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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SÓ VIVER PARA EXISTIR

Espaço Bico de Pena — Palavra Livre

Só viver para existir


Lilian é a minha dor
Mas me disse para eu ir
Ela desconhece meu amor
E também meu porvir...
Eu sei por que do abandono
Era irascível e o motivo de mentir
Ser também sem planos
Só viver para existir

Quando fico a pensar
Do quão doce foi nosso amor
Até me dá vontade de chorar
Triste sentimento — um clamor
Eu aprendi com meus enganos
Com meus pés saber trilhar
Pois a vida me ensinou
A amar sem nada esperar

Da verdade fiz meus espinhos
Pois nas veredas aprendi
Que o amor tem vários caminhos
Porém, eu nunca te esqueci
A verdade é a razão do tempo
Do tempo sou aprendiz
A saudade não me deixou
E a vida plenamente vivi

Meu coração outra vez se apaixonou
Mas você é o meu País
Eu gosto muito de sons e cantos
Do presente sempre a partir
Andei por diferentes lugares
E olhares olhei e vi
Me envolvi com desejos e encantos
Tu és a mais bela das meninas que conheci


Davis Sena Filho — Rio, 31/10/2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Brasil do Judiciário golpista — Lula, Dilma, Serra, Carmem, Gilmar e Moro — Renan não é santo, mas acertou

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre




"A PGR (MPF) é o DOI-Codi. A PF é o Dops. O STF paga para ver e dá o alicerce, ampara e protege as ações persecutórias e arbitrárias de meganhas que transformaram o Brasil, mais uma vez, em uma republiqueta das bananas, bem como cúmplice do golpe de direita e das oligarquias contra uma presidente constitucional, eleita legalmente com 54,5 milhões de votos e que não cometeu quaisquer crimes de responsabilidade. O STF deveria saber que quem quer respeito tem que se dar o respeito". (DSF)

O senador Renan Calheiros (PMDB) tem razão ao chamar o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, de "juizeco de primeira instância", bem como chamar o ministro da Justiça, Lex Luthor, vulgo Alexandre de Moraes, de "chefete de polícia". Não que eu considere o presidente do Senado um santo, pois o Brasil sabe muito bem que o político das Alagoas teve participação no golpe de estado e parlamentar contra Dilma Rousseff, a presidente legítima, constitucional, e que não incorreu em crimes.

Porém, a mandatária trabalhista foi derrubada do poder por um golpe de terceiro mundo (mais um), para que as atrasadíssimas oligarquias retomassem o poder central e pudessem fazer o que estão a fazer: desmontar o estado nacional, dar fim aos programas de inclusão social, efetivar o programa de governo ultraliberal do derrotado PSDB, em quatro eleições presidenciais consecutivas, vender a toque de caixa as estatais, principalmente a Petrobras, empresa simbólica, que no imaginário brasileiro representa a independência e o desenvolvimento do Brasil, fato este que causa ódio e rancor aos "aristocratas" de província e cucarachas endinheirados de Miami.

Estas importantes questões deixam, indubitavelmente, inconformada a grande burguesia proprietária da casa grande, que sempre lutou por um País dependente, vinculado à órbita dos Estados Unidos e sem influência e expressão internacional, porque, na verdade, os golpistas de direita querem usufruir e se locupletar no Brasil, como se o País fosse um gigantesco e eterno fazendão do século XIX e das primeiras décadas do século XX.

Os escravocratas e imperialistas querem um País para poucos, com um estado mínimo, mas que propicie a transferência do dinheiro e do patrimônio público para a iniciativa privada, que, apesar de cantar loas e boas a tudo que é particular, jamais abriu mão das benesses do estado, que mantém seus benefícios e privilégios, por intermédio da venda das estatais, de publicidade e propaganda e de opulentos empréstimos mediante os cofres de bancos estatais e de fomento. Tanto os empresários do setor rural quanto do urbano vivem sob o guarda-chuva do Estado. Aquela conversa fiada de que "não existe almoço grátis" só serve mesmo para a população, que ganha pouco e, por sua vez, tem dificuldade para ter crédito.

Instituições bancárias a exemplo do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNDES, do Banco do Nordeste do Brasil e do Banco da Amazônia. Crédito apenas para os empresários, pois o estado patrimonialista é, na verdade, a torneira aberta para inundar de dinheiro e de riquezas a plutocracia nacional e internacional. O que interessa a esses grupos alienígenas e fundamentalistas do mercado é, sem dúvida, manter o Brasil eternamente como País emergente, mediano, mas sem voz ativa nos fóruns internacionais, como a ONU e o FMI. Dar fim à diplomacia independente, autônoma e não alinhada dos governos do PT é o que está a acontecer, com o antirrepublicano e antinacionalista José Serra, um privatista fanático, ligado às corporações multinacionais.

A verdade é que tal tucano golpista há muito tempo deveria estar preso por motivo de crime de lesa-pátria. Trata-se de um conspirador, sabotador e traidor da Pátria, que elaborou um projeto de privatização do Pré-sal, porque já sabia, de antemão, que Dilma Rousseff sofreria um golpe criminoso por parte de burocratas e agentes do Judiciário e de políticos do Congresso ligados às oligarquias e aos grupos econômicos insatisfeitos com o Governo Trabalhista. Serra tem um comportamento psicótico e pernicioso, mesmo a ser delatado por vários empreiteiros no âmbito da Lava Jato.

Blindado pela imprensa de negócios privados dos magnatas bilionários e pelo Judiciário, o usurpador do PSDB chegou ao Executivo por intermédio de um golpe de estado à moda paraguaia. O ativista da UNE dos tempos da ditadura militar se transformou em um reles golpista e totalmente compromissado com as petroleiras transnacionais e com o mercado de capitais. Serra é o que se poderia chamar de um pária a serviço dos interesses corporativos e privados.

Como todo traidor e golpista tem um viés para a ilegalidade e nenhuma autocrítica, tal sujeito se considera apto a mandar no Brasil, sem, no entanto, ter sido eleito pelo povo brasileiro, no que diz respeito a comandar setores tão importantes do Governo Federal, como os são o Itamaraty e a Petrobras. Pedro Parente, o privatista obsessivo e presidente golpista da estatal, é subordinado de Serra, que é tucano, sendo que o candidato derrotado, Aécio Neves, do PSDB, perdeu a eleição para Dilma, e, com efeito, o programa entreguista e ultraliberal dos tucanos foi rejeitado pela maioria dos eleitores.

Contudo, o governo usurpador da dupla *mishell temer/PSDB está a impor a fórceps um programa econômico draconiano, que prejudica de morte a Nação, sem, no entanto, ter a autoridade do voto soberano do povo brasileiro. Serra é um dos fiadores do governo corrupto de *mishell, afinal o partido dos tucanos assumiu vários ministérios, todos eles de relevância e com orçamentos gigantes. O PSDB entrou para história, quer queira ou não, como um partido golpista de caráter udenista/lacerdista, conforme vai registrar, indelevelmente, a história. O PSDB saiu de cima do muro e assumiu, definitivamente, ser o partido da plutocracia, do empresariado, além de ser o mais importante do campo da direita. Os tucanos abraçaram o golpe. O PSDB é a direita. Ponto.  

A intenção do consórcio golpista que conquistou o poder, por meio de um golpe criminoso, é fazer com que o Brasil seja um grande canal, ou seja, um duto para repassar riquezas, mas manter as desigualdades sociais, de forma que o povo continue sem instrução e sem acesso ao conhecimento, uma forma perversa e diabólica de se manter uma imensa Nação indefinidamente sob grilhões, como massa de manobra, a ter seus braços para servir a burguesia, e só.

A verdade é que neste infeliz e azarado País viceja a mais estúpida, perversa e preconceituosa burguesia do mundo ocidental. Trata-se da "elite" que faz juras ao retrocesso, sendo que, antes de tudo e qualquer coisa, luta contra o Brasil. A verdade é que o inimigo real do povo brasileiro e dos interesses desta Nação é interno e não externo, porque os estrangeiros não precisam usar de força militar ou de pressão econômico-financeira para ter acesso às riquezas do Brasil, como fizeram no Iraque e na Líbia, por exemplo. E por quê? Porque temos nessas terras uma casa grande entreguista, feudal, subordinada e subserviente às potências ocidentais, ao tempo que de visão estratégica míope e pensamentos imperiais perante os países latinos, africanos, árabes e o povo brasileiro, que sempre foi tratado pelas classes dominantes apenas como mão de obra barata, cujo lugar é a senzala e nada mais.

Dito isto, volto a refletir sobre as palavras e as ações de Renan Calheiros em relação à Lava Jato e seus "Intocáveis", além de aproveitar para citar também o delegado irresponsável, Filipe Hille Pace, talvez o alter ego do famoso delegado aecista, Márcio Anselmo, que, vez ou outra, acusa Lula de ter cometido crimes sem apresentar quaisquer provas. Anselmo e seus parceiros de menganhagem de Curitiba xingavam afrontosamente Lula e Dilma pelo facebook, no decorrer das eleições presidenciais de 2014. É esse pessoal da ativa e em pleno exercício profissional como servidor público que denuncia, acusa, julga e quer prender Lula, mas que age como inimigo do ex-presidente e absurdamente como se fosse uma questão pessoal, a inclusive participar de escaramuças político-eleitorais. Durma-se com um barulho desse.

