da agência de notícias Reuters, cujo repórter sugere ao editor que se fosse de seu interesse ou da empresa retirar a citação na matéria noticiosa de que o pagamento de propinas na Petrobras acontecia também no Governo Fernando Henrique Cardoso, que o fizesse.

Isto mesmo. A “gafe”, que na verdade o nome mais apropriado seria partidarização da imprensa familiar, retrata e consolida as acusações de que as mídias empresariais fazem política e blindam seus aliados, geralmente políticos compromissados com os interesses do mundo empresarial. Contudo, e apesar do jornalismo de esgoto apresentado ao público por esses profissionais de imprensa, o ex-gerente de serviços da Petrobras, Pedro Barusco, delator e corrupto confesso, afirmou que o pagamento de propinas na maior estatal brasileira começou em 1997, em pleno governo de FHC — o Neoliberal I —, aquele grão-tucano tricampeão de iniquidade, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

“O jornalismo empresarial assassinou a verdade factual e promoveu, criminosamente, a mentira, a manipulação e a distorção da informação como forma de viver e de respirar, cujo propósito é confundir e transformar o cidadão comum em um cúmplice de seus interesses políticos e econômicos”. E complemento este meu pensamento, com a afirmação do ativista negro e estadunidense, Malcolm X. “A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”.

A verdade é que a direita percebeu que caiu por terra o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, bem como setores poderosos das esferas empresariais e políticas não desejam um País institucionalmente desestabilizado, pois receosos de quem vai assumir o poder após uma crise sem precedentes ocasionada por um impeachment e por todas as animosidades e violências derivadas dele. Afinal, o empresariado geralmente tem um DNA conservador, mas não é tolo e nem imprudente quando está em jogo seu dinheiro e os investimentos dos quais ele espera bons resultados e lucros.

Por sua vez, a reação de grupos, partidos, associações, sindicatos, entidades de esquerda ou simplesmente de  legalistas seria muito grande, bem como importante parte da comunidade internacional não participaria e nem seria conivente com conspirações irresponsáveis de setores da casa grande brasileira, inconformados com a derrota eleitoral do senador Aécio Neves em 2014. Porque, se pensarmos de forma lógica e sensata, o que está a acontecer no Brasil é que a direita ainda está de ressaca por causa da vitória do PT e não perdoa e aceita, de forma alguma, o quarto mandato consecutivo dos trabalhistas e socialistas na Presidência da República.

Realmente, a derrota doeu para os tucanos e seus eleitores coxinhas paneleiros de classe média que há dois anos vão às ruas pedir impeachment e intervenção militar, ou seja, golpe, simplesmente, golpe e nada mais... É o que essa gente deseja e quer, a não importar as consequências, pois, politicamente, inconsequente e despolitizada. A verdade é que mais da metade desses pequenos burgueses, a grande maioria branca, bem alimentada e moradora de bons bairros é promotora de manifestações que mais parecem com micaretas e raves.

Seus eventos são vazios de reivindicações e de agendas sociais, bem como seus inconformismos têm como plataformas o ódio, o rancor e os preconceitos, porque não sabem e não compreendem o porquê de estarem realmente a se manifestar. Se for por causa da corrupção, o melhor a fazer é informá-los que foram os governos petistas e trabalhistas que mais prenderam e puniram os corruptos e os ladrões do dinheiro público, realidades essas que, certamente, vão ser pontuadas nos livros de história do Brasil. Ponto.

A blindagem aos tucanos é a tônica, venha de onde vier. E não é que as contas de campanha de Dilma Rousseff, uma mulher reconhecidamente honesta, estão a ser alvos de pessoas como o juiz Gilmar Mendes — a herança maldita de FHC — e de Aécio Neves, o playboy que surtou com a derrota e após dez meses das eleições ainda não desceu do palanque. Pois é, Malcolm X tinha razão...

Aécio recebeu mais dinheiro de empresas do que Dilma, conforme os números do TSE. Entretanto, de todas as empresas, as doações da UTC é que estão no olho do furacão e servem de pretexto para que Gilmar Mendes e Cia. considerem as doações à presidenta fraudulentas, apesar de o tucano das Minas Gerais também ter sido financiado pela mesma empresa. Não é surreal, maledicente e seletiva as atitudes e ações do mais que direitista e tucano, juiz Gilmar Mendes?

