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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Desligue o noticiário da TV e acesse a internet para entender o golpe picareta de direita

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Definição real de golpista: O golpista, antes de tudo e de qualquer coisa, é um safado. Ponto.

Ligo a televisão. Início da manhã de quinta-feira. Mais um dia de vida em que ainda tento compreender o porquê de o Brasil ser tão azarado e infeliz, dentre tais azares e infelicidades a imprensa corrupta e manipuladora de negócios privados dos magnatas bilionários, a pior espécie de empresários das piores espécies do mundo empresarial. Bilionários que se reportam ao público e influenciam as pessoas sem discernimento sobre o sofrimento dos mais pobres, porque despolitizadas quanto à história política do Brasil e seus antagonismos e paradoxos que incomodam, e muito, as pessoas que desejam ou lutam por um País mais igualitário e democrático.

Vejo pneus queimados nas telas das televisões e câmaras a passar suas lentes rapidamente pelos pneus e destroços em chamas jogados às ruas de várias capitais do País, a impedir o trânsito de automóveis. Contudo, apesar de eu não ter ficado nem um pouco surpreso, os repórteres voadores e narradores desses eventos políticos e de contestações apenas informavam o seguinte: "Trânsito de rua tal da cidade tal está parado por causa de protesto". E só... A deixar um vazio, ou seja, um ponto de interrogação na cabeça de quem está a ver e ouvir a matéria jornalística propositadamente mal feita, pois não informa o motivo pelo qual algumas ruas estão em chamas.

Sabe por que isto acontece? Porque se trata do antijornalismo, do jornalismo de esgoto realizado, sem a mínima preocupação com ética e respeito ao público, que merece ser informado sobre a realidade, a ter a verdade como âncora do jornalismo real, que, independente de quaisquer razões, não pode e não deve brigar com os fatos e as realidades.

Todavia, é tudo o que as grandes corporações de comunicação social não fazem, porque se partidarizaram, são eloquentemente ideológicas e, por sua vez, escolheram lado político, a transformar a informação em cavalo de batalha em prol dos interesses políticos e econômicos dos coronéis midiáticos, os porta-vozes mais poderosos da plutocracia e compromissados com os interesses do grande capital internacional.

Esses plutocratas golpistas são, inegavelmente, recalcitrantes e proprietários das máquinas demolidoras de reputações, que são as principais incubadoras do golpe de estado travestido de legalidade e legitimidade por meio de um impeachment contra Dilma Rousseff, promovido por um Congresso repleto de criminosos, em um total de 120, que respondem por seus crimes na Justiça, assim como apoiados, indelevelmente e vergonhosamente, pelos juízes aristocráticos e de punhos de renda do STF.

Magistrados que passaram insegurança e desconfiança à população, porque grande parte de seus eleitores — 54,5 milhões — elegeu Dilma para presidente e, com efeito, rejeitou o projeto neoliberal do tucano Aécio Neves, que volta com força por intermédio de um golpe criminoso bancado pela direita brasileira, que está prestes a derrubar ilegalmente uma mandatária trabalhista, que não cometeu crime de responsabilidade, mas mesmo assim poderá ser vítima de mais um golpe que transforma o poderoso Brasil em uma reles republiqueta bananeira.

Surreal, mas é a verdade. Trágica, porém, a verdade. O Brasil é vítima também dos juízes do STF, que são cúmplices do golpe de estado, considerado crime por juristas, advogados, jornais estrangeiros e tradicionais, bem como pela maioria da comunidade internacional, inclusive por governantes e ex-governantes de países importantes. E sabe por quê? Porque ninguém é idiota e por isto compreende que o Brasil está a caminho de um golpe de estado com verniz de legítimo.

Violência e deboche. Um verdadeiro acinte. Coisa de uma "elite" bananeira e que viaja ao exterior há séculos. Elogia os países desenvolvidos em detrimento do Brasil, mas não aprendeu nada, pois não se interessa por coisa nenhuma, a não ser com seus interesses individuais ou de grupos. Elite, irremediavelmente, provinciana, colonizada e, irrefragavelmente, deletéria e periférica. O pior disso tudo é que essa gente emplumada e perfumada se considera civilizada, quando a verdade é que não passa de provinciana, pois de mentalidade curta por ser sectária e preconceituosa.   

O juízes do Supremo, inacreditavelmente, representam essa lamentável oligarquia dona da casa grande, pois são os reflexos de seus espelhos. Eles, do alto de suas togas e capas de batman ou zorro, calaram-se, omitiram-se, e, consequentemente, deram o "ok" para que o gangster conhecido pelo nome de Eduardo Cunha, em nome de sua vingança contra o Governo Trabalhista, encaminhasse o golpe de estado contra Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.

Conspiração e retaliação diretamente aplicadas nas veias do  povo brasileiro e nos eleitores, volto a asseverar, que não votaram nos programas e nos projetos neoliberais do PSDB. A direita golpista, vai cassar, arbitrariamente e criminosamente, os votos de 54,5 milhões de cidadãos e ainda exigem que seus movimentos e organizações fiquem quietos como se nada estivesse a acontecer. Assim não dá, né? Evidentemente que vai chegar uma hora que o pau vai comer, além de o Brasil ser paralisado.

A verdade é que ninguém é otário para ver o Amigo da Onça (Michel Temer) a montar "seu" ministério sem nenhum voto. Ação de uma soberba, cara de pau e canalhice sem precedente, denominação e definição. Ter de ver golpista do nível de Fernando Henrique Cardoso, Cássio Cunha Lima, Aécio Neves e José Serra a negociar com o PMDB do Amigo da Onça e do Gato Angorá Moreira Franco para impor o projeto neoliberal, que foi um fracasso retumbante no mundo todo é realmente uma provocação sem par e, por seu turno, merecedora de forte reação interna e externa por parte das forças democráticas e legalistas. E isto, sobremaneira, já está a acontecer, sendo que  movimentos sociais e de trabalhadores vão recrudescer suas ações.

O golpe é uma estupidez e de uma atrocidade inenarráveis, porque os derrotados nas eleições de 2014 e repletos de processos criminais nas costas vão governar no lugar da eleita e honesta Dilma Rousseff. Não é à toa que esse processo dantesco e bananeiro chama a atenção do mundo. O planeta ficou sabendo que a casa grande escravocrata e seus coxinhas amestrados como focas de circo são e sempre foram os construtores da república bananeira, porque assim se ganha mais dinheiro e ainda mantém o status quo indefinidamente.

Certa vez fui a uma manifestação de classe média, em Copacabana, e li um cartaz em letras garrafais de uma coxinha idiotizada, que reivindicava "sua" trabalhadora doméstica de volta. Certamente de volta à senzala terrivelmente exemplificada, em miniatura, pelo quartinho de empregada. A pequena senzala dentro de apartamento, que tanto acalentou e apeteceu a classe média brasileira de caráter lacerdista e escravocrata. É este ranço que denota a lógica perversa dos golpistas, que carregam em suas almas, agora em termos macros, o sentimento hegemônico de um ser humano sobre o outro, que se transforma e se expressa em fascismo — o filho bastardo do preconceito de classe e de raça.

A loucura e o descabimento é tanto que chega ao ponto de o troglodita de direita considerar seu "direito" insultar e agredir as pessoas que não pensam igual a ele, até em restaurantes, escolas, prédios residenciais, hospitais e pela internet, por exemplo. Depois essa gente avarenta, despolitizada, retrógada e de mentalidade provinciana viaja a Miami, a se considerar e fingir que é civilizada e culta, enquanto rouba, na mão grande golpista, os direitos políticos e econômicos do povo brasileiro conquistados, a ferro e fogo, no decorrer de muitas décadas. Esqueletos no armário... A História que não esquece dos golpistas para o todo e sempre. Lembrai-vos de 1964.

Enquanto isso, na república bananeira da casa grande, Sir Eduardo Cunha, verdadeiro e autêntico gangster protegido por juízes e procuradores, tornará sua delação premiada, depois de ele ser preso, um mega escândalo, que levará à cadeia metade da República, sendo que a maioria, evidentemente, composta por políticos, empresários, lobistas, doleiros e agentes públicos ligados umbilicalmente ao PSDB, DEM e PPS. Até porque um dia a casa cai e os servidores do Judiciário hão de perceber que eles trabalham para a Nação e não apenas para a casa grande.