Agora temos o delegado da PF, Filipe Hille Pace, a dar "batatadas", a torto e a direito. Toda semana aparece um meganha do Judiciário para fazer algo estúpido e sem pé nem cabeça, com o objetivo de manchar a imagem de Lula e desconstruir sua memória política e o legado social de seus dois governos. O referido sujeito, que não participa diretamente das investigações, como frisou o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, fez uma denúncia vazia, mas com propósito político, evidentemente. Os federais só querem fazer política, mas fiscalizar e guardar as imensas fronteiras do Brasil e trocar tiros com traficantes de armas e drogas, os policiais da PF não querem. Lógico. Matar e prender bandidos armados não dá mídia e nem status, assim como poderá ser muito perigoso. Além disso, eles devem sentir enfado ou tédio...

Luiz Inácio Lula da Silva foi acusado de ser o "Amigo", codinome que consta em planilha de pagamentos de propinas por parte da Odebrecht. Para o delegado Hille Pace, que deve ter tido uma crise gravíssima de alucinação propiciada pela abstinência midiática, Lula teria recebido R$ 23 milhões. O "Amigo" é o Lula, e pronto, o meganha assim decidiu. Ponto final e fim de papo! Não há provas; porém, e daí? Não vem ao caso..., como gosta de afirmar o juiz Sérgio Moro, quando perguntam a ele sobre os crimes de corrupção, abuso de poder, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha praticados pelos políticos do PSDB, do PPS e do DEM, que ora usurpam a Presidência da República, seus ministérios e suas estatais por meio de um golpe bananeiro e terceiro-mundista. O delegado está cheio de "convicções". Ele é mais um dos "gênios" da PF e do MPF.

A verdade é que a lista da Odebrecht envolve os políticos de todos os partidos. Entretanto, vejam só, não constam os nomes de Lula e de Dilma, para o desgosto do Sérgio Moro, do Rodrigo Janot, dos delegados aecistas e dos procuradores obsessivos pelo Lula, somente pelo político trabalhista, mas jamais pelos tucanos "ingênuos" e dignos da modéstia e da simplicidade de ermitões moradores de cavernas. O MPF do power point. A PF das escutas ilegais em mictórios de presos da Vara do Moro. A PF do agente japonês herói dos coxinhas e preso por contrabando. O meganha que escoltava presos e a usar tornozeleira. Um absurdo! Grande esculhambação! Aliás, a transformação do País em "Casa da Mãe Joana", para que a direita retratada nas oligarquias possa ganhar mais dinheiro do que já ganha. Praxe de sua história.

Incrível disparate, deboche e escárnio com a sociedade brasileira, pois falo do segmento mais atento e que não se deixa levar pelas manipulações, distorções e mentiras da imprensa de mercado deste País, que liderou, em 2016, mais um golpe violento e vexaminoso no Brasil, conforme percebeu a imprensa conservadora dos países desenvolvidos. Realmente, não dá, mesmo se um coxinha demente e de direita forçar a barra, considerar comunista, petista e esquerdista a imprensa estrangeira do mundo ocidental e porta-voz do grande capital em âmbito mundial.

Só que teve incontáveis coxinhas despolitizados e paneleiros de barrigas cheias que chamaram pelas redes sociais o New York Times, o Clarin e o Financial Times, por exemplo, de publicações petistas. Trata-se de uma inacreditável idiotice e burrice, a toda prova. Tais publicações poderosas, a exemplo de outras, como o Le Monde, o El Pais, o Corriere Della Sera e o Washington Post consideraram golpe o que houve no Brasil. E quem não sabe disso? Respondo: os coxinhas de classe média, os togados e meganhas do Judiciário, os políticos golpistas que afrontaram a Constituição e o Estado de Direito, para tomar de assalto o poder central e a imprensa privada e nativa, uma das mais bárbaras e corruptas do mundo, a ter as Organizações(?) Globo a liderar tão grande patifaria e cafajestada contra a ordem democrática, os 54,5 milhões de eleitores que votaram no PT e contra Dilma Rousseff, a presidente legalmente reeleita e constitucional.

Contudo, o advogado Cristiano Zanin Martins não deixou por menos e respondeu à altura e para o endereço certo: "A Lava Jato não apresentou qualquer prova que possa dar sustentação às acusações. (...) Uma autoridade {Filipe Hille Pace} que não é a responsável pelas investigações em relação a Lula emitiu sua 'convicção', sem lastro, para atacar a honra e a reputação do ex-presidente. Tal posicionamento não pode, assim, ser tratado como oficial, mas tão somente como a indevida e inconsequente opinião de um membro da Polícia Federal" — afirmou o advogado, para logo complementar: "Todas as contas de Lula já foram analisadas pela Polícia Federal e nenhum valor ilegal foi identificado".

E é verdade. Lula, sua família, seus amigos e funcionários, além do Instituto Lula e a empresa de palestras LILS têm sido investigados duramente e desrespeitosamente, com vazações criminosas sistemáticas e promovidas por servidores do Judiciário pagos a peso de ouro pelo contribuinte brasileiro. Além disso, percebe-se nitidamente que existe um processo persecutório e covarde que se levanta contra o ex-presidente Lula, talvez o político, volto a ressaltar, mais investigado da história do Brasil e que, apesar de estar há seis anos afastado do poder, enfrenta um consórcio de direita formado pelo Judiciário, imprensa comercial, grandes empresários e políticos golpistas, que ora estão a desmontar o Brasil em prol das empresas e bancos. Transferência das riquezas do País para o mundo privado sem disfarçar, pela força do golpe, na cara dura, para quem quer ver ou não.  

O Judiciário que arrogou para si, indevidamente e inapropriadamente, a responsabilidade de intervir na governança deste País, além de se sobrepor, de forma surreal, aos outros poderes da República, exemplificados no Legislativo e no Executivo. Esses servidores simplesmente pararam o Brasil e cooperaram, e muito, para afundar sua economia. Sugiro que depois os milhões de trabalhadores desempregados se dirijam a Curitiba, a capital do golpe bananeiro, para pedir emprego lá na Vara do Moro, além de irem tentar uma colocação empregatícia na PGR e no STF, o que será inútil, porque temos um Judiciário dos mais caros do planeta e sem credibilidade para milhões de brasileiros, que há muito tempo não confiam em uma Justiça burguesa, cujos membros são aliados e até subservientes aos interesses do grande capital.

Eles são simplesmente "aristocráticos". Por isto que quando o governo turco derrotou o golpe, a primeira coisa que o presidente Recep Tayyip Erdogan fez foi mandar prender centenas de juízes, procuradores e delegados. E por quê? Porque, em qualquer lugar do mundo, não há como se dar um golpe de estado sem a cumplicidade e a participação de membros do Poder Judiciário. Foi o que ocorreu no Brasil também em 1964 e agora em 2016. O Judiciário brasileiro, ratifico, é peça-chave do golpe de um consórcio de direita, que não aceitou a derrota eleitoral de 2014 para o Partido dos Trabalhadores de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. 

É exatamente o que ouço nas ruas, no trabalho e na vizinhança quando converso com as pessoas. Quem vai confiar numa Justiça dessa e num MPF desse? E o que dizer da PF? Uma Justiça seletiva, que tem lado e preferências, o que é um absurdo e que blinda a todo custo os demotucanos, que se tornaram no Brasil uma classe à parte, como se vivessem em um mundo paralelo, onde a Constituição e o Código Penal brasileiros não têm validade, pois letras mortas. E por quê? Porque os tucanos do PSDB, do DEM e do PPS são simplesmente i-nim-pu-tá-veis! E todos nós, os brasileiros, somos idiotas e... burros. Não dá para concordar e aceitar. Inaceitável. Simples assim.

Além da acusação alucinada e despropositada a Lula por parte do delegado Filipe Hille Pace, verifica-se também que o chefete de polícia, Alexandre de Moraes (Lex Luthor), sujeito que não tem limites, que vive a pensar que o Brasil é a província conservadora de São Paulo e controlada por tucanos há 20 anos. Trata-se do fascismo em todo sua grandiloquência e esplendor. Moraes é o que São Paulo produz de pior, porque fruto do fáscio paulista e useiro e vezeiro em mandar a polícia bater em trabalhadores e a reprimir os movimentos sociais e de reivindicações.

Não se pode esquecer que a burguesia paulista e seus governos lideraram a repressão nos tempos da ditadura militar, a ter como símbolo de violência e tortura o Dops do delegado de triste memória, Sérgio Paranhos Fleury. A PF vai ao Senado, prende policiais do Legislativo, que têm, por força de Lei, autoridade para agir e realizar ações sobre tudo que é pertinente ao Senado, inclusive, no que tange a proteger os senadores e a instituição, a fazer varreduras de possíveis grampos, porque somente um ingênuo ou um omisso negligenciaria a segurança da Casa e dos parlamentares.