E sabe por que essas coisas acontecem? Porque somos idiotas. Tratados como idiotas, pois considerados idiotas por gente como o tal magistrado, herói da mídia tupiniquim, que rasga normas e regras, faz política sistematicamente em prol de seus aliados tucanos e tenta, de todas as formas e maneiras, derrubar presidentes trabalhistas, com armadilhas pérfidas, ilações maledicentes e ações que causam prejuízos à moral e à credibilidade do STF e à consciência do povo que não se considera idiota e não aceita ser considerado idiota.

Então tá, Aécio Neves gastou mais que Dilma nas campanhas e a Dilma é a única a ser investigada e acusada de fraudar as eleições, como se ela fosse uma criminosa. Gilmar quer um País pequeno para servir à burguesia, como era no passado. A nossa “elite”, retratada no juiz Gilmar é provinciana e se considera feliz em ir a Miami fazer compras em shopping, além de sonhar com os aeroportos vazios para poder se sentir VIP. A burguesia deste País é antinacionalista, entreguista e traidora da Pátria e não está nem aí para ninguém, para o País, para os pobres e para a corrupção.

A corrupção é apenas uma ferramenta para se fazer quizumba. A direita, em todas suas esferas e grupos, é quizumbeira — e faz bagunça. Seus movimentos e manifestações são micaretas, com direito a homens e mulheres pelados e a bradarem por um País que os brasileiros não desejam mais, pois querem esquecer o sofrimento da exclusão social. A burguesia e os pequenos burgueses gritam e vociferam toda sua perversidade e ignorância em busca de um País de passado excludente que acabou, porque não existe mais.

Eles são os saudosos, os nostálgicos de um País que a pobreza de milhões de pessoas era, insofismavelmente, o amparo para suas almas mesquinhas e de seus sonhos frustrados por não serem ricos ou famosos ou profissionais reconhecidos pela competência em seus ofícios. Assim é que a psicologia dessa gente se apresenta à sociedade. Infelizmente. Lastimável. Então tá... Fiquemos assim: A UTC tem duas contas para financiar campanhas. E ficou combinado dessa forma, de acordo com os pensamentos distorcidos de Aécio Neves e Gilmar Mendes: as doações da UTC para o PT são provenientes de conta suja, mas as doações da mesma UTC para o PSDB, a origem do dinheiro é de uma conta limpa, mais do que isto: limpíssima. Sacou?

E por que eu e todos que não concordam com essa lógica cretina, cínica e hipócrita temos de aceitar? Respondo: porque somos idiotas. O PSDB, o MP, o STF, a PF e a Globo, a Folha, o Estadão, a Veja etc. decidiram que todo mundo é idiota, principalmente os que acreditam neles, o que, evidentemente, não é o meu caso e de milhões de brasileiros que não votaram no Aécio e no PSDB. Todavia, Alberto Youssef e Paulo Roberto da Costa disseram que o tucano mineiro e carioca foi beneficiário da lista de Furnas. Agora resta-nos fazer o quê, já que somos idiotas? Esperar. Afinal, os tucanos não são tão idiotas. E por quê? Porque eles são i-nim-pu-tá-veis. Viva a Justiça e o MP! Viva! É isso aí.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Aécio, Gilmar, Cunha e Paulinho: o justo pelo injusto e o golpe em toda sua ilegalidade

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


A imprensa dos magnatas bilionários, a meramente de negócios privados, é elitista e golpista. Todos os terráqueos e os seres extraterrestres estão carecas de saber disso, menos a classe média coxinha paneleira, certos juízes de primeira instância, promotores dualistas, delegados da PF aecistas e tucanos hipócritas, que, quando se olham no espelho, gracejam sobre o próprio cinismo e sordidez ao insistirem no impeachment de uma presidenta que não cometeu crimes comuns e de responsabilidade.

Todos esses atores que fazem ode ao golpe e vociferam a alardear sobre a corrupção, na verdade não estão nem aí para a corrupção, porque o que eles querem mesmo é tomar o poder, mesmo após perderem a quarta eleição para o PT de Dilma Rousseff, em outubro de 2014. A verdade é que esses grupos inconformados com a derrota eleitoral radicalizaram suas ações e discursos e ainda não desceram do palanque, pois estão em campanha. Surreal, mas é a mais pura verdade.