Não é à toa que o juiz seletivo e de província, Sérgio Moro, engavetou, juntamente com os promotores obsessivos apenas com o PT, mas jamais com o PSDB, a liderá-los os procuradores Carlos Fernando e Deltan Dallagnol, a lista da Odebrecht, com mais de 300 nomes da oposição de direita, bem como a Lista de Furnas, que implica, principalmente, o senador tucano Aécio Neves e que está até hoje guardada em alguma gaveta empoeirada da Justiça e do MPF, ambos seletivos.

Todo mundo sabe disso, até os coxinhas fascistas que batem panelas de barrigas cheias e querem, independente de ser justo ou injusto, porque para eles é apenas um detalhe ou não vem ao caso, que Dilma Rousseff seja derrubada do poder por um golpe de estado edificado pela hipocrisia e a mentalidade criminosa de seus autores.  Entretanto, o assunto primordial é que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) organizou protestos em Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia e Brasília.

Os movimentos fecharam vias importantes e a imprensa corrupta e sonegadora de impostos, além de historicamente golpista, tergiversou, disfarçou, distorceu e manipulou as notícias, com a finalidade de não informar o cidadão brasileiro sobre os protestos que contestam o golpe contra a democracia e a presidente Dilma Rousseff.

Se tem algo ordinário no Brasil este algo é a imprensa de mercado dos magnatas bilionários e de seus capatazes de redação que se autodenominam jornalistas. Mais uma vez a imprensa de negócios privados partidária e alienígena não informa, porque se transformou há muito tempo no partido de direita mais poderoso do Brasil e que, agora e neste momento, aposta todas suas fichas sujas no golpe de estado contra uma mandatária de esquerda e trabalhista que se reelegeu a se submeter ao jogo democrático, ao estado de direito e à Constituição.

Não leia, não veja e não escute somente a imprensa burguesa de caráter mentiroso e golpista. Acesse a internet, navegue e se informe de forma democrática e correta, pois a verdade é a alma da notícia. O golpe, se ocorrer, vai ser combatido. Michel Temer e seus golpistas não terão estabilidade política e muito menos paz para governar e se locupletar com um projeto neoliberal derrotado nas urnas. Lugar de golpista deveria ser na cadeia. Porém, aqui é a república bananeira e provinciana da casa grande, porque o povo é chique, cosmopolita e civilizado. É isso aí.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Impeachment é golpe; eleições já é golpe; Dilma presidente não é golpe. Ponto

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O Brasil, este poderoso País de língua portuguesa, que lidera no mundo vários setores e segmentos da economia, bem como terra de uma cultura ampla e diversificada, realmente é uma Nação infeliz e, por que não dizer, azarada. Veja bem, um País que tem uma "elite" mesquinha, tacanha, provinciana, subalterna, subserviente e colonizada não poderia, realmente, ser um lugar de desenvolvimento social e econômico.

Temos, sem sombra de dúvidas, uma das oligarquias mais atrasadas e reacionárias do mundo, porque tal burguesia, proprietária da casa grande, é acima de quaisquer coisas antidemocrática, antirrepublicana e absolutamente antinacionalista. Trata-se, indubitavelmente, de grupos da sociedade brasileira muito ricos; porém, párias da plutocracia internacional, porque há séculos se tornaram os agentes do sub-capitalismo de periferia em termos mundiais.
  
Quando um cidadão brasileiro começa a observar e a tentar compreender o porquê deste golpe de estado promovido por políticos de direita, servidores públicos que compõem o Judiciário, empresários do mundo rural, como os latifundiários do agronegócio, os capitães de indústria da Fiesp e de suas congêneres espalhadas pelo Brasil, a banca financeira estrangeira e nacional e, principalmente, seus porta-vozes, que atuam e agem como verdadeiros partidos políticos de direita, a liderá-los as Organizações(?) Globo da famiglia Marinho, percebe-se, cristalinamente, que se trata de um golpe promovido por uma direita que está fora do poder há quase 14 anos e que resolveu derrubar do poder, por via parlamentar e jurídica, a presidenta Dilma Rousseff.

Golpe fomentado e patrocinado pela plutocracia, que deseja fazer com que o Brasil volte a ser um País governado para poucos privilegiados e, mais do que esta mórbida e plúmbea realidade, retroceda à política do café com leite — à Velha República tão cara à casa grande de São Paulo, mas com verniz de "moderno" ao implementar, se conseguir derrubar do poder a presidente trabalhista, Dilma Rousseff, e, com efeito, impor ao País o projeto neoliberal da direita brasileira derrotado quatro vezes consecutivas por intermédio do voto do povo do Brasil.

O maior símbolo desse amargo, sombrio e tenebroso golpe de estado é o vice-presidente Michel Temer. Mais do que um político da oligarquia brasileira, Temer é, sobretudo, a cara e a alma da casa grande paulista e paulistana. O vice mandatário representa todos os interesses da plutocracia no Brasil, bem como não se faz de rogado, sem quaisquer constrangimentos ou peso de consciência, no que diz respeito a trair e golpear sua companheira de chapa, a quem ele deveria, somente pelo cargo que ocupa, independente de qualquer questão, ser leal ao invés de se tornar um indigno traidor da Pátria e dos 54,5 milhões de votos concedidos à Dilma Rousseff.

Vai ser dessa forma que sua figura vai ser tratada pela História, além de ser visto por todos seus contemporâneos, inclusive os que apoiaram-lhe nesta aventura irresponsável e golpista, como um oportunista e arrivista que não mediu limites e muito menos se importou com as consequências nefastas geradas por um golpe de estado. Temer é o Amigo da Onça! Um ser trágico, porque apesar da traição, é da tragédia brasileira que ele dá sequência à história do Brasil repleta de golpes e contragolpes, que transformam esta Nação poderosa em uma eterna terra do porvir, do futuro e da tentativa inócua de se estabelecer perante a comunidade internacional como País desenvolvido, democrático e determinado a ser um lugar que preza o bem-estar social.

Contudo, esqueça! Após 30 anos de democracia, reaparece das sombras draconianas o inefável golpismo brasileiro, agora desta vez com a marca das togas ao invés dos quepes. Triste do país que fica à mercê da ditadura de juízes e de procuradores, ainda mais quando se partidarizam e expressam suas escolhas políticas, geralmente à direita do espectro ideológico.

A burguesia nacional com o apoio de setores estrangeiros, a exemplo de bancos, petroleiras e do governo dos Estados Unidos, que se omite em um silêncio ensurdecedor ao ver tamanha cafajestada retratada de impeachment, está disposta a tomar o poder na mão grande, como se fosse assaltante de pedestres e de bancos. Rasgou a Constituição, deu um pontapé no Estado Democrático de Direito e mandou às favas os 54,5 milhões de votos de brasileiros que exercitaram sua soberania e decidiram eleger, em 2014, Dilma Rousseff, do PT, presidenta da República.

De forma criminosa e completamente autoritária, o PSDB, o DEM, o PMDB e outros partidos sabujos e direitistas estão a realizar conversações no Palácio do Jaburu, o QG do golpe de estado, a ocupá-lo o Amigo da Onça, vulgo Michel Temer. A imprensa corrupta, sonegadora de impostos e historicamente golpista dos magnatas bilionários trata esses "acordos" entre os partidos golpistas como se fosse a coisa mais normal da vida.

Golpistas descarados e canalhas, a repartir o butim do Estado nacional por intermédio de um golpe criminoso, que tem a vergonhosa aquiescência dos juízes aristocráticos de punhos de renda do Supremo Tribunal Federal (STF), a terem ainda, como linha auxiliar do golpe, a Vara do juiz de província e de primeira instância, Sérgio Moro, e seus sequazes da "Liga da Justiça" da "República de Curitiba", que trabalham no MPF como os procuradores do golpe, pois seletivos, partidários, ideologizados, que consideram as corrupções e os financiamentos de campanhas do PSDB e do DEM como algo legal, enquanto as do PT consideradas propinas. Dois pesos, duas medidas.

