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sábado, 30 de julho de 2016

Pré-Sal: começou a rapinagem e a roubalheira dos golpistas que assaltaram o Brasil

Por Davis Sena Filho – Palavra Livre

Golpistas tomaram de assalto o Planalto e vendem o Pré-Sal sem a autoridade do voto do povo brasileiro.
Depois de dois meses e meio apenas a tomarem de assalto o Palácio do Planalto e, com a fome de 13 anos digna de tubarão sem predar e depredar, os golpistas "los macaquitos blancos" entraram com tudo, e a fórceps desmontam e desconstroem o Estado brasileiro, iguais as formigas cortadeiras a arrancar todas as folhas de uma frondosa árvore, o patrimônio nacional, porque já começaram a alienar as estatais desta azarada Nação, onde viceja em suas terras a pior e mais perversa oligarquia do mundo: a casa grande irremediavelmente entreguista, colonizada, antinacionalista, antirrepublicana e antidemocrática.

Tal governo golpista representa a miséria de propósitos sem igual ou sem par no planeta. A mixórdia em toda sua profusão, essência e plenitude. E não é que os vagabundos que deram um golpe terceiro-mundista sem a autoridade do voto popular para governar e decidir o destino do Brasil já venderam o que não construíram ou criaram? Pois é, o patife interino — o Amigo da Onça — começou o desmonte oficial da Petrobras, a tocar tal entrega o servil e vendilhão da Pátria, Pedro Parente, que nunca fez nada pelo Brasil, porque seu "povo" são os ricos.

O executivo tucano de interesses alienígenas é uma vassidão ou um deserto de ideias e de estratégias para o desenvolvimento e a independência do Brasil, a não ser vendê-lo para os gringos espertos e malandros, que preservam o patrimônio e os interesses de seus países, porque não são otários, bem como tratam como subservientes e subalternos de países bananeiros golpistas como o Pedro Parente, o José Serra, o michel temer - et caterva. Fazem negócios com a camarilha, mas a desconfiança e o desprezo são totais. Ninguém respeita quem trai sua própria casa.

O preço da venda de ativos da Petrobras é o verdadeiro negócio da China. A norueguesa Statoil Óleo e Gás pagou US$ 2,5 bilhões por uma fatia importante da área de Pré-Sal, cujo modelo era de partilha e voltou a ser de concessão. É o que tucano sabe fazer: vender para entregar (modelo de concessão). O capital estrangeiro agradece penhoradamente. A gringada sabe que sempre poderá contar com a ausência total de caráter da direita brasileira proprietária da casa grande escravagista e inimiga mais perigosa da Nação. Muito mais perigosa do qualquer hipotético ataque de forças multinacionais, seja pela força das armas ou pelo poder econômico controlado pela plutocracia.

Segundo anúncio dos gorilões do governo golpista, pária e bastardo (apenas três chefes de estado estarão presentes às Olimpíadas), o bloco vendido a preço de banana, até porque não sabe o quanto de óleo e gás tem nas áreas vendidas aos noruegueses, é considerado uma das grandes descobertas de petróleo nos últimos tempos em termos mundiais.

Parente transformou a Petrobras na única empresa petrolífera do mundo a abrir mão de suas melhores jazidas, como o é o campo de petróleo Carcará, anunciado hoje como vendido por uma bagatela, quando técnicos e engenheiros dizem que ele valeria por baixo quase três vezes mais, ou seja, R$ 22 bilhões ao invés de R$ 8,5 bilhões. Se fosse em país mais desenvolvido, este executivo tucano, predador e lesa-pátria seria, evidentemente, preso.

A Petrobras já tinha confirmado que testes comprovaram alta produtividade na área. Esses caras que deram um golpe bananeiro na democracia do Brasil e fizeram picadinho da Constituição deveriam estar presos ao invés de mandar no Brasil e tripudiar contra a ordem democrática estabelecida pelo voto dos cidadãos e eleitores, que elegeram legalmente Dilma Rousseff, a presidente legítima e representante do povo com 54,5 milhões de votos.

Os golpistas da Banânia e seus apoiadores, os coxinhas paneleiros de barrigas cheias, têm de ser enfrentados duramente nas ruas, nos fóruns apropriados, entidades, instituições e na internet. É imperativo e urgente que o governo golpista não tenha paz para governar e por isto é necessário resistir, porque somente com a resistência dos brasileiros garantistas e legalistas, que escolheram o lado certo da História, será possível combater uma possível ditadura.

As ações de michel temer e seus sequazes são similares às ações das ditaduras forjadas em quartéis, sendo que ainda camuflada ou travestida de democrática, quando sabemos que a intenção é concretizar o golpe contra a Dilma, prender o Lula e inviabilizar sua candidatura e de qualquer político que o líder trabalhista possa apoiar em 2018, a exemplo de Ciro Gomes ou Fernando Haddad.

A política predatória do pigmeu político michel temer (só para relembrar: o nome de tal peçonha é sempre escrito no minúsculo) é de retrocesso, porque de entrega do patrimônio público e de eliminação dos direitos trabalhistas e dos programas de inclusão social efetivados pelos governos trabalhistas do PT nos últimos 13 anos.

Nem mesmo os militares de 1964 em seus 21 anos de poder implementaram uma política de retrocesso social e econômico quanto ao desmonte do Estado nacional como esses demotucanos alimentados pelo golpe liderado pelos políticos do PMDB, que querem evitar suas prisões pela Lava Jato, mas que ainda estão soltos. Não é mesmo, doutor Sérgio Moro? Aliás, o que o Lex Luthor (ministro da Justiça Alexandre de Moraes) conversou com vossa excelência quando foi ao Paraná?

Outra coisa: o juiz de primeira instância se sentiu muito bem, né, no lançamento do livro sobre a Lava Jato do filho da Miriam Leitão, bem como quando recebeu o prêmio "Faz Diferença", da famiglia Marinho, um novo nome para o prêmio antigo da mesma famiglia, que era chamado de "Funcionário Padrão". Além disso, o doutor se saiu muito bem na foto ao lado do "coxinha-mauricinho", João Dória, candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB. Aliás, o juiz está sempre ao lado de alguém do PSDB, partido de tucanos inimputáveis como o são os deuses. O juiz Gilmar Mendes também. Por que será? Doutor Moro, aonde está o Aécio Neves? Parece que ele sumiu... Voltemos ao assunto e esqueçamos por ora o juiz.

Volto a ressaltar: nem os militares entregaram o País e acabaram com os direitos trabalhistas conquistados no governo de Getúlio Vargas. Muitos deles eram favoráveis ao Estado como indutor do desenvolvimento. Somente a partir de Ernesto Geisel que os economistas da escola monetarista tiveram mais espaço, e olhe lá, sem mexer muito na estrutura do Estado nacional, apesar de Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen, dois entreguistas e privatistas de primeira hora, que atuavam em governos anteriores ao de Geisel, mas que nunca, mesmo em um governo ditatorial conduzido por generais, conseguiram desmantelar o Estado brasileiro como fizeram os demotucanos nos governos de FHC — o Neoliberal I — e agora estão novamente a fazer depois de participarem de um golpe desditoso e digno de uma República das Bananas.

A medida da venda de parte do Pré-Sal do governo interino em pouco mais de dois meses no poder esboça que é cada vez mais importante a resistência contra o golpe bananeiro, que vai implementar uma política de retrocessos e entrega do patrimônio nacional. Para eles pouco importa, porque não pensam o Brasil, não possuem projeto de País e programas de inclusão social, assim como apostam em um neoliberalismo que fracassou em todos os países, que destruiu suas economias, ao ponto de a Europa e os Estados Unidos até hoje e após 2008, quando a crise internacional explodiu, não terem ainda se recuperado.

O Brasil está nas mãos de usurpadores do poder, de golpistas incompetentes que levaram o Brasil à bancarrota, porque na era FHC fomos ao FMI três vezes, bem como o País teve suas estatais pilhadas, além de ficar praticamente sem reservas internacionais e transformar seus bancos de fomento em apenas bancos comerciais para emprestar dinheiro à corrupta e caloteira casa grande, que sempre se beneficiou de um Estado patrimonialista, a serviço da burguesia nativa e herdeira legítima da escravidão de 388 anos.

