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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Histórico discurso eleva Dilma à condição de estadista e expõe o caráter autoritário dos golpistas do Senado e do Planalto

Davis Sena Filho — Palavra Livre


Estadistas como Getúlio, Jango, Brizola e Lula receberam ontem a companhia de Dilma Rousseff, a presidenta da República golpeada por ratazanas criminosas, que respondem a processos na Justiça, sendo que muitos dos processados já são réus. Dilma foi derrubada, mas caiu em pé, bem como mostrou todo seu conhecimento técnico como economista e executiva de alta estatura, porque explicou e evidenciou suas ações no que tange à economia, às finanças, à administração, à contabilidade, além de dar uma aula de política e sociologia.

Seu vasto conhecimento deve ter surpreendido a milhões de brasileiros de classe média, que saíram às ruas para apoiar um golpe bananeiro digno de "mauricinhos" provincianos, que deram tiros em seus próprios pés, porque agora terão de lidar com o golpista e usurpador do poder, *michel temer, que já anunciou suas perversidades, por não ter um programa de governo e um projeto de País, que realmente pense o Brasil e em seu desenvolvimento econômico e social, que vise, sobretudo, emancipar o povo brasileiro, especialmente os mais pobres, os grupos sociais carentes e de baixa renda.

*michel temer e sua camarilha desprovida de sentimento nacionalista e de interesse em proteger e preservar os projetos estratégicos para propiciar a independência do Brasil, assim como sua autonomia perante a comunidade internacional, simplesmente se conduz como um fantoche da plutocracia, encarcerado pelas mãos do vingativo Eduardo Cunha, o deputado que deu início ao golpe, porque retaliou, irresponsavelmente, a presidenta Dilma por ela não ter se empenhado junto à bancada do PT para salvar o golpista Cunha de seu julgamento na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, no que redundou, posteriormente, em seu afastamento da presidência do Legislativo, pois acusado de corrupção e de outros crimes.

O golpe de estado (parlamentar) e de alma e índole terceiro-mundista, realidade esta que é a cara da burguesia e da pequena burguesia brasileiras, colonizadas e provincianas, que deram tiros nos próprios pés e terão de arcar com o desmonte do Estado brasileiro, com o fim ou restrições dos programas de inclusão social, no que tange às áreas da saúde, da educação, além dos projetos de infraestrutura, que vão desde o Luz para Todos até as gigantescas hidrelétricas, além de programas como o Bolsa Família, a passar também por uma infinidade de grandes obras e projetos que são estratégicos para a independência e a soberania do País.

Dilma Rousseff encarou os golpistas de frente, olhos nos olhos e debateu com todos os senadores que quiseram se pronunciar, desde os golpistas aos que apoiam a mandatária, assim como contrários ao golpe bananeiro promovido por políticos corruptos e bárbaros, que se  contrapõem ao que é civilizado, à civilidade — à civilização.

Ficou muito claro que os golpistas não se importam com as provas favoráveis à Dilma, a comprovação de que ela não cometeu ilegalidades e malfeitos, porque a única coisa que importa é derrubá-la do poder. Trata-se de políticos integrantes do consórcio de direita, que deu o pontapé inicial do golpe por meio de artimanhas perpetradas por dois servidores públicos partidarizados — auditor e procurador do TCU —, que há pouco mais de dois anos elaboraram um peça jurídica e contábil, de forma que o Governo Dilma passasse a responder pelo "crime" de "pedaladas" fiscais.

Processo este que jamais ocorreu em tempos idos, ou seja, com os presidentes, governadores e prefeitos anteriores à gestão de Dilma Rousseff, sendo que, por exemplo, o senador tucano, Antônio Anastasia, relator do golpe contra a presidenta trabalhista, foi um "pedaleiro" de marca maior, quando exerceu o cargo de governador de Minas Gerais. Hipocrisia e cinismo aplicados diretamente nas veias. Tudo pelo golpe e nenhum compromisso com a verdade e a realidade dos fatos comprovados pelo MPF e por uma equipe de técnicos do Senado, que afirmaram, oficialmente, que Dilma não cometeu as tais "pedaladas". O MPF, inclusive, pediu o arquivamento das acusações.

Todavia, a presidenta mostrou coragem, galhardia, educação e, sem sombra de dúvida, pronunciou um discurso histórico, ouvido e visto pelo povo brasileiro, que deste vez não pôde ser censurado pelos coronéis midiáticos e seus empregados golpistas, pois que o discurso da presidenta foi transmitido ao vivo pela TV Senado e por inúmeros canais existentes na internet, pertencentes a sindicatos, sites e blogs de jornalistas independentes e, principalmente, pelas redes de âmbitos mundiais, a exemplo do Youtube. Por sua vez, a grande imprensa internacional repercutiu o pronunciamento de Dilma, assim como considera golpe o que está a acontecer no Brasil.

Certamente, assevero sem preocupação de errar, o discurso de Dilma Rousseff, no plenário do Senado, foi um dos mais midiáticos e ouvidos pelo povo brasileiro em todos os tempos, afinal vivemos em um mundo informatizado e digitalizado. Evidentemente que o pronunciamento da mandatária deposta pela direita derrotada eleitoralmente quatro vezes consecutivas vai ser ainda muito repercutido, a tal ponto que grande parte da sociedade ficará a saber o que de fato ocorreu com a democracia brasileira, com a Constituição, com o Estado Democrático de Direito e com os 54,5 milhões de votos arbitrariamente rasgados e invalidados. Um crime sem precedentes, que vitima a jovem democracia brasileira.

Não há dúvidas que o golpe, além de servir para que ladrões do dinheiro público escapem da cadeia, tem como propósito primordial atender aos interesses das grandes corporações multinacionais de petróleo, como comprova o ministro golpista José Serra, com a cumplicidade de *temer, por intermédio da venda do poço Carcará, um  dos maiores da bacia do Pré-Sal, que, segundo engenheiros da Petrobras, foi doado à Noruega, com um preço cobrado muito menor do que seu valor real.

A empresa que comprou Carcará é estatal. Vejam só como a Noruega, país nórdico, que até o início da década de 1970 era um dos mais atrasados da Europa, tem um governo que não é composto por idiotas entreguistas e antinacionalistas. Eles se preservam, pois garantem riqueza ao seu povo e ainda compram o petróleo da Petrobras, que deveria ser destinado ao desenvolvimento do povo brasileiro, conforme matéria aprovada no Congresso.

A nação norueguesa não é traída pelo seus governantes, como acontece, sistematicamente, no Brasil, com a aquiescência de coxinhas patetas e preconceituosos, empregados de seus patrões, estes sim, os proprietários dos meios de produção, a quem a idiotice personificada apoia, sem pensar e ponderar no erro grave que cometeu, pois a classe média não passa de empregada e por isto é surreal e patético que ela se alie aos interesses dos golpistas da casa grande, que são diametralmente opostos, porque antagônicos. Vá entender... Durma-se com um barulho desse! Trata-se de caso patológico, como o é a Síndrome de Estocolmo.

Contudo, a partir de descobertas de imensas jazidas no Mar do Norte, a Noruega, mesmo a ser um país gelado, transformou-se em uma nação das mais desenvolvidas do mundo. Tudo graças à petroleira estatal da Noruega, cujos dirigentes políticos não são colonizados e muito menos subservientes e subalternos aos interesses internacionais, notadamente no que é referente às multinacionais do petróleo conhecidas como as Sete Irmãs — responsáveis por mais de um século por guerras, misérias e mortes, ocasionadas por invasões de países para explorar seus campos petrolíferos, como acontece no Oriente Médio, na Ásia e na África. Uma verdadeira rapinagem para atender os interesses da indústria internacional de petróleo dominada pelos europeus e estadunidenses. É a guerra pelo controle das energias. Energia é igual a poder e hegemonia.

No Brasil, ocorre o contrário, porque um golpista tucano subdesenvolvido do naipe de José Serra, em apenas três meses a usurpar o poder, vendeu o poço petrolífero gigantesco de nome Carcará. Riqueza e ativo importantes para o desenvolvimento da saúde e da educação dos brasileiros, por intermédio do modelo de partilha aprovado pelo Congresso, para assegurar um melhor presente e futuro à sociedade brasileira, que teria no Pré-Sal a garantia de receber recursos para os dois principais tendões de Aquiles do Brasil: a saúde e a educação.

Porém, nada importa e o entreguista e antinacionalista José Serra retoma sua luta desditosa no que concerne ao Brasil e o modelo volta a ser de concessão, a entregar dessa forma as jazidas de petróleo do Pré-Sal aos estrangeiros espertos e malandros, que não vendem o que é deles, a exemplo da Noruega. O golpista Serra deveria ser preso por alta traição. Não somente ele, a acompanhá-lo também o incompetente Pedro Parente, entreguista tucano contumaz, que prejudicou gravemente no passado a Petrobras, assim como também deveria ir para o xilindró o golpista e traidor digno de um Calabar — o super impopular *michel temer. Ponto.     

Privatizar é o que os tucanos sabem fazer, como afirmou Dilma, com outras palavras, quando defendeu no Senado o Pré-Sal, a Petrobras, os programas de inclusão social, o setor elétrico, as obras de infraestrutura em todo País, além dos projetos estratégicos para a soberania brasileira e exemplificados na indústria naval, na transposição do Rio São Francisco, na construção de hidrelétricas, de ferrovias, portos e aeroportos, na indústria nuclear, bem como em assuntos sensíveis à banca financeira e aos banqueiros, como juros, dívidas públicas, política monetária e cambial, a independência do Banco Central e as reservas internacionais do País. A Previdência deixará de fazer a distribuição de renda dos últimos tempos, sendo que o salário mínimo não será mais aumentado anualmente, como proposto pelo interino usurpador.