E sabe por que esta pantomima jurídica e judicial acontece? A resposta é simples: "Porque não vem ao caso", como costuma afirmar o juiz Moro e sua turma de golpe, que, recentemente, engavetaram a lista da Odebrecht onde constam cerca de 300 nomes, sendo que a maioria de demotucanos ou de empresários, lobistas e executivos ligados a essa gente tão proba, honesta e dedicada à Pátria e aos interesses do povo brasileiro, apesar de no passado terem vendido o Brasil, além de deixá-lo de joelhos três vezes perante o FMI e o Bird.

Nada importa para a Justiça ao que parece no que se dispõe a investigar, denunciar, julgar e prender os tucanos corruptos, golpistas e seus aliados de patifarias, e, por conseguinte, criminosos eternamente blindados. Um verdadeiro acinte ou bofetão na cara de quem percebe tão sórdida seletividade em prol dos partidos entreguistas da burguesia.

O juiz Dias Toffoli reclamou pela imprensa mais respeito às instituições. Só que ele deveria perceber que quando um tribunal da importância do STF deixa um ladrão golpista liderar um golpe de estado travestido de legalidade contra uma presidenta honesta e que não cometeu crimes de responsabilidade, quem passa a pedir respeito é o povo brasileiro, principalmente as milhões de pessoas que não votaram no senador tucano Aécio Neves, mas, sim, na trabalhista Dilma Rousseff.

O STF é o principal responsável pelo golpe, pois autorizou a derrubada de quem não cometeu crimes. O Supremo é cúmplice e co-partícipe do golpe de estado promovido por corruptos e ladrões, afinal 120 deputados golpistas respondem a processos criminais, sendo que muitos deles já são réus. Durma-se com um barulho desse. Toffoli deveria sair às ruas e ver a realidade ao invés de reclamar do alto de sua toga em seu confortável gabinete redoma de cristal. Assim fica difícil acreditar na Justiça deste País.

A verdade é somente uma: Impeachment é golpe; outra eleição é golpe; o que não é golpe é a permanência de Dilma como presidente do Brasil. A solução para o País sair da crise política é respeitar a Lei, a Constituição, o Estado de Direito, a democracia e a soberania da maioria que se submeteu ao jogo democrático e reelegeu, soberanamente, Dilma Rousseff presidente do Brasil. Apenas isto. Ponto.

O Partido dos Trabalhadores e seu Governo Trabalhista não devem e não podem aceitar nada que não seja dentro das regras e normas constitucionais e institucionais. Não pode tergiversar. Golpe é inegociável. Não se negocia com golpistas, porque golpistas são como bandidos, e lugar de bandidos é na cadeia. "Eleição já!" de forma alguma. Vitória de golpe bananeiro de direita nem pensar.

A casa grande provinciana é bananeira. O povo, não. Vão ao exterior há 500 anos e não aprenderam nada sobre civilização e civilidade. São os colonizados da periferia do mundo. Querem um País atrasado e humilhado porque assim se ganha mais dinheiro. A casa grande e seus coxinhas de classe média são bárbaros e selvagens. Quando perdem dão golpe. São os artífices da molecagem e da violência. Ficaram mais do que comprovadas essas verdades irrefutáveis.

A esquerda tem de ir às ruas e mostrar que vai ter luta. Lula tem de ocupar os espaços públicos, denunciar e questionar sem dar trégua aos golpistas. Michel Temer e toda a corja golpista que o acompanha não vão governar, porque chefe de um hipotético governo ilegal, ilegítimo e antidemocrático. Temer não vai ter estabilidade política para que tucanos e assemelhados assaltem os cofres do País, junto com a gringada malandra, esperta e praticante contumaz do "esporte" chamado de pirataria. Quem viver verá. Todos às ruas e praças. Outra eleição é golpe. Golpe e golpistas nunca mais! É isso aí. 

domingo, 24 de abril de 2016

STF dá asas ao barbarismo golpista: “Yes, we have bananas!”

Por Davis Sena Filho – Palavra Livre

Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Edson Fachin, dentre outros do STF, são partícipes do golpe e os maiores responsáveis pelo deputado Eduardo Cunha, um gangster que liderou o golpe de estado na Câmara contra a presidenta constitucional, Dilma Rousseff, eleita pelo PT com 54,5 milhões de votos, ainda esteja solto porque até hoje não foi destituído do poder para depois ser julgado. Realidade esta que, sobremaneira, não vem ao caso ou se trata de um fato irrelevante para esses juízes omissos, conforme perceberam milhões de brasileiros, que não compactuam com o golpe de estado e não desejam que seus votos sejam ultrajados e invalidados.

Um golpe tenebroso, sombrio e violento, cujos juízes do STF são cúmplices e associados aos golpistas, que efetivam suas ações criminosas nos âmbitos da Procuradoria Geral da República, do Congresso, do TCU, do TSE, da Polícia Federal e da imprensa de negócios privados, o segmento mais vil, corrupto e historicamente golpista de todos os setores da economia e da política, porque sabemos que o sistema midiático privado dos magnatas bilionários é o maior e o mais poderoso partido de direita do Brasil, que desde 2003, a ferro e fogo, combate os governos trabalhistas do PT, como fizeram no passado contra os presidentes Getúlio Vargas e João Goulart.

Celso de Mello, do alto de seu conservadorismo atávico e de seu reacionarismo adornado pelos punhos de renda aristocráticos, afirmou, como se todo mundo fosse idiota ou acredita nele, porque se trata de um juiz do Supremo, que a votação do impeachment da presidenta Dilma não foi golpe, certamente porque o processo seguiu o rito determinado pela Constituição, o que é o óbvio ululante. E daí? Não é necessário ser um gênio para se compreender que ritos existem, mas eles têm de ser efetivados conforme o mérito – a questão.

Todavia, este golpe não tem mérito, porque ele é criminoso pelo fato de não existir o dolo – o crime. Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade. Ponto. Portanto, trata-se de um golpe de estado pintado com o verniz da falsa legalidade. Esse processo dantesco é uma farsa, pois a maior fraude jurídica e parlamentar da história do Brasil, que tem a cumplicidade vergonhosa da maioria dos juízes do STF. O Supremo é omisso e golpista, assim como coopera para que 54,5 milhões de votos de cidadãos brasileiros sejam solenemente invalidados.

Nenhum cidadão contribuinte, além de eleitor, merece um STF tão elitista, pusilânime, omisso, conspirador e golpista. Inaceitável! O STF se partidarizou e se ideologizou, sendo que a maioria de seus magistrados se aliou aos interesses da alta burguesia nacional, sócia histórica da plutocracia mundial, que apresenta suas garras e presas por intermédio da banca internacional, onde vicejam banqueiros que lutam para restabelecer a velha ordem financeira internacional, que se edificou na década de 1970 e se sedimentou em meados da década de 1980, o que vem a ser chamado de neoliberalismo, que visa, principalmente, diminuir e enfraquecer os estados nacionais para instituir o protagonismo das grandes corporações privadas, que não tem nenhum compromisso com as sociedades, a não ser apenas com o lucro. Esse processo vampiresco é nítido, pois visível. Só não enxerga quem não quer.

Contudo, a questão primordial para Celso de Mello, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, por exemplo, três dos juízes que por suas declarações apoiam o golpe jurídico-parlamentar contra uma mandatária constituída pelo voto soberano do povo brasileiro, a hipotética cassação do mandato de Dilma Rousseff se baseia nos “cânones estabelecidos na Constituição”, como eles, impolutamente, asseveraram do alto de suas índoles de príncipes intocáveis da República. Ora meça!

O rito do impeachment (golpe) existe e é constitucional. Na Constituição também consta sobre pena de morte e traição à Pátria. E daí? A questão é o mérito para destituir (golpe) a presidente da República que não cometeu crimes de responsabilidade, sendo que a acusação imputada à mandatária se baseia em “pedaladas” fiscais, que é uma reengenharia de alocação de recursos públicos, sem, no entanto, prejudicar o Orçamento da União e o povo brasileiro. Se as “pedaladas” fossem o motivo para dar golpes  em presidentes, Lula, Fernando Henrique, Itamar Franco e todos seus antecessores também seriam alvos de impeachment. Vou mais além, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama e George W. Bush não terminariam seus mandatos.