Agora, estamos a vivenciar a segunda degeneração do Estado nacional perpetrada por oligarquias regionais atrasadíssimas e carcomidas pelo tempo e em estado moral de putrefação, que se uniram para roubar o Brasil, além de retirar direitos dos trabalhadores e das famílias brasileiras, porque a intenção, volto a lembrar, é isentar o Estado de seus deveres e responsabilidades, como prega a Constituição de 1988.

O objetivo é permitir que a plutocracia nacional possa direcionar os impostos pagos pelos contribuintes para atender suas demandas, como também pagar cada vez juros mais altos aos rentistas e aos mercados de apostas bancárias e bolsas de valores, que não produzem um pé de feijão, mas responsáveis diretos pela miséria, pobreza, violência e guerras.

Nunca vi um grupo de bandoleiros tomarem o poder e, desprovidos de pudor, começar o desmonte do Estado nacional imediatamente, no dia seguinte, sem parar e em ritmo frenético. Nenhuma direita faz isto contra seu próprio País. Nem Donald Trump, um magnata de extrema direita, destemperado, racista e sectário chegaria a tanto, ao ponto de vender os Estados Unidos e passar com um rolo compressor em cima dos direitos civis e trabalhistas do povo norte-americano, bem como impedir que os programas de inclusão social fossem extinguidos.

E é exatamente isto que a escória de patifes, de malandros oligarcas, com seus ternos bem cortados estão a fazer. Além de tal bando de golpistas prejudicar o povo brasileiro e enfraquecer seu poderoso mercado interno com juros escorchantes de 14,25%, um recorde mundial, sendo que no mundo civilizado, porque o Brasil é uma Banânia selvagem onde ainda a "zelite" efetiva golpe de estado, os juros são negativos em uma taxa média de -1,5%. Ressalto: juros negativos!

Este governo de direita pária e bárbaro vai afundar o Brasil, porque simplesmente é inimigo da Nação de língua portuguesa e aliado dos interesses econômicos e financeiros da plutocracia, sem dúvida, como deixa claro e transparente a venda de parte do Pré-Sal, que no modelo de partilha seus lucros eram destinados à Educação e à Saúde.

O Pré-Sal da Petrobras não é uma questão mercadológica. O Pré-Sal é uma questão de presente e de futuro para a Nação brasileira. O modelo de partilha foi aprovado, bem como o direcionamento dos recursos e dividendos do Pré-Sal, que, por meio de um golpe, o projeto generoso aprovado no Governo Dilma foi irresponsavelmente eliminado para que empresas estrangeiras cheguem no Brasil, suguem o óleo e levem a riqueza para seus países em forma de remessas de lucros. Como pode os coxinhas de classe média, empregados assalariados, apoiarem uma roubalheira desse porte? É uma loucura. Caso grave de patologia, quando a vítima passa a admirar ou gostar de seu algoz. Um absurdo inenarrável e injustificável.

Além de toda essa covardia e traição ao País, o usurpador e traidor Amigo da Onça, vulgo michel temer (o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino), quer tornar as leis trabalhistas (CLT) em letras mortas. Os golpistas bananeiros apostam na terceirização, na precarização do trabalho e no desemprego proposital. E por quê. Porque interessa à plutocracia a mão de obra barata, até porque se há poucas vagas laborais, o trabalhador desesperado aceitará as imposições do patronato, pois perdeu o poder de negociar.

É assim que a banda toca; é dessa forma draconiana que se ganha mais dinheiro. Enfim, os bárbaros tupiniquins querem prejudicar quem produz e forrar os bolsos de quem vive da jogatina do mercado de capitais. Se puderem retornar para as garras do FMI, essa gente sem eira nem beira se submete à tal traição e desfaçatez, pois muita gente ganha muito dinheiro com o Brasil submetido aos ditames do banco pertencente à meia dúzia de europeus e aos Estados Unidos.

Contudo, quem sempre esteve no olho do furacão é a Petrobras. Desde que o estadista gaúcho a criou, em 1953, as oligarquias regionais e a plutocracia nacional e internacional combateram sua existência e crescimento, assim como tentaram, de toda forma e maneira, extingui-la, vendê-la ou simplesmente por não conseguirem se livrar dela, a boicotaram e a sabotaram, de forma que a maior petroleira do Brasil e uma das maiores do mundo não pudesse trabalhar plenamente em prol do desenvolvimento do País, como tentou fazer nos setores do petróleo, da indústria naval, da química, da construção civil e até mesmo com participação na área nuclear, no decorrer dos governos trabalhistas do PT.

Aliás, inúmeros setores e segmentos da economia e do comércio se unem à Petrobrás, realidade que permite a criação de ciclo econômico e comercial virtuoso, que alavancou o Brasil de Getúlio Dornelles Vargas e o de Luiz Inácio Lula da Silva. Seus governos são incomparáveis em relação a outros presidentes da República e suas respectivas eras. Mexer com a Petrobras e abri-la para estrangeiros é ação de lesa-pátria e de traição aos interesses do Brasil.

O Projeto de Lei 6726/13, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que está a mostrar toda sua falta de seriedade e de responsabilidade com a Nação à frente do Ministério da Educação, cujos inúmeros programas e projetos ele está a sabotar e, se puder, vai extingui-los, foi o que permitiu a mudança do regime de partilha para o de concessão, que autoriza a entrega das riquezas do Brasil aos estrangeiros. O senador José Serra também apresentou projeto e realizou emendas. Mendonça é do DEM e José Serra é do PSDB. É o que seus partidos sabem fazer: vender e entregar.

Não apresentam um único projeto de melhoria para os programas sociais de inclusão, igualdade e oportunidade. Pelo contrário, tiram e retiram do povo brasileiro conquistas e direitos. Inclusive os garantidos pela CLT e pela Constituição. Não apresentam um único projeto de independência do Brasil e de fortalecimento do Estado nacional para que ele possa atender às demandas e às necessidades do povo brasileiro. Pelo contrário, querem o Estado mínimo para que ele não possa implementar políticas públicas que permitam a emancipação plena do povo brasileiro.

Não falam em povo em seus discursos. Jamais. Não falam em desenvolvimento social e melhoria dos salários e da condição de vida dos cidadãos deste País. Porém, querem roubar seus direitos sociais e civis, bem como pilhar o Estado brasileiro, a fim de favorecer a burguesia, as oligarquias, pois proprietárias da casa grande e feitoras do establishment, que vem a ser a plutocracia internacional, a verdadeira chefe da pirâmide do status quo. A venda da Petrobras significa que o Brasil é a Banânia. É isso aí.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Acabou, doutor Moro: Lula não é ladrão — Desespero e perseguição são péssimos conselheiros

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Vamos direto ao ponto: Lula não roubou. E, se ele não roubou, não pode ser delatado por ninguém, como os malfeitores com culpa formalizada e os que não cometeram crimes, mas que são acusados pelos verdugos e políticos de direita da Lava Jato, que também exercem cargos de servidores públicos, que estão completamente contaminados ideologicamente, a ter a vaidade em um primeiro plano, bem como coautores de um golpe terceiro-mundista, juntamente com os parlamentares do Congresso Nacional, a imprensa familiar mais covarde e corrupta do planeta, além de terem como seus chefes diretos e cúmplices os juízes do STF e o procurador-geral da PGR.

Contudo, volto a reiterar: Lula não roubou. E, se ele não roubou, não pode ser injustamente e covardemente perseguido porque o doutor Moro, um juiz de província de primeira instância, resolveu fazer política para beneficiar a ex-oposição capitaneada pelo PSDB e que atualmente usurpa o poder central por intermédio de um golpe bananeiro, mas violento que mais uma vez transformou o Brasil em uma republiqueta de bananas com a carranca e o focinho das oligarquias regionais e da classe média coxinha de alma lacerdista.

Entretanto, Sérgio Moro continua em seu périplo persecutório de caráter primitivo, a cometer desbragadamente insubordinações perante os juízes do STF, especificamente os magistrados Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki, sendo que os dois já foram afrontados pelo juiz que "Faz Diferença" para a golpista famiglia Marinho, assim como participa de eventos de políticos democutanos, exatamente aqueles que deram um golpe de estado criminoso contra a presidenta constitucional, Dilma Rousseff, a mandatária legítima e reeleita democraticamente com 54,5 milhões de votos.