Reservas internacionais de US$ 370 bilhões de dólares, um valor impensável nos governos de FHC — o Neoliberal I. Reservas que servem como colchão para que a crise internacional não se torne mais dura do que já é para o Brasil e seus interesses. Um formidável recurso financeiro conquistado nos governos do Partido dos Trabalhadores, que zeraram a dívida com o FMI ao invés de procurá-lo de joelhos e implorar por empréstimos, como fizeram os tucanos, que quebraram o Brasil três vezes. E os emplumados ainda têm a cara de pau de se considerarem "competentes", fora o apagão elétrico de um ano e meio, resultado da irresponsabilidade do Governo FHC, que desejava vender as empresas distribuidoras de energia, sendo que assim o fez.

No que concerne às áreas econômica e financeira, a verdade é que Dilma, assim como Lula, consideraram perigoso e imprudente o Brasil passar a ter um Banco Central independente. "Independente de quem?" — faço a pergunta, ao tempo que a repondo: "Só se for do Estado brasileiro e do presidente eleito pelo povo para gerir e administrar o País, sendo que o mandatário ficará absurdamente nas mãos de um executivo de plantão, nomeado presidente do BC pelos banqueiros donos de bancos privados, que, obviamente, determinarão as políticas de juros e cambiais. Preferível, então, dar comida a leões ferozes com as mãos.  

Assim não é possível, pois significa que um presidente legalmente eleito e seu projeto de País aprovado nas urnas fiquem submetidos às políticas cambiais e monetárias de um técnico que poderá muito bem ser opositor aos programas do presidente eleito, sem ter um único voto. Chega a ser ridículo quando falam em "independência" do Banco Central, porque é a mesma coisa que entregar o galinheiro aos cuidados de uma raposa esfomeada e serviçal à banca internacional.

Dilma calou fundo o Brasil em sua magistral e histórica defesa e mostrou o quanto respeita sua terra e seu povo. Trata-se de política estadista, que, tal qual a Lula, ficou anos no poder sem poder falar sobre o Brasil e as conquistas de seu povo, no decorrer de 13 anos, porque as mídias comerciais e familiares sempre censuram e boicotaram as realizações de seu governo e o de Lula. Dilma, enfim, tornou-se "presa" da direita ultraconservadora, a mais extremada e capitaneada por *michel temer, Eduardo Cunha e a corja que embarcou no golpe de terceiro mundo a apoiá-los.

Os sediciosos passaram a não aprovar projetos de interesse do Governo Trabalhista, além de prejudicá-lo seriamente com as pautas-bombas, assim como não aprovaram as metas fiscais e o aumento de limites de recursos para que o Governo pudesse organizar melhor sua contabilidade e, com efeito, fazer caixa. Engessaram as ações do Governo. Estava aberto o caminho para tomar o poder de assalto, a fim de usurpá-lo, a se comportarem como bandoleiros, com o propósito de impor um programa draconiano chamado de "Uma Ponte para o Futuro", um libelo neoliberal e fundamentalista, que não foi aprovado pela maioria do povo brasileiro, que votou pela continuidade dos programas e projetos de Lula e Dilma, nas eleições de 2014. Golpe real e que manda mais uma vez às favas o voto popular na história do Brasil.

Esta é a questão, e foi isto que Dilma disse ao se deparar com políticos ultrapassados, acólitos do coronelismo religioso, financeiro, empresarial, rural e industrial, que se uniram para derrubar uma presidenta constitucional, a ter ainda como seus alicerces para que o golpe bananeiro vicejasse o sistema judiciário (juízes, procuradores, delegados e servidores do TCU), a imprensa de mercado e, evidentemente, os partidos derrotados quatro vezes pelo PT, a exemplo do PSDB, do DEM, do PPS, que depois tiveram a companhia dos traidores da base do governo petista, cujos principais partidos são o PMDB, o PSB, o PP e o PR.

Dilma afirmou: "Moralistas sem moral. Traidores. Golpistas, que se aproveitaram de artimanhas para dar um golpe em uma presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Impeachment sem crime é golpe! Uma presidenta inocente e vítima de injustiça". O governo de Dilma Rousseff foi duramente e perversamente sabotado e boicotado por uma das piores e das mais cruéis direitas do mundo. A reacionária direita brasileira, a legítima herdeira da escravidão — um recorde histórico e mundial —, que perdurou no Brasil por 388 anos. A escravidão que até os dias de hoje alimenta a memória e o imaginário das "elites" deste País.

Escravidão de milhões de pessoas durante quase quatro séculos. A escravatura organizada e efetivada por brasileiros da casa grande, das oligarquias regionais e da burguesia nacional, que são párias dos interesses estrangeiros, porque subordinadas, colonizadas e servis, porque sempre apostaram no retrocesso, no atraso, na violência e no sectarismo, como forma de preservar o status quo, cujo oxigênio é o privilégio.

Por sua vez, a primazia que se traduz em concentração de renda e riqueza para uma pequena casta social, que fica a se locupletar com as benesses sem fim propiciadas por um Estado, que deixa de ser republicano para ser patrimonialista. É exatamente isto que os golpistas que tomaram de assalto o poder querem: o Estado a servi-los, bem como a "meritocracia" que hipocritamente essa gente defende seja a cruz dos pobres. Os Unos tomaram o poder. São selvagens e violentos. O barbarismo de direita em toda sua plenitude. Observe as ações do governo *temer. Nada que considere e edifique o povo brasileiro. Nada.

Dilma Rousseff já é parte das páginas mais nobres da história do Brasil, porque se trata realmente de uma estadista de enorme coragem e profundo conhecimento da máquina pública e dos anseios e sonhos do povo brasileiro. O tempo dirá e confirmará sua condição histórica, porque a história justifica as ações, os atos e os pensamentos daqueles que se tornaram e se fizeram estadistas.

Quem vai absolver a presidenta Dilma é a verdade, somente a verdade e jamais as chicanas jurídicas das "Janaínas" da vida, tão profundas filosoficamente e politicamente como poças rasas de águas de chuva. Este processo lento, mas gradual significa que a história reserva lugar especial àqueles que cuidam da independência do País e do bem-estar social do povo.

Estadista é o mandatário que cuida do povo, que é o caso, de Dilma Rousseff, sem dúvida, e de políticos históricos, a exemplo de Getúlio, Jango, Brizola e Lula. Enquanto Dilma se transforma em uma protagonista histórica, os golpistas e seus algozes entram de cabeça na lata de lixo da história, que vem a ser o lugar apropriado aos traidores e aos usurpadores do poder e dos votos do povo brasileiro.

O que houve no Brasil, em 2016, foi um golpe violento e travestido de legal e legítimo. Golpe de estado praticado por uma maioria parlamentar conservadora e maculada por processos na Justiça contra os interesses do Brasil e os avanços sociais que nestas terras aconteceram, no decorrer dos governos trabalhistas, de Getúlio à Dilma. A mandatária expôs a alma e o caráter golpista dos senadores, do governo golpista e antinacionalista, fundamentalista do mercado e pária internacional de *michel temer.

A estadista Dilma Vana Rousseff dignificou a política, a democracia, a verdade e explicitou o golpe de estado, além de calar fundo a razão, o imaginário e a consciência dos brasileiros. O governo *temer é um governo de essência autoritária, e, por ser ilegítimo, não terá autoridade sobre incontáveis setores e segmentos da sociedade organizada.

O governo autoritário e predador do Brasil de *temer vai reprimir os movimentos sociais e de trabalhadores. Não esperem por esperar. *temer é obscurantista e vai reprimir e oprimir para valer seus oposicionistas, porque o golpista vai fazer todo o esforço para que os interesses firmados por ele e sua trupe com a plutocracia internacional e com a burguesia nacional sejam concretizados. Quem viver verá. A oposição tem que começar o processo de desobediência civil. Em terra sem justiça não há paz. É isso aí.

*michel temer - o nome de tal peçonha é sempre escrito no diminutivo, por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino. *temer também é conhecido pela alcunha de Amigo da Onça — vulgo Traidor Usurpador.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Preparem-se, o governo de direita do Temer vem aí! — Dilma não cometeu crime e criminoso é quem dá golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Arquivo - Folha
"Faremos uma oposição inquebrantável, incansável, intransigente"... (Senador Aécio Neves, em pronunciamento no Senado após ser derrotado por Dilma Rousseff). E deu no que deu: golpe! (DSF)

"Pedaladas" cometidas por todos os governos anteriores à Dilma Rousseff se transformam em ferramentas do golpe de estado bananeiro travestido de legal e legítimo. Impeachment sem dolo é golpe. A verdade é que 54,5 milhões de brasileiros tiveram seus votos rasgados por golpistas que desprezam a democracia e que deram um pontapé na autodeterminação do povo e no Estado Democrático de Direito", com o propósito de tomar de assalto o poder e usurpá-lo, impor a agenda neoliberal derrotada quatro vezes consecutivas e se livrar da cadeia, porque temerosos das ações da Lava Jato". (DSF)

A barra vai pesar. O fardo vai ser grande e pesado para o povo brasileiro carregar. Basta-nos parar para pensar e ponderar quanto às ações danosas, sectárias e maquiavélicas do golpista *michel temer — vulgo o Usurpador —, que, a despeito de suas inúmeras determinações ilegítimas quanto à administração do País, uma delas simboliza, indelevelmente, o caráter perverso de seu governo, quando tal golpista interrompe o Programa Brasil Alfabetizado.

