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quinta-feira, 31 de março de 2016

Moro pede desculpas ao STF depois de ter, como um Nero, incendiado o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Jamais foi a intenção desse julgador, ao proferir a aludida decisão de 16/03 (vazamento para público do diálogo entre Dilma e Lula), provocar tais efeitos e, por eles, solicito desde logo respeitosas escusas a este Egrégio Supremo Tribunal Federal". (Juiz de primeira instância Sérgio Moro)

As desculpas esfarrapadas do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, aos juízes do STF por ter vazado, ilegalmente e criminosamente, o diálogo entre Lula e Dilma Rousseff sobre sua posse como ministro da Casa Civil são um exemplo de hipocrisia e cinismo retumbantes. A perfídia que o juiz Sérgio Moro — o Humilde I — cometeu chega às raias da insanidade alimentada pelo seu ódio e obsessão messiânica sem limites.

Certamente tomado de incontrolável fúria e frustração contra o ex-presidente Lula, tal magistrado, de índole e caráter de essências condestáveis, incendiou o País, tal qual o Nero romano, porque grampeou e divulgou as conversas de uma presidente da República, que tem foro privilegiado, bem como atentou contra a segurança nacional, pois a mandatária cuida dos interesses do Estado e da Presidência da República. Porém, Moro pouco se lixou.

A verdade é que Sérgio Moro não conseguiu levar Lula, um cidadão que não responde a quaisquer processos, assim como não é réu, para o manicômio de Curitiba transformado em cárcere, onde penam dezenas de pessoas, sem culpa formalizada, sem serem julgadas, como presidiários condenados fossem, o que não é o caso de muitos dos presos. Corrupção se combate. Tem de ser combatida e todos os brasileiros querem isto, mas dentro da Lei.

Pessoas que se submetem à delação "premiada" de caráter seletivo, porque somente os políticos do PT ou as pessoas ou empresas ligadas ao partido ou que serviram ao Governo Trabalhista foram presas, o que, indelevelmente, não acontece com os demotucanos, que no Brasil são inimputáveis. A maior prova do que eu assevero se cristaliza na lista de mais de 300 políticos, a maioria do PSDB, DEM e partidos aliados dos tucanos, que receberam financiamento eleitoral e propinas da Odebrecht.

Rapidamente, o juiz Moro e o MPF/PSDB trataram de não aceitar a delação de Marcelo Odebrecht, porque, de uma forma quase "ingênua", segundo os procuradores, os nomes da lista da Odebrecht não deixa claro se o recebimento de dinheiro por parte de políticos demotucanos foi por meio de propina ou recebido de forma legal. Não está claro para os procuradores e para o Moro, obviamente. Creio eu e muitas outras pessoas que a questão não é esta.

O que "pegou" para os Intocáveis procuradores é que não consta na lista quase ninguém do PT, mas, sim, a oposição demotucana em peso, bem como os nomes de Lula e Dilma não estão na super lista de Marcelo Odebrecht para o desgosto dos golpistas. Então, se não tem petista, "Não vem ao caso" — não é juiz Sérgio Moro? A seletividade e partidarismo dessas autoridades do Judiciário retiram da Lava Jato sua credibilidade e honorabilidade. E a história costuma ser cruel, principalmente para os golpistas. Vide 1964.

A intenção das ações arbitrárias de Moro, à revelia da Lei, são bancadas pela cumplicidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aquele político de oposição de direita que pensa, equivocadamente, que sua aprovação em concurso público há cerca de 30 anos lhe dá a supremacia funcional e a importância social acima dos cidadãos eleitos, como o caso, por exemplo, de Dilma Rousseff.

Trata-se da total inversão de valores, pois faz com que servidores públicos de alto escalão se considerem mais importantes que o sistema político, a democracia e o Estado de Direito. Se o doutor Janot não sabe ou dissimula não saber, salutar se torna informá-lo que a autoridade eleita pelo voto é amparada legalmente e constitucionalmente pela soberania do povo, conforme reza a Constituição. O eleito é mais importante, porque ungido pela autoridade do povo. É dessa forma que tem de ser compreendida a democracia.

Moro faz política inadvertidamente e há dois anos incendeia o Brasil por motivos políticos e ideológicos, porque o combate à corrupção não precisa ser midiático, como exageradamente acontece no Brasil. Vivemos em um circo de horrores, porque a intenção é o golpe de direita ser sacramentado. Moro leva a malta de coxinhas de classe média e média alta a sair histérica e encolerizada às ruas, muitos deles com características fascistas, em várias cidades grandes e médias, a tentar, inclusive, como ocorreu em Brasília, invadir o Palácio do Planalto.

O vazamento ilegal e criminoso realizado por um juiz de província impediu que Lula assumisse a Casa Civil oficialmente, fato este que cooperou, indubitavelmente, para constranger o ex-presidente e fazer com que parte da população branca e reacionária alterasse seus ânimos e se dispusessem a ocupar as ruas para pedir um golpe contra o Estado Democrático, a democracia, a presidente Dilma Rousseff, bem como contra o Lula, que já vinha a amarrar uma coalizão política com vários partidos, principalmente com o PMDB, porque a finalidade é garantir a maioria no Congresso para que o Governo Trabalhista pudesse aprovar seus projetos e tocar os programas e as obras que estão praticamente paralisadas em todo o País, desde que a crise política se alastrou como um câncer no organismo do sistema político e partidário.

O juiz de primeira instância Sérgio Moro tem o beneplácito de alguns juízes da Alta Corte, bem como o apoio incondicional de outra cabeça do golpe, o procurador Rodrigo Janot. A intenção desses servidores públicos ideologizados e partidários à direita é efetivar um golpe contra a presidente Dilma e impedir que Lula faça política e recomponha a base do Governo Trabalhista, assim como dê início à recuperação da economia, a mudar alguns paradigmas neoliberais, que estão a vicejar no Ministério da Fazenda e no Banco Central do Brasil.

Quando foi anunciada a posse de Lula, o juiz Moro incorreu em crime e vazou um grampo ilegal. Ressalta-se que tal magistrado de província, que pensa que o Brasil é dele e dos togados sem um único voto que o circundam, já tinha dado ordem à PF para que se encerrasse as escutas nos telefones de Lula. Mesmo assim ele teve a audácia, a prepotência e a ousadia de vazar diálogos em que um dos grampeados é a presidente da República, além de vários ministros e parlamentares.

Moro pediu desculpas ao "egrégio tribunal", como bem disse. Contudo, como se trata de um agente público partidarizado e de direita, não pediu desculpas a quem deveria pedir: a presidenta Dilma Rousseff, pois, ao que parece, "Não vem ao caso". O que vem ao caso, certamente, é derrubar governo constituído. Tal tucano pertence às hostes da oposição de direita, que, desde o dia seguinte à derrota do político golpista e incendiário de alma lacerdista, senador Aécio Neves, não aceitam os resultados das urnas e, inconsequentes e irresponsáveis, tocam fogo no País, paralisam sua economia, causam desemprego aos trabalhadores e tentam impor, por meio de um golpe, um programa econômico draconiano, que denominaram de "Uma ponte para o futuro". Realmente, tal "ponte" é um verdadeiro deboche e desfaçatez.

Só se o futuro é o inferno, cujo patrono é o satanás sadomasoquista à espera do sofrimento do povo brasileiro. Um programa do PMDB/PSDB que retoma o neoliberalismo dos tempos dos governos sombrios de FHC — o Neoliberal I —, que também afundou o mundo em uma crise sem precedentes e transformou o Brasil em um pardieiro do FMI e do Bird, que desde o Governo Lula não vem ao País cagar regras e impor receitas econômicas e financeiras, que nem lúcifer seria capaz de ratificá-las, no que diz respeito a massacrar o povo do Brasil.