O Congresso Nacional e suas câmaras alta e baixa são poderes da República autônomos e não podem ser subjugados por uma corporação de segundo escalão, que é a Polícia Federal, bem como pela Vara do juiz Sérgio Moro, que é de primeira instância. Não discuto o mérito da questão, que é o combate à corrupção, que deve e tem de ser sempre feito. Não é isto. O que está em jogo é a continuação do golpe, que tem por objetivo final destruir Lula como liderança política e popular. Ninguém é ingênuo, muito menos este articulista autor deste artigo.

A PF sabe disso, como também o sabe a PGR e o STF de Carmem Lúcia, juíza recém-empossada como presidenta do STF. A chamei de PRESIDENTA porque ela deu declarações, a debochar da presidenta Dilma, que foi derrubada por um golpe criminoso e a magistrada sabe disso. Ela também não é ingênua. Só que Carmem Lúcia gosta do "bom português", como ela disse, assim como ser chamada de presidente com "e" no final ao invés de "a" no fim da palavra. Parabéns para ela.

Contudo, acho que a juíza poderia também não gostar de golpe de estado travestido de legal e legítimo. Afinal, ninguém é idiota. Ou ela considera que não houve um golpe no Brasil? Entretanto, antes de assumir o STF, Carmem ironizou Dilma Rousseff, uma mulher que foi injustamente sacrificada, ao ponto de ser alvo de selvageria e barbarismo, porque golpe é barbarismo e selvageria, geralmente praticado pelos moradores da casa grande, que se consideram, hipocritamente e cinicamente, "cultos" e "civilizados". Só que, cara pálida, grandes escritores escreveram a palavra "presidente" com "a" no final, a exemplo de Carlos Drumond de Andrade, dentre inúmeros intelectuais, além de também constar nos dicionários. Não sei se Carmem Lúcia acha Drumond um admirador do "bom português", como a juíza se considera, mas sei que incontáveis brasileiros admiravam o português do poeta mineiro.

A verdade é que a bronca da presidenta (escrevi com "a") do STF é também devido o senador Renan Calheiros, que, ratifico, não é santo, chamar o juiz Vallisney de Souza Oliveira, de Brasília, de "juizeco" de primeira instância. A verdade é que juízes que se dão o respeito se reportam apenas aos autos dos processos. Juízes que se dão respeito para serem respeitados não visitam e não participam de eventos com tucanos inimigos dos governos petistas. Juízes que se dão respeito não são ligados às mídias golpistas, não vazam processos, delações e áudios e nem usam seus poderes constitucionais e institucionais para criminalizar o investigado ou o preso, que ainda vai ser julgado, assim como muito menos agem como promotores, a fazer acusações a Lula ou a quaisquer indiciados ou réus, por exemplo, como o fez o juiz Moro em documento para o ministro do STF, Teori Zavascki, a respeito do ex-presidente trabalhista e do PT.

Juízes não podem fazer publicidade opressiva pelas mídias comerciais do baronato, bem como deveriam se recusar a receber prêmios de empresas midiáticas reconhecidas como opositoras de governos trabalhistas desde o início do século XX. Se Carmem Lúcia e Sérgio Moro não sabem e não compreendem, deveriam, então, estudar a história do Brasil, dos partidos e suas respectivas correntes políticas e ideológicas. Ou os togados pensam que todo mundo é burro e idiota e não percebe o que está a acontecer neste País bananeiro dominado por uma "elite" bananeira, provinciana, desprovida de projeto de independência nacional e que se recusa a pensar o Brasil?

Moro é juiz, policial e promotor. Surreal! Tudo ao mesmo tempo. Além disso, considera-se o paladino da Justiça e o varão de Plutarco em duelo contra a corrupção. Só que tal magistrado cometeu crimes graves ou não os combateu, como as violações das contas bancárias de Lula e de sua família, assim como do Instituto Lula e da LILS, empresa de palestras. Por seu turno, os vazamentos são diuturnos, porque a intenção é deixar Lula, o líder em todas as pesquisas, inelegível ou prendê-lo. Vale tudo para afastar o maior e o mais importante político da América Latina das eleições presidenciais de 2018.

São inesquecíveis os diálogos vazados por Moro entre Lula e Dilma. A imprensa mais corrupta do planeta e que atua no Brasil se banqueteou. Moro agiu politicamente e impediu que Lula assumisse a Casa Civil, pois a finalidade era fazer com que o ex-presidente restabelecesse a bancada governista no Congresso. Alucinados e ignorantes do processo político, porque não sabiam nem do que se trata um governo de coalizão, bem como ignoravam como se procedem as emendas parlamentares, os meganhas do Judiciário, espertos e "safos", passaram a dizer que Lula e Dilma queriam interferir no processo da Lava Jato, o que é uma mentira deslavada desses servidores autoritários e que desejam mandar no Brasil no lugar dos eleitos pelo povo. Absurdo inominável.

Evidentemente que se trata de manipulação  e covardia, porque se tem alguma coisa que esses caras sabem fazer é se aproveitar de seus cargos para cometer todo tipo de casuísmos e, com efeito, chegarem onde querem: acabar com o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças, de forma que para o todo e o sempre sejam eleitos no Brasil políticos de direita, como os do PSDB e do DEM, mas que são derrotados recorrentemente nas urnas. Pura covardia...

Improcedente é a queixa de Carmem Lúcia contra Renan Calheiros. Ela disse que o Judiciário tem de ser respeitado e que juízes se reportam aos autos. A presidente do STF deve estar, infelizmente, com problemas de memória ou esqueceu da figura ímpar do condestável juiz Gilmar Mendes, do PSDB de Mato Grosso. Não é possível que ela ainda não observou e nem compreendeu que o STF além de assegurar o golpe contra a Dilma, permitiu que um bandido, como o Eduardo Cunha, fosse o canal para se dar o pontapé inicial para que a presidenta da República fosse derrubada do poder. Gilmar está a fazer política para valer, como o fez Joaquim Barbosa e muitos outros juízes aposentados ou que ainda ocupam a cadeiras no STF. Em que mundo vive a juíza Carmem Lúcia?

Sempre digo que quando membros de uma instituição se intrometem, indevidamente e imprudentemente, na política, tem de aguentar o tranco depois e não reclamar, como se estivessem a chorar. Política é debate e enfrentamento. Se o juiz, o procurador, o promotor e o delegado querem usar seus cargos e poderes para tomar partidos, partidárias também serão suas ações, que, evidentemente, se transferirão para o campo da luta política e ideológica, cujos adversários também vão reagir aos ataques, ainda mais quando estes são injustos e seletivos, como ocorre com Lula, Dilma e muitas outras lideranças petistas. Agora vamos à pergunta que não quer se calar: "Juíza Carmem Lúcia, porque somente petistas são presos e tucanos do PSDB, do DEM e do PMDB nunca são presos?" Espero que a presidenta do STF não responda como o juiz Moro: "Isto não vem ao caso".

A verdade é que quem tem um pouco de discernimento na vida sabe que o Judiciário e, especificamente, o STF, são partes essenciais e intrínsecas do golpe terceiro-mundista efetivado pelas atrasadas oligarquias deste País. O Judiciário e seus agentes públicos sempre foram a base de garantia do status quo, do establishment controlado pela casa grande. Os juízes deste País, sem generalizar, são os capatazes, os capitães do mato da ordem hegemônica, sendo que muitos deles sonham com a ascensão social, ou seja, participar dos banquetes das oligarquias tradicionais e centenárias. Só que a grande maioria acaba como o Joaquim Barbosa: esquecida. Basta se afastar do cargo momentâneo de poder para se aposentar. Muitos juízes asseguram os privilégios e os benefícios dos grupos sociais e econômicos dominantes. Os magistrados dão-lhes a primazia sobre todas as outras classes sociais. Por isto que temos juízes como o Sérgio Moro e o Gilmar Mendes. Lamentável.

Gilmar Mendes abriu a boca contra a Lava Jato. Renan abriu a boca contra o Lex Luthor e o Vallisney Oliveira, que foram chamados de "chefete de polícia" e "juizeco" de primeira instância. Não admiro e nunca admirei o Renan. Pelo contrário, sou crítico a ele e o considero um golpista que deveria pagar duramente pelos seus atos. Renan consta em várias listas de delações. Contudo, acredito que ele acertou em cheio, ao ponto de Carmem Lúcia se insurgir contra ele. Os burocratas do Direito se enfurnaram em suas redomas de cristais distantes das realidades humanas e das intempéries e das agruras do povo brasileiro. Trata-se da Justiça de punhos de renda e perfumada. Agora estão aí à disposição da história, que vai, sem sombra de dúvida, retratá-los como golpistas e traidores do próprio País.

Esses senhores cheios de empáfias e arrogâncias permitiram que um mafioso ficasse solto para, a partir do Congresso, derrubasse uma presidente constitucional que teve 54,5 milhões de votos. Essa gente tem o tamanho do Brasil, no que concerne a ser uma eterna Banânia, à espera, invariavelmente, de ser desenvolvida. Em vão... Tem aquela piada, né? Estrangeiros já mortos falaram com Deus, a reclamar: "Por que o Senhor nos deu países tão pequenos e com natureza comum, enquanto o Brasil é aquela enormidade de terras e riquezas naturais sem precedentes?" Ao que Deus respondeu com outra pergunta: "Não reclamem, meus filhos, vocês viram a porcaria de "elite" e de classe média que eu coloquei lá?"