Isto mesmo. Os golpistas, por intermédio de um ministro que não pode andar nas ruas de Pernambuco, Mendonça Filho, político que representa, sobretudo, as oligarquias pernambucanas dos coronéis de engenho, historicamente uma das mais cruéis do Brasil e, por que não, do mundo, resolve suspender a alfabetização de 13 milhões de brasileiros, adultos e pertencentes às classes carentes, que não conseguem ler um simples bilhete, um cartaz de aviso em um posto de saúde ou ler os letreiros dos ônibus para saber quais são seus itinerários. Um grupo social de 13 milhões de pessoas significa 8,3% da população. Existem países com populações menores.

Então, chega-se à conclusão: o governo de *michel temer e seus palacianos não estão de brincadeira e vão realizar um governo de lesa-pátria e arrasa-quarteirão. Escolhi citar um programa que não é dos mais caros, para que as pessoas ou os leitores tenham uma noção do que os golpistas, que cometeram crimes contra a Constituição, a democracia e o Estado de Direito, são capazes, de forma que eu pergunto: o que essa gente, que odeia o Brasil e despreza seu povo trabalhador, não fará com as estatais e com os programas de inclusão social, a exemplo do Bolsa Família e de inúmeros programas dos setores da Saúde e da Educação, além das obras de infraestrutura, como a transposição do Rio São Francisco e a hidrelétrica de Belo Monte.

Quero dizer que, independente das privatizações que visam a entrega do patrimônio público e o desmonte do Estado, a intenção é fazer com que o atendimento à população por parte do Governo Federal seja inviabilizado, ou melhor falando, torne-se impossível, pois se o Estado nacional se torna mínimo, mínimas serão também suas condições para atender às demandas e os interesses sociais e econômicos de quase 210 milhões de brasileiros, como também os projetos estratégicos do País, exemplificados nos segmentos nuclear, naval e construção civil, que serão praticamente "congelados", a priorizar os interesses estrangeiros nessas importantes áreas estratégicas e econômicas, como sempre agiram dessa forma irresponsável e colonizada as "elites" brasileiras de caracteres escravocratas.

A casa grande tupiniquim sempre foi inconsequente no que tange aos interesses do País, porque nunca saiu da "adolescência", pois historicamente sustentada e amparada pelo Estado patrimonialista, que a direita quer ressuscitá-lo, por intermédio de um golpe criminoso contra uma presidenta constitucional, que não cometeu um único crime de responsabilidade, bem como eleita por 54,5 milhões de cidadãos brasileiros, que tiveram seus votos desrespeitosamente e violentamente cassados, por golpistas que, entre outros horrores, querem fugir da cadeia e dos braços da Justiça.

O golpe contra Dilma Rousseff é o golpe contra a democracia. Ponto. Não há argumentos plausíveis para derrubá-la do poder. O que a casa grande pensa que está a fazer? Que vai governar em paz? Que o Brasil vai se unir em prol de seu desenvolvimento, por intermédio de políticas sociais e econômicas dignas dos dentes de um Drácula? A verdade, como Dilma asseverou em sua defesa no Senado, é que "querem sua morte política", pois, além de cassá-la, a mandatária reeleita democraticamente ficará inelegível por oito anos. Um absurdo, porque se trata de uma pessoa inocente  e condenada por muitos senadores que são réus na Justiça ou são acusados de serem beneficiários de propinas e de financiamento ilegal de campanhas, como demonstram as delações premiadas da Lava Jato.

Se Dilma Rousseff for condenada a perder seus direitos políticos e ser derrubada do poder por um golpe terceiro-mundista, que reflete a alma das oligarquias brasileiras, certamente que a crise política brasileira vai recrudescer — agravar-se. Não há paz sem justiça. Além disso, ninguém é idiota, mesmo os que fingem sê-lo por interesse alheio aos interesses do Brasil e da governante reeleita, porque o que interessa aos golpistas é assumir o poder definitivamente por meio de eleição indireta, a rasgar-se a Constituição e a dar uma sonora banana ao povo brasileiro, sendo que os bananeiros provincianos são os golpistas inquilinos da casa grande.

No caso do Brasil, golpe de estado parlamentar, com o apoio e a cumplicidade de juízes, procuradores, delegados, empresários, além, evidentemente, dos golpistas magnatas bilionários de imprensa e seus empregados tão golpistas como qualquer integrante do consórcio de direita. Não há como tergiversar sobre o processo golpista que acontece no Brasil. E por quê? A resposta é simples e direta: porque é golpe! Impeachment sem crime, sem dolo é golpe. Preparem-se, o governo de direita do *temer vem aí! Dilma não cometeu crime e criminoso é quem dá golpe. É isso aí.

*michel temer: o nome de tal peçonha se escreve sempre em minúsculo, por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino. temer é também conhecido pelo vulgo Amigo da Onça — o Traidor Usurpador. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Procurador e auditor montam farsa e desmascarados evidenciam que servidores são cúmplices de golpe contra Dilma

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

D'ÁVILA E JÚLIO MARCELO: SERVIDORES POLÍTICOS A CONSPIRAR COM O GOLPE CONTRA DILMA 
"O golpe bananeiro de direita começou no TCU, a ter a Lava Jato como a chibata do PT e para o PT". (DSF)

Impressionam as ações do consórcio de direita formado e organizado para tirar o mandato da presidente Dilma Rousseff, por meio de um golpe de estado. Um golpe articulado e fundamentado juridicamente, a ter como alicerce para se efetivar a queda de Dilma os togados do sistema judiciário, a imprensa de mercado dos coronéis midiáticos e a oposição tucana, exemplificada em partidos como o PSDB, o DEM, o PPS, que receberam a companhia de partidos que estavam no poder há 12 anos.

Siglas a exemplo do PMDB, do PP e do PSB, que pularam o muro para trair e se juntaram aos tucanos e, consequentemente, armaram um golpe de estado travestido de legítimo e legal para derrubar uma presidente que não cometeu crimes de responsabilidade, além de ter sido eleita com 54,5 milhões de votos, que foram criminosamente rasgados por políticos eleitoralmente derrotados, que têm o apoio imprudente e irresponsável de juízes de várias instâncias, procuradores, promotores, delegados e ministros do TCU e do STF.

O golpe das oligarquias apoiadas por servidores públicos do Judiciário têm seis motivos básicos: 1) Inviabilizar o Lula como candidato às eleições em 2018, por meio de prisão ou torná-lo inelegível (ficha suja); 2) Desconstruir o PT como partido popular; 3) Reconquistar o poder por intermédio de um golpe para impor a agenda neoliberal do PSDB, derrotada eleitoralmente quatro vezes consecutivas; 4) Vender a toque de caixa as estatais brasileiras; e 6) Livrar os caciques golpistas do PSDB, do DEM, do PPS, do PP e do PMDB da cadeia, por causa da Lava Jato.

Aliás, o relógio dos golpistas tenta acompanhar o relógio do juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, e dos operadores da força tarefa da Lava Jato, coordenada pelos procuradores Carlos Fernando e Deltan Dallagnol, que se comportam como se fossem pop stars, sendo que o juiz Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, prefere chamá-los de "cretinos", pois seu interesse é livrar José Serra, Aécio Neves e *michel temer de processos que possam levá-los a quedas das cadeiras que tais golpistas sentaram sem ter a autoridade e a legitimidade do voto popular, porque tomaram o poder de assalto e hoje mandam no Brasil sem ter o apoio do povo, como demonstram as pesquisas e as reações contrárias aos golpistas em âmbito nacional e internacional.

O Brasil, para sua vergonha, ficou muito menor, porque desditosamente voltou a ser um anão político e diplomático do tamanho de *michel temer, José Serra, Eliseu Padilha, Geddel Vieira, Moreira Franco, Cássio Cunha Lima, Ronaldo Caiado, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e toda a escumalha que os acompanha em prol de interesses inconfessáveis. É o retorno da "Diplomacia do Tirar os Sapatos" dos tempos sombrios dos governos de FHC — o Neoliberal I. Um período da história sem avanços e conquistas para os trabalhadores brasileiros e a classe média, que tinha dificuldade para comprar até passagens de avião. Eu sei. Eu vi.

Por sua vez, o mundo sabe o que esses golpistas provincianos de terceiro-mundo querem: o Brasil governado para poucos, a privilegiar e beneficiar os ricos, com um estado mínimo e impotente, para que a luta e as perspectivas para desenvolver o País sejam quase nulas, a impossibilitar a independência e a emancipação de seu povo. É o que a casa grande de índole e caráter escravocrata pensa; e, a pensar dessa forma, age e efetiva e concretiza seus programas e projetos de desconstrução que encarceram a grande maioria da sociedade e deixa de joelhos o Brasil, como nos tempos do FMI.

O principal inimigo do povo brasileiro é interno e não externo, bem como tem nome: casa grande — o logradouro e o CEP das oligarquias donas do status quo. Trata-se de um inimigo impiedoso e perigoso, pois antinacionalista, antidemocrático e antirrepublicano. Se duvida, leia o "programa" dos golpistas chamado de "Uma Ponte para o Futuro" e observe com mais atenção as ações do ministro golpista, José Serra, à frente do Itamaraty e no que tange ao Pré-Sal, quando tal tucano trata com a Shell e com outras corporações de petróleo, logo após ele ter conversado, a sós, com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry.

Enquanto Dilma Rousseff é traída e cassada por um Senado inconsequente e irresponsável dominado por políticos corruptos e conservadores, Serra, um interino golpista e traidor de marca maior, cassa o Pré-sal e o tira dos brasileiros, além de ser o chefe direto do presidente incompetente e entreguista da Petrobras, o tucano Pedro Parente, um "viciado" em privatizações, que, no decorrer da privataria de FHC, prejudicou seriamente a Petrobras, empresa indutora do desenvolvimento nacional, a enfraquecer o Estado, assim como contrário a seus interesses estratégicos. Eles são predadores, inclusive da autoestima da Nação.