Golpistas que desejam e pretendem julgar uma presidente que não cometeu quaisquer malfeitos ou crimes, sejam eles comuns ou de responsabilidade. Ladrões, corruptos, políticos processados e réus querem dar um golpe travestido de impeachment, com o apoio irrestrito da pior escória deste País, a imprensa de negócios privados dos magnatas bilionários, que há muito tempo deveriam ser levados às barras dos tribunais por crimes de traição e conspiração, no sentido de serem historicamente os arautos de golpes contra mandatários eleitos pelo povo.

Além disso, tais magnatas bilionários de imprensa são acusados de sonegação, lavagem de dinheiro, contrabando de equipamentos, pagamentos de propinas a fiscais do Carf com a intenção de diminuir os valores de multas ou até mesmo extingui-las, remessa ilegal de dinheiro, contas não declaradas no exterior, bem como proprietários de patrimônios em nome de testas de ferro, dentre muitos outros crimes que "Só eles e Deus sabem", como define o velho adágio popular.

E é esta gente corrompida que evidencia e quer efetivar um golpe. Ressalva-se: em presidente que não cometeu crimes. Enquanto isso, os crimes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, são "esquecidos" pela grande mídia corrupta. Por isto que o impeachment nas condições que se apresenta não passa de golpe rasteiro e criminoso, porque invalida os 54,5 milhões de votos depositados nas urnas em nome do PT e de Dilma Rousseff, que novamente ressalto: não cometeu crimes.

Os golpistas querem dar um golpe como se não tivesse importância os votos e a soberania daqueles que apoiam os programas sociais e as obras do Governo Trabalhista, que desde 2003 trabalha em prol da igualdade de oportunidades e da justiça social. Um Governo democrático, que jamais reprimiu os trabalhadores por meio de cassetetes da polícia e da negação em atender suas reivindicações sociais seculares. E foi o que os governantes trabalhistas fizeram e a direita quer que o povo esqueça seus benefícios e conquistas. Só que não vai esquecer...

Não vai ter golpe! Porém, enquanto isso Moro se desdobra para, de forma infeliz e lamentável, pedir "escusas" ao STF, porque como um ser super "humilde", bem como de coração "ingênuo", sua intenção ao vazar os diálogos de Lula e Dilma às vésperas do nomeação do líder petista para a Casa Civil não tinha por objetivo de "Diante da controvérsia decorrente do levantamento do sigilo e da decisão de V.Ex.ª {juiz Teori Zavascki}, compreendo que o entendimento então adotado possa ser considerado incorreto, ou mesmo sendo correto, possa ter trazido polêmicas e constrangimentos desnecessários". Como o Moro é bonzinho e cônscio de suas artimanhas dissimuladas perante o egrégio tribunal.

Não é fantástico? Chega a ser comovente as explicações em aspas do juiz do PSDB do Paraná, Sérgio Moro. E sabe por quê? Porque todo mundo é idiota ou burro neste País. Ou assim pensa o sistema judiciário à moda Catta Preta, mas de maneira muito equivocada, diga-se de passagem. Quer dizer então que o bondoso varão de Plutarco e puro de alma, o juiz Moro, jamais pensou que vazar de forma inconstitucional e à margem da Lei os grampos telefônicos não daria em nada? Não faria com que coxinhas despolitizados e fascistas financiados saíssem às ruas para atacar o Governo? Então,  tá...

Só que há um paradoxo em sua conduta e ações, pois horas antes os grampos foram suspensos por ordem do próprio juiz de Maringá. Mesmo assim, e de forma política e ideológica, o magistrado decidiu repercutir a arapongagem, sendo que o porta-voz de sua ação golpista foi, ora veja, a Globo News. Não poderia ser diferente, até porque como "funcionário" padrão dos Marinho, este juiz de primeira instância "Faz Diferença". Não é mesmo?

Moro acendeu o rastilho de pólvora e deu no que deu: incendiou o País. Coxinhas apopléticos, a babar a baba do ódio, saíram às ruas alucinadamente e fizeram aquele escarcéu fascistoide, a imitar a fúria do Moro, um Nero tupiniquim com muita disposição para fazer política a partir do Judiciário, com o propósito de derrubar o Governo eleito e impedir que ele dê sequência a seus projetos. Moro quis dar fôlego ao impeachment de Dilma e enfraquecer politicamente o ex-presidente Lula perante a sociedade e o fez de forma perversa e criminosa, porque vazou grampos ao público onde constavam as falas da presidente da República.

Sérgio Moro, na verdade, cometeu crimes de forma premeditada, calculada, de fundo político e partidário. Moro é profundamente ideológico, um juiz irremediavelmente politizado, que judicializou e criminalizou a política, mas, contraditoriamente, faz política a se aproveitar de seu cargo vitalício, que não passa pelo crivo das urnas. Moro quis impedir a posse de Lula e, se fosse possível, polemizar e prejudicar sua ascensão ao cargo de ministro da Casa Civil, ao dar conotação de que Lula não queria ser julgado por ele, como se o juiz Moro fosse o melhor juiz do Brasil, o mais honesto e republicano, e, por sua vez,  o único apto a combater a corrupção. Realidades estas que não se confirmam. 

Moro como Janot apostam no golpe e são peças importantes de uma engrenagem que faz funcionar o consórcio do golpe formado por juízes, promotores, delegados da PF, procuradores, políticos de oposição e empresários, a terem como seus porta-vozes a imprensa golpista da casa grande, bem como os coxinhas despolitizados de classe média vestidos de amarelo como se gostassem do Brasil, coisa que não é real, porque coxinhas, e todo mundo sabe disso, inclusive eles, gostam é de Miami, desprezam o povo e odeiam o País. O coxinha autêntico é preconceituoso e sectário. São falsos moralistas e estão revoltados e inconformados, na verdade, porque os pobres passaram a "invadir" um pouquinho a praia dessa gente de alma pequena e espírito de porco.  

No dia 16, o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, transformou-se no imperador Nero e tocou fogo no Brasil. Ele apagou o incêndio com gasolina e sabia, sem dúvida, o que estava a fazer, ou seja, fazer funcionar a sinalização da estrada do golpe de direita. Não vai ter golpe! Vai ter luta! No dia 31 de março os golpistas vão ver como se derrota o golpe. Povo mobilizado é povo organizado. É isso aí. 


terça-feira, 29 de março de 2016

Ladrões julgam Dilma e perseguem Lula com a cumplicidade do STF — Não vai ter golpe!

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Estava aqui a pensar que o Brasil é realmente um País sui generis, com uma "elite" atrasadíssima, que remonta ao século XIX, moralmente carcomida e socialmente corrompida, para dizer o mínimo. Então é assim: 54,5 milhões de cidadãos brasileiros votam na chapa Dilma Rousseff e Michel Temer e logo depois a presidenta que não roubou a sociedade e nem o Estado nacional poderá ser deposta por um golpe de estado por ladrões e golpistas, sendo que muitos atuam no Congresso (PSDB, DEM et caterva), outros no sistema Judiciário (PF, MP e Justiça), bem como a escumalha do golpe se completa com a Fiesp, a imprensa corporativa de preceitos criminosos e gente do próprio Governo Trabalhista, exemplificada  principalmente no PMDB, cujo vice-presidente, Michel Temer não honra seu mandato e nem sua própria dignidade como cidadão, já que um traidor da presidente, além de golpista.

A verdade é que o Governo Trabalhista está isolado, porque a direita brasileira se mobilizou fortemente para dar um golpe pelo simples fato, e este é o principal dos motivos, de não aceitar a quarta derrota consecutiva. Contudo, o Governo Dilma não está morto, porque quem morre de véspera é peru de Natal, porque movimentos, grupos, associações, sindicatos urbanos e rurais e os inúmeros setores da sociedade que defendem a democracia, além da resistência do Governo Trabalhista, estão também a se mobilizar e a sair às ruas, a não permitir que golpistas irresponsáveis e antidemocráticos, aboletados na sistema Judiciário, na oposição partidária de direita e na imprensa de mercado pensem que a peleja está ganha.

