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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Macartismo à brasileira, caça ao Lula e consórcio Imprensa-PF-MP

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Considero muito interessante e irremediavelmente hipócrita e seletiva a atuação da Polícia Federal, no caso do Lulinha — o filho do Lula. Também fico a me perguntar, quase que circunspecto, porém, nada surpreso, sobre o porquê de o filho do Lula virar alvo de uma PF que se recusa a ser republicana, faz política porque se partidarizou, e, consequentemente, vaza documentos sigilosos à imprensa dos coronéis midiáticos, antes mesmo de os advogados dos acusados serem informados do que se trata, porque não tem em mãos as informações que a imprensa alienígena teve acesso e as joga no ventilador à espera de confundir a sociedade e beneficiar seus aliados do PSDB, que esperam eleger o presidente da República em 2018.

Trata-se de crimes em pleno Estado de Direito e ninguém diz e faz nada, o que leva a jovem democracia brasileira ser sombreada por setores antidemocráticos e de perfis macartistas. Outra questão para a qual chamo também a atenção dos leitores, e por isto a ressalto, é o caso armado para jogar o nome do Lulinha na lama, origem de onde saíram muitos de seus acusadores, porque as acusações contra ele, na verdade, são até este momento ilações levianas, maledicentes e superdimensionadas pela imprensa antinacionalista, que, sabedora do envolvimento de empresas gigantes e de grande capital no escândalo Zelotes, opta por creditar crimes ao filho de Lula, a contar, para isso, com as ações realizadas pela PF dignas dos holofotes de um circo.

É inacreditável, inaceitável ao tempo que um absurdo sem tamanho, porque de caráter surreal, a pantomima política do consórcio Imprensa-PF-MP, que nitidamente tem o objetivo de desviar as atenções dos brasileiros quanto aos malfeitos praticados por bilionários que constam na lista da Operação Zelotes, que desfalcaram em bilhões o povo deste País. Empresas, a maioria da iniciativa privada, o que demonstra, sem sombra de dúvida, que o empresariado brasileiro, com a cumplicidade de estrangeiros, assaltam os cofres públicos, além de deixarem muito claro que são destituídos de quaisquer compromissos com o povo brasileiro e com o desenvolvimento da Nação.

A resumir para se compreender: são os inquilinos da casa grande, que controlam os partidos de direita, como o PSDB, a imprensa e as mídias cruzadas, bem como o capital financeiro, as indústrias, o comércio e as terras, que chamam o Governo Trabalhista, a Dilma Rousseff, o Lula, o PT, a CUT, os Movimentos Sem Terra e Sem Teto, os sindicatos, os pobres, os negros, os índios, os homossexuais e tudo o que é de origem popular ou os movimentos que lutam por espaço para serem reconhecidos, de ladrões, incompetentes, comunistas, corruptos, burros e, portanto, merecedores de morrer ou serem impedidos de conquistar a ascensão social.  

Contudo, como se percebe, quem são os autores da corrupção e da roubalheira neste país são os ricos, os privilegiados, os beneficiados, os patrimonialistas e os que tem muito dinheiro para pagar propinas e financiar a corrupção. E quem tem dinheiro para fazer deste País "um mar de lama" (termo historicamente muito apreciado pela direita golpista e corrupta) são os empresários e os políticos ligados a eles e que até há pouco tempo queriam, na maior cara de pau, manter intacto o financiamento privado e empresarial de campanhas políticas. E ainda se dão o direito de cometer moralismos baratos sem ter moral. O problema é que essa gente considera que todo mundo é idiota. Entretanto, não é bem assim... Não é mesmo?

O exemplo da patifaria e corrupção, de acordo com a lista da Zelotes, está a ser dado pelos Banco Santander, Bradesco, Ford, Gerdau, Boston, Safra, RBS, Huawei, MMC-Mitsubishi, Copesul, Liderprime, Marcopolo e o Banco Brascan, dentre dezenas de outras empresas citadas e investigadas. Como se vê, roubalheira de banqueiros não falta. Aliás, é uma grandeza. Mas, o culpado e alvo de manchetes tendenciosas e estritamente políticas é o Lulinha - o filho de Lula.

Para explicar melhor: as empresas e seus donos indicam conselheiros, geralmente advogados, para o Carf. Os conselheiros, juntamente com seus colegas que são servidores de carreira oriundos do Ministério da Fazenda e de outros órgãos, evidentemente que vão tratar de defender os interesses de seus patrões, os empresários, que pagam propinas e, obviamente, evitarão que os ricaços paguem multas devidas ao Governo, ou seja, ao contribuinte. Todavia, o culpado é o Lulinha, que tem uma empresa, que, na verdade, é ligada a questões do futebol americano.

Lulinha fez lobby. Só que é um lobby peculiar, raro e excêntrico, porque se trata de um tráfico de influência com cinco anos de atraso. Explica-se, com a seguinte nota à imprensa familiar escrita pelos os advogados do filho do Lula. Leia abaixo:

“A busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na data de hoje (26/10), dirigida à Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda., revela-se despropositada na medida em que essa empresa não tem qualquer relação com o objeto da investigação da chamada “Operação Zelotes”.