O ex-auditor do TCU, Antônio Carlos D’Ávila Carvalho, e o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, representante do MP junto ao  TCU, realizaram depoimentos no Senado, arrolados como testemunhas da acusação, ou seja, dos demotucanos, que exercem os papéis de juízes e lutam para golpear a presidente Dilma Rousseff. Tais depoentes foram duramente questionados pela defesa da mandatária afastada e, com efeito, tornaram-se exemplos prontos e acabados de como servidores públicos se transformaram em agentes políticos.

Mais do que isto, tais servidores se tornaram, sobretudo, militantes políticos e ideológicos alinhados à direita, a conspirar contra o Governo Dilma, além de em outra frente combaterem sem trégua o ex-presidente Lula.  Está claro e estampado os procedimentos dessa gente que perdeu a noção do que é ser republicana, de forma que parte importante e organizada da sociedade perceba como é complexa a engrenagem de derrubada de uma mandatária constitucional e eleita democraticamente, conforme os ditames da Lei.

Entretanto, existe algo incontrolável, a despeito dos interesses do usurpador e traidor *michel temer e de seus acólitos de golpe, que é a verdade. Isto mesmo. A verdade, que sempre emerge quando menos se espera para desnudar os mentirosos e deixá-los sem voz e ação. E por que eu penso assim? Porque os servidores públicos Júlio Marcelo e D'Ávila, que obrigatoriamente teriam de ser republicanos, resolveram fazer política e se deram mal, porque caíram em contradições e foram pegos na mentira em pleno Senado, com transmissão para as televisões.

Tal fato e realidade, inquestionáveis, permitiram ao público perceber que o impeachment (golpe) sem crime de responsabilidade teve seu início por meio de uma farsa chamada de "pedaladas fiscais", porque o INÍCIO começou pela representação contra as "pedaladas", de autoria do procurador Júlio Marcelo, com a assessoria do ex-auditor de Controle Externo do TCU, Antônio D'Ávila.

Comprovou-se, no plenário do Senado, a ser presidido pelo juiz Ricardo Lewandowski, que os dois servidores se associaram para cometer uma farsa, pois a fraude se evidenciou e se notabilizou na forma do parecer de D"Ávila sobre a representação de Júlio Marcelo. Política baixa e rasteira, diga-se de passagem. Os "guardiães da moral e da moralidade" foram "detonados" como testemunhas dos golpistas no Senado por Lewandowski, que estão ensandecidos para que o golpe bananeiro, que tem a cara e a alma deles, seja, enfim, consolidado.

O que é farsa é farsa. O que é fraude é fraude. O golpe bananeiro é farsa ao tempo que fraude. Os servidores do público e muito bem pagos pelos contribuintes, que são os eleitores, pensam que estão à margem da lei, porque passaram em um concurso público que os alavancou para exercerem cargos de influência, que decidem sobre questões de alta importância para o Governo e o País, a exemplo da representação do procurador Júlio Marcelo, contumaz militante da internet em favor da deposição de Dilma Rousseff.

Este fato lamentável fez com que Júlio Marcelo perdesse a condição de testemunha para ser apenas informante, ou seja, um balão sem ar. O golpe é escancarado. Júlio Marcelo e Antonio D'Ávila são apenas dois péssimos exemplos de servidores a se envolver com a derrubada criminosa de uma presidente eleita constitucionalmente pelo povo e que não cometeu crimes de responsabilidade. É um disparate. Insensatez e desfaçatez. É golpe de estado aplicado diretamente nas veias do Brasil, por uma "elite" decrépita e carcomida pelo tempo, que rouba e prejudica o Brasil e seu povo desde os tempos da escravidão.

Todos os setores golpistas armaram armadilhas em diversas situações, seja no campo do sistema judiciário (STF, PGR e PF) ou por parte de setores corruptos e golpistas como a imprensa de negócios privados, pertencente a meia dúzia de famílias plutocratas, além de segmentos como o liderado pela Fiesp e seu pato amarelo corrupto, sonegador de impostos e tão golpista como os empresários da Fiesp do passado, que financiaram o golpe de 1964 e continuaram, no decorrer dos anos, a financiar a repressão e a tortura, porque repassavam dinheiro para os caixas do Dops e do DOI-Codi.  

Não sei como vai acabar a farsa do golpe de 2016, a maior da história do Brasil. Porém, compreendo e dimensiono que o poderoso País de língua portuguesa vai levar muitos anos para se recuperar. Milhões de brasileiros não votaram em Aécio Neves e certamente não estão felizes com o golpe que deram em suas autodeterminações e autonomias para escolher a candidata que elegeram, cujo nome é Dilma Rousseff.

O procurador Júlio Marcelo e o ex-auditor Antônio D'Ávila exemplificam, fidedignamente, o quanto o golpe bananeiro de terceiro-mundo e com a cara e o cheiro de coxinha é uma farsa armada nos bastidores do próprio Estado brasileiro. O STF é o maior responsável pelo golpe ter vicejado. Não é possível que a Corte mais importante do País se desmoralize porque alguns juízes estão diretamente envolvidos com tamanha patifaria.

A história reservará um lugar sombrio aos golpistas, bem como seus nomes serão eternamente publicados e divulgados pela história, como acontece com os golpistas de 1964 até hoje. Não tem jeito. Os homens e as mulheres são julgados pelos seus atos, por suas ações e por seus pensamentos. O Brasil não vai ter paz. Dilma Rousseff é a presidente legítima. Impeachment sem crime é golpe.  É isso aí.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

GRILHÕES E LIBERDADE

Espaço Bico de Pena — Palavra Livre


Tranquilidade nunca tive.
Paz também.
Nunca pensei no futuro.
Do que não sei fiz minha lei.
Briguei com todo mundo.
E pelas cidades passei.
Conversei com todo tipo de vagabundo.
Por falar com eles um deles me tornei.
Percebi que a razão é o coração.
Submeti-me a esta indelével verdade.
Ainda bem.
Compreendi que o tempo é a verdade de toda e qualquer razão.
A realidade de que as crenças da vida começam na puberdade.
Tanto quanto o medo da morte é apenas o amor à liberdade.

Davis Sena Filho — 23/08/2016

Rio de Janeiro

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Delegado Anselmo é político e sua política é perseguir Lula para impedi-lo em 2018

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Delegado Anselmo (à direita): lugar adequado a ele. 
Eu estava aqui a pensar: quando o tempo passar e a Lava Jato terminar, bem como se comprovar que o ex-presidente Lula não cometeu crimes, o que acontecerá com os procuradores, delegados e juiz da Força Tarefa da Lava Jato? Além disso, evidentemente, porque não tem jeito, muitas pessoas que foram envolvidas no escândalo da Petrobras não têm culpa no cartório, pois se trata de muita gente e, obviamente, que nem todos os acusados e investigados são culpados.

Então, fiquemos apenas com esta pergunta: o que acontecerá, por exemplo, com o delegado da PF, Márcio Adriano Anselmo, que resolveu porque está determinado por ele que Lula é autor de crimes. Isto mesmo. Lula é criminoso, mas, conforme se percebe, no decorrer do tempo no que é relativo à Lava Jato, o intrépido e impoluto delegado Anselmo não conseguiu ainda investigar, acusar e denunciar um demotucano sequer, a despeito de eles terem sido delatados por praticamente todos os donos e executivos das grandes empreiteiras brasileiras.

É o que se poderia ser chamado de seletividade e opção partidária, política e ideológica. Afinal, o delegado tão cônscio de suas responsabilidades quando se trata do PT, não tem a mesma postura e conduta quando se trata do PSDB e do DEM. Por que será? O problema é que ninguém é idiota e todo mundo está vendo como são os procedimentos e as ações dos operadores da Lava Jato.

Anselmo, por exemplo, é considerado por inúmeros analistas de política que repercutem suas opiniões e textos pela internet como um dos delegados "aecistas" de Curitiba. Esses servidores públicos muito bem pagos pelo contribuinte brasileiro e que pensam não dever nada a ninguém, nem mesmo dar satisfações, mesmo a serem empregados do público, participaram ativamente da corrida eleitoral de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita ao derrotar o tucano golpista Aécio Neves.

E não é que o delegado Márcio Anselmo participou ativamente da campanha eleitoral em prol de Aécio Neves? Sim. Repercutiu palavras agressivas repletas de preconceitos e ferocidade por meio de seu facebook. Os adjetivos e arrogâncias publicados denotaram que tal servidor público e seus colegas delegados estavam a participar efetivamente de um círculo político-partidário de apoio ao candidato do PSDB, bem como de desprezo e ira contra a candidata do PT, Dilma Rousseff e seu principal apoiador, Luiz Inácio Lula da Silva.

Quem pesquisar pela internet perceberá os insultos repercutidos pelo policial e, com efeito, terá uma dimensão maior do que os adversários políticos de tais servidores públicos do Judiciário estão a enfrentar, porque, nitidamente, percebe-se que são perseguidos por aqueles que têm a obrigação e o dever de serem justos, imparciais e isentos, que é o caso do delegado Anselmo, do juiz Sérgio Moro e dos procuradores, a exemplo de Carlos Fernando e Deltan Dallagnol

Contudo, volto a perguntar: o que vai ser desses servidores de carreira do Estado quando ficar claro, como aconteceu com Juscelino Kubistschek, que Lula não cometeu quaisquer malfeitos? Juscelino também foi perseguido por causa de apartamento onde morava, na Vieira Souto, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O mandatário mineiro foi tratado como ladrão, porque perseguido e humilhado pelos meganhas fascistas da época, que também resolveram por conta própria fazer política indevidamente, pois servidores que têm de se ater às leis e não criar situações e polêmicas para desmoralizar o adversário político a ser abatido.