O dia 31 de março é de suma importância para as fileiras democráticas e legalistas da Nação. As ruas deste País vão ser inundadas pela sociedade civil organizada que não está disposta a aceitar retrocessos, arbitrariedade e violência institucional e política disfarçada de impeachment, como pretendem demonstrar a Rede Globo, uma empresa monopolista acostumada a cometer crimes contra a democracia, as instituições e ao Estado de Direito, como ocorreu no passado e acontece agora, com a cumplicidade lamentável de juízes do STF e do STJ que permitiram que um fanático de primeira instância rasgasse a Constituição e  o Código Penal, ao ponto de cometer crimes contra a honra das pessoas, a não lhes garantir seus direitos constitucionais, assim como a ordenar vazamentos nas vozes dos presidentes Dilma e Lula, que chegaram ao grande público como se fossem bandidos que cometem malfeitos contra os interesses da Nação.

Moro deveria estar preso, mas antes teria, se tivéssemos uma Justiça séria, de ser sumariamente afastado para depois ser investigado e, com efeito, demitido para o bem do serviço público. Não somente este juiz de província, que teve a cumplicidade de muitos juízes da Corte, que impediram, inclusive, de o Lula assumir a Casa Civil, mesmo a ter ficha limpa, a não responder processos e muito menos ter condenações por parte da Justiça. Um acinte e um tapa na cara dos direitos civis adquiridos, não por esses jagunços e feitores da casa grande, mas pelo povo brasileiro no decorrer de séculos, pois somos um País que teve 400 anos de escravidão e continua a ter um sistema judiciário nitidamente aristocrático, com punhos de renda, que ainda se conduz e se comporta como se estivesse em plena época da escravatura.

Grande parte dos brasileiros tem discernimento e não vai aceitar golpe sem luta. Com certeza. Os golpistas, à frente a Globo, seus monstrinhos (jornalistas) de redações e procuradores políticos e ideológicos, como o senhor Rodrigo Janot, um chefe da PGR seletivo e que, tais quais a procuradores da estirpe de Deltan Dallagnol, Carlos Fernando e Cássio Conserino, dentre muitos outros, que combatiam até o Enem, a exemplo do procurador Oscar Costa Filho, do Ceará, que por inúmeras vezes quis anular o Enem, a fim de desqualificá-lo e desacreditá-lo em uma posição totalmente antidemocrática e política, pois voltada para combater o Governo Dilma e o acesso de candidatos das classes populares.

No fundo, o intrépido procurador caçador de Enens, a despeito de suas discrepâncias e incongruências travestidas de seriedade e de combate a irregularidades nas provas do concurso popular e democrático, na verdade estava revoltado e inconformado com o acesso dos pobres às provas e, consequentemente, com a entrada de alunos pobres e muitos deles negros e índios nas universidades públicas. No Brasil, os preconceitos de classe e de raça são como irmãos siameses. Possuem a mesma essência diabólica e se completam ao alimentar o hedonismo e o arrivismo um do outro.
  
Este sentimento e preconceito de classe por parte de procuradores, juízes, policiais federais e advogados que controlam hoje a OAB é muito forte, pois a tônica, principalmente nos dias de hoje por causa da democracia. Isto mesmo. Parece um paradoxo, mas o é. E explico. Como o Brasil já tem mais de trinta anos de democracia (tivemos eleições diretas para governadores em 1982) essas pessoas que hoje ocupam cargos de poder e mando cresceram com estabilidade democrática e uma moeda forte como real, a partir de 1994, a despeito da movimentação cambial, bem como são filhos da classe média alta e desprovidos de conhecimento real sobre a sociedade.

Vivem em um mundo empírico, a ter como casulo a redoma de cristal, que lhe serve como um grande condomínio de coxinhas a vivenciarem desde a infância seus mundos do tamanho de seus umbigos ou de Miami, como disse o estúpido juiz Itagiba Catta Preta Neto, um magistrado de primeira instância de Brasília, que concedeu liminar contra a posse de Lula como ministro da Casa Civil com o intuito, e somente isto, de fazer política rasteira, de quinta categoria, porque, independente de qualquer coisa, este juiz participou efetivamente de passeatas contra o Governo Trabalhista.

Tal juiz, irremediavelmente coxinha, inclusive se arrogou a fazer proselitismo barato em seu facebook ao publicar que um golpe contra Dilma faria com que o dólar caísse e, com efeito, facilitaria as viagens dos coxinhas para Miami. É mole ou quer mais? Este é mais um (mau) exemplo de nossa magistratura socialmente inconsciente, mas equivocadamente politizada. Assim também, levianamente, procederam os delegados aecistas da PF, que sonham com um Brasil e um mundo repleto de meganhagens, como se retrocedêssemos aos tempos do Dops do delegado assassino da ditadura militar, Sérgio Paranhos Fleury.

São esses grupos vinculados ao Estado nacional, que recebem altos salários, por meio dos contribuintes, que estão a rasgar as leis e a desconstruir o Estado Democrático de Direito. São como peixes fora d'água, que são recalcitrantes no que tange à democracia. O Brasil está perto de sofrer um golpe em pleno século XXI depois de sofrer durante todo século XX com governos déspotas edificados por golpes e tragédias, como, por exemplo, e mais recentemente, o suicídio de Getúlio Vargas, a deposição de João Goulart, a renúncia de Jânio Quadros, a perseguição feroz e humilhante a Juscelino Kubitschek, o linchamento moral e a perseguição implacável a Lula e o impeachment (golpe) surreal contra Dilma.

Golpe a ser, inacreditavelmente, comandado por um político da estirpe de Eduardo Cunha, presidente da Câmara acusado de roubar por meio de provas documentadas e contundentes. Político considerado corrupto e que hoje está a passar por processo de avaliação no Conselho de Ética, que sempre é boicotado e sabotado por sua turma golpista em que a maioria também responde a processos na Justiça. Trata-se de um verdadeiro desastre, dentre muitos outros desastres efetivados pela casa grande brasileira, a pior do mundo, a mais perversa e a responsável, lembro novamente, por 400 anos de escravidão.

Lula e Dilma tem derrotar o golpe com o povo na rua. Golpe se derrota com o povo nas ruas e praças. Primeiro, contesta-se a pérfida e sórdida conjuração nas ruas e nos foros apropriados, a exemplo de STF. Depois vai para o pau, pura e simplesmente, se os golpistas derrubarem uma presidente eleita legitimamente e democraticamente. Se Dilma Rousseff não cometeu crimes, a mandatária de 54,5 milhões de votos de brasileiros natos não poderá ser derrubada por vândalos das garantias constitucionais. Golpe é golpe, e ninguém é tão idiota para não compreender esta sórdida realidade.

A vandalização do Estado de Direito é inaceitável, como o é também impressionante os juízes do Supremo Tribunal Federal afirmarem que "O impeachment é constitucional", sem, no entanto, completar a frase pelo menos para asseverar que cidadão comum e autoridade constituída que não comete crimes não pode jamais serem punidos, o que é o caso de Dilma Rousseff e também de Lula, impedido de assumir sua Pasta, porque a Justiça injusta não o permitiu até agora trabalhar à frente da Casa Civil.

Procuradores, juízes e policiais federais estão a edificar um Estado policialesco sem a autorização do povo brasileiro e da Constituição. Se arrogam como os arautos da dignidade e dos bons costumes (nada mais hipocritamente udenista), enquanto juízes que cometem crimes como o Sérgio Moro, além de Gilmar Mendes, que empresaria um entidade de ensino mesmo a ser juiz da Alta Corte, concede liminar contra Lula feita por uma funcionária de sua empresa e ainda dá declarações contra pessoas que vão ser julgadas por ele e por seus colegas. Surreal; e todo mundo acha normal...