A Touchdown organiza o campeonato brasileiro de futebol americano — torneio que reúne 16 times, incluindo Corinthians, Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Santos e Portuguesa —, atividade lícita e fora do âmbito da referida Operação. No caso da LFT Marketing Esportivo, que se viu indevidamente associada à edição da MP 471 – alvo da Operação Zelotes -, a simples observação da data da constituição da empresa é o que basta afastá-la de qualquer envolvimento com as suspeitas levantadas.

A citada MP foi editada em 2009 e a LFT constituída em 2011 — dois anos depois. A prestação de serviços da LFT para a Marcondes & Maltone ocorreu entre 2014 e 2015 – mais de 5 anos depois da referida MP e está restrita à atuação no âmbito de marketing esportivo.

Dessa prestação resultaram 04 projetos e relatórios que estão de acordo com o objeto da contratação e foram devidamente entregues à contratante. O valor recebido está contabilizado e todos os impostos recolhidos e à disposição das autoridades.

Assim que tomaram conhecimento da busca e apreensão os advogados da Touchdown e da LFT pediram à Justiça e à Polícia Federal acesso a todo o material usado para justificar a medida, não tendo sido atendidos até o momento. Tal situação impede que a defesa possa exercer o contraditório e tomar outras medidas cabíveis”.

Contudo, Lulinha é taxado de ladrão, porque é assim que ele é tratado na imprensa macartista, assim como nas redes sociais por coxinhas ferozes e despolitizados, mas instintivamente elitistas e preconceituosos, que exasperam suas almas violentas em forma de preconceito de classe, porque, no fundo de seus (maus) sentimentos e pensamentos, não toleram e não se conformam com a ascensão social dos pobres.

Nada é pior para um coxinha ver negros e pobres nas universidades federais, nos shoppings, nos eventos e nos aeroportos, que eles frequentam. Nada é pior para um coxinha da classe média tradicional e de origem universitária, mas analfabeto político e desconhecedor da história, ver a empregada, o porteiro, o zelador, o gari, o servente, o jardineiro, o garçom, o cozinheiro, o balconista, o atendente, o eletricista, a manicure, o vendedor, o mecânico, o bombeiro hidráulico, o soldado da PM, ou seja, aqueles que a sociedade burguesa e nostálgica da escravidão convencionou chamar de serviçais.

Sim senhor, a pequena burguesia é o aço no lombo dos pobres e, por sua vez, os despreza profundamente... A pequena burguesia representa o ódio e o inconformismo de não ser rica. Por isto a reação de essência patológica dessa classe social extremamente reacionária e conservadora. Enquanto a plutocracia, a verdadeira responsável pelos conflitos sociais no mundo deita e rola em berço esplêndido, porque tem a classe média como sua bucha de canhão, no que diz respeito ao combate contra as esquerdas, os trabalhistas e os políticos progressistas.

A casa grande trabalha nos bastidores do poder para dar o golpe e concretizar seus interesses hegemônicos, que visam estritamente a primazia. A classe média a repercute e sai às ruas a vestir, ridiculamente, a camisa da Seleção Brasileira, time que ela passou a odiar depois da Copa do Mundo, como odeia a tudo e a todos que possam lembrá-la que ela é brasileira, apesar de ser colonizada e ser portadora, digo mais uma vez, de um inenarrável e incomensurável complexo de vira-lata.

Encerro os comentários, para logo complementá-los: muito antes de qualquer questão política a direita brasileira e quem vota nela quer impedir que haja no Brasil a igualdade de oportunidades e a democratização do Estado nacional, porque o poder público controlado pelas classes dominantes continuará a servir, de forma patrimonialista, a burguesia brasileira, que enriqueceu sob as asas do Estado. Ponto.

Agora vamos à pergunta super teimosa, que se recusa a calar: "Leitor, você não considera estranho que nos dias que o filho do presidente do TCU, Tiago Cedraz, e a filha do presidente da Câmara, Danielle Ditz, cujos pais são aliados da oposição contra o Governo, são acusados de cometer malfeitos, com provas, conforme afirma a PGR, e de repente aparecer a PF dos delegados aecistas a fazer piruetas na empresa do Lulinha, e no caso Zelotes? Não é estranho?

Vale ressaltar que Danielle, de acordo com as investigações, tem cartão vinculado à conta na Suíça de seu pai, deputado Eduardo Cunha, bem como o Tiago, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, tornou-se advogado dos interesses de 182 clientes que tinham processos a resolver no Tribunal, que não cassa ninguém, porque é apenas um órgão de apoio à Câmara dos Deputados.

Além disso, relembro os casos da filha do senador José Serra (PSDB) e do filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — o Neoliberal I ou o Príncipe da Privataria —, aquele que vendeu 125 estatais, que ele e os seus não criaram, porque quem industrializou o Brasil foi o grande estadista Getúlio Dornelles Vargas. Um presidente trabalhista, por sinal. 

Todavia, volto ao assunto: a filha do Serra, Verônica Serra, foi acusada de realizar negócios milionários com o bilionário Jorge Paulo Lemann. Verônica atuava como se fosse uma ponte dos negócios privados junto ao Estado. A moça anteriormente trabalhava na revista Exame, da Editora Abril e da famiglia Civita. Logo depois, ela ganhou uma bolsa de Lemann para estudar em Harvard,e, com efeito, tornou-se sócia do empresário, cuja sociedade celebrou a concretização de negócios vultosos.