Sérgio Moro, o juiz de província, que tem por objetivo prender o presidente Lula e que demonstra estar desesperado por não achar nada que o incrimine, como não acharam os procuradores plutarquianos de Brasília, de São Paulo e do Paraná, sujeitos obsessivos por desmoralizar Lula e desconstruir, definitivamente, sua imagem de líder popular e político de grandeza internacional.

Lula, apesar de ser alvo de insultos e perseguições constantes, que têm por propósito desumanizar sua condição humana, o líder trabalhista figura como principal político a liderar as pesquisas de candidatos a presidente da República, motivo pelo qual o sistema judiciário partidarizado e ideológico se movimenta com virulência e despudor.

Trata-se de um processo draconiano que chama a atenção dos setores democráticos e legalistas da sociedade brasileira, da América Latina, além de causar suspeitas e desconfianças a parlamentares dos Estados Unidos e da França, bem como da grande imprensa estrangeira, que considera como golpe o que ocorreu e está a ocorrer no Brasil por causa do afastamento da presidenta Dilma efetivado por um parlamento e um "presidente" interino usurpador, cuja maioria dos deputados e dos ministros é acusada de corrupção e responde a processos na Justiça, sendo que muitos dos golpistas já são réus.

A busca incessante por sua destruição, a começar pela feroz perseguição por meio de "investigações" e vazamentos de inquéritos e processos à imprensa alienígena dos magnatas bilionários sonegadores de impostos e autores de tratativas burlescas e daninhas aos cofres públicos, no que diz respeito a escândalos de corrupção como a Zelotes e o HSBC, além do Banestado, dentre outros casos nos quais estão envolvidos barões de mídias comerciais e privadas. Porém, "isto não vem ao caso" — como gosta de afirmar o juiz de primeira instância Sérgio Moro, que somente tem olhos para o PT. Trata-se de patologia. Um caso irremediavelmente patológico...

Sérgio Moro não é o precursor da "Justiça Seletiva". Todavia é, sem sombra de dúvida, um de seus principais precursores. É o fim da picada. Um juiz que não se atém apenas aos autos, como deve obrigatoriamente proceder qualquer juiz em qualquer lugar, país e tribunal a qual pertencer, seja ele uma vara de primeira instância ou a Corte mais importante do País, como é o caso do STF.

Sérgio Moro há muito tempo deveria ter sido punido e afastado de seu cargo para o bem do serviço público. Trata-se de um magistrado que cometeu crimes de ordem constitucional, jurídica e judicial. Moro rasga a jurisprudência e faz picadinho da Constituição, que é o alicerce do Estado de Direito. Aliás, Moro e sua turma do MPF e da PF curitibana não combinam com o Estado de Direito, pois os primeiros são como se fossem água, e o segundo, óleo. Não se misturam e não combinam.

Já elenquei, muitas vezes, as inúmeras estrepolias e os abusos de poder de tal protagonista da Lava Jato. Contudo, a mais emblemática das muitas diatribes do juiz provinciano, que age como se mandasse no País são: 1) A prisão coercitiva de Lula, similar a um sequestro promovido pelo Estado; 2) O vazamento do áudio de conversa entre Lula e Dilma; e 3) Os vazamentos sobre informações dos sigilos bancários, telefônicos e das redes sociais de Lula e de sua família. Entretanto, citei apenas três casos que denotam a covardia, a patifaria, a perseguição a um cidadão que não é réu, não responde a processos e que nunca foi condenado pela Justiça nem em primeira instância. Inaceitável.

Pelo contrário. Essa gente togada têm de dar satisfação ao cidadão contribuinte, que paga seu alto salário, sua mordomia e status. O Brasil, apesar do golpe de estado praticado por bandoleiros que tomaram de assalto a Presidência da República, com a absurda e temerária cumplicidade de juízes do STF e do procurador-geral da PGR, compreende o que está a acontecer, bem como aqueles que ainda não perceberam que houve um golpe, certamente que perceberão, porque, quanto mais se aproxima o julgamento de Dilma Rousseff no Senado, recrudescem os movimentos na internet e nas ruas contra o golpe bananeiro.

Se o golpe à moda "Banânia" ou "Los Macaquitos Blancos" for concretizado o Brasil não terá paz e esperança. Governar só será possível ao usurpador e traidor michel temer (o nome dessa peçonha é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) por intermédio da repressão policial e da opressão publicitária e ideológica. Um verdadeiro inferno em forma de caldeirão e caos... Não haverá estabilidade institucional e democrática porque a Constituição foi rasgada, bem como uma presidente derrubada do poder sem ter cometido crime de responsabilidade. Impeachment sem dolo é golpe. Ponto.

O golpe realizado por criminosos, que deveriam estar presos, pois antinacionalistas, antidemocráticos e que desejam transformar o Brasil em uma "Banânia" sempre dedicada a atender às demandas dos ricos e dos muito ricos, porque, obviamente, os segmentos de classe média que apoiaram o golpe terceiro-mundista ficarão com o "mico", a chupar o dedo pelo simples fato de a "coxinhada" paneleira de barriga cheia e analfabeta política ser assalariada, ou seja, classe média empregada, com complexo de vira-lata, cabeça colonizada e metida a ser parte da "zelite", quando não é, nunca foi e jamais será!

O jogo acabou, doutor Moro. Lula não é ladrão; e o desespero e a perseguição são péssimos conselheiros. E por quê? Porque quando um juiz, procuradores e delegados não encontram nada que implique Lula em malfeitos e corrupções, mas mesmo assim continuam com a insistência para incriminá-lo, o servidor público perde sua autoridade, porque age e atua a perseguir o cidadão, mesmo a saber de sua inocência. Acabou, doutor Moro. Não há mídia golpista como esta que viceja no Brasil que possa, indefinidamente, manter a crença de que Lula é corrupto ou ladrão. Não há condição para tal covardia e perseguição sem fim, doutor Moro.

Nem o Delcídio Amaral comprovou o que disse. Um senador do PT com alma tucana. Nem o marqueteiro João Santana, autor das campanhas vitoriosos do PT. Nem os bandidos doleiros, sendo que muitos deles crias do PSDB, cujos políticos, absurdamente e vergonhosamente, são inimputáveis, como se fossem uma "classe" à parte, como os deuses. Nem os donos das construtoras, seus diretores e empresários de outros setores da economia, a exemplo do José Carlos Bumlai, que a imprensa de mercado pistoleira o chama de "O amigo do Lula", pois a finalidade é fazer com que o público que assiste, por exemplo, o péssimo "Jornal Nacional" fique em dúvida e passe a desconfiar da integridade moral de Lula. Nada mais fascista e covarde.

Quero lembrar, pois é salutar a quem acredita piamente na imprensa historicamente golpista, que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, retirou, no dia 18, a jurisdição do juiz Moro no que é relativo às gravações (parte da investigação da Lava Jato) que envolvem Lula em conversas com políticos com prerrogativa de função, que é chamada erroneamente pela imprensa da casa grande de "foro privilegiado". Tais processos estão indevidamente nas mãos de um político e juiz de primeira instância, que atende pelo nome de Sérgio Moro, da 13 Vara Federal do PSDB do Paraná.

Lewandowski ajuizou que as investigações nas quais Lula é grampeado por meganhas aecistas de Curitiba com a autorização de Moro devem ser separadas. Trata-se da volta ao SNI e ao DOI-Codi em pleno século XXI no ano de 2016 depois de 30 anos de democracia às custas de muita gente exilada, torturada e morta, a partir de 1964.

A Província de Curitiba, capitaneada pelo direitista Moro e seus pitboys da PF e do MPF, ressuscitaram a "arapongagem" no Brasil. Vou mais além: vazam, sem qualquer peso de consciência ou escrúpulo que os levem à razão, as investigações para a imprensa meramente empresarial, que de posse de tais informações se torna um poderoso "partido" de direita, que passa, então, a cumprir sua agenda política e ideológica, que, como todo mundo sabe, cooperou, e muito, para que o Brasil fosse mais uma vez vítima de um golpe de estado criminoso, travestido de legal e legítimo, que tem por finalidade impor o programa neoliberal dos demotucanos rejeitado pelo povo e derrotado quatro vezes consecutivas nas urnas pelo PT e suas lideranças.