Pense bem: você vai ser julgado e seu julgador declara ao público que você é culpado. Age dessa forma inapropriada e vergonhosa à magistratura recorrentemente. E até hoje esse juiz do PSDB do Mato Grosso, que é nada mais e nada menos do que a herança maldita de FHC — o Neoliberal I —, o operador da Brasif para enviar dinheiro à sua amante, nunca foi questionado severamente por seus pares e muito menos o Senado pediu o impeachment dele, mesmo quando o Governo Trabalhista tinha maioria. E por quê? Porque Gilmar Mendes é a garantia dos interesses da plutocracia no STF, além de ser um dos principais conspiradores do golpe. E o faz, sem escrúpulos, às claras.

Pobre desta Nação nas mãos de um sistema Judiciário completamente desviado de suas funções e responsabilidades, como um procurador-geral que, arrogante e prepotente, disse que não deve nada a ninguém. Deve, sim. Deve, e muito, satisfação ao povo e a quem discorda de golpes cuja origem é o MPF. Janot é uma das cabeças principais do golpe e se acha maior de quem é eleito pelo sufrágio universal, ou seja, maior do que a soberania popular. A sociedade não merece ter um togado desse à frente da PGR. E ele foi mais além em suas aleivosias perante parte importante da Nação que combate o golpe, por ser legalista e garantista.

Disse que Lula poderia ser ministro em documento enviado ao STF. Falou como se tivesse a fazer um favor a "conceder-lhe" direito à cidadania. Um cidadão, diga-se de passagem, que nunca cometeu crimes e não responde a malfeitos em qualquer vara de primeira instância. Aliás, o problema de Moro e de seus delegados aecistas e promotores midiáticos como Carlos Fernando e Deltan Dallagnol é exatamente não terem encontrado quaisquer crimes praticados por Lula. E tentaram, despoticamente e à margem do Estado de Direito, prendê-lo. Tal atitude nefasta ao Direito pode ser definida no pensamento de Albert Camus: "Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha em tudo". Sérgio Moro, Gilmar Mendes e seus associados do golpe, certamente, estão a falhar, indelevelmente, com a Nação.

Agora perguntem a esses "varões de Plutarco" qual foi o motivo de eles invalidarem ou não considerarem interessante ouvir e confirmar oficialmente as delações de Marcelo Odebrecht sobre os mais de 200 políticos que constam em suas listas de propinas, sendo que a grandíssima maioria é vinculada aos partidos da oposição, notadamente o DEM, o PSDB, o PPS e seus aliados de outros partidos. Aécio Neves, por exemplo, já foi delatado oito vezes. Trata-se do campeão em delações, pois presente em todas as listas de propinas e corrupções. Fato!

Para Moro e Janot, assim como aos seus áulicos da seletividade ideológica e partidária, NÃO VEM AO CASO! E por que, meu Deus? Porque temos uma Justiça, um MP e uma PF injustas e mequetrefes no que concerne a todos os cidadãos brasileiros serem iguais perante as leis. Só isto. Não, claro que não. Essa gente cheia de autoridade seletiva considera os brasileiros idiotas e os tucanos do PSDB e do DEM i-nim-pu-tá-veis! E fica isto por isto mesmo. Problema dos "idiotas", que discordam da tirania judicial e jurídica imposta ao País. Ponto! Pobre do Brasil que não consegue conquistar seu marco civilizatório, porque temos uma burguesia colonizada e subserviente a uma plutocracia que  impede a grande Nação de língua portuguesa de ser civilizada e desenvolvida pelo motivo de termos uma casa grande da pior espécie, uma verdadeira escória, incrivelmente autoritária e perversa.

Entretanto, o povo tem de ir às ruas. O povo e não a pátria branca dos coxinhas analfabetos políticos e golpistas, que protestam nos bairros ricos e chiques, em avenidas conhecidas e muitas vezes à beira-mar. Não. O povo que vai às ruas no dia 31 de março vai mostrar que o golpe desses grupos privados, com o apoio de servidores do sistema Judiciário, a conspirar por um golpe contra a Nação não vai passar, porque não passarão, pois vai ter luta.


A verdade é que os ladrões julgam Dilma Roussef, perseguem Lula com a permissão do sistema Judiciário e a cumplicidade dos juízes do STF e do STJ. Inacreditável ao ponto que chegamos, em colocar as conquistas democráticas em risco, sendo que quem tem a obrigação de garantir a legalidade constitucional e institucional é a Justiça e o MP. Só que são eles os golpistas. Os centuriões da Casa Grande. Durma-se com um barulho desses.  Golpe se derrota nas ruas. Não vai ter golpe! Vai ter luta! 31 de março o povo vai ocupar as ruas. É isso aí.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Globo aposta no golpe, envenena a sociedade, não quer ser alvo de inimigos e o Bonner estranha...

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

BONNER E HOMER: OS NOMES NÃO TEM APENAS O MESMO SOM FONÉTICO, MAS TAMBÉM RIMAM! 
As *Organizações(?) Globo não tem adversários. De forma alguma. É vero. O oligopólio dos coronéis midiáticos tem, na realidade, inimigos. Fato verdadeiro. Contudo, o cartel midiático não quer ser alvo de protestos e manifestações de milhões de brasileiros, que detestam tal Vênus Platinada, sendo que incontáveis cidadãos, na verdade, odeiam o que a Globo é e representa como inimiga dos interesses do Brasil.

A Globo mente, manipula e distorce a notícia — a informação. Tais *Organizações(?) fomentam o golpe, o incrementam, contra presidentes trabalhistas desde 1930, evidentemente a ter O Globo como seu pitbull adestrado para fazer o brasileiro se sentir morador do pior dos lugares, o Brasil, bem como sua autoestima ficar mais baixa do que umbigo de cobra.

Para impor sua agenda aos governos e ao País, as empresas dos Marinho “escondem” o que de bom acontece no Brasil, porque, como dizia o velho Roberto Marinho, o poder do Globo (o magnata bilionário sempre se reportava ao jornal mesmo quando se tratava da tevê) não está no que o jornal mostra, mas, sobretudo, no que não mostra. Nada mais maquiavélico. Conspiração e golpe.

O William Bonner, na edição de sábado passado, leu nota, quase a lamentar, pois só faltou choramingar, em que participou ao público que a Globo não faz grampos e por isto não poderia, digamos, ser alvo de protestos e manifestações, ou seja, de milhões de pessoas que discordam solenemente da postura e conduta golpista da Globo. Ué, todo mundo sabe que essa empresa golpista não grava as pessoas como se fosse polícia a mando de juiz, até porque só o que faltava acontecer. "Creio eu”... Porém, não é prudente pôr a mão no fogo.

Todo mundo compreende e sabe, até mesmo os coxinhas que compactuam com o jornalismo golpista e de esgoto da Globo, que tal indústria midiática de moer reputações, corações e almas de seus adversários e inimigos há muito tempo é useira e vezeira em combater os interesses econômicos e financeiros do Brasil, bem como luta, diuturnamente, para que o povo brasileiro não se emancipe plenamente. As Organizações(?) Globo odeiam a democracia. Sua genealogia e essência são autoritárias.

A Globo só faz política, indevidamente, porque se trata do maior e mais poderoso partido de direita deste País, sem o qual a oposição demotucana não sobreviveria. Seu jornalismo mequetrefe e enviesado, sistematicamente, sonega as informações sobre as conquistas do povo e as ações pró-ativas do Governo Trabalhista em todos esses anos. A Rede Globo fomenta o golpe e, cínica e hipócrita, não quer ser alvo de seus inimigos, como se nada tivesse acontecido no quartel de Abrantes. A Globo só quer bater, mas não quer tomar porrada.