Agora estamos a vivenciar uma nova “moda” por parte dos derrotados, que hoje se alicerçam em um quarteto de alma púmblea e arbitrária, a fazer pantomimas políticas, porque o propósito é confundir para desestabilizar o País e desqualificar a presidenta Dilma Rousseff, como se ela fosse incompetente ou simplesmente isolada politicamente, quando a verdade é que esses dois fatos são superdimensionados, porque Dilma tem canais de diálogo no Congresso, nos tribunais superiores, no mundo empresarial e nos movimentos sociais — urbanos e rurais —, a base histórica do PT, que pode estar quieta e até mesmo insatisfeita, mas não o abandonou. Equivoca-se plenamente a oposição se pensar nesses termos quase politicamente amadores.

De outro modo e antes de ser a principal política do País, Dilma Rousseff era uma técnica, executiva de ponta, de vasto conhecimento, que cooperou, e muito, ao servir à Nação na condição de ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil, no Governo Lula. Eleita presidente da República, a exercer agora seu segundo mandato, a mandatária trabalhista está a enfrentar o maior processo de achincalhamento pessoal e de desconstrução de imagem de um governo, que se observa nos últimos 40 anos, juntamente com a campanha contra o Lula, seu parceiro e aliado político do PT.

Para quem se esqueceu ou sofre de amnésia crônica, o primeiro mandato da governante terminou com alto índice de aprovação. Além do mais, o segundo mandato ainda está no primeiro ano, e, consequentemente, muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. É só dar tempo ao tempo e depois verificar que o Brasil vai continuar a avançar seu processo de desenvolvimento e consolidar as conquistas sociais dos últimos 13 anos de governos trabalhistas.

Não tem volta, apesar da burguesia. E sabe por quê? Porque o pobre, o preto, o nordestino, o trabalhador, os preteridos pelo Estado e pela sociedade jamais esquecerão que nos governos de Lula e de Dilma suas vidas melhoraram — e muito. Não é à toa que as gerações pós Getúlio e Jango jamais se esqueceram dos benefícios sociais e das conquistas trabalhistas, apesar da propaganda capciosa, mequetrefe e mentirosa das mídias dos magnatas bilionários golpistas, dos professores universitários reacionários, dos empresários predadores e dos políticos entreguistas, que tentaram, ridiculamente, apagar Getúlio e Jango da história e da memória de um povo que não sofre de amnésia...

Então, a direita dos tempos de hoje que se prepare: o povo brasileiro nunca mais vai esquecer Lula e Dilma, porque não haverá como não se lembrar do quanto sua vida melhorou e o Brasil cresceu economicamente, como nunca tinha acontecido neste País.  Provou-se, definitivamente, que é possível o desenvolvimento da economia com a inclusão de todas as camadas sociais, bem como é possível afastar o FMI como tutor de nossas contas. Ponto.

O quarteto da desesperança e do golpe é composto pelo juiz Gilmar Mendes, a herança maldita de Fernando Henrique Cardoso; o deputado Paulinho da Força, o “operário” direitista, ou seja, o Lech Walesa sem cartaz internacional; o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o sionista e fundamentalista da política; e Aécio Neves, o playboy surtado, que a cada dia que passa se alimenta de mentiras e destemperança, por não aceitar sua primeira derrota eleitoral, pois, vaidoso e autoritário, perder a Presidência é como um menino perder seu brinquedo mais legal. Que beleza!

Entretanto, essa gente não desiste nunca, até que Dilma Rousseff seja derrubada, não importa como, e Lula, a sangrar, não tenha força política e partidária para ser o candidato do PT a presidente, em 2018. Por isso, Gilmar Mendes, o juiz que trata o Brasil como uma de suas fazendas do Mato Grosso, não se importa se a sua péssima biografia fique pior do que já é.