O delegado Anselmo é useiro e vezeiro em transformar seu cargo público em plataforma política de enfrentamento ao campo da esquerda de perfil trabalhista. Para se ter uma ideia, o varão de Plutarco da terra dos pinheirais compartilhava, com outros delegados da Superintendência da PF no Paraná, propaganda eleitoral do candidato da direita, Aécio Neves, assim como atacava o ex-presidente Lula e a candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

Só que tem um importante "porém", no que diz respeito à ética profissional: tais policiais indevidamente politizados e partidarizados são exatamente os que estão a investigar o presidente Lula, sua família e seus correligionários e amigos. Como pode um negócio desse? Em um País cuja democracia é tradicional e estável esse delegado seria sumariamente afastado, investigado e, certamente, demitido para o bem do serviço público.

Afinal, trata-se de um empregado da máquina do Estado e não de um deus, porque passou em um concurso público e recebeu uma arma e um distintivo. A Polícia Federal não é um dos Poderes da República, conforme estabelece a Constituição. Não se pode esquecer. A PF é apenas uma corporação subordinada ao Ministério da Justiça, que se reporta à Presidência da República.

A corporação policial teve e tem liberdade para trabalhar, principalmente nos governos do PT, mas não tem liberdade para perseguir e rasgar a Jurisprudência e a Constituição. Se o delegado Anselmo e seus pares querem ser políticos, que tratem de se filiar a um partido, de preferência de direita, de acordo com seus perfis ideológicos e, por sua vez, concorram às eleições, como quaisquer cidadãos brasileiros, como quaisquer seres mortais. Delegado é servidor público. Ele não governa e não apresenta ou aprova programas de governo e projeto de País. Delegado não efetiva políticas públicas, porque, para efetivá-las, necessário e imperativo é ter a legitimidade e a autoridade do voto popular. Ponto.

Imagine se os governantes dos Estados Unidos permitiriam tanta ousadia para delegado do FBI se meter em política e perseguir partidos e seus membros, como ocorre, agora, com Lula, sua família e o PT. Imagine o que aconteceria com servidores públicos do Judiciário dos EUA se ousassem derrubar por meio de um golpe um presidente legítimo eleito pelo voto como o Barack Obama? Jamais. Seriam demitidos e presos para deixarem de ser criminosos e bananeiros. Rapidamente tais meganhas seriam colocados em seus devidos lugares, bem como torceriam para não serem transferidos para o Alaska ou serem presos em masmorras similares às do juiz Moro. Olhe a Turquia, gente!

O problema é muito sério. Lula já depôs quando foi raptado por policiais da PF, que eles chamam para amenizar a arbitrariedade e o abuso de poder de condução coercitiva, a esclarecer os fatos e as dúvidas. Seu depoimento se tornou público, porque o líder trabalhista o publicou no site do Instituto Lula, sendo que a informação viralizou na internet. Levaram-no de sua casa, sorrateiramente, para um aeroporto paulista, como se ele tivesse cometido o crime de ter vendido o Brasil, como ocorreu no Governo de Fernando Henrique — o Neoliberal I.

Essa gente arbitrária e partidarizada à direita tratou o Lula como se o estadista brasileiro fosse bandido, como fizeram no passado com Juscelino. Só que se deram mal, porque causaram comoção e indignação em todo o País, apesar dos coxinhas contrários ao político trabalhista. Foi uma covardia incrível e inacreditável. Porém, a covardia continua, assim como a perseguição sistemática em um tempo de quase três anos, desde que a Lava Jato se tornou o trunfo da oposição de direita para consolidar o golpe bananeiro. A oposição capitaneada pelo PSDB, pelos golpistas do PMDB, com o objetivo de não serem presos pela operação policial e pelos sistemas midiático privado e Judiciário.

Delegado Anselmo, por que os ministros golpistas do PMDB que caíram ainda não foram presos? Ué, eles conspiraram contra a "intocável" e quase "santificada" Lava Jato? Lula conversou com Dilma pelo telefone e agora os dois líderes trabalhistas vão ter, ao que parece, de responder por tentativa de obstrução da Lava Jato, uma acusação mequetrefe do PGR Rodrigo Janot, mas plena de interesse político para desmoralizar os líderes do PT e, com efeito, ajudar a consolidar o golpe contra Dilma e tentar inviabilizar a candidatura Lula em 2018.  

Só que Janot sabe muito bem que é o contrário, pois há inversão de valores, porque quem cometeu crime contra as garantias individuais e contra a segurança nacional foi o juiz Sérgio Moro, que vazou ilegalmente as conversas entre ambos e ainda banca o bom moço para a imprensa de mercado corrupta e golpista, assim como para os coxinhas de classe média, que, idiotizados durante décadas pelas mídias privadas, poderão pagar com a perda de direitos trabalhistas, previdenciários, além das conquistas históricas como o 13º salário já aprovado pela Câmara controlada por políticos conservadores e golpistas.

Não duvide da direita no poder, porque é o que pretende fazer o usurpador e traidor *michel temer (*o nome dessa peçonha é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino), por intermédio de seu programa lesa-pátria "Uma Ponte para o Futuro", que, na verdade, trata-se de uma ponte para que os trabalhadores se queimem no inferno, inclusive com a perda dos programas de inclusão social implementados pelo PT, no decorrer de anos.

E são exatamente essas questões que técnicos e operadores do Judiciário não compreendem, porque não compreendem e não enxergam as estratégias para se conquistar desenvolvimento social e econômico, pois não têm uma visão ampla e macro do Brasil, somente possível aos estadistas e seus auxiliares comprometidos com o País, a exemplo de Getúlio, Jango, Juscelino e Lula. 

Tanto é verdade que todos os quatro, além de Dilma, foram e são combatidos ferozmente pela imprensa empresarial, pelo Judiciário, que, por exemplo, "ortogou" o golpe de 1964, e pelos partidos de direita exemplificados na UDN (atual PSDB e DEM) e no PSD (atual PMDB). Tais operadores do Judiciário trabalham para os interesses do status quo e por isto enxergam apenas até o limite das pontas de seus narizes. Eles são os capitães do mato do sistema de capitais. Os garantidores da hegemonia de classe, dos privilégios e dos benefícios da alta burguesia, que vem a ser a plutocracia. Ponto.

Não compreendem o que realmente está em jogo, porque são apenas técnicos de corporações policiais, além das procuradorias e da Justiça, sendo que, se compreendem, é porque são cúmplices ativos dos desmandos políticos, jurídicos e judiciais que ocorrem no País, a exemplo do golpe terceiro-mundista promovido pelo consórcio de direita que tomou de assalto o poder e que pretende desmontar o Estado nacional e extinguir direitos históricos do povo brasileiro. É o DNA da direita oligarca de caráter escravagista e patrimonialista.

O juiz Sérgio Moro certa vez afirmou: "Sou favorável que a mídia apoie a Lava Jato para que a corrupção seja combatida". A verdade é que Moro e seus colegas da força tarefa, a exemplo do delegado Anselmo, são, sobretudo, os pauteiros da imprensa empresarial, os marqueteiros da ex-oposição demotucana, os vazadores de inquéritos, investigações e áudios, assim como são desditosamente seletivos, porque desejam, sem sombra de dúvida, tornarem-se os coveiros do PT e, principalmente, de Lula, que é forte candidato às eleições presidenciais de 2018, até porque o político de esquerda lidera os índices das pesquisas eleitorais.

O juiz Moro, o delegado Anselmo e o procurador Carlos Fernando têm a mais sólida compreensão sobre o tabuleiro político brasileiro, sendo que o Lula é considerado o entrave para se consolidar a vitória da direita nas eleições de 2018. Por sua vez, os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, publicaram e repercutiram as ações dos delegados da força tarefa da Lava Jato, quando eles se tornaram, equivocadamente, cabos eleitorais do senador tucano, Aécio Neves, por intermédio de suas redes sociais. São essas pessoas seletivas e partidárias que estão à frente do processo persecutório e covarde contra Lula e sua família. Surreal, para dizer o mínimo.

Fazer com que a Dona Marisa Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís, compareçam à Polícia Federal para depor sobre o sítio de Atibaia, que não pertence ao Lula, conforme comprovam e atestam documentos legais apresentados por Lula por meio de seus advogados aos policiais e aos procuradores é de uma insensatez e de uma perversidade sem igual. Para quem não sabe, o sítio de Atibaia foi comprado com cheques administrativos, fato este que anula qualquer intenção de se cometer malfeitos, acontecer enganos ou dar brecha à corrupção e à maledicência.

Além disso, os donos do sítio de Atibaia comprovaram, legalmente, que seus recursos financeiros permitem que a compra da propriedade se concretizasse. Outrossim, Atibaia como Guarujá são municípios paulistas e não do Paraná, estado onde o juiz Moro mora. Entretanto, neste caso vem ao caso, porque Moro, que de juiz passou a ser promotor (acusador) quer julgar o Lula para prendê-lo, dia este que, certamente, vai ser comemorado pelos políticos golpistas do PSDB, do PMDB e do DEM, que, enfim, assumirão a Presidência da República livres da concorrência eleitoral do maior e mais importante líder político deste País, que é exatamente o Lula. Moro quer ser o julgador universal e oficial do Brasil. Durma-se com um barulho desse.

Vale ressaltar que tanto o sítio quanto o apartamento, que nunca pertenceram ao Lula não são objetos de investigação ligados à corrupção na Petrobras, realidade esta que evidencia ainda mais que Lula está a ser perseguido como se fosse alvo de caça dos operadores do Judiciário. É o fim da picada. Por causa desses fatos os advogados de Lula recorreram a fóruns internacionais como a ONU. A Justiça do Brasil e o Ministério Púbico têm de ser denunciados em âmbito internacional.