A verdade é que Dilma e Lula estão presos em uma armadilha. A mandatária teve seu segundo mandato sordidamente boicotado e sabotado ao ponto de ser impedida de nomear seus auxiliares, como no caso de Lula para ministro da Casa Civil, além do ministro da Justiça que sucedeu José Eduardo Cardozo, que foi destituído do cargo. E digo mais: até juízes de primeira instância, sucessivamente, concederam liminares para impedir a nomeação de Lula, bem como a tentativa de um juíza de província que há pouco tempo assinou liminar para retirar do cargo o atual ministro da Justiça, Eugênio José Guilherme de Aragão.

A mobilização do sistema judiciário (Justiça, MPF e PF) para sabotar o governo constituído legalmente é algo para se pensar e ponderar até que ponto o sistema democrático de um País da grandeza e da importância do Brasil pode ficar refém de servidores públicos que ocupam cargos de poder e mando pagos pelo contribuinte, mas que ora se voltam contra as leis constitucionais, a derrubar os alicerces do Estado Democrático de Direito.

Golpe praticado de forma dissimulada, escamoteada e sorrateira, mas com verniz de legalidade quando, na verdade, estão a processar um golpe bárbaro e a levar o Brasil à humilhação e à ridicularidade em âmbito mundial, porque a casa grande brasileira é bárbara, provinciana e, consequentemente, bananeira, sendo que tais juízes, com poucas exceções, são golpistas partidarizados, associados à oposição de direita liderada pelo PSDB, a fazer, indubitavelmente, o jogo bananeiro das “elites” de almas escravocratas e perversidade ímpar, a transformar a sétima maior economia do mundo em terra sem ordem, porque é na desordem constitucional e institucional que os ricos e os muitos ricos ganham mais dinheiro e mantém a maioria do povo na senzala, no que tange aos seus direitos civis, trabalhistas e financeiros. Idiota é aquele que acredita em uma Justiça bananeira e golpista como a que viceja no Brasil. Por sua vez, milhões de brasileiros não creem no STF por saber que juízes agem como príncipes ao invés de se submeterem aos “cânones da Justiça”, como gostam de afirmar magistrados como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello – o decano do golpe.  

Não é natural e nem normal a conduta social e profissional, por exemplo, do juiz Catta Preta, de Brasília. Este senhor publicou em seu facebook textos e fotos lamentáveis, de uma militância política ordinária, na qual, irresponsavelmente e totalmente dissociado das questões brasileiras mais prementes, afirma que a derrubada da presidente Dilma Rousseff faria com que o dólar caísse em seu valor em relação ao real, fato este que, segundo o juiz provinciano e colonizado, favoreceria àqueles que desejam viajar para Miami e Orlando, os paraísos dos coxinhas despolitizados e irremediavelmente preconceituosos, além de filhotes de shoppings e condomínios fechados.

As declarações de Catta Preta são de uma leviandade ímpar e de uma despolitização atroz, porque digna de um verdadeiro, autêntico e genuíno coxinha deslumbrado e pleno de preconceitos vis e fúteis. Reles coxinha, mas que julga terceiros e decide sobre suas vidas e futuros. Assevero ainda que os coxinhas em geral são seres alienados, mas ferozes, pois de índoles fascistas. Eles são todos os dias e há anos engravidados pelos ouvidos por meio das mídias dos gangsters golpistas travestidos de empresários midiáticos, que, inclusive, fingem ser “filhos de boas famílias”.

Lamentável. Perceba a quem está entregue a Justiça deste País. Uma Justiça elitista, distante do povo e completamente divorciada dos interesses populares, apesar de ser sustentada pelo cidadão contribuínte. Trata-se da Justiça Catta Preta: a Justiça de punhos de renda e recalcitrante quanto a se democratizar e a facilitar o acesso da população ao Poder Judiciário. Os juízes, principalmente dos tribunais superiores, vivem em um redoma de cristal, realidade esta que faz a população desconfiar de todo e qualquer togado, que se partidarizou e escolheu o lado golpista da história. Sem justiça não há paz! Sem paz não há condições de qualquer sociedade ser civilizada.

Além disso, certo dia próximo-passado acessei a internet e me deparei com foto do procurador da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos. Incrível. O “batman” do Paraná mostrava uma camiseta preta com os dizeres "Liga da Justiça" e "República de Curitiba", além das imagens dele, do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, igualmente obsessivo pelos malfeitos do PT, mas jamais interessado pelos crimes do PSDB e do DEM. E sabe por quê? Porque os crimes da oposição demotucana “não vem ao caso”, como gosta de deixar bem claro o juiz de província Sérgio Moro, um dos principais artífices do golpe de estado contra Dilma Rousseff, bem como desejoso de prender o ex-presidente Lula, a fim de impedir sua candidatura presidencial em 2018, assim como, se puder e com o apoio de outros segmentos do Estado partidarizado, extinguir o PT.  A verdade é que essa gente hedonista pensa, equivocadamente, que refundou a República. Como refundá-la se suas ações são diabolicamente seletivas?

Segundo os três juízes do Supremo, o processo seguiu as normas definidas pela Constituição e obedeceu às regras estabelecidas pelo STF. Celso de Mello foi mais além: “(...) É um gravíssimo equívoco falar em golpe. Falar em golpe é uma estratégia de defesa. O que eu estou dizendo, estou dizendo a partir do que nós, juízes da Suprema Corte, dissemos nos julgamentos já ocorridos. Na verdade é um grande equívoco reduzir-se o procedimento constitucional de impeachment à figura do golpe de Estado".

E completou o juiz decano que se atém apenas à letra da Constituição sem analisar o mérito, que é a ausência de crime de responsabilidade por parte da mandatária do Brasil: “Portanto, ainda que a senhora presidente da República veja a partir de uma perspectiva eminentemente pessoal a existência de um golpe, na verdade, há um gravíssimo equívoco, porque o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal deixaram muito claro que o procedimento destinado a apurar a responsabilidade da senhora presidente da República respeitou até o presente momento todas as fórmulas estabelecidas na Constituição. Até agora transcorreu tudo em perfeita ordem” — afirmou Celso de Mello.

“Tudo em perfeita ordem”. Perfeita ordem para quem, cara pálida? Só se for para a oposição golpista e demotucana, aos empresários da Fiesp e suas congêneres de outros estados, aos banqueiros, aos latifundiários, ao agronegócios e à Rede Globo e suas lideradas pertencentes a outros coronéis midiáticos, bem como ao sistema judiciário ideologizado à direita e que se partidarizou, a fazer o jogo da oposição conservadora e que perdeu quatro eleições consecutivas para o PT e que até hoje, a começar pelo incendiário playboy Aécio Neves, não aceitou a derrota e muito menos se submeteu à vontade soberana da maioria que votou em Dilma Rousseff.

Sempre digo que a casa grande deste País infeliz e azarado por ter uma das piores “elites” do planeta e seus porta-vozes das mídias golpistas e do judiciário envenenado e contaminado pela política tratam a sociedade brasileira e até mesmo a comunidade internacional como idiotas ou verdadeiros patetas, como os coxinhas que adoram Miami e visitar o Mickey e o Pateta em Orlando. Inacreditável. Será que o juiz Celso de Mello acredita que todo mundo é idiota ao ponto de não perceber que se trata de um golpe? Será que este juiz não percebe que as pessoas estão a ir às ruas a contestar o golpe de estado contra uma presidente constitucional? As ruas, com o desenrolar do golpe no Senado, podem virar espaços de contestações duras e radicais. As esquerdas e os eleitores de Dilma não vão ficar quietos. Já se percebe essa realidade. Michel Temer não vai governar em paz por meio de um golpe e por isto não terá condições de governabilidade. Os juízes não sabem disso? Sabem, mas são cúmplices.

Não é possível que tal magistrado seja tão alienado e dissociado das realidades a tal ponto de não compreender que o Brasil possui um Congresso cheio de bandidos que tomaram de assalto a legalidade constitucional, porque Dilma não cometeu crime de responsabilidade, enquanto 120 deles respondem na Justiça pelos seus crimes, sendo que muitos deputados já são réus. Como pode o STF ser tão permissivo com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha? Este senhor corrupto e autor de crimes comprovados já deveria estar na cadeia e, no mínimo, ter sido afastado da presidência do Legislativo.