Considero até que o condestável togado se orgulhe de seus maus atos, contanto, que sua fama de capitão do mato dos interesses da casa grande seja levada à posteridade, porque, realmente, não interessa a Gilmar a vida como ela é, mas, sim, a vida como ele quer. E o juiz quer a queda e a prisão de mandatários trabalhistas, a tomada do poder pela direita brasileira, que o Brasil seja eternamente um País subalterno, a reboque das vontades e dos interesses da plutocracia e dos governos de países imperialistas, a exemplo dos Estados Unidos. Se Gilmar Mendes tivesse nascido no século XIX, certamente ele seria um escravagista.

Esses quatro personagens apocalípticos não se importam com a estabilidade política e econômica, e lutam para ocupar o poder, sem se preocupar com as consequências, geralmente devastadoras, de um mandatário eleito legitimamente e que, apesar da queda de avaliação do PT em algumas capitais, ainda o é um partido orgânico, possuidor de base popular e inserido no contexto de atuação de movimentos sociais de esquerda, que, mesmo questionadores do PT, posicionaram-se, sem dúvida, contra um golpe de direita, como deixou claro o MST, a Une, a CUT, a OAB, os partidos trabalhistas e socialistas, bem como inúmeras entidades e grupos, que jamais seriam cúmplices de um banditismo político, que visa a tomada do poder por simplesmente não aceitar o jogo democrático, bem como a derrota eleitoral.

Golpista para mim é igual a bandido. Golpe é bandidagem. Ponto. Não existe como tergiversar sobre estas questões. Derrubar governante eleito não deveria, de forma alguma, ser assunto corrente no Brasil, que luta para ser um País civilizado. Esses grupos reacionários e despolitizados consideram "normal" desestabilizar a República. Ignorantes e alienados, bancam o retrocesso político, pois desejam derrubar mandatários legalmente eleitos, que não cometeram crimes. O são geralmente admiradores dos países desenvolvidos. Tecem mil elogios ao modo de vida deles, bem como são capazes de lamber as latrinas da gringada e se orgulharem disso. Trata-se da subalternidade, da subserviência, do inenarrável e incomensurável complexo de vira-latas em seus DNA.

Contudo, odeiam o Brasil e acham que o País não é merecedor de suas pessoas tão “civilizadas” e “educadas”, mas que, paradoxalmente e estupidamente, possuem caráteres fascistas, racistas, elitistas, sectários e intolerantes, porque odeiam e desprezam as classes populares, os brasileiros pobres, negros, nordestinos ou simplesmente trabalhadores. Não há mais como esconder sentimentos tão sórdidos, pérfidos e, com efeito, desumanos. Eles não conseguem mais disfarçar suas índoles demoníacas.

Desde as manifestações de junho e julho de 2013, as suas boçalidades e perversidades estão registradas na internet como tatuagens em suas peles. Os ricos e a classe média coxinha saíram definitivamente dos armários, mostraram seus esqueletos e o quão são nebulosos seus pensamentos e sórdidos os seus atos e ações, princípios e valores.



Gilmar Mendes sabe que as contas da campanha de Dilma Roussef foram aprovadas pelo TSE, de forma unânime, inclusive por ele. Agora o togado muda de ideia por perceber que o golpe ficou tísico e fraco. Aécio Neves sabe que perdeu a eleição porque teve menos votos do que a petista, bem como foi derrotado em seus dois territórios para a presidenta reeleita, os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Paulinho da Força age como um brucutu, pois extremamente agressivo, além de se mostrar a antítese do trabalhador, porque pratica um sindicalismo apenas de resultados, à moda de Lech Walesa, operário polonês, que depois se tornou presidente da Polônia na década de 1980, além de ter, posteriormente, baixa aprovação popular, porque governou para as elites, submeteu-se às receitas draconianas do FMI, bem como foi acusado de ser um fantoche da CIA, no período do governo direitista de Ronald Reagan, assim como aliado do papa conservador, João Paulo II.

Eduardo Cunha é o político que os brasileiros não merecem como presidente da Câmara. Radical à direita e portador de um temperamento explosivo, no que diz respeito às suas ações políticas e aos seus atos administrativos. Cunha é um perigo, porque luta pelo poder sem se limitar às regras do jogo democrático, pois avança o sinal e impõe sua agenda política, ideológica e partidária, a sabotar quaisquer civilidades entre os poderes da República.