Já Fernando Henrique é pai de Paulo Henrique. O pimpolho do político tucano foi acusado de ser testa de ferro do grupo estadunidense The Walt Disney Company. O Ministério das Comunicações ficou a seguir as atividades da companhia estadunidense. Segundo notícias da imprensa seletiva e que pensa que todo mundo é idiota, além das investigações do Governo, o esquema demandava indícios que por meio de ações ilegais a empresa controla a Rádio Itapema FM, de São Paulo, também conhecida como Rádio Disney.

Emissoras de televisão e rádio e empresas jornalísticas não podem ter como sócias empresas estrangeiras com capital acima de 30%. É lei. Para enganar a lei, noticiou-se que Paulo Henrique Cardoso, filho de ex-presidente tucano, apresenta-se como sócio majoritário da Rádio Holding Participações Ltda, que tem 71% das ações da Rádio Itapema. O restante pertence à Disney.

Dando os trâmites por findos, quero afirmar que o processo draconiano, vampiresco e covarde de imolação do Lulinha, sem ao menos ele ser ouvido e se defender é a praxis no Brasil e dos magnatas bilionários sonegadores de impostos. É inaceitável porque injusto a malhação e a desconstrução da imagem alheia. A imprensa do sistema de capitais deste País se tornou há muito tempo uma máquina moedora de reputações.

Enquanto essa gente sem escrúpulo ataca, agride e insulta, por exemplo, o filho de lula de desonesto e ladrão, "esquece", cinicamente, seletivamente e hipocritamente, dos filhos de seus aliados, FHC, José Serra, Aroldo Cedraz e Eduardo Cunha. É como se todo mundo no Brasil fosse idiota e somente os bate-paus da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?!) fossem espertos, inteligentes e descolados. Durma-se com um barulho desses. A imprensa da casa grande é ridícula, mas sua perversidade e vocação para o crime, não. Vamos ver como acabarão os pimpolhos em relação ao macartismo à brasileira. Mega empresas prejudicam seriamente o Brasil e o Lulinha que é o alvo. Durma-se com um barulho desse. É isso aí. 

Veja a lista das empresas que estão a ser investigadas pela 
Operação Zelotes

Banco Santander - R$ 3,34 bilhões
Banco Santander 2 - R$ 3,34 bilhões
Bradesco - R$ 2,75 bilhões
Ford - R$ 1,78 bilhões
Gerdau - R$ 1,22 bilhões
Boston Negócios - R$ 841,26 milhões
Safra - R$ 767,56 milhões
Huawei - R$ 733,18 milhões
RBS - R$ 671,52 milhões
Camargo Correa - R$ 668,77 milhões
MMC-Mitsubishi - R$ 505,33 milhões
Carlos Alberto Mansur - R$ 436,84 milhões
Copesul - R$ 405,69 milhões
Liderprime - R$ 280,43 milhões
Avipal/Granoleo - R$ 272,28 milhões
Marcopolo - R$ 261,19 milhões
Banco Brascan - R$ 220,8 milhões
Pandurata - R$ 162,71 milhões
Coimex/MMC - R$ 131,45 milhões
Via Dragados - R$ 126,53 milhões
Cimento Penha - R$ 109,16 milhões
Newton Cardoso - R$ 106,93 milhões
Bank Boston banco múltiplo - R$ 106,51 milhões
Café Irmãos Júlio - R$ 67,99 milhões
Copersucar - R$ 62,1 milhões
Petrobras - R$ 53,21 milhões
JG Rodrigues - R$ 49,41 milhões
Evora - R$ 48,46 milhões
Boston Comercial e Participações - R$ 43,61 milhões
Boston Admin. e Empreendimentos - R$ 37,46 milhões
Firist - R$ 31,11 milhões
Vicinvest - R$ 22,41 milhões
James Marcos de Oliveira - R$ 16,58 milhões
Mário Augusto Frering - R$ 13,55 milhões
Embraer - R$ 12,07 milhões
Dispet - R$ 10,94 milhões
Partido Progressista - R$ 10,74 milhões
Viação Vale do Ribeira - R$ 10,63 milhões
Nardini Agroindustrial - R$ 9,64 milhões
Eldorado - R$ 9,36 milhões
Carmona - R$ 9,13 milhões
CF Prestadora de Serviços - R$ 9,09 milhões
Via Concessões - R$ 3,72 milhões
Leão e Leão - R$ 3,69 milhões
Copersucar 2 - R$ 2,63 milhões
Construtora Celi - R$ 2,35 milhões
Nicea Canário da Silva - R$ 1,89 milhão
Mundial - Zivi Cutelaria - Hércules - Eberle - Não Disponível
Banco UBS Pactual SA N/D
Bradesco Saúde N/D
BRF N/D
BRF Eleva N/D
Caenge N/D
Cerces N/D
Cervejaria Petrópolis N/D
CMT Engenharia N/D
Dama Participações N/D
Dascan N/D
Frigo  N/D
Hidroservice N/D
Holdenn N/D
Irmãos Júlio N/D
Kanebo Silk N/D
Light N/D
Mineração Rio Novo N/D
Nacional Gás butano N/D
Nova Empreendimentos N/D
Ometo N/D
Refrescos Bandeirantes N/D
Sudestefarma/Comprofar N/D
TIM N/D
Tov N/D
Urubupungá N/D
WEG N/D
Total - R$ 19,77 bilhões