O juiz Teori Zavasck está de férias, mas foi ele que anteriormente retirou do Moro as gravações de Lula com Dilma. É o Teori o relator do processo e, com efeito, trata-se do magistrado que analisa a legalidade das investigações no que concerne ao Lula. Entretanto, Moro tem o costume de passar com o trator por cima da jurisprudência, pois obcecado por Lula, bem como desesperado por não achar provas de malfeitos contra o maior político brasileiro de todos os tempos, a acompanhá-lo apenas o trabalhista gaúcho Getúlio Vargas — estadista e fundador do Brasil moderno.

Enquanto a jiripoca pia para o lado dos varões de Plutarco "abençoados" por coronéis midiáticos inimigos do Brasil, um dos capitães do mato da famiglia Marinho, que se chama Merval Pereira, adianta aos seus leitores coxinhas que o pessoal da Lava Jato não aceitará a delação de mais de 300 políticos por parte de Marcelo Odebrecht. Não aceitará porque... Adivinhe por quê? Não consta o nome de Lula. Além da Odebrecht, vale também informar que até agora as delações da Andrade Gutierrez, construtora ligadíssima aos tucanos, até agora não foram repercutidas pela imprensa mercadológica.

Oxente, por quê? Mas por que, uai? Qual é o porquê disso, tchê? Porque gente como Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, e Marcelo Odebrecht detonariam de vez a ex-oposição demotucana e que hoje usurpa o poder por meio de golpe bananeiro, mas criminoso e violento. Em suas listas, documentos e redes sociais não constam Lula e Dilma. E sabe por quê? Porque os dois mandatários não são ladrões, não roubaram, não foram irresponsáveis e não fizeram pouco caso com o povo brasileiro. É isto, e por isto os procuradores de Brasília resolveram agir às pressas, como estivessem nos descontos do fim de um jogo bruto e violento, a apelar para acusações sem fundamentos e provas contra Lula.

De acordo com as denúncias de vossas excelências togadas, Lula e mais cinco pessoas, "mancomunadas em suas vis e pérfidas cumplicidades" (este período em aspas da oração é por minha conta), resolveram impedir a delação premiada de Nestor Cerveró, o servidor público que já roubava a Petrobras desde os tempos de FHC. Veja bem, Lula é acusado de uma suposta "TENTATIVA" de impedir a dedoduragem do corrupto Cerveró.

A verdade somente é uma e única: não há provas contra Lula. Odebrecht, Azevedo, Delcídio, Bumlai e um monte de delatores, que entregam até a mãe para sair da cadeia, jamais disseram que Lula está envolvido com esquemas de corrupção. Ponto. Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Roberto Gurgel, Antonio Fernando de Souza, Rodrigo Janot, procuradores às pencas, delegados federais jamais encontraram provas contra Lula, porque o ex-presidente nunca roubou em toda sua vida. Lula não cometeu crimes e não participou de roubalheira contra o dinheiro e o patrimônio públicos.

Querem prendê-lo como se o líder trabalhista fosse caça, um troféu para que servidores públicos do Judiciário comprometidos com o establishment se engrandeçam para a posteridade junto aos coxinhas e aos reacionários que tratam o Brasil como republiqueta bananeira e mantenham o povo e os trabalhadores presos aos grilhões seculares da escravidão de 388 anos. Lula não é ladrão e prendê-lo sem provas para que o PT não tenha chance de competir nas eleições de 2018 será um ato de arbitrariedade e covardia sem igual no mundo ocidental nas últimas décadas. O status quo terá de recuar, porque não há crime sem dolo. É isso aí. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Temer é Coringa e seu segurança Moraes é Lex Luthor — Lula, Dilma e golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Coringa é um personagem que ri, mas é mau, de personalidade e caráter maus. Trata-se de um super-vilão. Ele é uma das estrelas do DC Comics, que têm, dentre muitos heróis e vilões, o Super Homem e o Batman como suas figuras mais ilustres e célebres em âmbito mundial.

A principal característica do Coringa é o riso escrachado e congelado em seu rosto, de forma que suas vítimas sejam aniquiladas ao vê-lo rir em um riso sem vida e pleno de destruição e morte. O riso do Coringa é morto, pois cadavérico, a dimensionar a tristeza e a desesperança em forma de escárnio, infâmia e violência.

O Coringa é o The Joker, mas também é conhecido pelas alcunhas de Jester of Genocide (Bobo do Genocídio) ou Scourge of Gotham (Flagelo de Gotham), sendo que o vilão tem outros apelidos que retratam sua perversidade perante o mundo e principalmente a tudo aquilo que trata de construir uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.

Lex Luthor também é um super-vilão do DC Comics. O "louco" extremado é cientista, empresário trilhardário e considerado um dos sujeitos mais inteligentes do globo terrestre. Seu sonho é conquistar o mundo e impor suas verdades, valores e princípios. Porém, trata-se de um tirano à flor da pele e que não mede consequências para dominar a natureza humana, principalmente no que se trata de sua vocação para viver em liberdade.

Sim. Isto mesmo. Gente como o Coringa e o Lex Luthor detesta a liberdade. Só se conquista a liberdade por intermédio do conhecimento. Guerras e revoluções ou conflitos generalizados dentro de qualquer país ou nas cidades também acontecem por causa de liberdade, como as garantidas pela Constituição brasileira de 1988, a ter o Estado Democrático de Direito como seu alicerce fundamental. Essas coisas incomodam profundamente os mesquinhos e os violentos do status quo.

Lex Luthor tem esta compreensão e, por ter um caráter tirânico, como o é também o do Coringa, ele trata de retirar em parte ou extinguir, se tiver oportunidade, os direitos e as garantias constitucionais, trabalhistas e previdenciárias da sociedade, em geral, e dos trabalhadores, em particular. Por causa dessas questões, eles têm enorme pressa para vender o patrimônio público, desmontar o Estado nacional e, com efeito, inviabilizar os programas de inclusão social e eliminar os direitos trabalhistas.

Agem desse modo casuístico e despótico porque, além de serem antidemocráticos, trata-se de pessoas sectárias e plenas de desprezos pela maioria, que, para eles, somente serve como mão de obra barata e que não deve, em hipótese alguma, sair de seu quadrado em busca de cidadania, que se fundamenta na igualdade de oportunidade e justiça social.

O problema do Lex Luthor é o mesmo do Coringa: privilegiar os ricos e manter os pobres nas senzalas dos tempos atuais, que são os guetos, os morros e as periferias. Para isso, basta cercar esses locais com as corporações policiais, bem como quando é necessário enviar as Forças Armadas ao invés de o Estado brasileiro deixar de ser patrimonialista para atender os interesses da casa grande e passar a investir pesadamente em educação, como o fez a Coreia do Sul, que até os idos dos anos 1950 era quase um país medieval.

Perversos e mal-intencionados, o Coringa e o Luthor apenas são fantoches do grande capital mundial, da plutocracia, das oligarquias regionais, pois títeres que sabotam o Brasil e seu povo para garantir os benefícios e os privilégios dos rentistas, dos grandes jogadores das bolsas de valores, dos trustes do petróleo, dos banqueiros que impõem juros estratosféricos e dos tubarões que querem o poderoso País sul-americano e possuidor de enorme mercado interno como presa do FMI.

O retorno do Brasil à subalternidade e à falta de soberania, a ser humilhado por técnicos de tal Fundo a examinar as nossas contas e a humilhar nossa cidadania e nacionalidade. E tudo isto após o Brasil ter saldado a dívida externa, no Governo Lula, ao preço de US$ 15,5 bilhões. Nunca mais o FMI, ou seja, os países desenvolvidos vieram nos xeretar para dar ordens.

Esta realidade deixou gente pequena e incompetente como José Serra, o chanceler golpista, a lamentar tanta independência, pois tal sujeito é um dos principais agentes do mercado de capitais que atua no Brasil e a ocupar cargos de poder público exatamente para efetivar e consolidar o jogo de interesses estrangeiros.

Por isto o desprezo incontido em forma de cólera aos Brics, ao Mercosul e às relações diplomáticas e comerciais com a África e o Oriente Médio árabe. A direita quer de volta o "seu" País — provinciano, menor e para poucos —, além de restabelecer a "Diplomacia do Tirar os Sapatos" ou do "Falar Grosso com a Bolívia e Fino com os Estados Unidos". Não é uma desgraça a burguesia escravocrata brasileira e políticos como o também Coringa José Serra? Los Macaquitos Blancos Subalternos detestam soberania e vergonha na cara.