Gilmar Mendes, juiz do STF e presidente do TSE, vai dar um jeito de ainda pôr um tucano na Presidência. Gilmar é o próprio PSDB. Está a atacar a Lava Jato somente agora, após dois anos de perseguição feroz e covarde a Lula e a outros políticos, como Guido Mantega. O motivo disso, não se engane, é que o magistrado de índole condestável quer afastar a Lava Jato de seus aliados e parceiros demotucanos. Gilmar é a herança maldita de FHC — o Neoliberal I —, que jogou na lixeira o que restava de sua péssima biografia política, pois encerrou sua carreira como golpista. Não tem jeito.

O juiz tucano fará de tudo para que as delações de Marcelo Odebrecht, Leo Pinheiro, Andrade Gutierrez, Paulo Preto et caterva não se transformem em celas de cadeia para as principais lideranças do PSDB, dentre elas Aécio Neves, o mega delatado, José Serra, o político da tarja preta e dos R$ 23 milhões, Geraldo Alckmin, onde vicejam, em São Paulo, os escândalos do metrozão, do trenzão, do roubo da merenda escolar, da Sabesp, do rodoanel 1 e 2, da cratera do metrô, da Nossa Caixa, dos pedágios abusivos e das concessões de rodovias, dentre muitos outros escândalos.

Casos nebulosos como o da compra de votos para eleger o presidente da Alesp, em 2005, e a CPI da Eletropaulo, porque estes são apenas de âmbito estadual, pois quando a Lava Jato abrir realmente a caixa de Pandora vão ser espalhados penas e bicos para todos os lados. Evidentemente, se o Gilmar Mendes deixar, pois, ao que parece, ao invés de o juiz sofrer um impeachment, como aconteceria em um país sério, ocorre o contrário, porque Gilmar se transformou em um dos  poucos donos do Brasil. Surreal. 

A caça ao Lula vai continuar, a não importar os dois anos de investigação canina contra o ex-mandatário do Brasil. É o macartismo à brasileira em toda sua plenitude e profusão. Fascismo na veia. Todavia, o problema é a ausência de provas, pois o que sobra são as "convicções" levianas de conotações injuriosas, caluniosas e difamatórias por parte de servidores do Judiciário. Todas as pessoas do mundo real e com discernimento já estão fartas desse processo draconiano e injusto. O Judiciário perdeu a linha. Renan não é santo. Muito longe disso. Porém, neste caso ele acertou. O nome do problema para a direita é Lula. É isso aí.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Prisão de Cunha, Lula, Moro, *mishell e o jogo de xadrez

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

ABRE A BOCA, CUNHA!
Por muitos anos, ou melhor, por décadas os militares sofreram e ainda sofrem, com menor radicalismo nos tempos de hoje, com o passado no que diz respeito a intervir, de 1889 a 1985, principalmente a partir do golpe de 1964, na política brasileira, a manterem ainda uma certa influência no Governo Sarney.

Realmente, os militares ficaram marcados por causa de seus governos ditatoriais e intervencionistas, a marcar duramente a vida civil e suas organizações, associações, sindicatos, instituições e entidades, ou seja, retirar autonomias e liberdades da sociedade organizada, que é, sobretudo, o pilar de qualquer democracia e de nação que se considere civilizada, diversificada e multifacetada.

Os militares pagaram um preço altíssimo, porque, principalmente a partir da redemocratização com as primeiras eleições livres e diretas para governadores em 1982, passaram a ser alvos de acusações, denúncias, críticas duras, rejeições, desabafos, desdém, intolerância e ódio. A resumir: colheram o que plantaram, sendo que os civis também protagonistas do golpe continuaram a mandar na política e hoje, muitos deles, são artífices do golpe de 2016.

Em 1984, aconteceram as Diretas Já, nas principais capitais do País. No ano de 1985, o candidato favorito das forças democráticas, Tancredo Neves, venceu as eleições indiretas no Congresso com amplo apoio popular, ressalta-se, realidade esta que lhe deu credibilidade e legitimidade política, conforme comprovam as imagens, os filmes e os documentários da época. Porém, Tancredo morreu antes de assumir a Presidência da República, fato que causou comoção popular.

Em seu lugar assumiu José Sarney, político influente da ditadura militar, mas de temperamento aberto ao diálogo. Governou com certa tolerância e não reprimiu os movimentos sociais e as greves organizadas pelos sindicatos dos trabalhadores, que no governo de Sarney se fortaleceram, além de em seu mandato ter sido realizada a Constituinte, de forma livre e democrática, a ser coordenada por Ulysses Guimarães.

O político paulista era um dos líderes do MDB (PMDB) contra a ditadura militar e principal articulador da Constituinte de 1987/1988, tanto que se tornou um político emblemático, cuja memória é respeitada pelos brasileiros. Em 1992, Ulysses encontrou a morte por meio da queda do helicóptero em que voava de Angra dos Reis a São Paulo. A nave caiu no mar. O corpo de Ulysses Guimarães nunca foi encontrado.

A Constituinte edificou uma das constituições mais avançadas do mundo. No momento, em 2016, a Carta Magna, também chamada de Constituição Cidadã, está a ser rasgada e queimada na fogueira por inquisidores, que formaram um consórcio de direita para derrubar do poder a presidente Dilma Rousseff, cassar o registro do PT, extinguir os programas de inclusão social dos governos trabalhistas, desmontar o Estado nacional, de forma que "nunca mais" o Poder Central tenha meios, por intermédio das estatais, para ser o indutor do desenvolvimento econômico do País, mediador dos interesses privados e públicos, de forma a intervir contra os abusos do poder econômico, além de promover os avanços sociais que, indubitavelmente, aconteceram nos 13 anos dos governos do PT,

Entretanto, a cereja do bolo é o Lula. A direita associada a um consórcio golpista e usurpador do poder comete ações e atos persecutórios contra o líder trabalhista de fama internacional. Talvez seja a perseguição e a covardia mais infames e sórdidas que já cometeram contra um político no Brasil. Nem Getúlio Vargas, que foi levado à morte para evitar um golpe em 1954, foi tão perseguido, apesar de quando pesquiso sobre o estadista gaúcho percebo, sem quaisquer dúvidas, que ele foi duramente atacado.

Os ataques a Getúlio tinham como motivo as ações nacionalistas e as concessões trabalhistas perpetradas pelo político do PTB, que lutava, desde 1930, por um Brasil de todos, autônomo, independente, a constar os pobres no Orçamento da União. Lula, igualmente a Getúlio, é perseguido ferozmente pelos coronéis midiáticos, por políticos do PSDB e do DEM e por agentes do Estado, que agem na penumbra (vazamento de inquéritos e de áudios, acusações e denúncias infundadas) para condenar e desconstruir Lula pelas manchetes das televisões, de jornais e revistas, a envolver também na sórdida perseguição ao político petista as rádios e as publicações pela internet.

Sem dúvida, a covardia e o golpe bananeiro têm como maior protagonista do consórcio de direita os meios de comunicação privados, à frente desse processo criminoso e golpista as Organizações(?) Globo, veterana de golpes e de imposições relativas à sua agenda política e econômica, que não é e nunca foi a mesma agenda dos interesses do povo brasileiro e do País. Esta realidade é tão concreta, que o oligopólio "global" somente combateu mandatários trabalhistas, a exemplo de Getúlio, Jango, Lula e Dilma, além de Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul e duas vezes do Rio de Janeiro.

O gaúcho ficou exilado por longos 15 anos e, de volta ao Brasil, foi combatido sem trégua pela família Marinho, que, como a maioria dos grandes empresários brasileiros, odeia a corrente de pensamento de esquerda e trabalhista, bem como o campo político do trabalhismo. Derrubou-se presidentes com o já manjado discurso udenista e falso moralista, em nome do combate à corrupção, sendo que não há nada mais corrupto do que os direitistas porta-vozes e defensores do grande capital. Hoje o que se vê são corruptos a comandar o Brasil, porque, além de o País ser uma republiqueta terceiro-mundista e bananeira, tornar-se-á rápido e a toque de caixa, apenas um território com um aglomerado de pessoas, mas jamais será uma nação.

O Brasil não é uma nação. O Brasil se resume a um lugar para se auferir lucros e super lucros controlados pelos mercados de capitais e com uma população cada vez mais submissa e conformada com esta triste realidade, como se comprovou com os coxinhas ignorantes nas ruas, assim como as periferias se calaram, pois pusilânimes e cúmplices de um processo egocêntrico e individualista, porque, definitivamente, o País não é solidário, democrático e não reagiu à altura a um golpe de estado criminoso cometido por criminosos.

Essa gente de toga e parceira das mídias mercantis atua no Judiciário de forma sistemática para que Lula seja desmoralizado e desqualificado politicamente e moralmente, porque a intenção é fazer com que o ex-presidente seja inviabilizado eleitoralmente, pois preso ou afastado da política como ficha suja. Acontece que, a despeito dos quase três anos de perseguição de caráter canino contra Lula, até hoje os procuradores, delegados e juízes não encontraram qualquer crime que pudesse ser imputado ao Lula, que está a se defender, diuturnamente, dessa realidade kafkiana que se abateu contra ele, Dilma Rousseff, as dezenas de milhões de brasileiros que tiveram seus votos desconsiderados e invalidados, além de prejudicar profundamente a independência e o desenvolvimento do Brasil.