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A vida multimilionária do Lulinha — o filho do Lula

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Na semana em que a publicitária Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, filha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), torna-se  Investigada pela Procuradoria Geral da República (PGR) por possuir cartão vinculado a uma das contas secretas do seu pai, na Suíça, o filho do ex-presidente Lula, o Lulinha, volta com força às manchetes da imprensa de direita e imperialista dos magnatas bilionários, que são os coronéis midiáticos, os oligarcas que pensam que o Brasil é a extensão dos quintais de suas mansões.

Danielle Dytz é uma daquelas pessoas que se tornam áulicas do "moralismo sem moral", a exemplo de mensagem publicada  em seu facebook sobre a devida "punição aos criminosos", que cometem crimes de corrupção. Passados dez meses do post publicado, Eduardo Cunha foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF), bem como é alvo de delatores que envolvem o deputado no esquema de corrupção da Petrobras.

Vale ressaltar ainda que a maioria das lideranças partidárias de oposição no Congresso e que aposta em golpe contra a presidente Dilma Rousseff e a democracia brasileira também responde a processos na Justiça, bem como o ministro-relator do TCU e das contas do Governo, Augusto Nardes, além de o filho do presidente do Tribunal, Tiago Cedraz, ser acusado de atuar em 182 ações que envolvem o Tribunal de Contas, com a aquiescência de seu pai, Aroldo Cedraz, político vinculado ao DEM e ao carlismo, na Bahia, e que sempre se moveu de forma discreta, sempre a evitar embates e a falar em plenário.

Dito isto, vamos ao Lulinha, aquele que a imprensa gosta de bater principalmente quando se trata de desviar acusações contra seus aliados, a exemplo da filha de Eduardo Cunha.

Os coxinhas — a classe média politicamente reacionária e socialmente preconceituosa — acreditam em tudo, principalmente no que é publicado e veiculado na imprensa de negócios privados, aquela que sonega impostos, aposta e participa de golpes de estado, que combate sistematicamente presidentes trabalhistas e socialistas, que ouve apenas um lado para manipular as notícias ou simplesmente mentir, porque é partidária, bem como demite seus empregados, pois não tem competência para se estabelecer sem a ajuda do Estado, a exemplo das Organizações(?) Globo, da CBN, da Band News, da Rádio Bandeirantes, do Estadão, de O Dia, da Folha de S. Paulo, do Correio Braziliense, do SBT, da Jovem Pan e da Editora Abril, que efetivaram vários passaralhos nos últimos quatro anos e apontaram para seus empregados o olho da rua. 

Reconheço, contudo, que muitos desses jornalistas são defensores do status quo, dos interesses da casa grande, submetem-se a todas e quaisquer ordens e mesmo assim amargaram o desemprego e a humilhação de ter de sair porta afora, como se fossem cães sarnentos, porque não se cansam de se enganar e, consequentemente, perceber que patrão é patrão e empregado é empregado, assim como tudo o que eles escrevem e falam tem de ter a concordância e a autorização de seus chefes e chefetes imediatos, que, subordinadamente, reportam-se aos diretores que tem acesso aos patrões, ou seja, os magnatas bilionários de imprensa e sonegadores de impostos.  Ponto.

Já que a pequena burguesia (coxinhas de classe média) acredita em tudo o que lê e vê na imprensa familiar e de mercado, além de não dar qualquer sinal de discernimento, sensatez e o mínimo de inteligência para ponderar sobre os fatos, os acontecimentos e as realidades, afinal eles se autodenominam "apolíticos" e "apartidários", resolvi também informar aos coxinhas veteranos e jovens sobre o filho do ex-presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva — o Lula —, conhecido como Lulinha.

Como se sabe, as acusações e os boatos sobre o Lulinha infestam a internet como a malária em florestas tropicais, desde que o mais importante e prestigiado político da América Latina e do Brasil, em termos mundiais, assumiu a Presidência da República. Contudo, eu, a exercer a profissão de jornalista de política em um tempo de quase 30 anos, escrevi quase nada sobre o Lulinha e muito menos fiz comentários sobre o cidadão em questão, sejam tais ilações negativas ou positivas. 

Para cooperar com a blogosfera e bem informar aos coxinhas ou qualquer pessoa que seja, inclusive os seres humanos, resolvi publicar no blog Palavra Livre e no site Brasil 24/7, por intermédio de fotos,  as posses, ou seja, o patrimônio pessoal do Lulinha, ao tempo em que me antecipo em minhas desculpas se eu tiver esquecido ou fui relapso ao denunciar algum outro patrimônio que, porventura, o filho do Lula tenha escondido para sonegar o fisco e eu fui enganado ou não percebi.