Está aí para provar o que afirmo o projeto de sua autoria de entrega do Pré-Sal, que o Pedro Parente, presidente golpista da Petrobras quer efetivar a toque de caixa. Serra, ratifico, é também o Coringa. O que se escamoteia e desliza por entre os dedos. Ele é totalmente sorrateiro. Sua face; seu retrato. No governo de FHC — o Neoliberal I —, este indivíduo se tornou o principal responsável pela privatização da Vale do Rio Doce, a privatizada que matou o mineiro Rio Doce, além de outras importantes estatais.

A resumir: venderam o Brasil e não pagaram a dívida pública. Nem ao menos a amortizaram. Além disso, deixaram o poder com o Brasil praticamente sem reservas internacionais, com inflação de 12,5% e taxa de desemprego de 12,1% em 1999, sendo que 11,7% em 2002. Não satisfeitos com a bagunça predadora, pois a intenção sempre foi entregar o Brasil, como comprova o desgoverno do Coringa temer, FHC foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. E os demotucanos são considerados "competentes" pelos "especialistas" mequetrefes das mídias de mercado igualmente golpistas dos magnatas bilionários de imprensa.

Índices e números negativos muito maiores dos que os de Dilma Rousseff — a mandatária injustamente afastada porque não cometeu crime de responsabilidade. Por sua vez, se compararmos com os resultados dos governos de Lula seria uma covardia — humilhação. São esses golpistas incompetentes que tomaram de assalto o poder sem ter direito e autoridade para administrar e governar o Brasil, quanto mais vendê-lo. Cadê o voto popular? Como pode, por exemplo, políticos golpistas do PSDB tomarem conta do patrimônio público e vendê-lo se foram derrotados nas últimas quatro eleições? Inaceitável.  Ponto.  

No Brasil, Lex Luthor é o capitão-do-mato do Coringa. O sujeito atende pelo nome de Alexandre de Moraes. Já foi denunciado por ser ex-advogado do PCC, bem como foi advogado do golpista-mor Eduardo Cunha, além de ter sido nomeado ministro da Justiça, porque a intenção do Coringa — vulgo michel temer (o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) — é reprimir os movimentos sociais, a exemplo dos Sem Terra, dos Sem Teto e dos inúmeros sindicatos de trabalhadores, principalmente após o julgamento do golpe de estado travestido de legal e legítimo por parte do Senado.

Se michel temer e seus sequazes forem autorizados pelo Senado e pelo STF a continuar no poder e a caminhar por trilha desditosa e criminosa, realmente, não sei o que será do País em termos de estabilidade política e institucional, até porque as ruas vão tremer, pois ainda se encontram adormecidas, apesar de protestos pontuais por todo o Brasil, desde que a direita tomou o poder por meio de um golpe bananeiro e com a carranca e o focinho (golpista não tem rosto e nem nariz) da casa grande.

A partir daí, Lex Luthor, o segurança bandeirante de temer, como se diz no jargão policial, vai esbravejar: "A borracha vai comer no lombo dos arruaceiros". Para a direita e os fascistas, reivindicar direitos e combater golpe criminoso de estado é arruaça e baderna, bem como exigir melhorias nas condições de vida é coisa de folgado e comunista. É dessa forma que a banda toca. Por isso que o Brasil é hoje considerado uma republiqueta bananeira, assim como a imprensa e os governos estrangeiros estão a tratar as oligarquias e a grande burguesia do azarado País como "los macaquitos blancos", os responsáveis maiores pelo o atraso na vida brasileira.

Vamos àquela piada cretina e repleta de complexo de vira-lata sobre o Brasil ser grande e rico. Ela termina assim: "(...) Mas, olhe o povo que Deus colocou lá (no Brasil)". A piada, sobremaneira, não retrata a realidade e a verdade. O problema desta Nação não é seu valoroso e corajoso povo, mas, evidentemente, a burguesia proprietária da casa grande, além de subserviente e subalterna à plutocracia internacional.

A piada, que deveria ser contada pelo Coringa — o palhaço e vilão a gargalhar — deveria ser assim: "(...) O Brasil é grande e rico, mas olhe a burguesia e a pequena burguesia (coxinha de classe média) que Deus colocou lá". Porque é exatamente isto o que acontece, cara pálida. País nenhum merece uma "zelite" dessa. Aí, na real...

O Brasil não precisa de inimigos externos, porque já é povoado por essa gente entreguista, provinciana, racista, antinacionalista, antidemocrática e, sobretudo, violenta. michel temer (para relembrar: o nome do Coringa é sempre escrito em minúsculo) representa todas as palavras acima que definem a casa grande deste País azarado, juntamente com seus associados históricos de golpes — os coxinhas.

Trata-se de um usurpador e traidor perigosíssimo para os interesses da Nação. Em quase três meses a usurpar o poder que não lhe é de direito, o Coringa brasileiro e seu segurança Alexandre Lex Luthor de Moraes fizeram todo tipo de maldades e trapalhadas. São os verdadeiros trapalhões, que deixariam o Didi, o Dedé, o Mussum e o Zacarias com inveja e tristonhos por se considerarem desprovidos de talento.

E por quê? Porque quem assume o poder por meio de um golpe bananeiro ou terceiro-mundista tem de recorrer à violência, à censura e a supressão de direitos e benefícios conquistados pelo povo. Por seu turno, para contrariar os interesses dos pobres, que é a maioria da população deste País injusto, no qual vicejou a escravidão de 388 anos, só é possível por intermédio de ações violentas e de decretos, projetos e emendas casuísticas e impositivas, contrárias ao voto depositado pela maioria do povo, que em quatro eleições consecutivas se recusa a votar nas propostas do PSDB e de sua escória associada e autora de mais um infeliz golpe que humilha e envergonha o Brasil.

Não é à toa que temer convidou o secretário de Justiça do governador ultraconservador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O governador paulista, só para se ter uma ideia de seu conservadorismo, é acusado de ser membro da Opus Dei, uma prelazia católica de extrema direita.  Alexandre de Moraes — o Lex Luthor — é notório por seu pensamento e ações fascistas. Ele trata os movimentos sociais e políticos (a exceção quando é a favor dos demotucanos e da direita em geral) de forma a criminalizá-los e judicializá-los, porque a finalidade é reprimi-los. Opressão é a palavra-chave de sua cartilha "pinochetiana".

E foi o que Lex Luthor fez como secretário de Justiça de São Paulo, assim como recrudescerá a violência de Estado se o michel Coringa temer conseguir usurpar definitivamente o poder central. Luthor manda bater sem avisar, bem como avisa que vai bater... É a praxe integralista. Ele é um autêntico representante dos interesses das oligarquias quatrocentonas de São Paulo. Um de seus bate-paus, no que tange à segurança pública para defender e proteger os interesses privados da burguesia. O guardião de sua "fé". Quem viver verá.

Não dá para não perceber a posição política completamente sectária desses golpistas reacionários que jamais engoliram o fato de o PT vencer quatro eleições consecutivas, além de ter governado democraticamente, sem reprimir quaisquer movimentos sociais e de trabalhadores. Pelo contrário, Lula e Dilma receberam, no Palácio do Planalto, índios, quilombolas, movimentos de negros, mulheres, pessoas especiais e gays.

Os mandatários trabalhistas convidaram ainda os moradores de rua, os sem terra, os sem teto, os catadores de latas, as federações e os sindicatos de trabalhadores. Abriram as portas do Palácio ao povo. O Palácio do Planalto, onde a casa grande elaborava suas estratégias de entrega do País, de privilégios aos ricos e de subalternidade às potências estrangeiras. Lula, além de humanizar a Presidência da República, governou como estadista, pois é o que ele é. O estadista é o mandatário que cuida do povo. Parece simples, não é? Porém, não é. Se contam estadistas nos dedos.

Presidentes comuns e fantoches ou representantes das corporações transnacionais e oligarquias se encontram aos montes em qualquer lugar do planeta, assim como em todas as eras ou épocas. É exatamente isto que mata de raiva e de ódio os Coringas e os Lex Luthor da vida. Eles são homens ou mulheres pequenos. Menores do que seus cargos e funções, mesmo quando eleitos. Não compreendem o que é governar, pois apenas fizeram um faculdade ou um doutorado, além de ocupar a cadeira presidencial como se tratasse apenas de uma questão administrativa como acontece nas empresas. 