O País que passou a ser novamente periférico em apenas seis meses. O Brasil vinculado à órbita dos EUA, a tal ponto de o golpista e usurpador "mishell temer ter sido tratado como chefe pária de um governo bastardo, sem legitimidade e autoridade, como aconteceu no encontro do Brics, quando os mandatários da Rússia e da China se recusaram a receber particularmente o governante golpista e fantoche, fato que denota o tratamento desdenhoso dado ao *mishell, um ser humano medíocre, provinciano, entreguista e que tem a grandeza política do tamanho de um pigmeu.

Agora Eduardo Cunha foi preso. Saberemos logo se a intenção do juiz Sérgio Não Vem ao Caso Moro é republicana ou tem outro viés, de conotação maquiavélica, de forma a diminuir ou amenizar as duras críticas que recebe do mundo jurídico e da sociedade organizada, inclusive em âmbito internacional, a ser considerado um magistrado que sequestrou o Estado de Direito, além de ser sectário e seletivo, a fazer com que milhões de brasileiros os veja como um juiz que tem lado, pois ideológico à direita e partidário. Moro é considerado tucano e, como comprovam as fotos e filmagens, tem relacionamento próximo de políticos do PSDB e dos chefes e chefetes da grande imprensa alienígena, porta-voz da Casa Grande e inimiga política do PT e de suas lideranças.

Vamos ver se Moro quer realmente combater a corrupção, doa a que doer, ou se aproveitar da prisão de Cunha para prender Lula, sem ter quaisquer provas. Se Moro prender Lula, o Brasil recrudescerá sua crise. Se o juiz de província prender Lula terá de prender as lideranças do PSDB, PMDB, DEM, PSB, PPS et caterva. Os principais políticos de todos os partidos, com exceções, foram delatados. O Aécio Neves, o Geraldo Alckmin e o José Serra foram delatados inúmeras vezes, sendo que o Aécio é o mega delatado.

Odebrecht, OAS e UTC ainda não tiveram suas delações formalizadas e assinadas, pois Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, está a segurar a cadeia para os tucanos, que, como reiteradamente afirmei, são i-nim-pu-tá-veis! É como se os demotucanos não se submetessem à Constituição e ao Código Penal brasileiros. Como se vivessem em um mundo paralelo, sendo que no mundo real todos os cidadãos e contribuintes brasileiros fossem idiotas... e burros, pois incapazes de perceber a seletividade da Justiça, do MP e da PF.

Cunha foi preso. Logo veremos quais são as intenções políticas de Moro, juiz que se tornou político e intervém na política, como fez, criminosamente, ao vazar os diálogos de Lula e Dilma para o Jornal Nacional e a imprensa em geral, a fim de impedir a posse de Lula como ministro da Casa Civil. Moro cometeu este crime e muitos outros mais, mas até hoje está a fazer o que quer e do modo que lhe aprouver. Se tal pessoa fosse juiz em país civilizado, com certeza, seria exonerado para o bem do serviço público, processado e, obviamente, preso. Só no Brasil acontece esta bagunça e esculhambação...

A esquerda está à espera do jogo de xadrez do Moro. O alvo é Lula, sem dúvida. Moro quer dizer com a prisão do Cunha que ele não tem lado e que é isento e justo, coisa que ele não é e nunca foi, como comprovam as ações da Lava Jato, que se associaram ao golpe bananeiro de estado. Só que o juiz de Curitiba, a capital do golpe de terceiro mundo, terá de ter muita atenção com Eduardo Cunha, que se abrir a boca derrubará o governo *temer/PSDB, partido tucano que por meio de um golpe está novamente a vender o Brasil e entregá-lo às corporações multinacionais. Vendem o País na mão grande e desprovidos de legitimidade. É só o que eles sabem fazer. É o que sempre fizeram.

*mishell temer já está, às pressas, a retornar do Japão. Sua farsa e pantomima vão cair na real. O medo é grande. Cunha abre a boca e *temer cai do poder, com seus ministros golpista arrogantes e debochados, a exemplo de Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Ricardo Barros e Mendonça Filho, que estão a quebrar o Brasil e a tomar do povo brasileiro os programas sociais de inclusão, com a maior perversidade, gosto e prazer para fazer o mal, como comprovam suas declarações, no decorrer dos cinco meses do governo pária e golpista de *mishell temer.

Moro, com a cumplicidade da PGR e do STF, levou cerca de um ano para mandar prender Eduardo Cunha. Um absurdo. Deixaram o Cunha fazer o trabalho sujo para derrubar a presidente constitucional e legítima Dilma Rousseff, sem ter cometido crime de responsabilidade, como destacou o próprio Ministério Público. Inacreditável. Vamos ver o que este juiz seletivo e que infernizou a vida brasileira vai fazer no que é relativo a Lula. Como prender o líder popular e trabalhista se ele não cometeu crimes? Não há provas materiais contra o presidente que saiu do poder com 84% de aprovação, acima, inclusive, dos índices de Nelson Mandela quando o líder africano deixou o poder.

Cunha está preso. *mishell e seus asseclas estão com os olhos esbugalhados, pois sobressaltados e com o gosto amargo de fel na boca. Golpistas nunca acabam bem, como reza a história. Lula tem de caminhar em direção e em prol de sua defesa e dignidade. A prisão de Cunha foi discreta e sem estardalhaço, luzes da ribalta, câmeras e uma multidão de repórteres. E por quê? Porque o golpista irresponsável e que é acusado de crimes com provas robustas não é filiado ao PT.

A Globo vai ter de mostrar, mas a empresa dos golpistas Marinho preferia que o preso fosse Lula, para que se possa realizar um show midiático, a despeito de que toda a grande imprensa internacional considerar que no Brasil ocorreu um golpe de estado travestido de legal e legítimo, bem como sabe que a Globo é um dos pilares do golpe. Lula é o alvo. Ele lidera as pesquisas mesmo massacrado e linchado publicamente há anos. Tremei *mishell! O jogo é de xadrez. De olho no Moro. É isso aí. 


terça-feira, 18 de outubro de 2016

POR QUE QUEREM ME CONDENAR

Folha de S.Paulo - Opinião - 18/10/2016

Por Luiz Inácio Lula da Silva — Palavra Livre



Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada - pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte. 


Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos. 

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar. 

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social. 

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários - em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos. 

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos. 

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito. 

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma "organização criminosa", e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que "não há fatos, mas convicções". 

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do "chefe", evidenciando a falácia do enredo. 

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES. 

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa. 

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta. 

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios. 

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção - é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos. 

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu - e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal. 

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos? 

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública. 

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil. 

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática. 

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam. 

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Inquisição do MP caça Lula e sem provas — O domínio do fato sob o fanatismo de procuradores e juízes

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Apesar de formalmente justificados os recursos recebidos por {por Lula}, a título de palestras proferidas no exterior, a suspeita, derivada inicialmente das notícias jornalísticas, era que tais contratações e pagamentos, em verdade, prestavam-se tão somente a ocultar a real motivação da transferência de recursos da Odebrecht para o ex-presidente Lula" — diz documento elaborado por procuradores do MP do DF. Documento que teve por base, sem dúvida, matérias da imprensa de mercado deste País, inimiga histórica do PT e de Lula, além de ser a mesma que, junto com o Judiciário e o Congresso, liderou no Brasil mais um golpe de estado terceiro-mundista, neste fatídico ano de 2016.

Procuradores, juízes e policiais federais ignorantes sobre o processo político e sobre política, bem como, por serem técnicos e não vivenciarem a vida partidária, não compreendem, de fato, o que é um governo de coalizão. Até simples atos administrativos dos presidentes Lula e Dilma foram criminalizados por má-fé e também por ignorância sobre como se faz política, em governos de coalizão, que traduz a centenária forma de fazer política neste País.

Governos de coalizão, não somente os de Lula e de Dilma, como o do atual governante ilegítimo, a exemplo do usurpador *mishell temer e do golpista Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, em passado recente, repartem a administração do Estado nacional para que o presidente da República possa ter maioria no Congresso e aprovar seus projetos e diversas e variáveis demandas governamentais.

Esta era e ainda é a forma de se fazer política no Brasil desde a fundação da República, em 1889, pois até hoje se procrastinou a verdadeira reforma política, plena e ampla, pois o que se viu até este momento foram emendas, paliativos, como a proibição de financiamento privado às campanhas eleitorais, o que favoreceu, amplamente, as eleições de candidatos milionários e recrudesceu o poder econômico, sendo que nas capitais brasileiras quase dez eleitos são políticos realmente muito ricos e totalmente compromissados com o ultraliberalismo econômico, a exemplo do coxinha João Dória, que já anunciou até a privatização de parques e estádios públicos. Até parques...

Entretanto, estou a comentar sobre os  procuradores obsessivos por Lula e pelo PT, que fazem denúncias sem provas e vazias, bem como partem para acusar e denunciar por "convicção", o que denota que não há materialidades que comprovam os crimes imputados a Lula. Por isto os procuradores estão sendo denunciados no exterior pelos advogados de Lula e por setores legalistas e democráticos da sociedade brasileira, que consideram o Brasil ser um País que já vive em regime de exceção.