Veja abaixo o patrimônio do Lulinha

A carroça do filho do Lula
Carro do filho do Lula

O barco do filho do Lula



A lâmpada do casebre do filho do Lula






O casebre do filho do Lula

Casa do filho do Lula

O monomotor do filho do Lula

avião do filho do Lula

O macacão do filho do Lula

capade chuva do filho do Lula

A churrasqueira do filho do Lula

churrasqueira do filho do Lula

A tulipa de chopp do filho do Lula

escarradeira do filho do Lula

A bola de futebol do filho do Lula

bola de fuebol do filho do Lula

O hambúrguer do filho do Lula


O palito de dentes do filho do Lula

palifo de dentes do filho do Lula

O cão de guarda do filho do Lula




A escova de dentes do filho do Lula


Os sapatos do filho do Lula




O pente do filho do Lula




A mesa e a cadeira do filho do Lula




O almoço ou a janta do filho do Lula




A sobremesa do filho do Lula




E para concluir:

O boi da Friboi do Lulinha




Enfim, a partir de agora o que estiver ao meu alcance sobre as excepcionais condições de vida do Lulinha, o filho do Lula, eu não mais vacilarei em denunciá-las ao público coxinha de classe média e classe rica, pessoas cultas, instruídas e muito inteligentes, porque leitoras de publicações sérias e geniais, como a Veja, a Época, a Folha, o Estadão, o Globo, o Zero Hora e o Correio Braziliense, juntamente com suas co-irmãs em formas de televisões e rádios. 

Lulinha tem de ser combatido, moralmente linchado e preso, pois se tornou um perigo para a Nação, o País, os negócios empresariais, bem como para a segurança nacional. Eu até diria que o Brasil deveria reeditar a Lei de Segurança Nacional (LSN).  Mas, deixe estar. A imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?!), a oposição demotucana e a classe média coxinha "apolítica" e "apartidária", assim como seus filhos, coxinhas ferozes, não deixarão barato, pois continuarão a dar ouvidos à imprensa alienígena, sairão às ruas com suas camisas da Seleção Brasileira, a pedir por golpes de estado ou impeachment de uma presidente que não cometeu crimes de responsabilidade.

Todavia, os coxinhas continuarão com suas vidas de coxinhas falsamente revoltados com a corrupção no Brasil, pois seletiva, e, portanto, de conveniência, como demonstraram incontáveis vezes e agora mostram com o caso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Trata-se dos coxinhas, os despolitizados, os colonizados e portadores de um incomensurável complexo de vira-lata, a odiar o Brasil e seu povo eternamente, porque sonham a vida inteira com a cidade de Orlando para abraçar o Mickey e fazer a vez do Pateta. 

Eita, Lulinha! Esse menino não é fácil... É isso aí.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Dilma, capitalismo, castas, prisões, oposição, corrupção e golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Na Finlândia, a presidente Dilma Rousseff calou fundo, suspirou e afirmou à imprensa familiar de mercado: "Primeiro, não vou comentar as palavras do presidente da Câmara. Segundo, o meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é meu governo que está sendo acusado". A resposta foi ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que disse lamentar que aconteça "com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção no mundo", em alusão ao caso Lava Jato (Petrobras) investigado pela Polícia Federal, corporação sob o comando do Ministério da Justiça, instituição subordinada à Presidência da República, que, ora vejam, a presidente é exatamente Dilma Rousseff, do PT, ao assegurar que seu governo não está envolvido em corrupção.

Não sei se os patetas teleguiados entenderam a tabuada direito, porque apenas decorá-la fará com que as palavras proferidas por Dilma sejam veiculadas e escritas de forma truncada, com "ruídos", propositalmente, é claro, porque todos sabemos, inclusive os ingênuos e os desinformados, que os magnatas bilionários sonegadores de impostos e donos da mídia mercantil organizaram o Partido da Imprensa, que vem a ser a agremiação política e ideológica de direita mais poderosa do Brasil, quiçá da América Latina.

Entretanto, Dilma Rousseff continuou a falar, e asseverou: "Acredito que o objetivo da oposição pode ser inviabilizar a ação do governo, mas a ação do governo não vai ser inviabilizada pela oposição, faça ela quantos pedidos de impeachment fizer", para logo complementar: "As pessoas que estavam envolvidas estão presas, e não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo, são pessoas que praticaram corrupção e estão presas". Ponto.

Há anos afirmo no meu blog "Palavra Livre" e no site "Brasil 24/7" que, no fundo, a direita liberal e dependente do Estado, bem como dos trustes e corporações internacionais e nacionais não se sente à vontade com a efetivação no Brasil do Estado de Direito e da democracia. A direita, "dona" do establishment, e a democracia são como óleo e água. Simplesmente não se misturam.

Consequentemente, os porta-vozes defensores do sistema tem de desconstruir e desqualificar seus adversários, que são tratados como inimigos de suas causas rentistas e financistas. A verdade é que enfrentar o sistema de capitais é um grande problema, porque ele é o hospedeiro dos bancos, dos grandes exportadores, da indústria de armas e de petróleo, além de "lavadores" do dinheiro ilegal do tráfico de armas, de drogas, de pedras preciosas e ouro, além da corrupção estatal e privada.

Estes setores alienígenas engessam as ações dos governos e que se contrapõem fortemente à corrente desenvolvimentista da qual fazem parte o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma. São eles que sabotam e boicotam desde 1930 os programas de governo e os projetos de País, porque são contrários à inclusão social e à igualdade de oportunidades, pois economicamente hegemônicos e ideologicamente reacionários, pois são a essência do capitalismo, sistema perverso de exploração e pirataria, além de financiador até hoje de guerras coloniais e imperialistas.