Incrível. O Brasil está a ser governado por técnicos e operadores de classe média alta, sem votos do Judiciário e criados a pão de ló, distantes das realidades do povo brasileiro, desconhecedores de uma Nação multicultural e multirracial, além de serem, sobretudo, servis aos interesses econômicos e políticos da casa grande deste País muito azarado, por vicejar em seus espaços geográficos as oligarquias regionais mais perversas, racistas, sectárias e violentas do planeta. 

As oligarquias que se aliaram para dar golpe de estado e controlar o poder central. A oligarquias da casa grande que escravizaram seres humanos pro 388 anos, um recorde mundial em todos os tempos, eras e épocas. A resumir: a casa grande brasileira — made in Brazil. Quem não acredita que passe logo a acreditar, porque a realidade é esta, pois esses caras vão tirar e extinguir direitos e conquistas dos trabalhadores e da classe média despolitizada com complexo de vira-lata. 

Enquanto isso, José Serra, Fernando Henrique, Aécio Neves e Geraldo Alckmin alçam seus voos de tucanos inimputáveis como os deuses, como se esses políticos não tivessem recebido dinheiro de construtoras para financiamento de eleições, além do caixa dois do PSDB e o desvio de recursos de estatais, como a Petrobras, Furnas, Metrô, Trem e empresas estaduais de saneamento e energia. Todo mundo sabe disso, menos os operadores do sistema judiciário, pelo simples motivo de que eles são parte intrínseca do golpe, que está a se concretizar principalmente por causa das ações seletivas de juízes, procuradores e delegados. Sem sombra de dúvida. Da história essa gente não vai escapar.

Voltemos ao depoimento. O que o delegado Anselmo espera? Que os dois parentes de Lula — Marisa e Fábio — falem ao policial outras informações que Lula, porventura, não tenha dito quando foi levado de forma violenta e anticonstitucional para uma sala de aeroporto para depor? O que eles sabem a mais do que Lula sobre o sítio? Simplesmente não sabem e, por conseguinte, não têm nada mais a acrescentar à PF. O depoimento de Lula no aeroporto, volto a lembrar, foi longo e cansativo, mas objetivo e sem contradições. Eu li o depoimento publicado pelos blogs e sites progressistas, além do site do Instituto Lula ter também, obviamente, publicado seu depoimento. Ressalta-se.

Trata-se de perseguição pura e simples. Esses servidores públicos não se interessam quando se trata da corrupção tucana. De forma alguma, e pensam que os milhões de brasileiros que elegeram Dilma e que tiveram seus votos rasgados desrespeitosamente e despoticamente não estão a perceber as covardias e as arbitrariedades cometidas por um delegado político, ideológico e que pensa, erroneamente, que todo mundo fora do círculo tucano e policial é idiota. Engana-se redondamente. O contribuinte está vendo as arbitrariedades do servidor público Anselmo.

Juiz Sérgio Moro, delegado Anselmo e procuradores Deltan e Carlos Fernando, dentre outros parceiros de luta política, são marqueteiros da ex-oposição demotucana e golpista, pauteiros da mídia mercantil e golpista, sendo que ainda querem ser os coveiros do Partido dos Trabalhadores. Está aí para comprovar o que eu assevero na pessoa do condestável juiz Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, que deseja o fim do PT por intermédio da cassação de seu registro. Inacreditável.

Entretanto, como todo juiz compromissado até a medula com o golpe bananeiro e de direita, tal magistrado, que envergonha a Nação com suas ações seletivas e espúrias, não pediu ainda a cassação dos registros do PSDB, do PMDB, do DEM, do PP, do PPS e do PSB, partidos que constam em todas as listas de delações premiadas de todas as empreiteiras. Será que o delegado Anselmo não sabe disso? Que a Lava Jato, além de promover a quebra da indústria de base brasileira e ferrar com a economia, serviu de trampolim para que forças entreguistas, golpistas e antinacionalistas tomassem de assalto o poder, como se fossem bandoleiras e piratas? Ele não sabe? Ou finge não saber?

Garantidos pela Constituição e pela jurisprudência brasileira, os advogados de Lula não permitiram que sua esposa e seu filho virassem alvo de propaganda opressiva da Lava Jato, de forma que Lula fosse ainda mais humilhado, achincalhado e linchado politicamente e moralmente para ilustrar as manchetes da imprensa mais corrupta e desonesta do planeta. A imprensa familiar de empresários bilionários "amiga" e parceira da PF. 

Deveriam sugerir, inclusive, aos delegados de Curitiba que eles investigassem também os coronéis das famílias midiáticas, que tratam o Brasil como quintais das casas deles. Seria muito bom, já que o delegado Anselmo é tão responsável e republicano. HSBC, Zelotes, paraíso fiscais, sonegação de impostos, remessas de lucros e importações ilegais e não declaradas etc. etc. etc. Quando penso nessas questões, não sei por que, delegado Anselmo, vem rapidamente à minha memória as famílias donas de todas as mídias oligopolizadas e cruzadas. Por que será?

Outra questão é quanto ao delegado Márcio Anselmo, que insultou Lula ao chamá-lo de "anta" em plena atividade funcional, participou de grupos ideologicamente de direita e contrários à continuidade do PT no poder. Os delegados Márcio Anselmo, Igor de Paula, Rosalvo Franco, Erika Mialik Marena e Maurício Grillo, dentre outros participavam de um grupo no Facebook e atacavam violentamente o PT e suas lideranças. Só que tem um porém: eles são delegados, que estão diretamente envolvidos com a Lava Jato, a força tarefa que até agora só foi para cima do PT, a "esquecer" os inimputáveis do PSDB.

Como pode, então, tais servidores terem ideias formalizadas e preconcebidas sobre os investigados? O problema deles é que tiveram de tirar suas páginas do Facebook do ar. Pelo menos as páginas do tempo das eleições de 2014 vencidas por Dilma Rousseff, para o desgosto e inconformismo desses policiais ideológicos. E por que afirmo isto? Afirmo porque o jornal "Estado de São Paulo" publicou matéria que mostrava as postagens deles, tanto as imagens quanto os diálogos.

Veja bem, trata-se do conservadoríssimo "Estadão", que não pode ser chamado pelos delegados, mesmo se eles quisessem, de jornal comunista, bolivariano, socialista ou o que o valha em termos de jargões e lugares comuns há muito tempo usados pela direita, principalmente quando ela está prestes a consolidar golpes de estado. Nada é mais de direita que o "Estadão", a não ser a Veja — a Última Flor do Fáscio — e, pelo o que se observa, também os delegados da PF de Curitiba, que não prendem demotucanos.

Anselmo fez críticas anticomunistas que ele dever ter aprendido durante sua adolescência e reforçado sua ideologia direitista e sectária na Academia da Polícia Federal. As imagens contra Dilma, Lula e o PT publicadas pelo grupo desses delegados no Facebook são lamentáveis e bárbaras, pois eles são servidores de segundo escalão do Estado, pagos pelo povo brasileiro e que resolveram, inadvertidamente, fazer política e com ideologia digna de fascistas, pois os diálogos e as imagens não deixam margem a dúvidas quanto aos seus procedimentos e condutas.

O "Estadão" fez com que eles recuassem, quando resolveram suspender suas páginas de sedição. Sinal que sabem o que fizeram, porque se não soubessem não extinguiriam suas páginas no facebook. Cito as páginas da época das eleições de 2014. Malandro é malandro. Esperto é esperto. Deus não dá asas a cobras. Deboche, escárnio, desprezo, publicidade opressiva, partidarismo, sentimento elitista em relação à maioria da sociedade e insultos evidenciavam o que os delegados publicavam contra o PT, o Lula e a Dilma. Se o leitor duvida, que trate de pesquisar na internet. Acha-se fácil tanta falta de respeito e insensatez de conotação política e ideológica. Basta pesquisar.

Agora vamos à pergunta que não quer calar: "São esses servidores públicos sem isenção e parciais que vão investigar, acusar, denunciar e prender, por exemplo, o Lula? Inaceitável. Por causa disso, recorre-se à ONU. Esse pessoal perdeu a confiança de grande parte da população, o que se torna um problema grave. Ou eles acham que a população somente é composta por coxinhas de classe média que chegam ao ponto de abraçar o pato amarelão, corrupto, sonegador de impostos e golpista da Fiesp? De coxinhas que dão tiros em seus pés contra seus próprios direitos e conquistas de décadas? Claro que não. A imbecilidade não é totalmente coletiva.

Não sei como vai terminar a Lava Jato, mas que a história vai colocá-la em seu devido lugar como colocou o DOI-Codi e o Dops, ah, isto vai. Evidente que os tempos são outros, mas a perseguição intermitente e o linchamento moral que estão a fazer com o Lula e sua família se trata de terrível covardia sem igual. Três anos de ações e atos persecutórios perpetrados pelo sistema judiciário controlado por juízes, procuradores e delegados sediciosos e partidarizados.

A delação premiada é uma excrescência moral, política e jurídica, como o é o domínio do fato, teoria que iniciou o processo jurídico de combate ao PT e por onde começaram a armar as armadilhas para tirar o Partido dos Trabalhadores do poder de forma antidemocrática e antirrepublicana, que redundou no golpe bananeiro, mas violento, contra Dilma Rousseff, que não cometeu crime de responsabilidade, assim como propiciou a caçada sem fim ao Lula. O líder trabalhista não roubou. A história e os fatos comprovarão. Agora, fica a pergunta: quem vai punir juízes, procuradores e delegados se for comprovada a inocência de Lula? Deus? É isso aí. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

STF é o pilar do golpe, Lula é a caça e Serra é a pequenez servil em forma diplomática

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Enquanto isso o deputado Eduardo Cunha está solto e a fazer ameaças para adiar a cassação de seu mandato, com a complacência do STF, da PGR, do juiz Moro, dos procuradores e policiais inacreditavelmente seletivos, que participaram do golpe contra Dilma, além de obsessivos por Lula, mas jamais pelos demotucanos, que foram delatados pelos donos e executivos de todas as construtoras ou empreiteiras que atuam no Brasil". (DSF)

Iniciemos com a pergunta que se recusa a calar? A grande imprensa europeia e norte-americana é idiota? Não. Não é. Inclusive é conservadora. Porém, mesmo sendo assim considera o impeachment contra Dilma Rousseff um golpe branco ou parlamentar, sendo que também, evidentemente, jurídico e midiático. Além disso, grupos pró-democracia no Brasil e no exterior consideram também que o Brasil é vítima de mais um golpe contra a democracia e o Estado Democrático de Direito.