Procuradores opressores, a tal ponto de estarem a exigir do governo o fim do direito de as pessoas protestarem por causa de moradia, a darem como "solução" para calarem as bocas e impedir as ações dos protestantes, que lutam pela casa própria, a perda ao direito de se inscrever no programa "Minha Casa, Minha Vida". Este é o Brasil atual, dominado por vontades e desvarios de procuradores, que, além de servirem como agentes do golpe, querem também governar o Brasil, como se fossem políticos eleitos pelo voto universal.  

Não sei como os golpistas e os usurpadores do poder ainda não partiram para a repressão policial sistemática. Porém, acho que não reprimem com força os movimentos sociais pelo simples fato de ainda não terem conquistado o espaço necessário para cometerem arbitrariedades, por meio de ações burocráticas do Judiciário, assim como a autorização para efetivar a repressão em forma de violência física contra seus "inimigos", que pertencem à oposição partidária e à sociedade civil organizada, que foram derrubadas do poder por força de um golpe de estado travestido de legal e legítimo, que teve a plena participação de juízes, procuradores e delegados da PF.

Por sua vez, a violência institucional foi colocada em prática há algum tempo, a partir da não aceitação da derrota eleitoral por parte do senador tucano e golpista, Aécio Neves, o político que deu início a todo esse processo criminoso, que, em apenas dois anos, deteriorou a economia  brasileira, a dar como exemplo simbólico o Rio de Janeiro, que dependia dos royalties da Petrobras e de suas subsidiárias, além da indústria naval responsável pela construção de navios cargueiros, plataformas de petróleo, além da participação na construção de submarinos nucleares.

O dinheiro sumiu, porque ao invés de o Judiciário combater os corruptos e preservar as empresas e garantir desenvolvimento e emprego, optaram, maquiavelicamente, por paralisar os investimentos das indústrias e, consequentemente, fazerem política para enfraquecer o Governo Dilma e o PT, alvos da direita brasileira, que almejava conquistar o poder por um golpe de estado jurídico-parlamentar-midiático, o que aconteceu.

O propósito era enfraquecer a economia, de forma tão radical que ficasse fácil propagar à sociedade brasileira que a única saída é o Estado mínimo por intermédio das privatizações, bem como derrubar Dilma do poder, por intermédio das "pedaladas fiscais", que não aconteceram, conforme vaticinou o MPF, mas que serviram como motivo para que no Brasil fosse efetivado mais um golpe em sua história de País de terceiro mundo, onde vive uma burguesia e pequena burguesia igualmente de terceiro-mundo e de pedigrees cucarachas. A privatização do Estado nacional, a repetir o mesmo filme irresponsável, draconiano, perverso, colonizado e entreguista dos governos desditosos e sombrios de Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Golpista da Privataria, conhecido também como o Neoliberal I.

Toda esta engrenagem desenvolvimentista dos governos petistas e que foi praticamente destruída, ainda tinha a importante participação de empreiteiras brasileiras, gigantes de expressão mundial, que foram destruídas por irresponsáveis do Poder Judiciário, da grande imprensa parceira do capital internacional e de políticos de direita, golpistas, alienados, com bagagem intelectual minúscula e sem quaisquer compromissos com o desenvolvimento do Brasil e a emancipação de seu povo.

É neste contexto extremamente perverso e instável que acontece a queda de Dilma Rousseff, por meio de um golpe bananeiro, e a perseguição brutal a Lula. Dois episódios bárbaros promovidos por servidores públicos do Judiciário pagos pelo contribuinte a peso de ouro. Em nome do combate à corrupção tais atores politicamente conservadores se infiltraram equivocadamente na política, porque  perceberam um espaço vazio, sendo que quando há espaço ele é imediatamente ocupado,

Até então os ataques diuturnos, violentos e covardes perpetrados contra o Governo Dilma eram lançados pelo Congresso — o mais conservador e intelectualmente sofrível da história do Brasil — e pelas mídias pertencentes aos magnatas bilionários da imprensa de mercado. Diga-se de passagem, a imprensa mais corrupta, mentirosa e manipuladora de que se tem notícia no mundo "civilizado". Uma imprensa de histórico golpista e que combate sem dar trégua a todo mandatário trabalhista ou socialista que, porventura, conquiste a Presidência da República no Brasil.

Ao perceberem o espaço político vazio por causa do enfraquecimento do Governo Trabalhista, servidores públicos do Judiciário, aliados e pontas de lanças da casa grande burguesa, passaram a ocupar os espaços e, com efeito, a intervir de maneira sem precedentes na política, a judicializá-la para criminalizá-la e engessar quaisquer movimentações administrativas e políticas por parte de Lula e Dilma Rousseff. Até atos administrativos simples foram criminalizados, conforme já relatei, ou seja, o Direito passou a ser usado com má-fé e em forma de opressão para servir de instrumento político, partidário e ideológico contra o inimigo a ser derrotado e abatido. No caso, o PT e suas lideranças.

O Brasil está a repetir as perseguições da ditadura de 1964. Mais do que isto: procuradores, delegados e juízes reinauguraram o macartismo no Brasil, que, igualmente ao que aconteceu nos EUA da década de 1950, estão a efetivar uma política radical de combate ao PT, aos partidos de esquerda, às lideranças populares, aos movimentos sociais, às conquistas sociais e econômicas dos últimos 13 anos, ao estado nacional e seu patrimônio estatal, e, principalmente, ao Lula e à Dilma.

Políticos de esquerda e politicamente ainda vivos, e, apesar das covardias, perseguições e arbitrariedades sofridas, ainda são lideranças portadoras de milhões de votos e, por causa desta realidade, suas imagens precisam ser impiedosamente destruídas, desconstruídas e desqualificadas. Dessa forma esse processo sórdido e maquiavélico está a ser feito pelo consórcio de direita formado pelos Judiciário, Congresso, imprensa meramente mercantil e agora pelo Executivo, cujo presidente, o *mishell, não tem voto e por isto mesmo não se sente compromissado com o povo, o País e, evidentemente, vinculado às corporações nacionais, estrangeiras e seus respectivos governos, a exemplo dos EUA e da Europa Ocidental.

*mishell é chefe de um governo pária e bastardo, além de ser subalterno ao tacão ultraliberal do PSDB, à frente o FHC — o Neoliberal I —, que o recebeu recentemente com a presença de Gilmar Mendes, do PSDB de Mato Grosso, juiz de direita e que há anos criminaliza os governos petistas em prol de derrubá-los, como aconteceu com a presidente constitucional, Dilma Rousseff, reeleita legalmente e legitimamente, que ora está a ver a patifaria que os novos "donos" do poder estão a fazer com o pequeno estado de bem-estar social criado pelo PT e seus dois presidentes, no decorrer de apenas 13 anos.

O usurpador e golpista *mishell foi pedir a benção a *FHC — o Neoliberal I —, e, como já relatei, com a presença de sua herança maldita, o juiz Gilmar Mendes, que fez a infernal "Uma Ponte para o Futuro" para que ambos golpistas conversassem sobre como desmontar o Estado e realizar estratégias para eleger um tucano em 2018, além de viabilizar a cassação de Dilma no TSE, sem punir, entretanto, o *mishell, que, inacreditavelmente, poderá ser "salvo" pelo Gilmar Mendes, mesmo o usurpador ter sido vice-presidente na chapa da mandatária trabalhista. A hipocrisia e a vilania se tornaram e sempre foram a praxe das atuais autoridades golpistas brasileiras.

A verdade é que *mishell, o traidor e usurpador desprovido da autoridade soberana do voto, foi dizer a *FHC que vai atender aos anseios dos tucanos quanto ao jogo político e eleitoral, à economia e às finanças e impor a agenda ultraliberal ao País, mas que, sobretudo, o PSDB, um partido realmente de direita e completamente entreguista, antinacionalista e antirrepublicano, não retire seu apoio no Congresso e na imprensa burguesa e alienígena.

Afinal, todo mundo percebe e sabe, inclusive os recém-nascidos, os coxinhas analfabetos políticos e os extraterrestres, que os tucanos são blindados pela imprensa porta-voz da plutocracia e também pelo Judiciário, à frente a Lava Jato do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, da republiqueta Banânia de Curitiba — a capital do golpe bananeiro e terceiro-mundista.

A carranca, o focinho e a alma das "elites" brasileiras, em forma de powerpoint manipulador, mentiroso e vazio de provas, que tem por objetivo — e somente este — prender o Lula ou deixá-lo inelegível para as eleições de 2018, porque o combate à corrupção se tornou há muito tempo apenas um detalhe ou não vem ao caso. O Judiciário faz política, antes de tudo e qualquer coisa. A péssima política, diga-se de passagem, praticada por gente que disputa poder, a querer mandar na governança, sem se submeter às urnas. Trata-se do fim da democracia, como a definida pela Constituição de 1988. Ponto. A ocupação do espaço político por parte de togados é surreal. Somente pode acontecer em um País terceiro-mundista e ocupado por uma casa grande que faz do retrocesso e do atraso seu programa de governo e projeto político.