Por sua vez, como afirmei anteriormente, o capital privado brasileiro é dependente, porque rentista, financista e jogador de bolsas de valores e outros que tais. Sua estratégia para manter incólume o status quo das castas privilegiadas e beneficiadas pelo Estado é transformá-lo em patrimonialista para atender às demandas de uma burguesia totalmente descompromissada do interesse nacional, ao tempo que dedicada a concretizar apenas seus interesses e alavancar seus negócios.    

A verdade é que o capitalismo é injusto,  e, com efeito, violento, porque concentrador de renda e riqueza, e, por seu turno, corrupto em sua organização social. Tais assertivas o são realidades intrínsecas às sociedades subordinadas e dominadas por corporações multinacionais, que se organizam como máfias, que controlam o dinheiro e os governos de mandatários que se comportam e são tratados como fantoches pelo o que secularmente já o é estabelecido: a sociedade organizada em castas, cujo centro é a casa grande plutocrata em âmbito mundial.

Trata-se da plutocracia que se estabelece principalmente nos poucos países ricos, a ter como cúmplices de seus crimes de lesa-humanidade e lesa-pátria as "elites" dos países emergentes e pobres, cujos governos nacionalistas e de esquerda, mesmo que moderados, como os de Lula e Dilma, são historicamente sabotados e seus dirigentes máximos desconstruídos em suas imagens, porque não interessa aos liberais dependentes a independência do Brasil e a emancipação plena do povo brasileiro.

A resumir: a lógica do capitalismo se materializa no ganho pessoal, mesmo quando se trata de uma grande empresa, que, evidentemente, tem compromisso maior com o lucro, o super lucro e não com seus empregados, mesmo os de nível universitário, os executivos, que se aliam aos interesses de seus patrões e cooperam, efetivamente, para que somente uma casta, em termos planetários, tenha o controle dos meios de produção, do mercado financeiro, e, consequentemente, do poder militar, do Judiciário e dos parlamentos, a ter as presidências da República como as cerejas de bolos.

Quando um governante se torna estadista e passa a conhecer a dimensão das realidades que se apresentam, naturalmente que tal mandatário passará a criar problemas para o establishment nacional, vinculado ao internacional, que não aceita, de forma alguma, que o sistema de castas e portanto de capitais seja questionado quanto mais desafiado. Para os capitalistas que estão no topo do mundo, a solução é desconstruir, criminalizar e judicializar o processo político, administrativo e partidário.

E explico: quando o poder econômico e financeiro quer restabelecer o que ele considera suas "perdas", simplesmente financia a queda do mandatário considerado contrário aos seus interesses, seja pelo golpe tradicional, que se resume em uma quartelada, ou pela nova modalidade de golpe na América Latina, que é o jurídico-parlamentar, como ocorreu em Honduras e no Paraguai, bem como tentado inúmeras vezes na Venezuela, no Equador, na Argentina e na Bolívia, os três últimos países com intensidade um pouco menor em relação à nação de Hugo Chávez.   

Contudo, a direita liberal e dependente da América Latina e, especificamente, do Brasil, não se cansa de desmoralizar os políticos, sendo que parte importante dos parlamentares e governantes é financiada pelo próprio sistema de capitais, que, em contrapartida, os chama de corruptos e ladrões, ao tempo que seus políticos mesmo desmoralizados diuturnamente pelas mídias tratam de atender e concretizar os interesses dos grandes capitalistas.

A imprensa familiar e os segmentos conservadores da sociedade desqualificam os políticos porque o objetivo é assumir o protagonismo na política e no lugar deles determinar e definir a pauta a ser discutida no País, ao invés de ser o papel primordial dos governos. Um absurdo, mas a luta para tutelar o poder público, e, evidentemente, o povo brasileiro, é o que acontece por parte dos coronéis midiáticos e de quem está junto com eles.

Mesmo assim não basta apenas o trabalho de desconstrução política levada a cabo também por alguns atores dos legislativos, do Judiciário, do Ministério Público e das diferentes polícias. Para derrotar políticos nacionalistas, de esquerda e destinatários de milhões de votos do povo brasileiro, a exemplo dos esquerdistas moderados, Lula e Dilma, torna-se imperativo ao status quo contar com a máquina de moer reputações dos magnatas bilionários de imprensa e sonegadores de impostos.

Estes, sim, com a cooperação de seus empregados de confiança fazem a parte mais suja do processo de jogar os nomes das pessoas na lama, sem, contudo, responderem por seus crimes de calúnia, injúria e difamação. Impunidade total, como se essa gente não fizesse parte da sociedade e por isto acima das leis. Surreal! É porque, inacreditavelmente, no Brasil do século XXI e na metade de sua segunda década, ainda não se efetivou o marco regulatório para as mídias. Sendo assim, viceja a atua neste País de 210 milhões de habitantes, de economia diversificada e industrializada, uma imprensa meramente de mercado, de péssima qualidade editorial e de caráter essencialmente golpista.