Seus empregados e patrões não acreditam no ditado que Pau que bate em Chico bate também em Francisco. Eles querem “ficar de boa”, a olharem para o alto, pôr as mãos para trás e assoviar, com caras de paisagens, como se não tivessem quaisquer culpas no que concerne à gigantesca crise política e institucional, que ninguém sabe como vai terminar. Durma-se com um barulho desses.

Todo mundo sabe, inclusive os recém-nascidos, os marcianos verdinhos, os moribundos, os mortos, o Mickey, o Pateta e o Pluto, além dos coxinhas, que as *Organizações(?) Globo manipulam as informações e as editam conforme seus interesses e de acordo com as ordens dos irmãos Marinho, a capitaneá-las o feitor Ali Kamel, que dá ordens a seus monstrinhos (jornalistas) criados em suas redações, similares ao Instituto Butantan, que também cria serpentes para fins medicinais, com o propósito de salvar as vidas de vítimas picadas por víboras de venenos mortais.

Como se percebe, esses seres rastejantes, que são rejeitados, injustamente, pelas pessoas tem utilidade e serventia, mesmo quando ferem alguém, além de cooperarem com os diferentes ecossistemas, porque não permitem, por exemplo, que roedores e outras espécies se reproduzam de forma que possam causar prejuízos às outras espécies. Uma questão de EQUILÍBRIO da natureza!

Por sua vez, percebe-se que a Globo e seus monstrinhos amestrados não sabem o que significa isto. Contudo, eu tenho paciência para explicar. EQUILÍBRIO, como bem ensinam as cobras, as serpentes e as víboras, que são animais diferentes, no jornalismo é ouvir os dois lados, favorecer o contraditório, respeitar a integridade moral dos atores da história, não editar declarações e gravações e muito menos mentir, porque mentir para o público, a milhões de pessoas é crime, sim. Ainda mais quando empresários bilionários fazem política, a fim de impor suas agendas ao País para concretizar seus interesses, sejam eles quais forem. Ponto!

Como se percebe, volto a repetir, as serpentes são mais úteis que a Globo, que, na verdade, não serve para nada, a não ser causar enormes prejuízos às empresas públicas do País, juntamente com o sistema judiciário predador, que prendeu empresários poderosos, mas não tiveram o cuidado de preservar as empresas de construção, que são portadoras de enorme conhecimento científico e tecnológico, tal qual a Petrobras, que desde 1953 sofre nas mãos dos Marinho com campanhas negativas, antinacionalistas e entreguistas.

É isto. E o William Bonner e a Renata Vasconcellos não concordam, de forma tão "ingênua" quase "meiga", com o fato de a Globo não ser merecedora de ter inimigos e, consequentemente, ser alvo de protestos, que vão, evidentemente, ficar cada vez maiores e, quiçá, violentos, afinal a Globo, seus donos e monstrinhos de redações sabem o que assevero, afinal basta ir à internet e ver as fotos de 1954 da redação do jornal O Globo, que foi empastelada, e de sua viaturas que foram tombadas e inapelavelmente destruídas por causa da morte de Getúlio Vargas.

Porém o Bonner considera injusto a Globo ser objeto de protestos, afrontas, palavrões, arremessos de objetos, bem como seus repórteres não podem se aproximar das multidões ou grupos de pessoas que discordam do golpe de estado apoiado pelas *Organizações(?) Globo. Nada é mais a cara do golpe do que a Globo, e, se Dilma cair ou Lula for preso, a Globo vai ser alvo de protestos veementes e consistentes, porque a mobilização contra os golpistas vai ser enorme. A Globo abriu a caixa de Pandora e os fascistas estão à solta e a ameaçar os cidadãos, inclusive o ministro do STF, Teori Zavascki.

A "Vênus" possui o veneno destrutivo das serpentes e das víboras, só que o dela, ao contrário desses animais, não serve para fazer antídoto para salvar vidas. Seu veneno pestilento serve, sim, para atrasar o desenvolvimento do País, baixar a autoestima do povo e apostar no retrocesso institucional e constitucional. O veneno da Globo é antinacional e antidemocrático. Globo aposta no golpe, envenena a sociedade, não quer ser alvo de inimigos e o William Bonner estranha, como que a se sentir (fingir) surpreso. Globo Golpista! É isso aí.

*Organizações(?): que nome estranho... 

terça-feira, 22 de março de 2016

Lula derrotará a direita nas ruas, Daiello da PF tem de sair, juízes do STF conspiram, coxinhas e golpes

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Juiz golpista é o fim da picada. Desça do muro, Edson Fachin! O senhor é gaúcho! Honre a memória e a estirpe de gaúchos como Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Pinheiro Machado, Borges de Medeiros, Luís Carlos Prestes, Plácido de Castro, Alberto Pasqualini, Assis Brasil, Oswaldo Aranha, Flores da Cunha, que, apesar de suas idiossincrasias e antagonismos políticos e partidários, tinham opinião e enfrentavam com muita coragem as realidades e as guerras".

O ministro da Casa Civil de fato, mas ainda não de direito, Luiz Inácio Lula da Silva, sabe muito bem, assim como todo o Governo Trabalhista comandado pela presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, o advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, bem como o diretor do Departamento da Polícia Federal (DPF), Leandro Daiello, a despeito do combate à corrupção, que tem de ser realizado e os criminosos combatidos duramente, a Lava Jato se tornou uma operação de objetivo político e partidário, cujo propósito principal é inviabilizar as ações governamentais da presidenta eleita pelo povo, fazer com que a mandatária seja derrubada do poder, bem como impedir que Lula seja candidato a presidente em 2018, além de ser preso e, com efeito, não assumir, de forma alguma, a chefia da Casa Civil.

Abro um parênteses para o diretor da PF, delegado Leandro Daiello. Tal policial é parte importante na engrenagem conspiratória contra a presidenta da República, além de ser um dos responsáveis, juntamente com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz Sérgio Moro, um magistrado de província e de primeira instância, bem como funcionário padrão da Globo, que, malandramente, o considera um indivíduo que "faz diferença", além de querer dar, evidentemente, um golpe de estado, que não tem nada de diferente, porque todo o planeta sabe, até os coxinhas analfabetos políticos e fascistas, que golpes na América Latina é um lugar comum, apesar de o Brasil ser a sétima economia do mundo, assim como um País "democrático", que deseja ser civilizado sob a égide do Estado de Direito.

A presidenta Dilma Rousseff, por intermédio do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, deveria exonerar o chefe da PF agora e para já. Aliás, o delegado que deveria ser exonerado, investigado e, se for o caso, punido duramente por ter cometido inúmeras ilegalidades e irregularidades no decorrer das ações da Polícia Federal, principalmente no que concerne às meganhagens perpetradas pelos policiais aecistas do Paraná, que grampeiam pessoas ilegalmente, em fumódromos e mictórios, vazam informações para a imprensa de mercado, sempre de forma seletiva, com a finalidade de combater apenas e tão somente um lado, o lado do Governo Trabalhista, do Lula, da Dilma, do PT e de todas as empresas que prestaram serviço para o Governo, especificamente na área da construção civil. Construtoras, que, diga-se de passagem, são as principais financiadoras de campanhas eleitorais dos políticos de oposição de PSDB, DEM, PPS, Rede Sustentabilidade, SD, PP e agora parte do PMDB, dentre outros partidos oposicionistas, que, derrotados nas urnas, não souberam perder e agora lutam, diuturnamente, para dar um golpe.

Delegados ideológicos e ativos no campo da direita se voltam contra as determinações administrativas do Governo e lutam para que a PF seja independente, como se fosse possível permitir que uma corporação armada, constitucionalmente subordinada ao Ministério da Justiça, politicamente conservadora, que prestou serviços de repressão à ditadura militar e possuidora de uma cultura arbitrária e casuística, pudesse se desmembrar da escala de hierarquia do Governo Federal e fazer o quer como lhe aprouver, como, por exemplo, dar golpes de estado, intervir na política e arrogantemente e insubordinadamente se considerar acima das autoridades eleitas pela vontade e soberania do voto do povo. O que esses policiais fazem chega a ser uma coisa sem noção. Durma-se com um barulho desses.