Pelo contrário. Eduardo Cunha se tornou o “pai” do golpismo e a, inclusive, agir contra o STF, a Constituição e o regimento interno da própria Câmara. Absurdo que não condiz com as palavras impolutas de Celso de Mello, que sempre foi oposição, às vezes dissimulada, aos governos trabalhistas do PT. É porque nós somos idiotas e acreditamos em Papai Noel, na Mula sem Cabeça, no juiz Celso de Melo e nos seus companheiros de golpe de estado contra a presidenta trabalhista, nas pessoas de Luiz Fux, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin, que nunca exigiram, por exemplo, que o juiz Sérgio Moro verificasse de verdade a lista da Odebrecht e de Furnas onde vicejam os políticos do PSDB e do DEM – o pior partido do mundo e herdeiro umbilical da UDN do Corvo Carlos Lacerda.

E por que a Justiça desses príncipes é tão falha? Respondo: porque é uma Justiça pertencente à plutocracia, que defende os interesses do establishment e mantém, indefinidamente, o status quo de quem está há séculos por cima da carne seca, como bem define o ditado popular. É esta razão principal do golpe. As outras questões são chorumelas para enganar desavisados, alienados e agradar os coxinhas, que são parte da classe média despolitizada, mas extremamente conservadora e reacionária, a tal ponto de se tornar feroz, intolerante e atacar pessoas em restaurantes, porque não coadunam com suas ideias preconceituosas e de conotações fascistas.

Manter os privilégios e garantir os benefícios advindos deles. Lutar para que não aconteça a igualdade de oportunidades a todos os brasileiros associada à justiça social em todos os segmentos econômicos e classes sociais é um processo, para a casa grande, muito perigoso ao seu domínio econômico e político. Todas as outras questões que se materializam principalmente nas mídias tem por propósito levar confusão a quem recebe a informação.

O essencial do golpe se resume a duas coisas: dar fim à distribuição de renda e riqueza e manter o Brasil preso às amarras dos interesses da casa grande e da plutocracia internacional. O posicionamento e as ações do STF até agora são o fim da picada, dá asas ao barbarismo parlamentar e empresarial, fortalece o golpismo e faz do Brasil uma república bananeira. Provincianas e atrasadas são as oligarquias deste País. Elas vão ao exterior há séculos e não aprenderam nada. STF: “Yes, we have bananas!” É isso aí.
   

sexta-feira, 22 de abril de 2016

RELÓGIOS

Espaço Bico de Pena — Palavra Livre

Relógios



A dor de minha ilusão é o fracasso de meu desejo.

O sonho pode ser o porvir.

Porém, imprudentemente, comete blasfêmia à minha realidade.

Somos poderosos até fechar os olhos.

Não falo da morte; falo do sono.

A vida por ser vida se transforma em abandono.

Existe sempre o olhar de um conhecido;

E por isto nunca fui esquecido.

A luz que me deixa cego não queima meus olhos.

A dor que me cativa é a dor que finjo sentir.

A culpa me edifica porque limita a minha perversidade.

Somente o perverso é pecador, mas eu sou justo e amoroso.

O tempo é o outono de minha juventude;

A confirmação da existência marcada pelas baladas dos relógios da arte de Salvador Dali.

As reminiscências são o início do esquecimento de quem tu és e foi.

Logo tu esquecerás; logo te esquecerão – já dizia o imperador Marco Aurélio.

O conto é a vida em poesia, pois a história é a verdade em forma de sangue.

Que meus inimigos se percam no espaço de suas próprias conspirações.

A derrota deles significa a vitória de meus gestos, ações e bem-querer.

A morte abençoa a todos os entes vivos.

A história, não.

A vida passou por mim, e eu a vivi.

Ela me visitou, e eu a recebi.


Davis Sena Filho – Rio, 22 de abril de 2016.

IMPRENSA ESTRANGEIRA: É GOLPE! GLOBO: NÃO É GOLPE... TÁ TUDO CERTO

a hora da charge — Palavra Livre





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Golpe no Brasil: um escândalo mundial — Dilma, denuncie o golpe na tribuna da ONU

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Presidenta Dilma Rousseff, denuncie, na tribuna da ONU, o golpe de estado no Brasil travestido de legalidade. A comunidade internacional precisa saber da incomensurável cafajestada praticada pela direita tupiniquim. Denuncie o escândalo do golpe e a casa grande brasileira, única culpada e responsável pelo Brasil, apesar de ser uma das dez maiores economias e democracias do mundo, ser considerado, em termos planetários, uma república bananeira, mesmo a ser poderoso e importante no mundo. E por que o establishment age criminosamente? Porque há séculos é dessa forma e maneira que a burguesia brasileira ganha dinheiro e reafirma o status quo perante o povo brasileiro.

Depois da denúncia na ONU sobre o golpe de estado canalha da direita política, partidária e empresarial, presidente Dilma, decida com o PT e seus aliados, tanto do mundo partidário quanto o da sociedade civil organizada, a estratégia de enfrentamento ao governo ilegítimo e golpista de Michel Temer, traidor que luta para tomar o poder central na mão grande, como fazem os ladrões, porque sua hipotética derrubada da Presidência é similar a um assalto a mão armada.

Criminosos assaltaram o Palácio do Planalto e deixaram com as mãos para o alto 54,5 milhões de cidadãos brasileiros, que terão de reagir a tão injusta ação política de uma das piores e mais perversas plutocracias do mundo, a começar pelo segmento mais deletério delas, que são os oligopólios midiáticos dominados por verdadeiros gangsters assessorados por monstrinhos patifes (jornalistas) criados em redações como pitbulls de guarda, que se submetem por dinheiro para fazer o jogo sujo e concretizar os caprichos antirrepublicanos de seus patrões.

A meu ver e desprovido de paixões e partidarismos, Dilma Rousseff deve sair do poder após os trâmites "legais" do golpe de estado, agora a ser analisado e votado pelo Senado. Considero até que Dilma Rousseff, o PT e o Lula deveriam somente ir ao STF para que seja registrado, em forma de contestação e indignação, o golpismo de direita, da direita e para a direita, que rebaixa mais uma vez o Brasil, poderoso País de língua portuguesa, a uma república de bananas, sem obediência às leis e à mercê de uma máfia que deseja pôr as mãos nos cofres do Estado, bem como se livrar de processos que correm na Justiça que podem levar-lhe à cadeia.

A direita quer fechar a Lava Jato e perdoar o deputado Eduardo Cunha, dentre outros cafajestes. Cunha é o golpista-mor, juntamente com o vice, Michel Temer e os donos de televisões, porque se ele for preso sua delação premiada vai ser como um estrondo retumbante de um trovão e levar para o buraco dezenas de políticos golpistas e empresários que estão até hoje lépidos, soltos e fagueiros, como se nunca tivessem cometido crimes e, hipocritamente e cinicamente, a condenar uma mulher e cidadã honesta do caráter de Dilma Rousseff, e, com efeito, livrar a cara de ladrões e corruptos, que realizaram um show mequetrefe e canalha ao vivo, na Câmara dos Deputados, a transformá-la em um circo de horrores.

Inverteram-se os valores, pois no Brasil ladrões julgam uma presidente que não cometeu crimes de responsabilidade. E os juízes impolutos do STF fingem que não veem nada, o que impressiona o cidadão que tem um pingo de discernimento e noção do que é justo ou injusto, verdadeiro ou falso, porque tem livre arbítrio e capacidade de pensar e, portanto, julgar os fatos, os acontecimentos e as realidades que se apresentam no que concerne ao dia a dia desse processo político criminoso porque de intenção golpista.

Temos uma "elite" ou oligarquia provinciana e atrasada, sempre a apostar em retrocesso para se dar bem e ganhar muito dinheiro, como já disse anteriormente. Não porque o povo trabalhador é provinciano, subalterno e subserviente, pois esses termos são apropriados à casa grande deste País, que luta e persevera para manter os grilhões do subdesenvolvimento e, consequentemente, se locupletar. É desse jeito atroz que funciona o modus operandi dessa gente golpista: "Transformam o País inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro!" — como define muito bem um dos versos de Cazuza sobre as classes dominantes brasileiras. 