O Brasil é muito mais do que uma empresa. É um País geograficamente enorme e uma Nação populosa, complexa, multirracial e multifacetada, com inúmeras religiões, cultura diversificada e contrastes sociais e econômicos. Os estadistas têm compreensão dessas questões e tratam delas com responsabilidade e constantemente, sendo que Lula, como Getúlio e Jango, compreende e debate sobre tudo aquilo que lhe rodeia. Portanto, trata-se, sobretudo, de um político estadista, muito acima da média, características estas que o transformam em alvo da direita maniqueísta e historicamente golpista. 

Ouça com atenção as declarações de Lula, suas propostas e conhecimento das realidades brasileiras. Ouça seus confrontos e embates políticos acerca das questões nacionais e internacionais. Lula tem projeto de País e cuida do povo, e, como tal, torna-se estadista. O maior problema da casa grande é como impedir o líder trabalhista de falar. Tanto é verdade que ele sumiu das mídias empresariais e somente aparece para ser acusado de algum suposto malfeito jamais comprovado, mas sem ter o direito de resposta e de se defender. Esperar o quê de um imprensa covarde e corrupta, como dizia o Millôr Fernandes.

Contudo, qualquer imbecil pode fazer doutorado. Basta-lhe a vida dar-lhe acesso para estudar, ou, quiçá, comprar o diploma ou fazer o curso nas "coxas", a pagar a alguém para fazer seus trabalhos e teses. Isto acontece. É comum. Depois posam de sábios e, quando tomam conta do poder, a exemplo de FHC e seus assessores "geniais", fazem cagadas tão grandiosas como a do apagão elétrico de um ano e meio, ou afundam a maior plataforma de petróleo do mundo, como a P-36, ou ainda matam 19 trabalhadores no Pará a tiros de metralhadoras, cujo governador era do PSDB. Por isto temos tantos "especialistas" de prateleiras, mas que são intelectualmente tão comuns, além da má-fé intelectual, que se tornam fraudes e farsas de suas próprias imagens retratadas nos espelhos de suas casas. É de lascar, vei!

Agora, ser estadista requer compreensão das realidades e dos fatos históricos, que se apresentam e, consequentemente, governar para melhorar as condições de vida do povo, assim como desenvolver o País. Ser estadista é, sobretudo, cuidar do povo. Lula e Dilma, em seu primeiro governo, obtiveram resultados muito maiores e melhores do que os tucanos, seja em qualquer segmento e setor da economia e de atividade humana. Depois Dilma foi violentamente boicotada e sabotada por uma corja de malfeitores que dominaram o Congresso e tomaram de assalto a Presidência do Brasil. Engessaram seu governo para efetivar o golpe.

Os números e os índices sociais e econômicos dos governos trabalhistas do PT são claros; e a História, que não é escrita, pesquisada e muito menos pensada por jornalistas empregados da imprensa de mercado certamente que vai pontuar os fatos e esclarecer a verdade. michel temer, o Coringa, deu um golpe que transformou o Brasil em terra sem moral perante a comunidade internacional, pois, apesar de ser a sétima maior economia do mundo, é mais bananeiro do que pequenos países africanos, asiáticos e sul-americanos. Uma verdadeiro crime que cometeram contra a Nação em forma de autodestruição para derrotar o PT, que envergonha qualquer cidadão que tem a mínima noção do que é ser civilizado e compreende, de fato, sobre os interesses que estão por trás do golpe criminoso e bananeiro.

Os crimes do Coringa e do Lex Luthor são muitos, dentre eles, o golpe de estado travestido de legítimo e legal. Vilões tem de ser presos. Eles não podem ficar a brincar de "terrorismo", publicizar a violência para chamar a atenção da comunidade internacional e dos coxinhas de classe média analfabetos políticos, que leem a Folha, a Veja, O Globo e assistem o Jornal Nacional sem o mínimo de senso crítico e bom senso, a engolir barbaridades em forma de manipulações, distorções e mentiras, para depois repercuti-las como se verdades fossem. É o fim da picada e da imbecilidade. A idiotice em toda sua profusão e plenitude.

Essa dos "terroristas" do Luthor é de uma pantomima e de uma absoluta palhaçada "coringuiana", que transforma o Estado brasileiro, especificamente na área de segurança pública, em uma piada de mau gosto em termos internacionais. O Lex Luthor, ele próprio, reconheceu, que não há grande periculosidade por parte dos "terroristas". "Eles são amadores" — sacramentou o Luthor de Moraes, que, na verdade, queria evidenciar o governo golpista e usurpador, a aparecer na mídia internacional para mostrar serviço e, quem sabe, angariar simpatias para o golpe bananeiro e criminoso, pois ministro golpista de um governo pária.

Todo mundo percebeu o golpe terceiro-mundista da "zelite" troglodita, menos a imprensa alienígena e mais corrupta e covarde do mundo, que é a que sonega impostos e vive do dinheiro público no Brasil e depois vem falar um monte de merda sobre a "competência" da iniciativa privada. Coisa dessa "zelite" provinciana e vira-lata, que não conhece o Brasil, mas conhece Miami e Orlando. "Lá ela abraça o Mickey para dar uma de Pateta". Adoro esta frase.

Torna-se insuportável ver essa gente de muito riso e pouco siso tomar de assalto a Presidência da República como se fosse bandoleiros ou piratas. michel temer é chefe interino de um governo bastardo e covarde. Um governo não reconhecido, pois originário de um golpe de estado sofisticado, de forma que essa patranha bárbara pensa que engana a comunidade internacional e as forças legalistas e democráticas que atuam no Brasil.

michel temer e ministros ridículos e desprovidos de bom senso e senso crítico e intelectual, como o Alexandre de Moraes, inviabilizam quaisquer acordos civilizados. O único acordo possível é o olho da rua para os golpistas. Ou seja, o Senado restabelecer a democracia, o Estado de Direito, a ordem constitucional e, principalmente, salvaguardar os votos soberanos de 54,5 milhões de brasileiros. Não se cassa os votos de dezenas de milhões de pessoas e ficar por isto mesmo. É simplesmente inaceitável.

Se o Senado e o STF permitirem que um golpe parlamentar, apoiado pela imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?!) e por juízes do naipe de Gilmar Mendes e Sérgio Moro, além de promotores da estirpe de Carlos Fernando e Deltan Dallagnol, viceje no País, aí, sim, é melhor fechar as portas e deixar essa gente coxinha tomar conta de vez, a rasgar a Constituição e fazer o Brasil, que nos últimos anos lutou para ser um País respeitado e influente, retornar à condição de republiqueta.

Uma "Banânia" vendedora de commodities e absolutamente dedicada a uma minoria que vai deitar e rolar, se formar nas universidades públicas, obviamente, e viver no exterior. A "zelite" bananeira continuará a aproveitar a mão de obra barata de um povo de joelhos e completamente ignorante sobre sua própria história. Talvez as madames de pendores rastaqueras retomem ou recuperem a pequena senzala, o quartinho de empregada, sem cumprir com os direitos trabalhistas de suas mucamas.

Contudo, creio eu, que se Dilma Rousseff reassumir a Presidência de onde ela nunca deveria ter saído, aposto que os golpistas brucutus ficarão inteiramente desmoralizados. Vou mais além: os golpistas e traidores deveriam ser presos depois de processados. Livres de perseguição, coisa que eles fazem covardemente contra as autoridades que submetidas a um golpe de estado e hoje são alvos de perseguições atrozes, como as perpetradas contra Lula, e Dilma, sem esquecer de José Dirceu.

E o deputado Eduardo Cunha e Cia. livres, leves, soltos e fagueiros. Um verdadeiro deboche e soco no estômago da sociedade, com a aquiescência e a cumplicidade absurda de juízes do STF, de juízes peerseguidores de primeira instância, procuradores partidarizados e delegados aecistas. O sistema judiciário completamente politizado e ideológico à direita. O alicerce e a base do golpe. O que o Coringa fez de desmontes e trapalhadas em apenas três meses no poder, vale por 12 anos de construção da infraestrutura brasileira e de efetivação de programas de inclusão social. Diametralmente oposto, lógico.