Trata-se de delegados ideológicos e por isto agem e atuam de forma político-partidária, porém, truculenta e extremamente desrespeitosa, de uma insubordinação criminosa, porque chegaram ao ponto de ousar e se atrever, na época das eleições, a usar a foto de Dilma Rousseff como alvo de tiros, bem como a mandatária do País foi objeto de impropérios inomináveis, que, certamente, tais meganhas não dirigiriam às suas mães, esposas, filhas, avós, namoradas e amigas. Ou fariam tal patifaria ou cafajestada?

Tudo isto aconteceu nas redes sociais, especificamente nos facebooks desses paladinos da justiça às avessas, dentre eles uma delegada, fato este que torna o episódio de insubordinação e desrespeito à hierarquia ainda mais emblemático, pois se trata de uma mulher, em plena atividade funcional, a espezinhar e a linchar publicamente outra mulher — a presidente da República.

A verdade é que o delegado chefe da PF tem de ser exonerado, porque ele não coibiu vazamentos ilegais e muito menos se voltou contra grampos criminosos e anticonstitucionais, a ter como parceiro o juiz que "faz diferença" e que vaza absurdamente e criminosamente informações de autos de processos, gravações e inquéritos, geralmente para as empresas dos Marinho, que eles chamam de Organizações(?). Nome muito sugestivo, não?

O delegado Leandro Daiello tem de ser exonerado (para ontem), seus atos e ações tem de ser investigados, e, se cometeu crimes contra a Constituição e desrespeitou o Estado de direito, ou seja, a povo brasileiro e as leis vigentes no País, Daiello tem de ser demitido de seu cargo, ser denunciado e responder ao processo na Justiça. Como todo e qualquer cidadão brasileiro, como acontece com os envolvidos na Lava Jato. Ou o Daiello, o Moro, o Conserino, o Gilmar et caterva são como os demotucanos, ou seja, i-nim-pu-tá-veis?

Ou se tornaram cidadãos acima das leis, como, por exemplo, o senador do PSDB, Aécio Neves, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que foram citados inúmeras vezes pelos delatores da Lava Jato e Furnas, além de serem pegos com a mão na botija por terem contas e dinheiro não declarados ao Fisco em paraísos fiscais. Citei esses dois políticos golpistas, mas poderia comentar sobre FHC, que enviava dinheiro pela Brasif à sua ex-amante, Miriam Dutra, além de possuir o Instituto FHC, que deveria também ser investigado, apartamentos em Nova York e Paris, fazenda em Minas, bem como a incomparável Privataria Tucana de seus tempos de presidente.

Para o delegado Daiello, juízes Moro e Gilmar e promotores Conserino, Dallagnol e Carlos Fernando, dentre muitos outros paladinos seletivos da Justiça, todos esses escândalos "Não vem ao caso!", como gosta de dizer o juiz de província e de primeira instância, Sérgio Moro, um homem portador de incrível "discernimento" do que é justo e injusto, partidário e não partidário, mesmo a participar de eventos com tucanos e ter relações não condizentes a um magistrado que trata de questões como combater a corrupção (apenas de um lado), mas que fecha os olhos para o outro lado demograficamente ocupado por demotucanos.    

Fecho o parênteses sobre o delegado, e me reporto ao ex-presidente trabalhista, o ministro Lula, que está a ser perseguido sem um mínimo de respeito e de dignidade pela meganhagem oficial, que não lhe dá trégua, porque quer impedi-lo de reaglutinar a base de sustentação do Governo Federal no Congresso e, por seu turno, viabilizar a governança no País.

Bateu o desespero no MPF do Janot e na Vara do Moro, que ao perceberem que Lula poderia restabelecer a parceria com o PMDB e, com efeito, recompor sua base de sustentação política e assim reiniciar a recuperação da economia, o juiz Moro, tal qual a um arauto da dignidade, da moral e dos bons costumes lacerdistas, insurge-se politicamente contra a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil e vaza escutas, após ele ter determinado o fim das arapongagens da PF, nas quais estava a falar com Lula a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Um crime, pois inconstitucional e que vilipendia a segurança nacional.

Crime praticado pelo juiz de província com o intuito de impedir que Lula recompusesse a base do Governo, além de promover a governabilidade da presidente Dilma. Chefe de Estado e de Governo que, pressionada pela oposição golpista, está prestes a tomar decisões mais duras, como controlar os vazamentos criminosos da PF e não mais tergiversar quanto ao papel do PGR Rodrigo Janot, considerado por muitos analistas como a principal cabeça do golpe contra a presidente.

O Governo Trabalhista enfrenta um sistema judiciário que se uniu à oposição para dar um golpe de estado. A oposição que combate a inclusão social, a igualdade de oportunidades, os direitos civis e de cidadania, sente-se mal com a democracia e, principalmente, não aceita a derrota eleitoral de 2014 para o PT e, consequentemente, apela agora para um golpe no âmbito do Congresso, sendo que antes tentou no TSE.

Lula tem de ir às ruas mais vezes, tantas vezes que puder para mostrar aos golpistas que o golpe vai ter consequências. Todo mundo sabe como começa o crime de golpe. Porém, não se sabe como ele termina. A oposição está louca para que haja um cadáver. Ontem, na PUC de São Paulo, alunos coxinhas e golpistas levaram caminhão de som para a universidade católica e aos brados e histericamente pediam por um golpe contra a mandatária eleita pelo voto soberano e popular.

Quando os alunos legalistas, que desejam respeito a seus votos começaram a reagir aos jovens trogloditas, que não tem a mínima ideia do que é uma ditadura e a quebra da ordem institucional e constitucional, a PM paulista deu início à repressão e, além de bater e jogar gás nos alunos antigolpistas, ainda atirou balas de borracha contra os estudantes, que lutam para que Dilma permaneça no poder. O acontecimento sombrio foi transmitido pelas tevês e disseminado pela internet.

É assim que a banda está a tocar no Brasil. O sistema judiciário (Justiça, PF e MP) e as polícias de estados controlados por demotucanos ou aliados se tornaram um estado paralelo a sabotar o estado de fato, porque se aliaram à oposição partidária de direita, boicotam o Governo Trabalhista, pois a intenção é derrubá-lo.

Os juízes do Supremo Tribunal Federal não fazem nada para coibir tanta desfaçatez, porque, indubitavelmente, conspiram por ser parte do processo golpista, como se conduzem agora os juízes Luiz Fux, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O STF se cala, porque consente, pois omisso propositalmente com o respeito às leis. No fundo, não querem Lula no Governo, porque no poder o político trabalhista reorganiza a base do Governo e passa a ter voz ativa no que tange à sua posição de combater o golpe. Lula tem ainda muito poder, e os togados sem votos sabem disso.

Trata-se, sem sombra de dúvida, de juízes facciosos, pois atuam como se fossem um facção política e ideológica, não oficializada, mas engendrada e organizada nos bastidores, a evitar desgastes de suas imagens perante o público legalista e garantista, porque sabedores que, fascistas, os coxinhas de classe média não tem nada a contestar. Evidentemente.

A Justiça brasileira envergonha a Nação. Pobre do País em que a Justiça sevicia a verdade e subverte o Direito. Nada é pior do que uma ditadura do Judiciário. Nada! Nem mesmo a dos militares, porque os juízes quando se comprometem com uma causa ou qualquer causa, eles deixam o povo de joelhos e causam instabilidade jurídica e, portanto, violam as garantias constitucionais.