Dilma falar na ONU é essencial para a democracia brasileira e à luta por estabilidade política até em âmbito de América Latina. E por quê? Porque o golpe de estado com verniz de legalidade é, na verdade, um golpe violento e que rasga a Constituição, retrocede a democracia ao ano de 1964, além de retirar do povo brasileiro sua segurança institucional e constitucional, porque o Estado Democrático de Direito fica à mercê dos desejos e das circunstâncias de poderosos grupos políticos e empresariais, que detonam as regras de convivência, encerram qualquer tentativa de diálogo e apostam na ruptura entre os entes políticos e importante segmento da sociedade, demograficamente populoso, que votou no PT e em Dilma Rousseff.

A casa grande  acredita que para conquistar o poder, sem respeitar os resultados das urnas, é necessário romper com o jogo democrático, mas também dissimular ou escamotear o golpe, que nasce na Lava Jato do juiz de província, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, para depois seguir pelos caminhos golpistas do procurador-geral, Rodrigo Janot, chefe dos procuradores da "Liga da Justiça" de Curitiba, seletivos e obsessivos pelo PT, do juiz e empresário do STF, Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, que tem a lhe acompanhar outros juízes, como Luiz Fux, Rosa Weber, Celso de Mello e Dias Toffoli,  assim como os delegados aecistas, que por meio de brutalidade tão íntima a certos policiais, xingavam Lula e Dilma, em plena atividade funcional por meio de seus facebooks no período de eleições presidenciais.

Apenas isto. A presidenta Dilma no poder e Lula a apoiá-la, quando servidores subalternos da PF resolveram  insultá-los violentamente, com dizeres misóginos e ataques verbais que atingiram até a deficiência de Lula por não ter um dedo. Imagine se tais trogloditas de direita se conduzissem desse jeito na Alemanha ou na Inglaterra. Imaginou? Então, não dá, né?

Não dá para aturar tanta leviandade e falta de respeito. Nenhum delegado insubordinado foi punido, quando faltas graves como essas poderiam acabar em demissões, o que seria justo e correto, porque se trata de servidores públicos, que recebem altos salários do público, ou seja, dos contribuintes, sendo que muitos deles votam em Dilma e em Lula e discordam que delegados em atividade funcional cometam tais leviandades e patifarias de ordem política. Quer fazer política, delegado? Então, se candidate ou simplesmente vá às urnas como qualquer cidadão e pare de encher o saco. Ponto.

É assim que a banda toca no Brasil, um País infeliz por ser a terra de uma oligarquia que escravizou seres humanos por quase 400 anos. Não é à toa que temos centenas de milhares de pessoas a xingar e a disseminar suas violências de conotações misóginas, raciais, sexistas e de preconceito de classe social. Não é à toa, porque os preconceitos estão miseravelmente incrustados nas almas dessa pessoas, corações e mentes. Neste País, não se aceitou a ascensão social dos pobres, bem como a burguesia dona da casa grande não tolera presidentes trabalhistas, como demonstra, inequivocadamente, a história do Brasil.

A solução, no momento, é denunciar o escândalo do golpe em âmbito mundial, sendo que a ONU é o melhor fórum para esclarecer à comunidade internacional que o poderoso País brasileiro, um dos fundadores do G-20 e dos Brics, possui um banco de fomento como o BNDES, que financia mais do que o Banco Mundial (Bird), além de ser o proprietário de uma das maiores petroleiras do mundo e de um sistema bancário super desenvolvido, está prestes a se tornar uma republiqueta de mandarins de direita, que não aceitaram a quarta derrota consecutiva para o PT, resolveram, simplesmente, engessar a economia do País, impedir a governança de Dilma Rousseff, apresentar pautas-bomba no Congresso, que dispõem sobre aumento de gastos para o Governo, assim como criminalizaram a política e judicializaram toda e qualquer ação do Governo Trabalhista, como nomear ministros. E assim se sedimenta o golpe.

Uma verdadeira barbaridade e conspiração, porque até juiz ou juíza de primeira instância, mas de almas coxinhas e levianas têm autorizado liminares, que depois são sempre cassadas pela AGU, o que não importa a tais magistrados irresponsáveis, pois a intenção desses juízes ideologicamente pequenos é fazer barulho e marolas, alimentar o noticiário da imprensa de negócios privados e, consequentemente, prejudicar o andamento do Governo do PT e cooperar com o golpe de estado de direita.

Depois de terem feito seus trabalhinhos rastaqueras na órbita da primeira instância, certamente que tais juízes coxinhas vão esperar pelas férias, de preferência em Miami ou Orlando, beijar a mão do Mickey e depois bancar o Pateta, como deve fazer o juiz Catta Preta, que adora Miami, como deixa claro seu facebook. Tal magistrado é um dos juízes que assinaram liminar para impedir a posse de Lula como ministro da Casa Civil. Uma vulgaridade política que não dá mais para comentar, de tão ordinária, estúpida e mesquinha que é. Chega a dar pena de tanta mediocridade desses magistrados. Política baixa e rasteira.

A verdade é que o consórcio formado pelo sistema judiciário (Justiça, PF e MPF), imprensa de mercado dos magnatas bilionários e partidos de direita, a liderá-los o PSDB e o DEM, é assumir, doa a quem doer e prejudique a quem prejudicar, o poder central e assaltar os cofres públicos, bem como vender as estatais que restam, além de impor uma política econômica neoliberal, que afundou o mundo e privilegiou os ricos e os muito ricos, que até hoje não foram para a cadeia, como aconteceu nos Estados Unidos, onde rico não é punido, ao contrário do que acontece hoje no Brasil, como literalmente se verificou no decorrer desses anos todos, após a crise de 2008, que demoliu as economias dos países desenvolvidos. Os banqueiros, os jogadores das bolsas e os grandes empresários do ramo de imóveis estão livres, leves e soltos, a rir da cara do povo norte-americano e a curtir a vida como se a morte não existisse para eles e o sol somente brilhasse acima de suas cabeças. 

Os golpistas querem empossar um governo ilegítimo e desejam o poder pelo poder, assim como escapar da cadeia, já que muitos deles, cerca de 120, respondem por diversos malfeitos na Justiça, sendo que outros tantos são réus, a exemplo do corrupto deputado Eduardo Cunha, que chefiou e coordenou o golpe na Câmara.

Surreal; e com a conveniência e aquiescência de juízes do STF, que, novamente assevero, se omitiram e deixaram o barco navegar em direção à cachoeira, porque, evidentemente, são conspiradores e parte intrínseca do golpe de estado. Perceba a inversão de valores. A que ponto chegou o Brasil em pleno século XXI. E tem gente cara de pau que ainda culpa a Dilma, inclusive políticos de esquerda ou que se bandearam para o outro lado — o lado do golpe. Políticos de esquerda que não percebem que as diferenças políticas não são mais importantes do que está em jogo agora, que é a ruptura institucional e constitucional promovida pela direita. Tem o tal idiota de esquerda ou ex-esquerda ou o que valha que aplica doses cavalares de hedonismo e arrivismo diretamente na veia.

Um ladrão e seus aliados ladrões vão  derrubar do poder uma mandatária honesta, que disse nos debates políticos ao golpista playboy e apoplético, Aécio Neves, que não "Vai ficar pedra sobre pedra"!, quando os candidatos tratavam do assunto sobre corrupção. Nunca se prendeu tanto corrupto, nas esferas públicas e privadas. Nunca tanto rico foi para a cadeia, como aconteceu nos governos do PT.

Entretanto, tem coxinha ignorante, despolitizado e irado como siri na lata que abre sua boca para dizer que apoia um golpe de estado, porque se diz contra a corrupção. É mole ou quer mais? Não se trata apenas de um imbecil golpista e politicamente conservador, mas, inapelavelmente, equivocado. Simples assim. A corrupção e a precarização de serviços públicos, como a segurança, saúde e educação remontam a décadas de governos conservadores e dedicados a governar para pequena parcela privilegiada da população, a ter os coxinhas de classe média a apoiá-los. São realidades históricas.