O deputado fluminense atropela as negociações, rasga os acordos e desrespeita as votações que perdeu com seus aliados no plenário. Além disso, aprova ou coloca para votar as pautas bombas que causam prejuízos econômicos e financeiros ao Governo Federal, em um tempo de reajuste fiscal, que tem o objetivo de equacionar as contas, para que depois se possa retomar o crescimento, por intermédio de investimentos, como o fez o presidente Lula, a partir de 2005, evidentemente, que em condições melhores do que as de hoje.

Lula realizou um forte e rígido contingenciamento, logo após assumir o poder em 2003. A partir de 2006, deu-se o início a uma série de investimentos, de modo que o Brasil começou a crescer exponencialmente em todos os sentidos, no que é relativo à sociedade e aos segmentos da economia, o que levou o País a ser um dos campeões de criação de empregos em plena crise mundial, que começou no ano de 2008.

A verdade é que o quarteto do impeachment está fora da realidade das condições políticas que se apresentam, porque impedir a presidenta Dilma é insustentável, além de uma forçação de barra tão visível, que somente pessoas como o juiz Gilmar Mendes embarcam nessa tramoia inconsequente, antidemocrática e que apena ratifica que os porta-vozes da casa grande brasileira são completamente divorciados do povo brasileiro e totalmente alienados no que é referente a preservar o desenvolvimento do Brasil e ao bem-estar de sua população.

O impeachment, como se apresenta e da forma que desejam, é dolo e ilegalidade. Gilmar Mendes, Aécio Neves, Paulinho da Força e Eduardo Cunha são golpistas declarados e não sentem vergonha disso. Aproveitam quaisquer oportunidades para criar um disse me disse sem fim e quizumbas no Brasil. Eles são quizumbeiros! Não se fazem de rogados... Como é que pode um juiz do STF, um senador e ex-candidato (derrotado) a presidente da República, um deputado e presidente de central sindical e um deputado e presidente da Câmara cometerem tantas leviandades, bem como serem providos de tanta irresponsabilidade? Com a resposta os membros de suas próprias instituições.

A impressão que passam a milhões de brasileiros é que eles simplesmente não aceitaram os resultados das urnas. E querem o golpe. Participam de conspirações a favor do golpe. Por seu turno, não apresentam uma única solução, proposta, projeto e programa para desenvolver o País e emancipar o povo brasileiro. Dedicam-se apenas à quizumba, à fofoca, à maledicência, à conspiração e ao golpe. São antidemocráticos tais quais às elites que representam, e, sendo uma amostra delas, apostam contra o Brasil e na sua rendição como País que luta para ser desenvolvido.

É o fim da picada esse papo de impeachment. Um verdadeiro absurdo quixotesco. Não consigo compreender o ódio à flor da pele dos representantes da burguesia. Afinal, ela ganha rios de dinheiro no Brasil e seus filhos se divertem a valer, com direito de estudar, passar férias e morar no exterior tão amado por essa gente de mentalidade curta e alma provinciana. São verdadeiros rábulas do golpe e realizadores de pantomimas de si mesmos.

Aécio Neves se entregou de vez às suas tentações de golpista furioso e inconformado e se esbaldou na imprudência, porque literalmente cedeu à tentação de subir em trios elétricos, como tática política em busca de concretizar o isolamento da presidenta da República. É uma loucura. Isolar um mandatário que não cometeu crimes e que ainda tem mais de três anos de mandato. Como pode um senador se deixar levar por tanto ódio e inconsequência, pois Dilma Rousseff não vai aceitar um golpe em pleno século XXI, porque um representante da burguesia quer governar no lugar dela.

Todo mundo sabe que o Brasil nunca viveu em plena democracia. E por quê? Respondo: a casa grande, a classe dominante deste País, herdeira da escravidão, nunca permitiu, sem reagir, sem bater o pé, que se fosse realizada qualquer tentativa de distribuir renda e riqueza. Muito pior do que o inimigo externo o é a burguesia brasileira, que boicota e sabota os governantes, do passado e do presente, que ousaram incluir o povo brasileiro.

As elites vivem da riqueza proveniente do trabalho dos trabalhadores. Elas não dividem, no máximo deixam sobras para a classe média coxinha, em forma de vagas em universidades, shoppings, casas em bairros médios, viagens e quiçá cursos no exterior — e olhe lá... Em contrapartida, fazem uma lavagem cerebral, ao ponto de os coxinhas reaças se tornarem mais radicais do que os membros da casa grande, quando defendem seus interesses, que não são os mesmos dos coxinhas. É incrível e surreal, mas acontece. Eles são patéticos!