E os usurpadores ainda querem tirar onda com as Olimpíadas, que vão gerar quase R$ 3 bilhões. Os jogos que a direita jamais teria competência para trazer ao Brasil. Tanto é verdade que nunca trouxe. Quem trouxe foi o Lula, bem como a Copa do Mundo e outros eventos grandiosos, juntamente com a Dilma. Aliás, eventos boicotados e sabotados por coxinhas amarelões golpistas, pela mídia empresarial corrupta e entreguista e pelos demotucanos, que infernizaram as festas e os jogos, a financiar grupelhos fascistas como o MBL, o Vem pra Rua, dentre outros. Sabotagem é pouco, porque o Brasil e seu povo não precisam de inimigo externo e nem o teme. O inimigo é interno: a classe média coxinha e a casa grande.


A verdade única é a seguinte: michel temer não é o Flagelo de Gotham. O golpista e traidor é o Flagelo do Brasil. temer não efetivou uma única ação que beneficiasse o povo. Ele é testa de ferro da casa grande, da plutocracia e odiou ver pobre frequentar shoppings, aeroportos, restaurantes, universidades públicas, ser atendido por médicos, bem como ter direito à casa própria, à instrução escolar de boa qualidade nas universidades públicas e os investimentos obrigatórios no SUS e na Educação, a começar pelas centenas de escolas técnicas construídas pelos governos trabalhistas do PT. O Coringa e o Lex Luthor são vilões, conforme informações inequívocas do Batman e do Super-Homem. Lugar de vilões golpistas é na cadeia. É isso aí.     

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Cristóvam é golpista, guarda rancor no freezer, pois mesquinho e vingativo contra Lula e Dilma

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Eu votei no senador Cristóvam Buarque em 1994. O político de esquerda cooptado pela direita foi eleito e realizou um bom governo, a despeito de sua fraqueza e pusilanimidade, na época, perante o deputado distrital Luiz Estevão (PMDB), um empresário da construção civil bilionário, que posteriormente foi eleito senador, bem como foi cassado e hoje está preso por corrupção.

Estevão sabotou violentamente o governo de Cristóvam, pois se valeu de ações sujas, de política rasteira, como ter criado o "kit invasão" para que as pessoas invadissem terras públicas do Distrito Federal, além de ter cometido uma série de contratempos e de movimentos de apelos gangsterianos de deixar qualquer observador político de queixo caído. A resumir: Estevão, parceiro do juiz Lalau no escândalo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, é acusado de ter desviado, dentre outros casos de corrupção, R$ 1 bilhão por meio do superfaturamento das obras da nova sede do Tribunal.

Cristóvam penou com Luiz Estevão que controlava a Câmara Legislativa do Distrito Federal com mão de ferro e muito poder econômico. Tempos duros, mesmo a ter um inimigo político tão poderoso de ações perversas, o ex-esquerdista realizou um governo de valorização da coisa pública e de atenção às questões sociais e de proteção aos mais pobres, a ter a inclusão social como meta.

Aliás, agir dessa forma é a obrigação de todo o político que se elege para administrar o Executivo, e não se aproveitar de seu cargo eletivo para beneficiar e privilegiar gente rica e empresas poderosas, como geralmente acontece, a exemplo do governo interino do golpista e usurpador Amigo da Onça — vulgo michel temer, que, se Dilma Roussef retomar o poder, deveria ser imediatamente processado e preso.

Todavia, o assunto é o Cristóvam Buarque. O que surpreende, a mim e às pessoas com as quais converso quando se trata de política, é o caráter mesquinho e vingativo de tal professor, que foi reitor da Universidade de Brasília (UnB) e ministro da Educação do primeiro Governo Lula, sendo que o presidente trabalhista o demitiu de seu Ministério por causa de reforma ministerial. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, assumiu a Pasta para tempos depois ser substituído por Fernando Haddad.

O motivo pelo qual o economista e engenheiro Cristóvam foi demitido se deveu por ele ser pouco pragmático, ser mais um formulador do que gestor, como ocorreu em seu governo no DF, bem como contrariava o projeto do Governo Lula para Educação, que se tornou vitorioso, principalmente na gestão de Fernando Haddad como ministro, que implementou e cooperou para consolidar programas premiados, reconhecidos internacionalmente e que incluíram os filhos dos pobres, negros e índios no sistema educacional, a facilitar e preparar seus acessos às universidades públicas.

Programas exemplificados em Sisu, Fies, Enem, ProUni, Ciência sem Fronteiras e Pronatec. Uma revolução silenciosa na Educação nacional efetivada pelos governos petistas, que incluíram milhões de jovens brasileiros, que nunca tiveram oportunidades para estudar tantos anos, bem como ter acesso ao ensino superior em universidades públicas, que, absurdamente, sempre foram os paraísos de filhinhos de papai, assim como alunos de escolas particulares quando fizeram o primeiro e segundo graus.

Fatos estes que lhes davam vantagens sobre os filhos dos pobres que estudam em escolas públicas, sendo que muitas delas não têm nem ao menos condições físicas para receber seus alunos. Tarso Genro e Fernando Haddad demonstraram muito mais aptidão para implementar os projetos e programas de Lula na Educação do que Cristóvam, como comprovam os resultados de ambos em relação ao ex-petista rancoroso e vingativo, que jamais perdoou Lula por ter sido demitido.

Esta é a verdade e a realidade que se apresentam e fazem com que um político de passado democrático, de pensamento e ideologia socialista a se utilizar de todo e qualquer subterfúgio para explicar o inconformismo que o leva a flertar e a se unir a bandoleiros, corruptos, ladrões, golpistas e traidores, que se resumem em uma escória que tomou de assalto o poder máximo da República, sem a autorização do povo e a autoridade e soberania do voto, a derrubarem um presidenta legítima e legalmente eleita com 54,5 milhões de votos.

Cristóvam guarda rancor no freezer. É exatamente esta característica de sua personalidade que surpreende, ou surpreendia, porque não é compreensível e nem tolerável que o senador do PPS (isto mesmo: Cristóvam agora é filiado ao PPS de Roberto Freire!), de passado sensível quanto às questões sociais e econômicas, tenha mudado tanto ao ponto de trair sua memória política e consciência histórica.  

Há homens e homens. Considero, por exemplo, que Cristóvam tenha ficado aborrecido e até mesmo decepcionado com Lula ao ser demitido por telefone. Contudo, o ex-reitor da UnB se torna pusilânime e falso moralista quando questiona o Lula e a Dilma, bem como o PT de terem se aliado, por exemplo, ao PMDB ou a políticos que incorreram em crimes, quando sabemos que no Brasil nenhum partido chega ao poder ou governa se não montar coalizões político-partidárias. Não há jeito. Só haverá, e à base de muita fiscalização, quando, enfim, for realizada a reforma política.  Cristóvam sabe disso. Ele foi ministro e governador, além de ser senador.

Sem a reforma política, a corrupção continuará, porque campanhas eleitorais são muito caras e os partidos precisam de dinheiro para realizar e vencer as eleições. Um coxinha afoito e falso moralista me diria: "Olha aí o Davis Sena Filho a defender a corrupção ou algo semelhante, com o propósito de distorcer e manipular as palavras e a linha de pensamento. Porém, é verdade. O cerne da questão é o combate à corrupção e, para combatê-la com melhor resultado, somente com a reforma política, que a direita não quer, pelo simples fato de os partidos direitistas serem os autênticos representantes dos empresários do grande capital. Não é juiz Gilmar Mendes?

Cristóvam não sabe disso tudo? Sabe. Seu eu sei e muita gente entende o que ocorre no Brasil, o Cristóvam também sabe e compreende. Então por que o professor se bandeou para o lado da direita e dos golpistas? Porque, antes de tudo e qualquer coisa, Cristóvam é rancoroso, vaidoso e não perdoa ter sido demitido por Lula pelo telefone. Contudo, o senador do PPS do Freire(!) estava em Portugal e o presidente da República tinha pressa para fazer a reforma ministerial.

Lula é um homem e político pragmático. Ele foi operário, e ninguém é mais prático do que os operários. O nome já diz: operário. Por sua vez, Lula foi politicamente forjado, como líder sindical de grandeza, a negociar de forma pragmática, pois incumbido de auferir resultados que beneficiassem a classe operária. Enfim, Lula é prático. Tão prático que efetivou incontáveis ações econômicas, diplomáticas e políticas em relativo curto espaço de tempo, em todas as áreas e setores de atividade humana. E só Cristóvam Buarque não percebeu.