E o que acontece? Um bando de golpistas de diferentes setores e segmentos se unem para acabar com o jogo que estão a perder e prestes a terminar. Comportam-se como o garoto que é o dono da bola, no caso os golpistas, donos do dinheiro, e tumultuam a governança de Dilma e o processo democrático até que o jogo seja parado. Logo depois o juiz (STF e Senado) da partida determina que o vitorioso é o garoto dono da bola, o sujeito que, na verdade, perdeu as eleições.

O perdedor efetiva o golpe, porque, juntamente com seus aliados, considera que ter um monte de dinheiro não basta, pois ainda lhe falta o poder de definir quais serão os jogadores que poderão jogar o seu jogo, ou seja, fazer a imposição ditatorial de suas políticas públicas, que é o caso do PSDB, do DEM e do PMDB, que, oportunistas, vislumbram também um caminho tortuoso para chegar ao Palácio do Planalto sem esperar pelas eleições de 2018. É simplesmente o fim da picada! Inaceitável!

Toda a imprensa internacional, sendo que muitos são jornais tradicionais, poderosos e conservadores perceberam o golpe de estado ilegal e ilegítimo contra a presidente constitucional Dilma Rousseff. Está todo mundo de cara. Um tremendo mico propiciado pela direita brasileira de alma golpista, subserviente e provinciana. Uma tremenda molecagem que humilha o Brasil perante a comunidade internacional. Porém, bananeira é a casa grande brasileira e quem a apoia por migalhas ou por ideologia. Não é o povo que é bananeiro e muito menos quem não vota em partidos da direita brasileira vinculados aos interesses da plutocracia.

A tribuna da Organização das Nações Unidas (ONU) tem de ser usada pela presidenta Dilma Rousseff para denunciar o tenebroso golpe de estado, sem direito a vacilo ou dúvidas. O golpe de estado tem de ser denunciado e os usurpadores do poder tem de ser vistos como canalhas e considerados golpistas. Quem rasga a Constituição e joga para o espaço o Estado Democrático de Direito tem de ser tratado como pária, usurpador e golpista criminoso. Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe de estado. Ponto.

E não existe jurista mequetrefe e de direita a serviço do golpe de estado que vá mudar essa realidade por meio de uma petição e palavras propositalmente elaboradas para justificar o injustificável ou que o valha. Juristas erram, porque têm ideologia, preferência partidária e preconceitos sociais, tanto que muitos deram sustentação ao golpe civil-militar de 1964, como estão a dar um golpe descarado em 2016.

Nunca pensei que o Brasil, na altura do campeonato e 30 anos após a redemocratização, fosse passar novamente por um processo golpista. É doloroso e desgastante, degradante e vergonhoso, porque se trata de típico movimento terceiro-mundista, que põe para baixo autoestima de quem sabe o que é uma ditadura, que eu vi ser derrotada quando já tinha 25 anos. A ditadura tem a cara da casa grande brasileira e dos coxinhas de classe média. Trata-se dos mesmos, só que em gerações diferentes. A classe média coxinha é imutável perante o tempo. Sempre vai ser golpista, reacionária e preconceituosa. Uma verdadeira lástima.

O STF tem enorme culpa no que tange ao golpe por ser também vergonhosamente conspirador. Se calou e se omitiu até que se chegasse a esse ponto insustentável, de forma que uma alcateia de golpistas corruptos conquistem o poder sem a autorização e o crivo legítimo e soberano das urnas. Quem efetiva golpe é criminoso. Quem é criminoso tem de ser denunciado pelo MPF e, se comprovado que cometeu crimes, tem de ser processado pelo Estado para depois ser julgado pela Justiça. O problema é que setores do Judiciário são também golpistas. Simples assim, porque não restam dúvidas. Dilma não cometeu crime e tem de denunciar o golpe de estado para todas as nações na tribuna da ONU, com coragem e galhardia. Depois do pronunciamento se pensa em eleições. É isso aí. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sem voto, direita picareta aprova o golpe e o STF continua omisso e golpista

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre



"A tua piscina tá cheia de ratos;
Tuas ideias não correspondem aos fatos.
O tempo não para. Não para, não... Não para!" (Cazuza)

Sem pretender, de forma alguma, ser messiânico e profético, os golpistas que aprovaram o golpe contra Dilma Rousseff lembram certas circunstâncias do Evangelho. Um dos acontecimentos é a escolha de parte do povo que escolheu Barrabás e preteriu Jesus, no caso o deputado Eduardo Cunha; o outro é a traição de Judas, que cabe muito bem nesse contexto de mentiras e conspirações coletivas sofridas pela presidenta trabalhista, Dilma Rousseff, ao vice-presidente Michel Temer — o Amigo da Onça.

A efetivação de um golpe de estado contra uma mandatária e cidadã honesta a ser julgada por uma malta de canalhas e picaretas, sendo que grande parte dessa alcateia é composta por parlamentares e autoridades de outros poderes, principalmente do sistema judiciário, que se aliou aos interesses da oposição de direita liderada pelo PSDB, bem como se associou aos magnatas bilionários de imprensa, principalmente a Rede Globo, que desde quando Lula assumiu o poder presidencial, em 2003, realiza uma oposição desleal, desonesta, agressiva, manipuladora e golpista. Questão de DNA.

Contudo, apesar da derrota do Governo Trabalhista perante uma das gerações de deputados mais corrupta e conservadora da história da Câmara (a grande maioria deles responde a processos na Justiça, sendo que muitos dos golpistas de direita já são réus), além de ignorante sobre o processo do golpe travestido de impeachment, bem como sobre a história do Brasil, o que mais chama a atenção é a total falta de discernimento sobre as conquistas do povo brasileiro nos períodos dos governos democráticos e republicanos de Lula e Dilma.

Estou com quase 57 anos e posso afirmar, sem tergiversar ou enganar qualquer cidadão, que nunca vi, em quase seis décadas de vida, o Brasil se desenvolver tanto em todos os segmentos e setores, bem como nunca tinha visto em outros governos milhões de pobres ascenderem socialmente e financeiramente, não apenas no que concerne ao acesso ao consumo, mas, principalmente no tange ao pobres a conquistar novos espaços, tanto no que é relativo à sua entrada nas universidades públicas e no ensino técnico quanto no que é referente ao poder aquisitivo, com o salário mínimo a aumentar ano a ano, a manter seu poder de compra.

Foram inúmeras as conquistas, que cansei de citar em meus textos, como, por exemplo, programas sociais que movimentaram a economia e incrementaram o mercado para as micro e pequenas e empresas, a exemplo das garantias trabalhistas às empregadas domésticas, do Luz para Todos, do Minha Casa, Minha Vida e o Programa Bolsa Família, além do Enem, Fies, Sisu, Ciência sem Fronteiras, Sisutec e ProUni, dentre incontáveis obras de infraestrutura, bem como a recuperação de setores praticamente extintos, como o naval e o de trens.

Entretanto, o assunto central não é este, porque a classe média tradicional coxinha, aquela composta de brancos bem nutridos, secularmente universitária e com bons empregos públicos e privados, que mora em bairros urbanizados ou chiques, demonstrou, inequivocadamente, que odiou profundamente a ascensão social e econômica dos pobres. Só que não há mais espaço para dizer que tal classe pequeno burguesa, aliada dos interesses da casa grande, como sempre foi, como comprova o apoio irrestrito ao golpe de 1964, que ela se preocupa com a corrupção.

E por quê? Porque nunca se preocupou, pois portadora de indignação seletiva, e, consequentemente, arrivista e partidária. Como se comprova, a maioria dos golpistas que aprovou o golpe para ser votado no Senado responde processos inúmeros, inclusive na Lava Jato, sendo que as listas de Furnas, e, principalmente, a da Odebrecht, que "Não vem ao caso" para o juiz de província, Sérgio Moro, foram solenemente engavetadas e os nomes dos políticos demotucanos, indelevelmente, blindados.

No Brasil de hoje, lamentavelmente, os juízes políticos, os procuradores obsessivos e os delegados aecistas, que tratam desses escândalos são partidarizados, tem cor ideológica à direita e, para paralisar e judicializar a governança de Dilma Rousseff, criminalizaram a política de tal forma que ficou praticamente impossível a mandatária trabalhista governar o País, mesmo eleita pelo PT com 54,5 milhões de votos. Simplesmente se rasga a Constituição e manda para o espaço a democracia e o Estado de Direito.  