Vou mais além: juiz que comete esses crimes deveria ser severamente punido e afastado de seus cargos por meio de impeachment, no Senado. Juiz golpista é o fim da picada. Desça do muro, Edson Fachin! O senhor é gaúcho! Honre a memória e a genealogia de gaúchos como Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Pinheiro Machado, Borges de Medeiros, Luís Carlos Prestes, Plácido de Castro, Alberto Pasqualini, Assis Brasil, Oswaldo Aranha, Flores da Cunha, que, apesar de suas idiossincrasias e antagonismos políticos e partidários tinham opinião e enfrentavam com muita coragem as realidades e as guerras.

Respeite o Rio Grande do Sul, juiz Fachin. Vossa excelência e muitos de seus colegas vivem em uma redoma de cristal. O STF não é um parque de lazer e entretenimento da aristocracia, e juiz aristocrata não tem serventia para o País, porque se torna apenas um burocrata autocrata. Entendeu?  

Respeite o Rio Grande, terra de Anita e Giusseppe Garibaldi, revolucionários e guerrilheiros catarinense e franco-italiano, mas de almas gaúchas, porque no Rio Grande, de grandes homens e mulheres, guerrearam com fibra e destemor. Tenha opinião e se posicione, Edson Fachin, porque mais uma vez o senhor não se omitiu e repassou a outro magistrado a batata quente. Desde que vossa excelência foi nomeado para o STF sua posição é em cima do muro. Pano rápido.

Lula, que é homem corajoso e de estirpe guerreira, tem de ir para as ruas. Guerrear nas ruas e falar, falar e falar, até ficar rouco e sem voz. E se ficar sem voz, que fale por mímica, porque o Brasil não vai mais suportar outro golpe em pleno século XXI do terceiro milênio. Golpe se combate nas ruas, porque o poder econômico pertence à direita, o midiático também e o sistema judiciário, lamentavelmente, tornou-se um partido de direita, aristocrático, com juízes de punhos de renda, alienados e que tem medo de dar opinião, de exercer suas funções. Surreal!

O establishment, que é a casa grande, não pode apenas ver milhões de pessoas nas ruas contrárias ao golpe criminoso, o que também é muito importante. Juiz tem de sentir a voz das multidões para que seu corações batam descompassadamente e suas mentes possam avaliar e ponderar sobre o que é justo e injusto. Só. Somente fazer isto. Juiz tem de apenas ser justo, e nada mais. Que os togados levem suas opiniões às urnas ou então se candidatem se quiserem ser políticos. Agora, golpe não!

Lula não está derrotado e nem Dilma como apregoam os entreguistas e antinacionalistas da estirpe macabra de José Serra e cia, como aconteceu em entrevista dada pelo tucano ao jornal falido, "Estado de São Paulo", que canta loas e boas sobre a incompetência do Estado Nacional, mas não olha para seu rabo (preso), pois falido e a demitir, em verdadeiros passaralhos, seus empregados de quando em quando.

Coronéis midiáticos que vivem há mais de século do dinheiro público, em forma de assinaturas, empréstimos via bancos públicos e publicidade oficial. Assim também acontece com as Organizações(?) Globo e todos os outros. Vivem do dinheiro do contribuinte. Apesar dos elogios à iniciativa privada por parte desse espertalhões sorrateiros, a verdade é que esses trustes midiáticos antinacionalistas tem de ser desestatizados, além de ser dito a eles por parte dos governantes o pensamento que hipocritamente essa gente vive a apregoar: "Não há almoço grátis!"

Lula, derrote a direita nas ruas. Explique ao povo o que está a acontecer no Brasil. O povo não tem culpa, pois a informação que chega a ele por meio do sistema midiático privado é truncada, manipulada, distorcida, quando optam ainda pela mentira pura e simplesmente.

Quando falo de povo obviamente que não falo de coxinhas de classe média brancos, egoístas, reacionários, preconceituosos, bem nutridos e alimentados, que cometem todo tipo de corrupção no dia a dia, como fazer fofoca no trabalho, atropelar colegas para ter promoção, aumento salarial ou simplesmente aparecer, furar fila, jogar lixo na rua, não obedecer as leis de trânsito, sonegar ou manipular o imposto de renda para receber restituição maior, fingir que dorme para não dar o lugar a grávidas, deficientes, obesos, idosos, crianças pequenas etc, dentre muitos outros tipos de corrupção.

Quer mais? Tratam com grosserias e arrogâncias os trabalhadores do comércio e das repartições públicas e muito mal seus empregados, ao ponto de mandá-los cozinhar dois tipos de comida na rotina diária da casa, uma com produtos melhores para a família e outra com produtos de pior qualidade e mais baratos para os empregados, sem esquecer de citar o maus tratamentos e a "marra" dedicados a seus vizinhos e aos porteiros. Ah, se eu fosse falar mais sobre essa gente, eu não terminaria este artigo, porque as vilanias, patifarias e diatribes dos coxinhas e dos ricos são incomensuráveis, porém, narráveis.

O ódio à corrupção dos coxinhas é uma farsa, exemplificada na "indignação" seletiva quando se trata de corruptos e corruptores, além de ser, boçalmente e estupidamente, favoráveis a um golpe de estado contra uma presidente legitimamente eleita pelo povo, sem respeitar, inclusive, os votos dos parentes, amigos e colegas que votaram em Dilma Rousseff. Isto é imperdoável. Por sua vez, os coxinhas médios e ricos ainda tem a cara de pau de se considerarem mais honestos do que as pessoas que não pensam como eles.     

O lugar de Lula é nas ruas e na Casa Civil. Dilma nomeia quem ela quiser. A mandatária foi eleita para governar. Governantes governam. Não vão ser as chicanas jurídicas que impedirão a presidente de governar. Lula tem de ir ao povo, e o povo anda nas ruas e compreenderá o que está em jogo, que é o projeto de País do PT, que prevê distribuição de renda e de riqueza, defende a autonomia e a independência do Brasil, em um projeto nacional de emancipação da população em busca de igualdade de oportunidades e justiça social. Lula vá às ruas e derrote o golpe. É isso aí. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Globo e fascistas tentam assaltar o Planalto, como em 1938, no Guanabara — ANAUÊ!

Por Davis Sena Filho


ANAUÊ!
"Recebo mensagens de coxinhas fascistas, que me insultam e chamam a imprensa dos MAGNATAS BILIONÁRIOS e de negócios privados de "imprensa livre". Só se for livre para fazer jornalismo de esgoto e golpista, ou seja, de bandidagem, na falta de um marco regulatório para o setor no Brasil, que é culpa, aí sim, dos governos do PT. Presidentes trabalhistas que teimaram em não regulamentar esse setor empresarial da economia, sem se intrometer em questões de conteúdo de jornalismo, como mentem e apregoam os magnatas bilionários e seus empregados — os monstrinhos fascistas (jornalistas) criados em suas redações". (DSF)

Antes de qualquer coisa, que fique claro e transparente, o confronto real e pelo poder acontece realmente entre o Governo Federal, cujos mandatários tem um projeto popular, de caráter nacional, de inclusão social e de independência do Brasil, contra o Judiciário, que se aliou, definitivamente, aos interesses da burguesia brasileira antinacionalista e plutocrata, bem como às corporações estrangeiras.

Ressalto, especificamente, as bancas financeiras nacional, que odeia a competição com os bancos estatais, e internacional, que destila o mesmo ódio, porque não tem mais o FMI e o Bird a aviar receitas draconianas, que colocavam o Brasil e seu povo de joelhos, além dos trustes estrangeiros do petróleo, a exemplo das "sete irmãs", dentre elas a Shell, a BP, a Exxon e a Texaco, que exploram petróleo no mundo inteiro, financiam guerras e hoje estão de olho na Petrobras e no Pré-Sal, a ter como seu principal porta-voz no Congresso o senador do PSDB/SP, José Serra.