Entretanto, a direita percebeu tanto e com tanta consciência e perspicácia, que tratou logo de combater Lula duramente e muitas vezes covardemente pela imprensa de direita e sonegadora de impostos dos magnatas bilionários, bem como por meio de suas associações de classe como a Fiesp, a Febraban, a Fecomércio, além das entidades empresariais do mundo rural etc. e tal. Todo mundo percebe que Lula é prático e pragmático e, ao que parece, menos o Cristóvam.

A partir daí, o senador que poderia recuperar sua dignidade política, ideológica e não passar para a história como um reles golpista bananeiro e terceiro-mundista, resolveu votar pela admissibilidade do golpe, a "esquecer" os longos 21 anos de ditadura civil-militar pelos os quais o Brasil e seu povo passaram, a ter de aturar, inclusive, a tortura e a censura.

Não apenas a censura imposta aos jornais golpistas, que depois se autocensuraram, como ocorre hoje. Mas, sobretudo, a verdadeira censura, a que causa medo de o cidadão comum falar de política no seu dia a dia, inclusive dentro de seus próprios lares. Isto eu vi e percebi, principalmente na década de 1970. Será que o senador Cristóvam Buarque não percebeu e não viu?

A única atitude que espero do ex-governador do Distrito Federal é que ele reverta sua posição de golpista e de auxiliar de bandoleiros que assumiram criminosamente a Presidência da República. Não é possível que Cristóvam prefira que o Brasil seja vítima de mais um golpe bananeiro que tem a carranca e o focinho da casa grande escravocrata ao invés de lutar pela democracia e pelo respeito à decisão da maioria do povo de reeleger Dilma Rousseff presidente da República.

Afinal, trata-se de mandatária que não roubou, que não foi cooptada pelos interesses da burguesia colonizada e entreguista e muito menos tergiversou com os corruptos. Pelo contrário, um dos principais motivos do golpe bananeiro com alma de coxinha despolitizado e babaca é justamente porque Dilma cumpriu a promessa de campanha de que "não vai ficar pedra sobre pedra". Lembra-se Cristóvam? Lembra quando a candidata à reeleição proferiu essas palavras ao candidato da direita, Aécio Neves?

Pois é isto. O senador está do lado do golpista-mor, pois foi o tucano que apagou fogo com gasolina por nunca ter aceitado o resultado das eleições. Ou seja, o golpista carioca-mineiro, além de playboy, não respeitou os votos de 54,5 milhões de brasileiros. Será que o Cristóvam considera este grave fato respeitável, democrático e civilizado? Com a palavra o próprio Cristóvam Buarque.

O político do PPS do Freire(!) afirmou em reunião com Dilma Rousseff: "Sempre são os mesmos convidados para as conversas com Dilma. A impressão que tenho é que o PT quer sair como vítima deste impeachment, até porque se livra dos problemas do governo, evita o escândalo de corrupção [Lava Jato] e com isso o partido vai para a oposição com a bandeira do golpe".

Agora vamos à pergunta que se recusa a calar: Cristóvam Buarque é burro? Respondo: Não. Então por que ele faz uma avaliação política tão superficial, que chega a ser uma idiotice? Respondo novamente: Porque, na verdade, ele se aliou ao PMDB de michel temer (o nome dessa peçonha golpista é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) no golpe terceiro-mundista, o que o coloca como um ex-político de esquerda, que sacramentou seu ingresso nos salões da casa grande.    
  
A realidade é que Cristóvam se bandeou para a direita quando sugeriu à Dilma Rousseff o que não se sugere por causa de ética e senso crítico, que, ao que parece, o senador não o tem ou nunca o teve, porque nem razoável é pedir o que ele pediu. Absurdo. Simplesmente ele sugeriu, em reunião com a presidenta e outros senadores, a renúncia de Dilma Rousseff, juntamente com o Amigo da Onça — vulgo michel temer.

Como se os dois fossem iguais. temer é chefe do PMDB, sendo que é investigado em vários escândalos, o que não é o caso de Dilma. Além disso, conforme o MPF, Dilma não incorreu em crime de responsabilidade, enquanto o empalador da democracia, michel temer, se fosse político de um país do ocidente realmente democrático e civilizado ele seria preso, sem sombra de dúvida. Na Turquia, os golpistas presos podem ser mortos, conforme anúncios de setores do governo turco. Ponto.

Aí não dá, vei... Assim Cristóvão adere de vez ao golpe, à desfaçatez e dá um abraço de urso na democracia, no Estado de Direito, no povo brasileiro e nos 54,5 milhões de eleitores de Dilma Rousseff, que teriam seus votos cassados por golpistas de terceiro mundo, que estão muito a fim de pilhar o País, vendê-lo a preço de banana e retirar dos trabalhadores e dos cidadãos seus direitos sociais e trabalhistas. Ou será que Cristóvão, com a idade que tem e os cargos que ocupou, ainda não compreendeu como funciona a mente e o pensamento delinquente da oligarquia proprietária da casa grande?  

Dilma respondeu sem deixar espaço para dúvida: "Não existe essa coisa de renúncia. Isso não existe". Pronto. Encerrou-se o assunto. Conversar sério é uma coisa; leviandade é outra coisa. Quem é o Cristóvam, a despeito de ser um senador da República, para sugerir a renúncia de uma presidente que não cometeu crime de responsabilidade, além de ter sido eleita por força do voto soberano do povo brasileiro? Dilma é a mandatária constitucional, ou seja, constituída legalmente presidente pela Lei maior — a Constituição. Cristóvam está de brincadeira. Não pode ser sério.   

Mais tarde Cristóvam replicou a presidenta por enquanto afastada pelo criminoso golpe bananeiro: "É lógico que existe a renúncia patriótica. É aquela que é melhor para o País." Agora, eu pergunto: "Qual País que o Cristóvam quer? O do golpe? O da cassação de 54,5 milhões de votos dados à Dilma e ao PT? O País da retirada das leis trabalhistas e dos programas sociais de inclusão social? O País da diplomacia subalterna e subserviente? O País colonizado? O País submisso ao FMI? O País cujos "micheis temers" privilegiam e favorecem os ricos?"

Bem... Cristóvam tem de explicar melhor o Pais que ele quer e deseja. Se for o País dos golpistas sórdidos e usurpadores aos quais ele se aliou em reunião recente com o michel temer, este não serve, porque se trata de uma malta bárbara e violenta, que tomou o poder de assalto como os piratas e os bandoleiros faziam e fazem. Este País não serve para milhões de brasileiros, que não desejam o retrocesso e muito menos apoiam a selvageria de gângsters perfumados, com ternos bem cortados e os cabelos quase impecavelmente penteados, mas, verdadeiramente, medíocres, bárbaros, mesquinhos e violentos.   

A verdade é a seguinte: Cristóvam Buarque é golpista. Sua atuação parlamentar confirma sua conduta de aliado dos golpistas usurpadores do poder republicano. Se Cristóvam votar a favor do golpe de estado criminoso, jamais poderá ser perdoado. Sua culpa será maior do que um troglodita de direita, porque ele tem origem na esquerda e foi um governador que sofreu na pele e na alma o que é ser alvo de uma oposição feroz, voraz, infame e violenta, como a efetivada por Luiz Estevão e sua trupe.

O senador sabe disso, bem como eu sei, porque, no decorrer de seus quatro anos como governador do DF, eu trabalhei na Câmara Legislativa, além de um tempo no Jornal de Brasília. Eu sei do que falo, assim como o senador Cristóvam sabe do que eu estou a falar. Custo a acreditar que mais uma vez o professor e reitor da UnB jogará na lixeira o que ainda resta de sua credibilidade perante os segmentos e setores democráticos da sociedade brasileira.

Independente dos erros de Dilma, Lula e do PT, nada, mas nada mesmo justifica um golpe de estado criminoso, porque não existe crime, portanto, não há dolo. Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe. O senador do PPS, Cristóvam Buarque, sabe disso. Até mesmo os "gorilas" golpistas de direita sabem que deram um golpe que envergonha e constrange o País como uma Nação em busca de seu marco civilizatório. Cristóvam é golpista, guarda rancor no freezer, pois mesquinho e vingativo contra Lula, Dilma e o Brasil. É isso aí.