Isto mesmo. Se não fosse a imprensa empresarial o Brasil estaria muito mais avançado socialmente, porque, como moedora da reputação alheia, seus donos, os coronéis midiáticos de almas provincianas e corações sectários, não teriam um poder político absurdo, porém, inaceitável a um País industrializado e que deseja ser desenvolvido e civilizado. Um poder inadmissível, porque vazio de voto popular. Trata-se apenas de empresários, que pensam em lucros, como qualquer empresário de outro segmento da economia.

Outrossim, a dimensão que tomou a propaganda negativa contra o Governo Trabalhista e o apoio, irrestrito e incondicional, aos partidos (PSDB, DEM, PPS e derivados) que representam a plutocracia nacional é algo brutal e não coopera para a estabilidade política, assim como conspira para que a Nação não seja desenvolvida e civilizada.  

Dilma deixou claro, na Finlândia, que o Governo que está a prender corruptos e corruptores é o dela. Além disso, a mandatária deu a entender que reagirá às tentativas de destituí-la do poder, como se o Brasil, a sexta economia mais poderosa do mundo fosse uma republiqueta das bananas, o que, definitivamente, é inaceitável para as pessoas que não são portadoras de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-latas, bem  como irredutivelmente nada propensas a beijar a mão do Mickey, em Orlando, para bancar as alienadas na forma de Patetas.

O parágrafo acima é real, no que diz respeito à burguesia brasileira, porque traduz, fidedignamente, o provincianismo, a subserviência, a subalternidade e o pensamento colonizado de certas classes médias coxinhas, que, ridiculamente, são cúmplices dos interesses dos ricos, que jamais as convidam para participar de seus regabofes e comezainas. Afinal, a plutocracia não abriria mão de ser pedante e arrogante com aqueles que são, na verdade, seus empregados, mesmo os que assumem cargos de confiança e ganham salários altos em suas empresas. Ponto.

Os plutocratas querem dinheiro e influenciar no processo político para controlar os fundamentos econômicos, que serão implementados por quaisquer governos. Se o presidente no poder "fecha" com os interesses da casa grande, poderá governar relativamente em paz. Do contrário, a oposição dos grandes capitalistas se torna feroz e desleal, baseada na mentira, que é o primeiro e também o último degrau de uma campanha sórdida e violenta que sofre, no momento, a presidente Dilma Rousseff.

A cidadania sabe que o negócio é inviabilizar as ações do Governo Trabalhista, romper o diálogo, apostar na crise institucional e política e, por fim, bater o martelo do golpe paraguaio. O problema para os golpistas é que o Brasil não é uma República das bananas. Quem prendeu rico corrupto e corruptor pela primeira vez neste País foram os governos do PT. A direita, além de compreender isso, medra por saber que as investigações e as punições vão ainda alcançá-la. Quem viver verá. Impeachment é golpe e o golpe foi derrotado. É isso aí.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O golpe paraguaio foi derrotado e a direita é o inimigo interno do Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

AÉCIO NÃO ESTÁ NA FOTO, MAS OS GOLPISTAS ESTÃO NAS INTENÇÕES DELE.
A verdade é a seguinte: quem não tem projeto de País e programas de governo para apresentar ao povo brasileiro e efetivá-los para melhorar a qualidade de vida da população, resta-lhe apenas apostar na demagogia, nos factoides como ações políticas e em acusações infundadas e maquiavelicamente direcionadas para sangrar politicamente a presidenta Dilma Rousseff. Tal processo dantesco tem o propósito de paralisar a governança e, com efeito, atingir também a moral de Lula, único ex-presidente no mundo que é combatido, sistematicamente, pela mídia empresarial nativa, bem como pela oposição de direita capitaneada pelo PSDB.

O Brasil há anos sofre com as peripécias e os arranjos dos udenistas, que estão presentes em todas as eras presidenciais e na história deste País, que se torna vítima de agruras impostas por uma direita alienígena, que faz questão de demonstrar aos quatro ventos não ter quaisquer compromissos com a Nação, porque irremediavelmente dissociada dos interesses nacionais.

Trata-se de um processo surreal, a tal ponto que os golpistas há um ano tem apenas como proposta apresentada à sociedade o golpe à moda paraguaia, sem se preocupar, entretanto, em transformar o Brasil de 210 milhões de habitantes, fortemente industrializado, dono de um mercado interno poderoso, além de ser a sexta economia do mundo, em um reles País terceiro-mundista, politicamente e institucionalmente anão, bem como envergonhado por ter uma casa grande provinciana e colonizada, que deseja o retrocesso político e o fim do desenvolvimentismo, porque considera o Estado um instrumento para alavancar suas riquezas e garantir seus benefícios e privilégios.

O ódio da direita golpista é devido à perda do controle do orçamento federal, o Estado deixa de ser patrimonialista e, consequentemente, o clientelismo, que é a artimanha de controle do voto de cabresto e de gratidão, perde sua influência e, por sua vez, enfraquece o poder dos políticos coronéis, urbanos e rurais, bem como os midiáticos, que apostam no retrocesso, porque sonham com um Brasil pouco desenvolvido, com seu povo deseducado e sem instrução.