Dilma não cometeu crimes de responsabilidade e todos os patifes e cafajestes que lutam para derrubá-la sabem disso, mas não se importam com nada, pois se fanatizaram e não conseguem mais se pautar pelo bom senso, lógica racional e pelo interesse público. Como poderá um golpista se preocupar com a sociedade se ele quer o retrocesso e a volta do controle total do status quo sobre a população?

Enquanto Lula e Dilma avançavam o País em direção ao seu desenvolvimento e tinham o apoio de mais de 80% da população, os canalhas golpistas e ignorantes, pois provincianos que cuidam apenas de interesses pessoais ou de grupos econômicos ou corporativos, se calaram, recolheram-se às suas insignificâncias e ignorâncias e deitaram em suas tumbas repletas de ódios e preconceitos.

Também dessa forma se conduziram os coxinhas de classe média, que ficaram anos calados ou a dissimular suas cóleras compostas de racismos, preconceitos de classe social, inconformismo e rancor por causa das conquistas sociais das classes pobres e populares. Foi de mais para essa gente tacanha, egoísta, de alma pequena e espírito de porco, que faz da intolerância seu modo de vida, assim como da violência, no que rege ao  pensamento, e, com efeito, verbalizar insultos de baixo calão e conceitos vis, a chegar até mesmo à agressão física, que espelha sua ideologia, que se baseia em valores e princípios nada recomendáveis à civilização ou àquele que deseja ser civilizado.

E deu no que deu: um consórcio de direita de inúmeros setores comprometidos com um golpe de estado, depois de 30 anos de democracia, além da lembrança coletiva terrível de 21 anos de ditadura civil-militar. Leonel Brizola dizia: "Os militares seguraram as tetas do Estado, como se fosse uma vaca, para os empresários mamarem".

Agora, em 17 de abril de 2016, repete-se realidade histórica similar, sendo que desta vez quem segura as tetas do Estado nacional são os golpistas criminosos da Câmara e, vergonhosamente, os togados, muitos deles completamente alienados e próximos da ridicularidade, como o juiz Catta Preta do DF, o admirador de Miami e talvez, quiçá, do Pateta, sem esquecer do Mickey, um dos símbolos do imperialismo estadunidense. Duvida, coxinha? Basta assistir os desenhos mais antigos de tal personagem para se certificar de suas "mensagens".

Juízes e procuradores que, ao invés de se comportarem como magistrados, conduzem-se como políticos em plena atividade e interferem, equivocadamente, no processo político brasileiro, porque são partes indissociáveis do golpe criminoso contra a presidente Dilma, o Estado de direito, a democracia e os direitos constitucionais do povo brasileiro, que luta há séculos para se emancipar e ter acesso a uma vida de melhor qualidade.

Os empresários golpistas, que odeiam políticos trabalhistas, já estão a avisar que não vão pagar pelo pato amarelo, corrupto e sonegador da Fiesp. O pato sonegador eles já abandonaram e exigem seu quinhão de poder junto ao golpista-mor, Michel Temer, que, juntamente com o corrupto e réu, Eduardo Cunha, engendraram o golpe, que começou pelo histerismo e violência nada cívica do senador tucano e playboy, Aécio Neves, que, golpista de primeiro minuto, após perder as eleições foi às ruas fazer molecagem e apostar na quebra da ordem institucional e constitucional.

Esses coxinhas empregados da iniciativa privada e do setor público vão ver o que é bom para tosse. A direita no poder vai fazer o que ela sempre fez, em um eventual governo Temer: suprimir direitos sociais e trabalhistas, restabelecer a CPMF (para os golpistas pode, mas para o Governo Dilma, não), dar fim à obrigatoriedade dos gastos fixos em educação e saúde, fazer mudanças nas leis previdenciárias e trabalhistas, vender as estatais restantes, inclusive a Eletrobrás, a Infraero e a Petrobras, além de acabar com o sistema de partilha do Pré-Sal, cujos recursos são previstos para financiar a saúde e a educação, conforme projeto do Governo Dilma aprovado pelo Congresso.

Depois a sociedade que elegeu Dilma Rousseff tem de aturar uma direita colonizada, subalterna e entreguista que, por intermédio de seus áulicos, afirma que vai fazer as mudanças para a retomada da economia. Veja bem a pilhéria, a babaquice e a hipocrisia. Os golpistas criminosos, muitos deles ignorantes sobre o povo do Brasil e a história da política brasileira querem impor, por meio de um golpe criminoso, o programa de governo derrotado nas urnas em quatro eleições consecutivas. Tal conduta é de um indigência moral e política que assombra até os mais sórdidos dos cafajestes.

Trata-se de golpe aplicado diretamente na veia de 54,5 milhões de eleitores que não votaram em Aécio Neves, porque, além de essa gente mequetrefe querer retomar o derrotado neoliberalismo, que fracassou em âmbito mundial, ainda quer fazer crer que a economia brasileira está afundada, quando a verdade é que a crise política sem precedentes, nos últimos 35 anos, é a maior responsável pela crise na economia.

A crise política engendrada pelas oligarquias deste País tem por finalidade engessar as ações do Governo Trabalhista e impedir que as empresas que tem contratos com o Governo possam tocar suas atividades, como aconteceu com as milhares de obras, algumas gigantescas, que estão paralisadas, porque, ao invés de se proteger as empresas, como fazem no exterior, aqui as destroem, porque uma casa grande predadora, antinacionalista, antirrepublicana e antidemocrática está em processo de efetivar mais um golpe dos muitos que já realizou no passado. Quem não tem voto, dá golpe. E lugar de golpista, então, é na cadeia.

Contudo, o maior responsável pelo golpe irresponsável e criminoso na Câmara é a maioria dos juízes do STF. E por quê? Porque se a presidenta Dilma Rousseff não cometeu malfeitos, que no decorrer de dois anos não foram comprovados, não existe, então, crime de responsabilidade, o que é a realidade factual. O factual é fato. Fato é real e portanto não deixa dúvidas. E o STF a ficar cego sobre as realidades, ao ponto de permitir, como se fosse cúmplice do golpe, que bandidos a responder a mil inquéritos, acusações e denúncias, sendo que muitos deles são réus, cometam um golpe de estado contra o Brasil e os brasileiros. É inaceitável!

O Supremo é no mínimo omisso e em seu meio existe juiz que conspira contra a presidente trabalhista, bem como anuncia suas decisões, além de dizer o que pensa de seus inimigos políticos, sendo que muitos desses inimigos estão a se defender na Justiça, fato este que se torna inacreditável, pois quem faz carga àquele que poderá ser julgado é seu julgador, que age indevidamente como promotor. O nome deste juiz é Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso.

Os juízes garantistas e legalistas do STF poderiam ter acabado com a farra dos golpistas, que, em sua maioria, reponde a processos ou já são réus. Acontece que, em nome do rito, dar-se-á uma golpe? O Brasil realmente é um País surreal, porque, ao contrário dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos, tem uma das piores e mais cruéis "elites" do mundo, porque totalmente divorciada dos interesses do povo brasileiro, que luta diuturnamente pela sua sobrevivência, mas não consegue conquistar sua emancipação de forma plena, porque temos uma casa grande escravocrata e, miseravelmente, provinciana e subserviente aos interesses de estrangeiros, pois antinacionalista e profundamente antidemocrática.

Os partidos de esquerda, os incontáveis movimentos sociais, os sindicatos, estudantes, associações de profissionais liberais, a classe média que votou no PT, os camponeses, os moradores de favelas e comunidades, a periferia, os negros, os índios, as mulheres trabalhadoras, as cooperativas, os gays, os intelectuais, os artistas e todos aqueles que não querem a volta da ditadura, porque quem dá golpe tem alma e pensamento ditatoriais, deve, sem vacilar, mobilizar-se e ir às ruas. Ocupar todos os espaços públicos para derrotar esse golpe de estado infame travestido de legalidade constitucional. Este golpe não é legal, porque Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade. Não vai ter golpe! Já tem luta. É isso aí.