Um país tão atrasado onde parcela dos pobres é de direita, servidores públicos são privatistas, incontáveis mulheres da pequena burguesia e da burguesia são machistas e coxinhas são coxinhas, porque um ser realmente coxinha como o juiz Catta Preta do DF, por exemplo, diz coisas irresponsáveis e levianas, como considerar que um golpe contra uma presidente legalmente eleita, que não incorreu em crime de responsabilidade e recebeu 54,5 milhões de votos, poderia ser uma coisa boa.

Para Catta Preta, conforme seu facebook, talvez com outro governo (*mishell) viajar para Miami ficaria mais fácil e barato, sendo que, no decorrer do governo Lula e no primeiro governo de Dilma, quando ainda não a sabotavam com as pautas-bombas e com a não aprovação de matérias de interesse público, para engessar as atividades governamentais e legislativas.
Já que o assunto é Miami, nunca os brasileiros viajaram tanto para o El Dourado da classe média, além de Orlando, Nova York e Los Angeles, fora as principais capitais europeias da banda ocidental da Europa. Viajaram às centenas de milhares, com o consumo em alta e o crédito aberto à população, coisa que nunca se viu no Brasil, ao ponto de o presidente Obama facilitar a entrada de "brazucas", a maioria coxinha de classe média, que depois foi para as ruas apoiar mais um golpe de estado, como sempre fizeram no passado. Tais sujeitos se refestelaram tanto, que deixaram bilhões de dólares a cada ano que viajavam para os EUA, um recorde de chamar a atenção das autoridades estadunidenses, de forma que, na época, a combalida economia yankee pudesse receber tão importante "ajuda" e movimentar seu poderosíssimo mercado interno.

Movimentar principalmente em Flórida, Nova York e Califórnia, onde a brasileirada mais colonizada do planeta adora ir para se divertir e se achar "chique" e "vip", o sonho de se separar da massa, ao tempo que odeia os pobres do Brasil e participa efetivamente do crime de golpe de Estado de 2016, que, visivelmente, tem por objetivo retirar direitos e benefícios do povo brasileiro, além de apoiar a venda do Brasil, como se o País de língua portuguesa não tivesse importância mundial e nem o desejo de se desenvolver e ser independente. Ou como disse o Dias Toffoli, juiz do STF, que de uns tempos para cá ele ficou mais "liberal".

Como assim cara pálida? Um juiz de alta Corte apoiar a alienação dos bens públicos e o fim dos programas sociais de inclusão social, que abrangem desde o premiado e reconhecido, internacionalmente, Bolsa Família até o Luz para Todos e o Fies, que é parte de um conjunto formado pelo ProUni, Pronatec, Ciência sem Fronteiras, Sisu e o espetacular Enem, que incluiu os pobres, negros e nordestinos nas universidades públicas, além de ter dado um freio no bilionário mercado dos cursinhos e das escolas estilo "papai pagou, filhinho passou".

Agora, tanto na educação quanto na saúde este governo pária e subalterno ao mercado, vai ressuscitar a saúde e a educação como setores para apenas se ganhar muito dinheiro. É a volta triunfal do "quem pode, pode; quem não pode se sacode", como deixou claro e sem deixar dúvida o direitista e veterano deputado paulista e golpista, Nelson Marquezelli (PTB/SP), que disse, em entrevista fortemente repercutida na internet, que quem quiser estudar que se vire para pagar. Se não puder, que não estude. Este sujeito de palavras pérfidas e sórdidas é a cara da casa grande de índole escravocrata, bem como o portador do espírito de porco. Durma-se com um barulho desse.

O golpe foi para isto: tirar do pobre e dar para os ricos — os que já tem muito e não precisam do estado como indutor do desenvolvimento e mediador dos interesses do que é público e privado. O governo tirânico do *mishell é o Robin Hood às avessas. Marquezelli é pecuarista rico e foi filiado à Arena e ao PDS da ditadura militar, além de ser exemplo acabado de como pensa a burguesia brasileira e o que ela deseja e quer: privilégios e benefícios para poucos e mão de obra barata para os empresários do campo e da cidade.

A intenção é ter, inclusive, a classe média coxinha a servi-la, mas com seu salário achatado, como o fez *FHC — O Neoliberal Golpista I — em seus dois governos fatídicos e cinzentos, quando deixou os trabalhadores do serviço público oito anos sem aumento salarial. Um tempo terrível e, ao que parece, esquecido pelos coxinhas do pato amarelo corrupto e fãs de um fascista do quilate de Jair Bolsonaro, o valentão, o durão, que só faltou levar mamadeira para seu filhinho, que quase desmaiou em pleno debate, pois candidato derrotado à Prefeitura do Rio de Janeiro. Seria cômico se não fosse trágico... O governo do grão-tucano foi realmente o governo do apagão.

Por sua vez, pois não esqueci do tema, os juízes Catta Preta e Dias Toffoli são autores de dois episódios, que são emblemáticos, apesar de o serem fúteis e dissociados da dura realidade do povo brasileiro, no que tange às desigualdades. É sinal que o juiz de primeira instância de Brasília e o juiz de "última" instância da Corte Suprema, além das preocupações relativas ao Direito, eles também se preocupam com política e economia, não mais restritos a seus pensamentos ou opinões juntos a amigos e colegas de trabalho. Falar fora dos autos é a nova "frebre" dos impolutos magistrados.

Os capas pretas agora fazem questão de demonstrar e compartilhar suas aptidões, lados, escolhas, opções e preferências em público, de preferência a ter a imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?!) como disseminadora de suas opiniões e crenças. Por isto que temos juízes como Gilmar Mendes, o Luiz Fux e o Sérgio Moro, só para ficar nesses três, porque são incontáveis, até temos outras amostras dos péssimos e vários exemplos, como o protagonizado pela juíza do STF, Rosa Weber, no julgamento do Mensalão do PT, porque, obviamente, o Mensalão do PSDB até hoje não foi julgado.

A magistrada, inacreditavelmente, afirmou: “Não tenho provas contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura assim me permite". E o que a permitiu a ser tão irresponsável com seu ato persecutório? Respondo: a teoria do domínio do fato, que teve por finalidade, inconteste, de prender o ex-ministro José Dirceu e tem o propósito atual de prender o mais importante, popular e conhecido presidente do Brasil de todos os tempos, que está a se defender há três anos de ataques recorrentes e ferozes, que se transformaram na maior covardia que vivenciei em toda a minha vida em termos políticos e ideológicos.

Trata-se da caça ao Lula por parte da imprensa alienígena e autora do insuperável jornalismo de guerra e de esgoto, do Congresso mais corrupto de todos os tempos e, principalmente, dos togados da Lava Jato e da PGR, à frente o procurador-geral, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, chefe dos procuradores obsessivos, que desejam prender o Lula e governar o Brasil com canetadas no lugar dos homens e mulheres que foram eleitos pelo povo brasileiro.

Esta dura e infame realidade é o que acontece no governo *mishell-PSDB, que ora está a tomar de assalto o poder central, pois sem a autorização e a legitimidade das urnas soberanas. A democracia no Brasil inexiste, porque já vivemos em regime de exceção, assim como quem governa está a governar pela força de um golpe de estado bananeiro. Aqui é a Banânia: a terra dos ricos e dos muito ricos, que lutam por um Brasil dependente e que os sirva apenas como um grande fazendão para que essa gente parca, pouca e rasa ganhe muito dinheiro para se locupletar e se esbaldar em suas vidas medíocres e metidas a besta.

Os procurados obsessivos por Lula e de caracteres persecutórios e midiáticos, bem como o juiz da republiqueta bananeira de Curitiba já determinaram, e pronto: o criminoso é o Lula. Agora, depois de persegui-lo violentamente e após dois anos, ainda se procura pelos "seus" crimes. Os políticos togados, que militam no campo da direita, até hoje, apesar do tempo, ainda tentam comprovar qualquer crime que Lula tenha cometido, mas sempre em vão.

Chega a ser ridículo, mas sem quaisquer graças. Não é engraçado, definitivamente, os crimes que tais togados cometeram ao longo desse processo covarde e draconiano, infernal e vampiresco. Não existe justiça no Brasil, bem como sua credibilidade perante milhões de brasileiros é nenhuma. Eu sei. Converso com pessoas de todas as classes sociais. Ponto.

Querem, na verdade, além de prender Lula e muitos de seus auxiliares de governo, reescrever a narrativa da Era Lula. Querem colocá-lo como corrupto e ladrão no imaginário popular, como tentaram fazer com Getúlio Vargas e Leonel Brizola. Querem eliminar o PT como partido popular, orgânico e de esquerda, como fizeram com o PTB de Getúlio, que ficou nas mãos da direita a partir do início da década de 1980. Querem, sobretudo, que Lula seja preso como se ele fosse ladrão, como o é a direita que está no poder mediante a um golpe de estado.

A direita rouba o Brasil há 500 anos e repercute pelas mídias o velho discurso udenista e lacerdista da corrupção. Não cola mais... Somente coxinhas idiotizados e lobotomizados acreditam nessa palhaçada perversa e hipócrita. E tem mais: são idiotizados porque querem, pois não acredito que um indivíduo não saiba quando está a dar tiros nos próprios pés, como acontece agora com a extinção dos programas sociais, por exemplo. Esta é a verdade.