Contudo e apesar de tudo, Dilma reagiu quanto a Gilmar Mendes, um juiz polêmico, que tem lado político e partidário, cor ideológica e não esconde suas preferências. Trata-se de um magistrado que opina fora dos autos e atua politicamente, porque verbaliza seu pensamento ao tempo que vai julgar os casos pertinentes às suas opiniões. É uma lástima o Brasil ter um juiz como este. Tal magistrado deveria ser cassado pelo Senado, porque sua atuação nos últimos 13 anos é tenebrosa e macula de vez o Direito e a confiança do Brasil civilizado na Justiça.

Este quarteto mais se parece com a trilogia da Idade Média: fome, peste e guerra. O Brasil não suporta mais tanta iniquidade e desfaçatez. Não é civilizado. Esta, pois, é a verdadeira questão. São bárbaros de essência medieval que desejam rasgar a Constituição e colocar para escanteio o Estado de Direito. São visíveis suas ações e atos em direção desses desejos que não significam, terminantemente, o que a maioria dos brasileiros quer e acredita.

Setores de poder deste País são antidemocráticos e déspotas. Eles não querem a democracia e o desenvolvimento econômico com inclusão social. Não conseguem viver no regime democrático, pois autoritários e medievais. O quarteto antidemocrático deveria calar as trombetas do golpe e subir nos trios elétricos para assoprar as trombetas da legalidade e da democracia.

O impeachment da presidente, Dilma Rousseff, é a única e ridícula proposta para o País da direita brasileira, quatro vezes derrotada nas urnas. Essa gente não tem projeto e programas para a Nação. A direita, inexoravelmente, não pensa o Brasil. Aécio, Gilmar, Cunha e Paulinho significam a troca do justo pelo o que é injusto. O golpismo em toda sua ilegalidade. Impeachment é golpe! É isso aí.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Violência policial remonta à escravatura e faz do Brasil um País de mortes por assassinatos

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) aprovou projeto de lei no Senado e que se transformou na Lei nº 13.060/14, pois sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que determina que a atuação das polícias brasileiras tem de ser baseada nos princípios da legalidade, da necessidade, da razoabilidade, da proporcionalidade, a priorizar sempre o uso de equipamentos com menor poder ofensivo.

Na verdade, a Lei sancionada, em dezembro de 2014, disciplina o uso de armas letais e não letais por agentes de segurança pública, ou seja, o Estado é obrigado a oferecer aos seus agentes as armas não letais, além de propiciar cursos de capacitação e formação para que os servidores possam usar os equipamentos e ferramentas adequadamente, bem como o indivíduo que foi ferido por essas armas seja socorrido e sua família prontamente avisada do ocorrido.

O Brasil, infelizmente, é um País pródigo em assassinatos, repressões policiais ilegítimas e com força excessiva, bem como em chacinas, que representam, sem sombra de dúvidas, o lado mais demoníaco do ser humano, que se transforma em um ser bestial e aplica sua punição a seu bel-prazer, a se locupletar com seus interesses, que, definitivamente, não o são os da sociedade brasileira, que apenas deseja trabalhar e viver em paz.

A verdade é que as polícias deste País injusto foram criadas ainda no Brasil Colônia e consolidadas no Brasil Império. Trata-se de corporações policiais portadoras da ideologia da caça, porque foram criadas, treinadas e doutrinadas para proteger os patrimônios e os interesses dos senhores de escravos, bem como reprimir com extrema violência os cativos que não cumprissem com suas obrigações, se rebelassem ou fugissem das fazendas e senzalas por não aceitarem a condição de escravo e as violências das quais eram vítimas.

Não é de hoje que temos uma sociedade racista, excludente, sectária, elitista e violenta. Nada na vida é à toa. Tudo tem um por quê. E o nosso problema é porque não tratamos, de maneira adequada e inteligente, dos escravos que se tornaram oficialmente “cidadãos”, após o fim da escravatura, mas não obtiveram as condições de logística e de empregabilidade para tocarem a vida, o que significou o abandono de milhões de pessoas, que passaram a ocupar os guetos, as periferias e os morros — as chamadas comunidades, termo que tenta amenizar e esconder, hipocritamente, a palavra favela.