Continuemos. Parlamentares franceses e norte-americanos são idiotas? Não. Claro que não. Tanto não são idiotas que chamaram o impeachment bananeiro que ocorre no Brasil de golpe, bem como se reportaram aos presidentes de seus países, François Hollande e Barack Obama para que os mandatários tomem cuidado e fiquem atentos no que é relativo à democracia brasileira, além de considerarem constrangedor que seus governos se relacionem com o governo interino de *michel temer, porque acusado de cometer um golpe contra Dilma Rousseff.

O usurpador do poder que, na verdade, tomou de assalto o Palácio do Planalto com o apoio e a cumplicidade da oposição liderada pelo PSDB, sendo que ele, *temer, era o vice-presidente de Dilma Rousseff, que foi traída por um dos maiores traidores da história do Brasil, senão o maior, que está a implementar o programa neoliberal dos demotucanos, rejeitado democraticamente quatro vezes nas urnas, assim como o neoliberalismo fracassou em âmbito mundial. *michel temer é a ignorância, o retrocesso e o atraso, aquele que remonta ao regime escravocrata do século XIX.

Entretanto, a percepção real de que o Brasil e seu povo são vítimas de um golpe de estado travestido de legal e legítimo não deixa margem à dúvida. O golpe tem duas marcas principais: 1) A impunidade dos tucanos, dos peemedebistas e do pessoal do DEM; e 2) A seletividade de juízes,  procuradores, delegados da PF e da imprensa mercantil em geral, que blindam principalmente os políticos do PSDB quanto aos seus crimes de corrupção. O DEM é o herdeiro da golpista UDN, da militarizada Arena e do empresarial PDS, siglas da direita brasileira extintas e que hoje são, inequivocadamente, representadas pelo PSDB.

O partido dos tucanos entreguistas e agora golpistas, a ter José Serra como o maior exemplo de um político direitista e totalmente dedicado aos interesses da plutocracia internacional e suas poderosas corporações, a exemplo dos bancos, das petroleiras e de outros setores econômicos e industriais, que estrangulam o desenvolvimento econômico e social dos países pobres e em desenvolvimento.

Nunca, em toda minha vida, consegui compreender porque as oligarquias deste País são tão alienígenas quanto aos interesses do Brasil, no que concerne sua autodeterminação e independência. Trata-se de comportamentos e condutas seculares, porque a verdade é que tais inquilinos da casa grande sempre se colocaram como apêndices da plutocracia, das cortes admiradas e amadas por essa gente riquíssima, mas eternamente provinciana, subalterna e servil aos ditames das potências mundiais no decorrer de séculos.

A burguesia deste País é o que se pode chamar de pária e apátrida, porque nunca se identificou com o Brasil, mas ao mesmo tempo não é estrangeira e, quando no exterior, sente-se hipocritamente brasileira, porque o nativo do país onde o burguês ou o pequeno burguês brasileiros vivem não o aceita inteiramente como se fosse de sua terra, mesmo se for branco e alfabetizado. Esta é a verdade, que faz com que coxinhas analfabetos políticos tenham tanto ódio do Brasil e de seu povo, ao ponto de desprezá-lo e se voltar contra os interesses políticos e econômicos da maioria dos brasileiros.

E deu no que deu: golpe de estado, que, além de político e partidário, também o é psicológico. Nelson Rodrigues em sua picardia, plena de conhecimento e sensibilidade, deu o diagnóstico: complexo de vira-lata! E eu completo: complexo de vira-lata com muito desprezo, preconceito, ódio e violência. O Brasil é, com certeza, um dos países mais racistas do mundo. Sem dúvida.

A internet deixou de molho as barbas dessa gente multi preconceituosa. Não tem volta, porque não há mais como disfarçar, como se fazia em passado próximo. E não poderia ser diferente. Nenhuma nação sai impune ou livre de suas amarras de 388 anos de escravidão, de forma oficial, até porque a escravidão com outras faces ou rostos continua a vicejar e a perdurar neste País, que para a "elite" deveria apenas ser um mega fazendão de commodities.

Fazendas cujos lucros são destinados a enviar seus pimpolhos para as férias no exterior, além de se construir condomínios fechados, luxuosíssimos e a oferecer tudo, desde escolas a shoppings, clubes e todo tipo de comércio, lazer e entretenimento, de modo que a rapaziada rica e muito rica se sinta segura e confortável em seu "país" das maravilhas. O verdadeiro "Show de Truman", onde a gurizada solta pipa por intermédio dos ventos de seus ventiladores.

Depois crescem e querem mandar no País e, se não conseguirem, passam a conspirar para dar golpes. Nunca ultrapassaram os limites dos muros físicos e psicológicos de seus mundinhos dignos de Penélopes Charmosas e Peters Perfeitos, mas querem cagar regras sobre o que não conhecem, bem como desprezam. Enquanto isso, o pau canta fora dos muros das redomas de cristais da burguesia golpista, paneleira e de barriga cheia. C'est la vie.

Todavia, quero asseverar que o Judiciário (STF, PGR, PF e os órgãos de segurança em geral) é o pilar central do golpe, o ex-presidente Lula é a caça e os golpistas no poder seus beneficiários. E por quê? Respondo: tudo o que escrevi acima neste artigo é o que transforma o Judiciário em capitão do mato da plutocracia, que é a chefe da casa grande brasileira de alma escravocrata.

Diga-se de passagem: a poderosa casa grande, que derrubou mais um mandatário eleito pelo voto universal, em 2016, que até então, a partir da Constituição de 1988, seria inimaginável que o Brasil depois de 30 anos de democracia e de sua ascensão em termos mundiais nos últimos dez anos voltasse a ser visto e a ser tratado politicamente como uma republiqueta das bananas controlada por coronéis das oligarquias regionais, como se voltássemos à política dos governadores, que no passado eram chamados de presidentes.

Entretanto o que vemos é um Judiciário completamente disposto a interferir na política eleitoral e partidária para beneficiar e proteger o campo da direita, que perdeu quatro eleições consecutivas. Um Judiciário viciado, não confiável e objeto de contestações tanto no Brasil quanto no exterior. Quem confia na Justiça e em sua Corte maior, o STF? Como confiar em juízes que permitem que um gângster admita o processo de impeachment (golpe) mesmo sabendo que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crimes?

Pelo contrário, além de não cometer crime de responsabilidade, Dilma ainda assegurou os recursos para os programas sociais, de forma que eles não faltassem para os milhões de brasileiros pertencentes às classes sociais mais desprotegidas. O MPF reconheceu oficialmente que não houve "pedaladas" fiscais, o Banco do Brasil asseverou que Dilma não prejudicou o Plano Safra e a perícia de técnicos do Senado concluiu que Dilma não participou das pedaladas alegadas pela oposição de direita, ou seja, não cometeu crime de responsabilidade. 

Entretanto, nada importa, porque já está sacramentado que a mandatária constitucional reeleita com 54,5 milhões de votos seja derrubada por um golpe de estado parlamentar, a ter como seus apoiadores a máquina midiática dos magnatas bilionários sem votos, mas que desejam impor suas agendas privadas e, consequentemente, sobrepor o interesse público, como sempre fizeram no decorrer de décadas.

Ao lado dos agentes de sedição, o Poder Judiciário, a ter o STF, a PF e a PGR como conspiradores e sediciosos, pois associados ao consórcio formado pela direita golpista que cooperou, e muito, para que as oligarquias assumissem o poder por meio de um golpe bananeiro e com a cara terceiro-mundista dos coxinhas reacionários ridiculamente vestidos com o amarelo da CBF e dos coronéis de índoles escravocratas da casa grande.

Já falei sobre esse processo mil vezes. É inacreditável ver, por exemplo, o golpista e alienígena José Serra, um tucano derrotado, que nunca concluiu sequer um mandato quando assumiu cargo executivo quando eleito, tentar criar fato político a relembrar os atletas israelenses mortos em Munique, em 1972, por grupos palestinos, postura que país nenhum cometeu, nem os Estados Unidos e as potências europeias, aliados fiéis do regime sionista de Israel.

Serra é perverso e vazio. Luta apenas pelo poder, razão de sua vida desprovida de projeto de independência para o Brasil e emancipação de seu povo. O que eu digo não é ofensa ao entreguista do patrimônio público brasileiro, como ocorreu no Governo de FHC — o Neoliberal I. Serra é perverso e agora golpista, porque assim ele procede de forma real, sem deixar dúvida a quem duvidava de sua vocação antidemocrática, antinacionalista e antirrepublicana. Trata-se de um ser humano, antes de tudo, egocêntrico e autoritário, que chega a ser uma questão patológica.

José Serra é realmente um sujeito de índole destrutiva e determinado a se aproximar, como uma cadela no cio, da direita mais reacionária, sectária e selvagem do planeta, que viceja nos Estados Unidos e em Israel. Só falta esse sujeito vestir o capuz da Ku Klux klan ou se armar com os dentes draconianos do Mossad. O Wikileaks repercutiu que o ministro golpista José Serra tem ligações com a CIA. Se ele tem, eu não sei. Por sua vez, todo mundo sabe que Serra é no Brasil um dos principais agentes políticos pró Estados Unidos.