As tentativas de golpes contra uma presidenta legitimada pelo voto e que respeita o jogo democrático e as instituições republicanas são sintomas, recorrentemente, chauvinistas, como se fossem doenças, cujos enfermos sofrem de radicalismo ideológico e partidário e, por seu turno, tornam-se radicais que desprezam e combatem seus adversários, as minorias, as esquerdas, pois, irrefragavelmente, mitômanos, narcisistas e egocêntricos. Ponto..

A direita, antes de tudo e de qualquer coisa, é narcisista, e, por conseguinte, possui um caráter egoísta, sectário e elitista. As elites, presentes nos setores públicos e privados, são moralistas, porque "éticas" de forma seletiva. Os conservadores não conseguem negociar, porque, para eles, a força do dinheiro e a individualidade é que contam para que se conquiste poder e influência, que, de acordo com o conservadorismo, estão intrinsecamente ligados à construção de uma sociedade onde a meritocracia adormecesse os conflitos de classe social e o que derivam de tais conflitos, a exemplo dos preconceitos raciais, culturais e de gêneros.

É por causa disto (que fique registrado o que eu afirmo, porque desejo que haja atenção para a conclusão deste pensamento) que as elites não conseguem cumprir com os acordos e os contratos sociais. Quando a casa grande se depara com derrotas eleitorais e, com efeito, seus interesses econômicos e políticos não são mais atendidos como antes, seus inquilinos ou agentes políticos e empresariais que defendem os status quo passam a apostar na ruptura democrática e institucional, o que, seguramente, coopera para fomentar crises políticas, que levam ao confronto, porque o propósito é inviabilizar o diálogo.

A política é o território no qual se edifica o diálogo, a negociação entre os contrários e as correntes de pensamentos políticos e ideológicos antagônicos. Contudo, a política tem regras, que devem ser observadas, a começar pela Constituição e pelos estatutos das instituições republicanas. A verdade é que o candidato do PSDB e, portanto, da direita brasileira, não aceitou ser derrotado em uma eleição presidencial, bem como seu inconformismo e autoritarismo recebeu associados, a exemplo dos monopólios dos oligarcas midiáticos, de setores insubordinados e conspiradores da Justiça e do MP e da PF.

Além desses setores reacionários, quem realmente está à frente do movimento golpista são lideranças vinculadas ao grande capital privado, exemplificadas em Eduardo Cunha, Carlos Sampaio, Cássio Cunha Lima, Aloysio Nunes Ferreira, Paulinho da Força, Álvaro Dias, Rodrigo Maia, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, Mendonça Filho, Roberto Freire, Jair Bolsonaro, dentre outros, que resolveram, por conta própria e total falta de compromisso com o País, tentar, ridiculamente e irresponsavelmente, transformá-lo em uma República das bananas, o que, evidentemente, não será tolerado pelas forças democráticas e legalistas do País. Afinal, a maioria dos brasileiros não é desprovida de bom senso, discernimento e juízo, como tem sido a conduta dos políticos de uma das direitas mais atrasadas do mundo, pois, sobretudo, herdeira da escravidão de quase quatro séculos.    

Agora o que se vê é que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está de joelhos e, como o mundo gira, aquele que se orgulhava de ser o algoz do Governo Trabalhista o procura para não ser cassado, pois cadáver político o deputado fluminense e do PMDB já o é. A desmoralização moral em vida é pior do que a própria morte biológica. Homens poderosos que tiveram suas imagens desconstruídas por causa da corrupção, mesmo a continuar a ter dinheiro, nunca mais recuperaram, integralmente, sua honra perante a sociedade. Está cheio de exemplos por aí...

O golpe foi derrotado, e a direita brasileira sabe disso. Todavia, creio eu, tal revés não servirá como aprendizado, porque a direita não aprende, pois seu DNA é o lucro, ou seja, manter seus privilégios e benefícios, estratificar em classes (castas) a sociedade e, obviamente, manter de forma indefinida e atemporal seu poder econômico, político e estatal. Porém, a luta pelo sossego, que para a burguesia é sentir seu interesse estável, o Estado tem de ficar sob seu controle, a fim de a casa grande mamar em suas tetas sem se preocupar em dividir o bolo.

E por quê? Porque quem elabora e determina as políticas públicas são os políticos. Como o político de direita não pensa o Brasil e quer o povo ignorante e sem instrução, certamente que dominar e limitar a vontade de liberdade e o poder de reivindicação da maioria de uma sociedade se torna mais fácil e, por sua vez, usar as forças de repressão contra qualquer rebeldia se torna, ideologicamente para a burguesia e a pequena burguesia (classe média coxinha), uma "boa" ação.

O golpe paraguaio e de direita expirou seu tempo. Há um ano Aécio Neves e seus bate-paus estão a peregrinar pelos tribunais e Congresso. Suas intenções golpistas recebem as vestes de "legalidade" da imprensa de negócios privados dos magnatas bilionários sonegadores de impostos. Por causa disto é que eles são bilionários e fortes o suficiente para se contrapor a um governo constitucional vitorioso nas urnas e apostar em golpe de estado, porque golpe é golpe, seja pela força das armas ou por meio de chicanas jurídicas ou ardis parlamentares de políticos sorrateiros. O golpe paraguaio foi derrotado. A direita é o inimigo interno do Brasil. É isso aí.