Por causa dessas realidades mórbidas e sórdidas que temos uma sociedade fria e dura quanto às questões sociais, principalmente no que é relativo aos sentimentos sectários e de classe enraizados nas classes médias e ricas, no que concerne às suas naturezas brutais, que é o de aceitar, e mais do que isto, ser cúmplice da violência e da concentração de renda e de riqueza que sempre aconteceu no Brasil, apesar dos esforços dos últimos governos trabalhistas, a partir do ano de 2003.

Porém, a lei de autoria do senador Marcelo Crivella impõe restrições ao uso de armas de fogo por parte das polícias, porque a matéria visa, sobretudo, ter um controle social sobre o sistema de segurança, a lhe dar limites e a civilizá-lo. Somos um País que foi colonizado por europeus e temos uma democracia consolidada, apesar das crises políticas e econômicas, artificiais ou não.

Entretanto, apesar de a nossa sociedade se espelhar nos valores e princípios europeus, admirar a organização dos países dominantes da Europa (Inglaterra, Alemanha e França), sabemos que temos uma elite, inquilina da casa grande, que apenas quer usufruir do País, ganhar muito dinheiro aqui, aproveitar-se da mão de obra barata, bem como passar as férias no exterior e mandar seus filhos estudarem nas melhores escolas e universidades europeias e norte-americanas.

Não é fácil, quando uma pessoa tem discernimento e conhecimento das realidades que se apresentam a ela e rapidamente verificar que, na verdade, temos uma classe dominante que odeia e despreza o País e, consequentemente, não deseja que o povo brasileiro se civilize, se liberte e, definitivamente, torne-se emancipado.

Eu quero dizer que os sistemas de segurança e as classes abastadas, que controlam e dominam os meios de produção, de comunicação e informação o são cúmplices e responsáveis pela violência no Brasil, especialmente as corporações policiais, que, como afirmei anteriormente, transformam-se em capitães do mato dos tempos da escravidão, porque são treinados e ideologizados para, primeiramente, defender o patrimônio privado, os interesses empresariais e combater os movimentos sociais, dos trabalhadores, dos índios, dos favelados, dos sem terra, dos sem teto, dos gays, dos negros, das mulheres trabalhadoras e pobres, bem como tudo aquilo que possa atrapalhar os negócios da grande burguesia.

A burguesia que tem o apoio, quase irrestrito, da pequena burguesia — a considerada classe média, que saiu às ruas ontem e mostrou, mais uma vez que é antidemocrática, que não se importa com a democracia e muito menos quer saber dos avanços sociais conquistados pelo povo brasileiro nos últimos 13 anos. Tanto o é verdade, que não vi as pessoas desses movimentos apresentaram uma pauta de reivindicações sociais e defenderem as conquistas econômicas do povo brasileiro. São fatos reais, independente do quaisquer opiniões política, ideológicas e de classe.

Por isto acredito que a Lei 13.060 vai cooperar, e muito, para que o Brasil se civilize e se torne um lugar de paz, solidariedade e prosperidade. A Lei, que vigora, tornou ilegal o uso de arma de fogo contra pessoa desarmada em fuga ou que não represente risco imediato à vida dos policiais ou dos cidadãos, que podem estar presentes em pleno tiroteio nas ruas.

É considerado também ilegal pela Lei os disparos contra veículos que desrespeitem bloqueios policiais, a não ser se a integridade de agentes ou de terceiros seja posta em risco. A Lei exige ainda que os policiais sejam treinados a usar instrumentos projetados para não causar mortes ou lesões permanentes, e disponham deles quando em ação.

Para quem não sabe a fonte de inspiração de Marcelo Crivella para elaborar uma Lei de amplitude tão social e civilizatória foi o Código de Conduta para Policiais, proposto pelas Nações Unidas e adotado com êxito em muitos países. Enquanto a Lei não for realmente obedecida pelos agentes públicos dos órgãos de segurança, ficaremos a nos perguntar: Quantas dessas mortes poderiam ter sido evitadas? Quantas delas decorreram de despreparo, precipitação e sentimento de impunidade?