O cidadão comum pode não saber por não perceber, como também políticos, magistrados e jornalistas. Porém, observar as coisas da vida é uma ação que pode fazer com que o observador, mesmo de longe, perceba, por exemplo, que o ministro golpista, José Serra, é compromissado e, mais do que isto, parte importante da engrenagem dos grupos políticos e empresariais controladores do establishment em âmbito mundial. Serra é um direitista que se comunica e se relaciona com segmentos que lutam para impor seus interesses de hegemonia e de controle do sistema econômico mundial, além de aproximar o Brasil da extrema direita israelense e estadunidense.

Essas realidades são visíveis com o tucano de direita e oportunista à frente do Ministério das Relações Exteriores. Serra se alinhou automaticamente aos Estados Unidos e criou fakes com a homenagem aos atletas israelenses mortos. A verdade é que ele evidenciou uma provocação diplomática, a reafirmar seu alinhamento aos interesses sionistas, que não são somente israelenses, porque o sionismo retira sua força política, bélica e econômica a partir dos Estados Unidos.

Israel, na verdade, é um satélite do capital norte-americano no Oriente Médio, que, coincidentemente, tem grande influência nos EUA, até porque setores como bancos e o comércio de metais nobres e pedras preciosas estão, em grande parte, nas mãos dos judeus. Serra, com a ação política simbólica de homenagear os atletas mortos em 1972, simplesmente dá um aviso de que o Governo *temer vai se alinhar à Alca ou que o valha, assim como o Brasil vai abandonar cláusulas assinadas em prol da autonomia e da independência da Palestina.

Sem dúvida, trata-se da inóspita e estéril diplomacia troglodita ao estilo Serra: falar grosso com a Palestina e fino com Israel. Falar grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Nada mais capacho e subserviente. Seguramente é a volta "triunfal" da Diplomacia do Tirar os Sapatos" de FHC — o Príncipe da Privataria I. A marca do servilismo tucano de terceiro mundo, e, por seu turno, da burguesia brasileira às potências europeias e yankee. A burrice e o inaptidão em toda sua essência e plenitude. Vão ser provincianos assim no raio que os parta!

O Brasil teve grande influência para que o Estado de Israel se tornasse realidade em 1948, como também era voz ativa e ouvida no mundo em favor da criação de um Estado Palestino. Com o golpista Serra no poder, a usurpá-lo, o tucano da Mooca dá uma reviravolta nas tradições diplomáticas brasileiras, coloca o Itamaraty no colo da direita internacional e afasta o Brasil das relações Sul-Sul, leia-se África, enfraquece de morte o Mercosul, contraria os interesses dos Brics e cria conflitos de interesses no G-20.

A resumir: o governo de direita, ilegítimo, golpista e usurpador de *michel temer (*o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) inaugurou no Brasil a diplomacia do porrete, a imitar, imprudentemente e irresponsavelmente, a diplomacia yankee. O Barão do Rio Branco está a dar voltas de raiva e inconformismo em seu caixão, bem como o grande diplomata, Celso Amorim, articulador da diplomacia solidária e independente dos últimos anos, deve estar estarrecido com tamanho desmonte que, evidentemente, prejudicará o Brasil enormemente, bem como que para recuperar o que foi propositalmente desmantelado levará muitos anos. Esse pessoal golpista é como saúva vermelha a arrancar todas as folhas de uma árvore frondosa. E por quê? Porque a direita trabalha para beneficiar e privilegiar as minorias ricas, tanto no âmbito dos países quanto em termos de classe social. Ponto.

Serra, o golpista provinciano da Mooca, iguala-se, em termos diplomáticos, a um gorila feroz a se movimentar em uma pequena loja de cristais tchecos, finos e caros. Porque não é possível que tal indivíduo em pouco mais de três meses entre em conflito gravíssimo com os parceiros do Brasil no Mercosul, a querer dar um golpe na América do Sul, conforme ele fez no Brasil, pois, irresponsável que é, quis impedir que a Venezuela assumisse a presidência do Mercosul.

Seria cômico se não fosse trágico. Surreal este soberbo de alma autoritária. Serra é o antagonismo, a antítese do que é civilizado, diplomático, educado, prudente e inteligente. Ele é uma farsa, como são farsantes os golpistas que tomaram de assalto o poder e ilegalmente o assumiram, sem ter votos, a Presidência da República. Impeachment sem dolo é golpe. Nunca terão paz e moral para governar.

A violência do golpista José Serra chegou também aos Brics e ao G-20. O negócio do tucano provinciano e colonizado é criar conflitos com a diplomacia internacional, com os blocos econômicos dos quais o Brasil é membro importante e estratégico, a fim de prevalecer no poderoso País de língua portuguesa os interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos, da Inglaterra e de Israel, dentre outros que compõem o bloco geopolítico de interesse norte-americano. O Brasil não tem nada a ver com as guerras dos Estados Unidos. O Brasil não bombardeia as terras de ninguém. Será que o Serra não sabe disso?  

José Serra, ministro golpista, quer conversar e negociar com a Europa, cuja União Europeia está em crise, assim como fortalecer ou tirar da UTI a Alca, o bloco econômico da América do Norte, que transformou, em certo tempo, o México em um país praticamente anexado aos EUA. Serra é o fim da picada, sendo que ele não deixa de ser a cara do governo espúrio e usurpador de michel temer. O tucano trouxe de volta à diplomacia brasileira o subalterno e subserviente complexo de vira-lata. É a cara e a alma do PSDB e dos coxinhas de condomínios que adoram Miami.

Lula enterrou a Alca, pois estadista que é percebeu que a Alca é mais ou menos assim: "Primeiro eu entro em seu mercado livre de taxas e tarifas. Depois seu mercado se abre e eu vendo meus produtos e você os compra". E aí o que acontece: os Estados Unidos desendustrializam a indústria brasileira e criam empregos para os trabalhadores norte-americanos, além de enviar gigantescas remessas de lucros, mais ainda do que já enviam. Durma-se com tamanha traição e cretinice por parte da diplomacia de entrega dos tucanos. Complexo de vira-lata aplicado diretamente na veia.

Golpistas são autoritários e arbitrários. Não gostam de liberdade, porque a liberdade denuncia e mostra suas ações e seus atos despóticos. Quem dá golpe não tem legitimidade e, com efeito, torna-se imperativo censurar e reprimir. Quem não tem autoridade tem de processar, prender, bater e até matar. É o que acontece em países cujos governos assumiram o poder de maneira ilegal e sem legitimidade. Sempre acontece. É histórico e da humanidade.

*michel temer e José Serra representam apenas a alta burguesia de São Paulo, porque nem o povo paulista esses dois caras representam, pois protótipos do elitismo e do sectarismo desavergonhado. Eles não são legítimos. Não têm a autoridade dos eleitos, pois são a própria ilegalidade. Ninguém votou neles ou no programa de governo deles para que tais golpistas governem o Brasil. Esta é a verdade, sendo que por isto essa gente sem eira nem beira terá muita dificuldade para governar. Quem viver verá.

Dilma Rousseff já está na história, que a redimirá, como redimiu Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, bem como Luiz Inácio Lula da Silva vai ser considerado estadista da grandeza de Getúlio. O golpe de estado parlamentar-jurídico-midiático vai engrandecer a cidadã Dilma Rousseff, a que foi derrubada por um golpe criminoso e promovido por togados que deveriam proteger, guardar e resguardar as leis — a Constituição.

Pelo contrário, juízes, procuradores e delegados da PF transformaram a Constituição em letra morta e permitiram a tomada de poder por uma escória que assumiu o Palácio do Planalto para não ser presa pela Lava Jato do seletivo Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, bem como implementar programa de governo derrotado em quatro eleições consecutivas.

Agora, os togados se voltam contra Lula, que será caçado para que não seja candidato a presidente da República. As estratégias são duas: torná-lo inelegível, ou seja, ficha suja, sem, no entanto, crime nenhum ter sido coprovado contra o estadista pernambucano e fundador do PT e da CUT. A outra solução é prendê-lo. E como? Sítio de Atibaia, apartamento em Guarujá, palestras no Brasil e no exterior, bem como qualquer coisa que possa desconstruir sua imagem e sua moral, além de persegui-lo somente para que tal processo dantesco e draconiano efetivado por togados e meganhas políticos e ideológicos à direita possam desgastá-lo até 2018. Exatamente isso.

Agora vamos à pergunta que não quer se calar: quem vai prender, no futuro, os golpistas do Judiciário, da imprensa de mercado e do Congresso?  Ou o Brasil é a casa da mãe Joana de coxinhas golpistas com cargos de poder e mando? Lula tem de denunciar em todos os fóruns a que ponto chegaram os juízes do STF, que, como os magistrados de 1964, conspiraram para efetivar e sacramentar um golpe de estado terceiro-mundista, que é a cara e a alma deles, com o propósito e o objetivo de viabilizar, servilmente, a volta das oligarquias escravocratas ao poder.


Dilma Rousseff ficará na História, inapelavelmente, como ficou para sempre o grande presidente trabalhista João Goulart, que foi, ressalto outra vez, derrubado por um golpe bananeiro, criminoso e covarde. Quanto a Lula é o seguinte: preso se torna herói, solto se torna presidente e morto se torna mito. E o que vai acontecer com o José Serra, os golpistas de todas as espécies e naturezas e os juízes serviçais da casa grande? Ah, o Serra, os golpistas de toda espécie e natureza e os juízes serviçais da casa grande se recolherão às suas insignificâncias históricas — a lata de lixo da história. Lembre-se de 1964. Assim será. Ninguém é idiota. É isso aí.