A casa grande brasileira é aliada, historicamente, da plutocracia, bem como alinhada com seus interesses, que não são e nunca foram os mesmo interesses do Brasil. O Judiciário, como sempre quando há crise, pendeu para a direita e se tornou, mais uma vez, indevidamente e imprudentemente, o protagonista da luta política contra o Governo Trabalhista e tomou o lugar do PSDB e da imprensa de mercado dos magnatas bilionários. Afinal, Lula ser presidente novamente e a Dilma Rousseff ter o direito constitucional e institucional de governar nem pensar. A Casa grande teria um infarto coletivo. Pano rápido.

Agora vamos ao artigo, propriamente. Em 11 de maio de 1938, a Ação Integralista Brasileira (AIB)), na verdade uma milícia paramilitar de inspiração nazifascista armada até os dentes, cujo chefe máximo era o paulista Plínio Salgado, tentou, com 80 homens, por meio de uma escalada de violência armada, tomar de assalto o Palácio Guanabara, residência oficial do Governo Federal, em uma tentativa de matar o presidente trabalhista, Getúlio Vargas, seus ministros e assessores, e, com efeito, reabrir a AIB.

Tratava-se de uma agremiação política de extrema-direita, que tinha como referência o ditador português Antônio Salazar, que ficou no poder por 36 anos, sendo que o regime de força em Portugal durou 48 anos, realidade esta que fez de Portugal até os anos 1970 um dos países mais atrasados da Europa. Ditaduras significam atraso econômico e retrocesso social. Elas atrasam o desenvolvimento de qualquer país em todos os segmentos de atividade humana, como comprova o Brasil por intermédio de injustiça social e de sua violência e arrivismo.

Enfim, militares do Exército e a Polícia Especial travaram combate e conseguiram derrotar a tentativa de golpe e o assassinato de um dos dois presidentes mais importantes que o Brasil já teve, porque o outro é o ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, que ora enfrenta uma crise política gravíssima, juntamente com a presidenta Dilma Rousseff, que ainda não se sabe como vai terminar.

Porém, coragem para enfrentá-la não falta, apesar dos fascistas e dos políticos oportunistas de partidos conservadores que pregam o golpe, a exemplo de PSDB, DEM, PPS e PSB, que tentaram participar da movimentação dos coxinhas golpistas, mas também foram rejeitados, até com violência, pois além de insultados e vaiados, a malta descontrolada, hidrófoba e "apolítica" é radical e resolveu atirar objetos em tais políticos, que resolveram sair às pressas dos protestos.

E por que isto aconteceu? Porque a súcia é de extrema-direita, bem como despolitizada e desconhecedora da história do Brasil, tanto é verdade que seus ídolos admirados são um juiz que comete crimes contra a Constituição e o Estado de Direito, a exemplo de Sérgio Moro, além do deputado federal, Jair Bolsonaro, um fascista notório de ações e verborragia violentas, que, apesar de ser simpático à turba golpista, já foi citado inúmeras vezes como um dos políticos que receberam financiamento para suas campanhas eleitorais de maneira ilegal.

Entretanto, os golpistas de direita estão a postos e em todos os lugares, tanto no sistema judiciário ligado ao juiz Sérgio Moro, que está a cometer desatinos de ordem política, pois sua intenção, sem sombra de dúvida, foi causar uma convulsão social, pois, irresponsável e vingativo, não se importa com nada, muito menos com a estabilidade econômica, democrática, social e institucional. Moro quer incendiar o País, porque é político e defende interesses políticos e partidários dos adversários do PT, a incluir também as Organizações(?) Globo dos irmãos Marinho, família que, historicamente, despreza e tem ódio à democracia.

Quanto a Jair Bolsonaro, tal parlamentar é o que se poderia chamar de um louco de pedra, portador dos piores conceitos sobre àqueles que não cabem psicologicamente no seu formato de sentir e ver a vida e a sociedade. Trata-se de um fascista, que começou a construir seu nome por meio de violência, quando, nos idos dos anos 1980, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, ameaçou explodir com bombas unidades militares por motivos salariais, porque considerava os salários baixos.

Bolsonaro saiu nas páginas da Veja — a Última Flor do Fascio, e, a partir daí, viabilizou sua carreira política, agora com salários mais altos dos tempos de capitão, o que muito agradou-lhe, tanto que saiu do Exército, depois elegeu sua ex-mulher, sendo que hoje tem três filhos que são políticos, por meio dos votos dos militares das Forças Armadas, principalmente os aposentados, além de policiais militares e civis, que se identificam com os modos truculentos, ou seja, à moda troglodita, do moço de índole fascista, que se aproveita da democracia para pregar, desajuizadamente, a volta da ditadura. Assim é fácil. Gostaria de ver o valentão pedir por democracia em plena ditadura, de preferência nas eras Costa e Silva e Garrastazu Médici.

Agora, a democracia brasileira tem de enfrentar fantoches (coxinhas) de direita, que desconhecem os fatos, pois se informam por meio da grande mídia conservadora, que martela diuturnamente seus cérebros ignaros, está a correr perigo, sendo que, simbolicamente, as tentativas de invasão pela rampa do Palácio do Planalto e de sua garagem por dezenas de motoqueiros simboliza, certamente, uma tentativa de os fascistas tomarem o Palácio do Planalto, a despeito da desorganização e da histeria coletiva, que apenas reflete que no Brasil existem grupos sociais extremamente autoritários, que não aceitam a inclusão social e a democracia.

Tais coxinhas que ocupam avenidas de grande importância para as metrópoles, a exemplo da Avenida Paulista por mais de 40 horas, a montar barracas, inacreditavelmente, em uma via que é o coração financeiro e econômico do País, com a aquiescência de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo que, propositalmente, cruzou os braços por saber que o movimento fascistoide e golpista dos coxinhas de classe média visa o golpe contra Dilma e a hipotética prisão de Lula. Agora há pouco, Alckmin, por meio e muita pressão do movimentos sociais e do PT, mandou a tropa de choque limpar o local com a saída dos manifestantes de direita do local. Quem administra a rua é a Prefeitura administrada pelo petista Fernando Haddad. Porém quem manda na PM é o Estado administrado por Alckmin.

Contudo, o que chama a atenção é a ousadia e a violência desses coxinhas de índole fascista, que tentam tomar o poder à força, como ocorreu no Levante Integralista de 1938, muito mais organizado, bem como paramilitarizado. E se essa gente descontrolada e desprovida de lideranças consegue invadir e ocupar, por exemplo, o Palácio do Planalto, vai fazer o quê? Cantar o Hino Nacional? Insultar a presidenta Dilma e o ministro Lula? Agredi-los fisicamente, porque enlouqueceram?

Vão fazer o quê? Cometer ilegalidades, arbitrariedades e crimes contra o Estado de Direito e a democracia, como o fez, irresponsavelmente, o juiz de primeira instância do Paraná, Sérgio Moro, um ditador de província, de índole vingativa, cujos atos insanos, mas políticos e ideológicos, tiveram o objetivo de causar uma convulsão social, colocar a malta encolerizada de direita contra o Governo Trabalhista, o que de fato aconteceu, além de favorecer o impeachment contra Dilma e evitar a posse de Lula como ministro da Casa Civil, já que não vai mais prendê-lo como era sua intenção arbitrária e absurda, quando o levou abaixo de vara para o aeroporto de Congonhas.

Não há mais condições de no Brasil se repetir o Levante Integralista de 1938, que tentou não apenas destituir o grande presidente Getúlio Vargas, mas, sobretudo, matá-lo. O que fariam os coxinhas transtornados de tanto lerem a Veja, a Época, os jornalões e assistirem à Rede Globo e suas empresas que formam um oligopólio — um verdadeiro cartel do golpe? Não sei responder, mas que golpe não vai ter e nem Lula vai ser preso, isto não vai acontecer. Ah, não vai. A Globo e os fascistas tentam assaltar o Palácio do Planalto, como em 1938, igual ao que fizeram no Palácio Guanabara — ANAUÊ! É isso aí.