A verdade é que a polícia brasileira mata muito. A morte está em seu DNA histórico, de essência escravocrata, e com a aquiescência das elites que controlam a política e a economia. Engana-se aquele, por ignorância ou má-fé, que o povo reprimido e sem acesso aos benefícios oferecidos pelo Estado, aos bens de consumo e à educação não tem meios de reagir, mesmo quando de forma criminosa. Para tudo se paga um preço e o preço do Brasil é altíssimo, porque se recusou a distribuir renda e riqueza no decorrer dos séculos. Depois vem a conta e ela é amarga.

As mortes por conflito armado são aos milhares. Geralmente as vítimas e até mesmo os algozes são pobres, jovens, negros e moradores de comunidades. Ninguém toma as dores quando esses brasileiros morrem. A frieza é absoluta e o desdém chega às raias da loucura, porque só pode estar mentalmente fora de si o sujeito que não se importa em viver num lugar deflagrado por uma guerra sem fim, pois desprovido de sonhos, de realizações e de esperança por dias melhores.

O monopólio da violência pertence ao Estado. Todavia, não lhe é assegurado o direito de matar impunemente. Existem regras e restrições duras àquele que abusa do poder em relação à sociedade civil — ao cidadão. Vivemos em plena democracia e o Estado de Direito não permite agressões, repressões e assassinatos por parte de policiais, que são indivíduos subordinados a regras, normas, regimentos internos e estatutos, além de serem submetidos aos códigos Civil e Penal, bem como à Constituição.

Não existem dúvidas quanto a isto. Outrossim, não é mais possível se tolerar que policiais matem jovens que fogem de abordagens. E explico: independente de qualquer objetivo e determinação por parte dos chefes de corporações policiais ou de governantes mais radicais, servidores públicos, armados, não podem e não devem matar uma pessoa porque ela se tornou uma “suspeita”. De forma alguma. Um jovem, por exemplo, independente se ele for morador de comunidade pobre ou de bairro rico, não pode ser morto, se ele não agrediu a polícia por intermédio de arma de fogo.

Jovens sentem medo por serem visados, pois estão sempre nas ruas, fazem barulho, são geralmente agitados e impulsivos e não tem experiência de vida. Sentem medo e fogem quando avistam a polícia, por saberem que ela é violenta, culturalmente gosta de bater e humilhar, além de matar. Evidentemente que não generalizo, Existem inúmeros bons policias e que se subordinam aos códigos de ética e de boa convivência com a sociedade. Mas a questão que está a ser discutida é a violência policial, que geralmente atinge, em cheio, os pobres, os jovens e os negros.

Incontáveis mortes de autoria de policiais as vítimas foram perfuradas por balas pelas costas e na nuca. Olhem o exemplo da chacina recente em São Paulo quando 18 pessoas morreram e outras estão nos hospitais. Uma noite e madrugada de horrores. Em pleno século XXI do terceiro milênio ainda temos no Brasil grupos armados e que atuam clandestinamente a matar pessoas, a chaciná-las e a levar pavor à sociedade, que não consegue viver em paz, porque assassinos resolveram fazer guerra ilegal por motivos que, certamente, não são nobres e muito menos respeitadores das leis.

A maioria das vítimas era pobre e negra, bem como não tinha passagem pela polícia e não respondia processo na Justiça. Um País jamais vai ser civilizado quando grupos armados se mobilizam para assassinar pessoas porque se sentiram insatisfeitos ou prejudicados e por isto resolveram fazer uma inconcebível e satânica vingança.

O Brasil pertence à sociedade civil, às famílias e aos trabalhadores — às pessoas de bem que querem um País solidário e democrático. Os governantes, os mandatários, as autoridades tem de se mobilizar para coibir duramente àqueles que incorrem em crimes e não respeitam as leis de uma sociedade que deseja, e muito, ser civilizada e desenvolvida.

A violência policial é o sintoma de que a sociedade está doente e precisa se tratar. Ninguém comete violências sem a aquiescência e a cumplicidade de certos grupos dominantes e de parte de uma classe média que se alia aos interesses desses grupos. A violência é o horror personificado na forma diabólica do Estado com a cumplicidade de certos setores da sociedade. A violência policial está intrinsecamente ligada à escravidão. É isso aí.