A perseguição de caráter canino ao líder trabalhista se dá por intermédio dos procuradores obsessivos por Lula (somente por Lula), os delegados aecistas, que xingavam o Lula e a Dilma por meio de seus facebooks, em plena atividade profissional e o "rei" dos coxinhas de classe média, o juiz Sérgio Não Vem ao Caso Moro. Este último se tornou o astro da corte golpista e nativa, a que admira os "democratas" Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro, Aécio Neves, dentre outros da mesma espécie ou laia, além do pato corrupto e amarelo da Fiesp. Os que tem moral seletiva e hipócrita, assim como portadores de incomensurável analfabetismo político e complexo de vira-lata.

O juiz Moro, aquele que não quer ouvir, juntamente com seus asseclas as delações da OAS, da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, porque se ouvi-los a sério e de forma republicana vai ter de prender os políticos que tomaram de assalto o Palácio do Planalto (leia-se PSDB, PMDB, DEM e PPS, dentre outros), o que redundará na queda da República, que está a cair de podre, bem como os tucanos terão de eleger seus candidatos de dentro da cadeia. E Moro et caterva sabem disso. Ou não vem ao caso?

O que está a ocorrer é que, certamente, é que a força-tarefa da Lava Jato, com a cumplicidade do STF e da PGR, estão a cometer crimes contra as garantias constitucionais dos cidadãos e o Estado de Direito, que vão desde a publicidade opressiva na imprensa mercantil, como acontece diuturnamente com o Lula, até ao crime de tortura, como o relatado pelo senador cassado, Delcídio do Amaral, que disse ter sido colocado em uma sala escura na PF, onde teve de suportar a fumaça de um gerador, além do calor insuportável e da sensação de estar sendo sufocado, de forma que não pudesse respirar.

"Aquilo encheu o quarto de fumaça, e eu comecei a bater, mas ninguém abriu. Os caras não sei se não ouviram ou se fingiram que não ouviram. Era um gás de combustão, um calor filho da puta. Só três horas mais tarde abriram a porta. Foi dificílimo" — afirmou Delcídio em almoço com seus parentes, um tucano de origem e que, em passado não muito distante, assumiu diretoria na Petrobras nos tempos de FHC, quando já trabalhavam na estatal gente como Cerveró e quase todos os servidores públicos de carreira da petroleira, que hoje estão na condição de delatores, além de Sérgio Machado, pivô do escândalo que derrubou o senador Romero Jucá e outros ministros, que ocupavam cargos no governo do *mishell — o presidente pária e sem voto.

Não sei como se alicerçam as convicções de tais procuradores, delegados e juiz da Lava Jato. Talvez por meio de suas convicções políticas, partidárias, ideológicas e de classe social, o que se torna um problema grave e perigoso para a sociedade. Entretanto, quando essa gente de toga se torna meganha sem limites e livre de fiscalização de suas corregedorias, o Direito e a Lei se transformam em meganhagem, o que sobra, então, é uma pantomima de caráter fascista e, com efeito, perverso, desleal e injusto. O MPF se transformou no Doi-Codi ou no Dops, em pleno século XXI. Por isto, e já há algum tempo, foi chamado de monstro pelo ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, e também pelo, vejam só, general Golbery do Couto e Silva, um dos principais ideólogos da ditadura civil-militar.

Novamente Lula é denunciado pelo MPF do DF, que mais uma vez incorre em erro grave, pois suas ações dão a impressão de ação política à parte importante da população brasileira, que percebe as movimentações arbitrárias e casuísticas de procuradores como perseguição e caça ao Lula, a maior liderança popular e de esquerda da história do Brasil, volto a ressaltar.

Por sua vez,  jamais tais procuradores denunciam e acusam com ênfase e constância os políticos do PSDB, do PMDB, do DEM, do PPS, dentre outros partidos vinculados ao consórcio golpista de direita. Não sei por quê. Talvez porque nesses partidos de direita e que assumiram o poder por intermédio de um golpe de estado travestido de legal e legítimo são filiados apenas anjos. Ontem mesmo os anjos (caídos) se reuniram no Palácio da Alvorada com o golpista e usurpador, *mishell, para aprovar a PEC 241 — a PEC da Morte e do Estado Mais do que Mínimo —, como também, lembro mais uma vez, o presidente usurpador e traidor se reuniu com FHC, igualmente golpista, e com Gilmar Mendes — a herança maldita do grão-tucano para a República bananeira.

Trata-se de emenda constitucional prevista pelo programa dos golpistas chamado de "Uma Ponte para o Futuro (no Inferno)", que tem por propósito congelar os investimentos em saúde e educação, que a direita chama de "gastos", por longos 20 anos — duas décadas! Explico: dinheiro para rico é investimento. Para pobre, gastos. Imagine o resultado dessa receita diabólica e neoliberal do FMI e de outros órgãos de pirataria e espoliação, que retrocede o Brasil aos tempos sombrios do tucano golpista Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal Golpista I —, sujeito elitista também conhecido mundialmente como o Príncipe da Privataria, bem como regressa em forma de atraso à Velha República.

FHC é a cara e a alma da aristocracia tupiniquim da República do Café com Leite. O sociólogo que não entende nada de povo e nunca fez questão de compreendê-lo representa o golpe da casa grande de 1932 contra a Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas — o pai do Brasil moderno. Por isto que FHC vende o Brasil e desdenha seu povo, com imensa desfaçatez e arrogância. O tucano entreguista e elitista é a alma da casa grande de 1932. O gaúcho trabalhista e revolucionário é o espírito de 1930. Entendeu, o quer que eu desenhe?

Contudo, acabar ou enfraquecer as garantias individuais e constitucionais, com os direitos trabalhistas e previdenciários, com os programas de inclusão social efetivados pelo PT não basta. É necessário também privatizar tudo e deixar o Brasil com um Estado mínimo, de forma que o poder público não tenha força, dinheiro e poder para atender às demandas e às reivindicações do povo brasileiro.

População que partirá para a radicalização do individualismo selvagem, que já acontece há algum tempo, mas que recrudesceu com a ascensão de um golpista de direita ao poder e com a tomada das ruas por coxinhas da classe média conservadora, que ainda não perceberam o gravíssimo erro que cometeram, porque a direita vem com força e vai tomar e tirar tudo o que for possível e o que é de benefício social e econômico. Os golpistas, juntamente com os órgãos internacionais de exploração e espoliação, vão realmente raspar os cofres do Estado de bem-estar social estabelecido pelos governos trabalhistas do PT. Sobrará muito pouco: a rapa do tacho. É o que a direita sabe fazer.

Enquanto isto, Luiz Inácio Lula da Silva não sai da mira dos agentes do Estado compromissados com a desconstrução do patrimônio público do Brasil e com a destruição da moral e da imagem de Lula, de Dilma Rousseff e do PT. Sei que esquerdistas dizem que o PT errou muito. Porém, acertou muito mais. O PT tem de se reerguer e se rediscutir, mas pedir desculpas por ter realizado os governos que incluíram milhões de brasileiros em todas as atividades humanas, se torna uma provocação e insensatez inomináveis e inenarráveis.

O PT e os governos trabalhistas, realmente democráticos e de carácteres sociais tornaram o povo brasileiro protagonista de sua história e de sua autodeterminação. Pela primeira vez o pobre pegou em dinheiro e comprou o que ele queria sem a supervisão da classe média e dos ricos. Mulheres paupérrimas dos rincões do Brasil passaram a ter autonomia em suas vidas, realidade esta que enfureceu e encheu de rancor e ódio a alma dos coxinhas de classe média e dos ricos e muito ricos. Tanto é verdade que eles explodiram nas ruas e mostraram, para quem quisesse ver, que a corrupção não os incomoda, pois, se incomodasse, essa gente pediria cadeia para os demotucanos e iria às ruas pedir pela saída de *mishell temerário, além de baterem em panelas com suas barrigas cheias.

Lula pode ser preso ou ficar inelegível. Todavia, o consórcio de direita que tomou o poder de assalto como fazem os assaltantes, jamais terá paz, autoridade e legitimidade. A história dos governos petistas jamais será reescrita pelas mídias corruptas e golpistas e muito menos por coxinhas analfabetos políticos. A história não escolhe lado e nem time. Inquisição do MPF caça Lula novamente e sem provas. O domínio do fato sob o fanatismo de togados cobertos pelas luzes da ribalta. Lula é um estadista da grandeza de Getúlio Vargas. Todos eles sabem disso. É isso aí.

*mishell temer, além de ter seu nome sempre escrito em minúsculo, a partir de hoje terá seu primeiro nome escrito com as letras s-h-e-l-l. Portanto, o nome de tal desditosa peçonha passa a ser escrito no Palavra Livre como *mishell temer. PS: sempre em minúsculo.

*mishell temer - o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo, por se tratar de um pigmeu moral, político, citadino e golpista.

*temer é também conhecido pelo vulgo Amigo da Onça —  Usurpador Traidor.

Golpista é palavra sinônima de *mishell temer.


Golpismo é sua essência e razão.